Notas iniciais
Hey o/ Cara,antes de postar tava vendo cenas aleatórias de Toy Story 3 ,acabei parando naquela da Barbie ''A jessie tá certa! A força do direito deve superar o direito da força! '' Por pouco,muito pouco não coloquei essa frase nesse capitulo. Vei,ela é genial . Essa barbie marota com seus mil empregos.

Todos estavam inquietos com aquelas malditas palavras. Era difícil de acreditar que tínhamos passado dois anos tentando fugir para no fim falarem que somos uma falha e não temos o direito de permanecer vivos.

–Por que somos uma falha? -ergui um pouco minha voz para ter certeza que a mulher escutaria.

A mulher misterioso se voltou em nossa direção retirando sua mascara e um pequeno sorriso estampou seus lábios avermelhados. Agora podia ver que era uma mulher de mais ou menos uns 40 anos ou mais. Não parecia nenhum pouco abalada em sentenciar crianças aquela pena.

–Um dos motivos é Zoey. -respondia a mulher desviando o olhar na direção da garota de cabelos negros que na mesma hora deu um passo para trás e todos voltaram seus olhares para a mesma.

–Zoey?-repetiu Kristen.

–A facada no peito dela. Fui eu. -respondia a mulher como se fosse a coisa mais normal de se falar. -Zoey,assim como outros dos clareanos aqui presentes trabalhavam para o CRUEL. -Ela praticamente cuspiu a palavra clareanos.- Zoey era a encarregada do labirinto,mas ela acabou se revoltando contra nós,assim como os outros. Claro que foi só apagar as suas memórias e se tornaram uteis mais uma vez. Porém Zoey não permitiu que fizessem isso,achou que seria mais fácil fugir e ajuda-los de alguma forma.

Enquanto a mulher falava Zoey segurava sua cabeça como se conseguisse se lembrar de tudo agora,mas a dor ainda era forte demais para a mesma já que algumas lagrimas escorriam pelo seu rosto.

–Fui obrigada a mata-la. Mas entramos em uma briga corpo a corpo,foi o momento que a esfaqueie e o momento que a garota se jogou contra uma parede de vidro para se salvar. Por sorte,nenhuma artéria foi cortada e achamos que o melhor destino para ela seria o labirinto. Na verdade,tínhamos a espareça que um Crank a matasse antes que á achassem.

–Você jogava os agentes que não lhe serviam mais no labirinto...Por isso somos uma falha.-resmungava William abaixando a cabeça.

–Em partes. -respondeu a mulher dando as costas mais uma vezes e ordenando que nos tirassem dali.

Um grupo de pessoas com roupas especiais que não nos permitia ver seus rostos,cada centímetro dos seus corpos estavam cobertos pelas roupas meio militares. Eles agarraram nossos braços e começaram a nos arrastar até uma outra porta branca feita de metal. Relutamos de começo,mas todos pararam no momento que percebemos que todos ali estavam bem armados. Seria questão de tempo para aquela mulher mudar de ideia e mandar nos fuzilar se continuássemos com aquele comportamento. Na verdade não tinha motivo para lutar,não tinha nenhuma saída naquela base,ou seja lá o que for. Todos ali pareciam ter armas de fogo e já haviam retirado as nossas.

Apos atravessamos a porta metálica nos separaram. Era arrastado até o fim do corredor até uma porta que estava entreaberta. O seu interior mais parecia um consultório odontológico sem nenhuma higienização. Na parede havia um pequeno cartaz com as instruções da lobotomia frontal. Na imagem havia uma gravura de um rosto humano e penetrando seu olho direito havia uma estaca metálica que cortava seu lobo cerebral.

Meu estomago se revirava mais e mais. Não conseguia pensar em nenhuma saída,na verdade começava a desejar nunca ter saído da Clareira,acho que matar Verdugos e Cranks seria melhor do que isso.

Não parava de suar frio,tentava conter minha tremedeira,mas parecia impossível. Em poucos minutos estaria em estado vegetativo. Não tinha como se conter,aposto que até Jason e Kevin devem estar com medo.

Me sentaram naquela cadeira,semelhante a de dentista e a reclinaram um pouco para trás,colocando uma forte luz branca contra meu rosto. Prenderam minhas mãos e pernas com tiras feitas de couro negro. Arranhava o braço da cadeira na esperança de conseguir soltar-me de alguma forma,mas parecia impossível sair dali,sem estar vegetando.

Dois homens de branco com seus rostos cobertos pela mascara cirúrgica entraram na sala e os militares sairão. Os dois usavam luvas,mas apenas um deles se preparava o procedimento o outro olhava outra coisa numas gavetas que tinham por ali.

A estaca metálica já estava posicionada contra meu olho direito,tinham pequenos ganchos prendendo minhas pálpebras para evitar qualquer falha. Já podia o metal frio tocando meu globo ocular,o médico posicionou um martelo pequeno e próprio para aquilo atrás da estaca. O fitava,tentava me manter firme,mas ao vê-lo prestes a realizar o processo fiz de tudo para fechar meus olhos,porém era impedido pelos ganchos.

...

Um minuto sem nenhum som ou movimento da minha parte ou do médico que iria realizar aquela barbárie,porém o outro médico tinha planos diferentes. Em sua mão esquerda havia uma seringa com uma agulha longa na ponta que agora penetrava a jugular do parceiro,injetando ar em sua corrente sanguínea. O homem gritava de uma forma desesperadora e assustadora enquanto caia no chão e ficava se debatendo de dor com a mão em seu peito.

Minha respiração ficou ofegante demais e agora sim me debatia para sair dali. Tinha um psicopata preso naquela sala comigo,se ele fizesse o mesmo comigo? Nunca esteve em meus planos morrer com meu coração praticamente explodindo.

–Pare com isso garoto. -ordenava o homem puxando um canivete do bolso esquerdo do jaleco e retirando a mascara cirúrgica de sua face.

Era um homem de meia idade,embora não parecesse. Não consegui observa-lo pois o mesmo se abaixo para soltar minhas pernas e depois meus braços. Retirei aqueles ganchos dos meus olhos e pisquei algumas vezes.

–Quem é você? -perguntei.

–Perguntas ficam para depois. -dizia o homem. -Temos de sair daqui.

Não iria questiona-lo quanto a isso,mas ainda estava preocupado com os outros. Olhei ao redor e logo pude ver os outros clareanos e fiquei muito feliz em perceber que ninguém havia sido lobotomizado ou morto de outra forma.

–Quem são vocês?-perguntou Kat.

–As pessoas que salvaram suas vidas.-respondeu uma mulher de longos cabelos negros e lábios avermelhados.-Isso não basta?

Era difícil de acreditar naquilo. Os corredores daquele lugar agora estavam sem luz,apenas as de emergência. Haviam corpos sem vida e sangue por toda a parte. Aparentemente o grupo que nos salvará não parecia grande o suficiente para matar todos ali dentro,mas fomos salvos por eles. Acho que não deveria questionar e sim agradecer por ainda está vivo.