Maybe we can try again season 1
71 I love you every time more
Emma estava sentada na poltrona com o celular nas mãos falando com Ruby no WhatsApp, Regina tinha voltado a dormir se sentia cansada.
A porta do quarto abriu devagar, Kathryn entrou com berço pediátrico no quarto.
K: Boa noite mamães! – sorriu – Oh uma delas está dormindo!
E: Ei Kat – levantou indo até ela ajudando com o berço – Ele está acordado.
K: Acho que alguém já deve estar com fome não é pequeno Henry! – colocou a o dedo na mãozinha dele – Mas se ele não chorar deixe Regina descansar tranquilamente. Eu vou deixar vocês para se conhecerem melhor – olhou para a loira – Se precisar me chama, estou de plantão.
E: Ok, obrigada Kat!
A médica saiu do quarto, Emma ficou ali parada do lado do berço olhando para Henry, ele meio que choramingou, Emma olhou para Regina que dormia tranquilamente, olhando de novo para o pequeno que voltou a choramingar.
E: Sssshhh – se abaixou devagar pegando o recém-nascido nos braços – Sua mãe está dormindo – falou baixinho – Mas eu estou aqui, podemos esperar juntos até ela acordar, o que acha? – ele tinha os olhos meios fechados e se queixava nos braços da loira, Emma sorriu de leve, ele era muito lindo.
Deu um beijo na testa dele e foi até a janela. A noite estava linda lá fora cheia de estrelas.
E: Desculpa que eu ainda não tinha pegado você no colo é que muita coisa aconteceu e eu estava preocupada com a sua mãe... Sei que não justifica, mas quero que saiba que estou feliz em ter você nos meus braços agora! – sussurrava as palavras para o bebê enquanto o balançava de leve.
Regina abriu os olhos devagar, vendo Emma de costas para ela olhando pela janela.
R: Emm? – a loira com Henry nos braços girou o corpo encontrando os olhos da morena – Ele está aqui! – esticou os braços para que Emma se aproximasse.
Emma com um sorriso no rosto chegou perto da cama, passando Henry cuidadosamente para Regina, que marejou os olhos ao encarar o pequeno.
R: Oh meu deus! – olhou para Emma
E: Eu sei – sorriu com os lábios fechados
R: Ele é... – sorriu deixando uma lagrima escapar – Nosso bebê é perfeito! – olhou para a loira.
E: Como você! – passou a mão na face da morena
Depois de amamentar o pequeno ele automaticamente dormiu nos braços da morena, ela estava encantada com tamanha perfeição, um sorriso estampava o seu rosto a maior parte do tempo sorriso esse que não tinha como não contagiar quem estava do lado.
Emma logo o colocou no bercinho ao lado da cama para que Regina pudesse ficar mais perto dele.
R: Amor vem! – esticou a mão, Emma a pegou – Deita aqui comigo!
E: Não
R: Não o que?
E: Não vou me deitar aí com você
R: Por que não?
E: A cama vai ficar pequena com nós duas nela!
R: Eu já falei que vou perder esses quilos a mais que a gravidez me trouxe!
E: Eu não estou dizendo por isso! – riu – Quero dizer que você precisa descansar bem, se eu me deitar ai você vai ficar desconfortável!
R: Não diga bobagens! Venha por favor!
Emma revirou os olhos se rendendo, foi até a cama, Regina chegou um pouco para o lado, Emma deitou e Regina se aconchegou a ela.
R: Olha! Ficou perfeito! – olhou para cima para encarar os olhos da loira, tinha a cabeça na curva do pescoço de Emma – Não acredito que você preferia passar a noite naquela cadeira. Você ainda está com a roupa do futebol! – riu ao perceber só agora.
E: Bom, você não me deu tempo para trocar!
R: Você deveria ter ido para casa tomar um banho comer direito.
E: Claro e deixar você aqui sozinha?
R: Zelena poderia ter ficado comigo até você voltar!
E: Não, eu não quero sair do seu lado!
R: Eu estou bem!
E: Eu sei, mesmo assim...
R: Você gostou dele? – olhou para Henry a loira seguiu o seu olhar
E: Claro que eu gostei dele! Por que você está perguntando isso?
R: Apenas quero saber... – deu de ombros.
E: Eu gostei dele, eu gostei muito dele!
Regina levantou o rosto encarando os olhos verdes, depois seu olhar caiu nos lábios da loira, ela diminuiu a distância entre elas, beijando apaixonadamente a sua mulher, voltando a deitar a cabeça sobre o ombro de Emma, fechando os olhos, ainda sentia um cansaço.
A primeira noite com Henry foi tranquila ele quase nem chorou, e quando o fez era porque precisava apenas que alguém trocasse sua fralda, Emma com a ajuda de Regina trocou, logo com um pouco mais de leite ele voltou a dormir assim como suas mães.
Zelena chegou cedinho da manhã, Emma estava esperando por ela para passar em casa tomar um banho e arrumar algumas coisas do trabalho sobre tirar uns dias de folga para ajudar Regina com o bebê.
Z: Bom dia! – entrou com os copos de café e donas
R: Bom dia – sorriu, recebendo um beijo na bochecha.
Z: Seu café Swan!
E: Obrigada Zel!
Z: Ai meu deus que coisa mais fofa! – deu um beijo no topo da cabeça de Henry que estava embrulhinho nos braços da morena dormindo.
E: Você pode ficar aqui até que horas? – perguntou para a cunhada
Z: Vá tranquila, descanse, eu mudei os trabalhos de hoje para amanhã.
E: Ok, obrigada! Amor! – Regina olhou para ela – Eu tenho que ir.
R: OK, babe! – Emma foi até ela para se despedir com um beijo – Você vai descansar, não é?
E: Eu estou bem, não preciso descansar.
R: Emma!
E: Esqueceu que eu já fiz vários plantões na minha vida? Estou bem! Se lembrar de alguma coisa, manda mensagem que eu trago quando vir ok?
R: OK!
Emma deu mais um selinho nela e logo depois beijou o pequeno rostinho de Henry.
Assim que Emma saiu Regina bufou.
Z: O que foi?
R: Ela não vai dormir...
Você ouviu o que ela disse, está acostumada já, não se preocupe!
R: Como posso não me preocupar com ela? – encarou os olhos claros da ruiva
Z: Eu sei, mas agora deixe de conversa e me dê meu sobrinho aqui! – foi até Regina que pegou o pequeno no colo.
[...]
Emma se dirigiu até sua casa, chegando lá foi direto tomar um banho, vestindo um jeans e uma camisa ela foi até a cozinha abriu a geladeira e ficou olhando por alguns segundos, precisaria passar no mercado antes de Regina voltasse para casa. Serviu um copo de suco que tomou rapidamente.
Pegou as chaves da moto o capacete, tirou a moto da garagem, subiu e saiu.
A alguns quilômetros dali parou em uma floricultura comprou um arranjo branco de lírios bem decorado. Ajeitou na moto direitinho para não estragar as flores, subiu novamente no veículo dando partida em sua velocidade peculiar.
Andou a passos lentos pela grama verde, o dia estava lindo, céu azul sem nenhuma nuvem, a temperatura era baixa, estava fazendo um pouco de frio na cidade hoje.
Depois de andar e chegar ao seu destino, Emma colocou o arranjo de flores ali no chão e logo se sentou na grama...
E: Ei meu amor... – olhou para o nome na lapide – Eu sei, tem um tempo que eu não apareço por aqui, me perdoe por isso. Não sei se você vai gostar dessas flores, mas vi elas e achei bonitas, prometo que da próxima vez vou escolher melhor – fez uma pausa respirando fundo – Então... Seu irmão nasceu, você provavelmente já está sabendo disso, não é? Sua mãe não sabe que estou aqui, mas... não sei, senti como uma necessidade de vir até aqui te contar sobre ele. Acho que você teria ficado muito feliz em conhecê-lo – sorriu fraco – Ele se parece com você. Eu quero que você saiba que... nunca vamos te esquecer, ok? Não importa quantas crianças venham, e não estou dizendo que mais viram, apenas... você sempre será a nossa primeira! Estou tentando me acostumar a ideia e quero muito fazer isso porque sua mãe precisa de mim. Sinto muito sua falta Baby! – deixou uma lagrima escapar, passando rapidamente a mão no rosto para secá-la – Mas eu estou bem, não se preocupe, não farei mais nada estupido, só que ainda dói muito sua ausência. Sabe, quando eu te vi pela primeira vez, eu me senti diferente de algum jeito, pronta para enfrentar o que fosse, só que dessa vez eu não senti nada além de medo, medo de perder a sua mãe, sei que as circunstâncias eram outras, mas eu não posso dizer isso para a sua mãe, porque você sabe ela vai ficar triste e nós não queremos que a mamãe fique triste, não é? E se eu não conseguir dessa vez? Quer dizer, eu sei como cuidar de um bebê, mas e se eu não conseguir sentir...? E se eu não conseguir... Sua mãe pode ir embora de novo... Sempre vamos ter essa opção... Porque você sabe, eu corro para o bar, mas sua mãe voa para outras cidades... Eu ainda não sei o que vou fazer – mais uma lagrima escapou – Mas prometo que vou descobrir! É como quando eu comprava um novo puzzle para a gente montar juntas e você dizia “mãe não é tão difícil quanto parece – sorriu chorando com a lembrança – Você só tem que tentar, e as peças vão encaixar” Então eu apenas vou ficar com isso na minha cabeça, vou tentar por você, por mamãe e por Henry! Eu te amo minha Baby Lucy! – beijou a mão tocando a pedra fria que continha o nome da sua filha, fazendo logo seu caminho de volta para a sua atual vida real.
[...]
No dia seguinte Regina estava ansiosa já para ir para casa, com Henry no colo e suas coisas prontas estava apenas esperando Emma voltar com a alta.
Regina cantava uma música de ninar baixinho quando Emma voltou a entrar no quarto
E: Pronto! Podemos ir! – olhou para a morena – Está tudo bem?
R: Sim, só estou um pouco nervosa – sorriu
E: Por quê?
R: Porque agora tudo se torna real... Não que antes já não fosse, mas...
E: Eu entendo amor!
R: Vamos Henry – sorriu beijando a bochecha no pequeno – Vamos para casa!
E: Pode deixar que eu levo as bolsas! – falou pegando a bolsa de bebê colocando no ombro e a mochila preta de couro de Regina.
R: Você conseguiu falar com a Zelena?
E: Não...
R: Liguei para ela várias vezes.
E: Ela não ia pegar o seu pai no aeroporto?
R: Sim, por isso queria saber se ela tinha conseguido chegar a tempo.
E: Relaxa amor, com certeza ela conseguiu!
Chegando ao carro Emma guardou as coisas no porta-mala, voltando para abrir a porta de trás para Regina, ela colocou Henry no bebê conforto ajeitando-o e logo entrou no carro, sentando do lado dele. Emma deu a volta entrando no seu lugar de motorista, olhou para trás vendo a morena checando para ver se estava tudo bem com o filho.
E: Ficou bem Gina?
R: Sim! Droga!
E: O que foi?
R: Meu celular ficou na bolsa.
E: Quer que eu pegue?
R: Não, eu ligo depois para a Zelena.
E: Pega o meu – passou o aparelho para a morena
R: Obrigada!
E: Podemos ir?
R: Sim, devagar por favor!
E: Sim Madame!
A viagem voltando para casa foi tranquila, Emma fez o melhor que pode para ir devagar, Regina tinha conseguido falar com Zelena, o voo de Henry pai tinha atrasado.
Assim que o carro estacionou em frente à casa Swan Mills, Ingrid abriu a porta saindo com um sorriso.
R: Oh sua mãe está aqui!
E: Sim, pedi pra ela passar no mercado e ajeitar um pouco as coisas por aqui para receber vocês.
R: Emma!
E: O que? Ela não se importa, ela gosta de ajudar, você sabe! Vamos entrar?
R: Sim!
Ingrid abriu a porta do carro, Regina ajudou retirando o bebê conforto do carro, a sogra pego-o com o neto, cumprimentando Regina e a Emma.
I: Oh ele está dormindo – admirou o pequeno – Fico feliz que vocês já estejam em casa.
R: Eu também, não via a hora de voltar!
E: Mãe como foram as compras? – perguntou do lado da mulher se dirigindo para a porta
I: Tudo tranquilo meu bem – sorriu
Assim que entraram Regina pegou as bolsas das mãos de Emma.
R: Vou levar isso lá pra dentro
E: Ok – ficou olhando morena se afastar.
I: Está tudo bem? – sentou-se com Henry no sofá
E: Sim, claro! – sentou-se perto
I: Emma, olha pra mim!
E: O que foi mãe? – olhou para os olhos claros da mãe – Está tudo bem!
I: Ok, vou lá ver se a Regina precisa de ajuda.
E: Deixa que eu vou! – fez menção de se levantar, mas Ingrid pegou no braço dela
I: Eu vou! Você fica aí com o seu filho – sorriu, levantando-se do sofá.
Emma chegou mais próxima de Henry pegando a mãozinha dele, ele apertou o dedo dela fazendo-a sorrir. A campainha tocou tirando Emma da admiração que começava a ter por aquela criança.
E: Deve ser a sua tia Zelena, vamos abrir para ela? – pegou Henry no colo cuidadosamente e foi até a porta – Oh não, é a tia Ruby!
RL: Ai meu deus, espere, espere! – pegou o celular, tirando uma foto da loira com o bebê nos braços
E: Bom dia Red!
RL: Bom dia coração, desculpe não podia perder esse momento! Olá pequeno príncipe! – beijou a bochecha do menino
E: O batom Red, cuidado!
RL: Calma, não marquei ele, mas você sim pode né? – beijou o rosto da loira deixando sua marca, Emma revirou os olhos – Cadê a outra mãe? – entrou procurando por Regina
E: Lá dentro com a minha mãe.
RL: Vou lavar as mãos pra pegar essa coisinha linda!
E: Você não tinha que trabalhar hoje?
RL: Está me mandando embora? – perguntou desde o banheiro para lavar as mãos
E: Não apenas perguntando...
RL: Me dê ele aqui! – esticou os braços
E: Lavou as mãos direito?
RL: Cale a boca! – Emma sorrindo passou o pequeno para a amiga – Os olhinhos dele!
E: O que que tem eles?
RL: São esverdeados – olhou para a loira – Ele saiu a nós!
E: São ne? – chegou mais perto para observar com Ruby
RL: Você não tinha reparado?
E: Ele mal abriu os olhos desde que nasceu.
RL: Eu poderia perfeitamente ser a mãe dele!
E: Não...!
RL: Será que todos os seus filhos vão nascer com os olhos verdes?
E: Para de falar bobagem! – riu da cara de Ruby
R: Ei, vejo que estão se divertindo por aqui! – chegou perto de Emma, passando a mão para limpar a marca de batom no rosto da esposa – Você colocou o berço para o quarto
E: Sim, pra ele ficar mais perto da gente.
R: Gostei da sua iniciativa – sorriu dando um beijo estalado no rosto da loira.
RL: Oi Regina – cumprimentou a morena – Como está se sentindo?
R: Bem, quer dizer, daquele jeito depois de ter um bebê, mas bem, obrigada por perguntar. E você, Graham?
RL: Tudo bem, Graham está trabalhando, falou que passa mais tarde por aqui.
R: Ah que bom – o celular da morena começou a chamar – Com licença deve ser a Zelena.
RL: Mas me conta loira, anda trocando muitas fraldas?
E: Algumas... – sorriu
RL: Esses pequenos seres fazem cocô pra caramba – falou olhando para Henry enquanto o balançava – Aí Emma ele é muito lindo!
E: Genética é boa, fazer o que? – abriu de braços se jogando no sofá
RL: Convencida! Quero um desses, faz pra mim?
E: Faz você!
RL: Não, mas é que eu quero ele já pronto assim, lindo! Até a parte de fazer eu topo porque né – sorriu safada – Mas carregar e esperar? Ah não tenho paciência pra isso não!
E: Não dá ideia que depois o Graham vai ficar querendo filho e você não, e depois da merda!
RL: Ei – bateu no braço da loira – Olha como fala!
E: O que?
RL: Não fica falando essas coisas na frente dele!
E: Ah vai dar uma de Regina agora?
RL: Você não tem alguma coisa para convidar as visitas não?
E: Não! Tenho que passar no mercado...
I: Tem sim Ruby! – Ingrid entrou no cômodo, olhando para Emma que sorriu – Não faz muito cheguei do mercado!
RL: Ah maldita! – olhou sorrindo para Emma que riu
I: Vou te servir um suco Querida
RL: Um vinho não tem? – sussurrou para Emma
E: Mãe a Ruby quer vinho não suco!
RL: Ssshhh!
I: Não está muito cedo para vinho não?
RL: Suco está ótimo dona Ingrid! Obrigada. – Olhou para Henry que estava nos seus braços – Pega ele, o seu filho dormiu!
E: Cuidado com a cabecinha dele – pegou Henry com cuidado – Vou deitar ele no berço já volta!
RL: Ok!
Ao entrar no quarto encontrou a morena no telefone ainda.
R: OK Zelena, vem direto pra cá! Tá bom! Até daqui a pouco, beijo!
E: Amor, ele dormiu
R: Espere eu te ajudo! – ajeitou o bercinho para Emma deitar o pequeno
E: Pronto – colocou o bebê no berço delicadamente – Obrigada. Cadê sua irmã?
R: Já já ela está chegando.
E: OK, vamos para a sala? Ruby também veio te visitar...
R: Sim, claro! Desculpe
E: O que houve que você tá nervosa?
R: Nada... E só que meu Pai já deveria estar aqui, ele deveria estar quando Henry nasceu!
E: Mas as coisas se apressaram meu amor – segurou o rosto dela entre as mãos – Ele já está chegando!
R: Eu sei, seu sei! Mas eu liguei uma semana antes falando que ele já poderia vir, ele falou que tinha muito trabalho na fazenda então por isso não poderia sair de lá nesse tempo...
E: Certo, mas fica calma agora ok! Daqui a pouco a Zel está batendo ai na porta! – deu um selinho delicado nos lábios da esposa – Vamos para sala?
R: Sim! Obrigada Emm!
E: Pelo que?
R: Por estar do meu lado sempre!
E: Onde mais eu estaria? – beijou os lábios da morena.
Regina deitou um pouco para descansar, Emma voltou para a sala encontrando Ruby e Ingrid em uma conversa divertida, na verdade tudo que tivesse Ruby por perto era impossível não ser divertido, já que a morena de mechas vermelhas contagiava o ambiente com a sua alegria e sorriso largo.
[...]
A tarde passou rapidamente Regina estava com a TV ligada assistindo com o volumem baixinho, Henry tinha acabado de tomar leite e voltou a dormir tranquilamente, Emma estava de lá para cá com a ajuda da mãe, tentando estar atentas as necessidades da esposa. Ruby não demorou muito para ir embora, pois recebeu uma ligação do trabalho. Ingrid também tinha algumas coisas para fazer, mas voltaria mais tarde.
A campainha chamou e Regina se sobressaltou, estava ansiosa por ver o seu pai. A loira foi abrir a porta dando de cara com o sogro e a cunhada.
E: Finalmente vocês chegaram, Regina estava a ponto de ter um troço.
Depois de se cumprimentarem, Emma os guiou até o quarto, para que pudessem ver Regina e o bebê.
Ao vê-los abrir um sorriso, o homem chegou mais perto dela, ela abraçou forte o homem mais velho, recebendo um beijo no rosto.
R: Papai! Finalmente, estava morrendo de saudades!
H: Eu também minha filha!
R: Entre! Cadê a Zel? – olhou por cima do ombro dele
H: Sua irmã está pegando os presentes no carro.
R: Presentes? O senhor sabe que não precisa disso!
H: Desculpe o atraso, eu pensava sair mais cedo de lá, mas tinha algumas coisas ainda para organizar na fazenda.
R: As coisas estão complicadas por lá?
H: Estamos tendo problemas com alguns dos nossos cavalos, Arthur tem outros trabalhos ao redor e não está dando para tudo. Temos alguns cavalos que começaram a ficar doente... Está um caos!
R: Sério? Está tão tenso assim?
H: Mas não se preocupe! Estamos dando um jeito, August e Arthur estão me ajudando muito!
Z: Aqui os presentes, cheguei! – abriu os braços cansada colocando os presentes na poltrona.
R: Obrigada Zel – foi cumprimentar a irmã
Z: Tem alguma coisa para comer? Estou morrendo de fome!
R: Tem, já sabe o caminho da cozinha! – sorriu apontando para o cômodo
H: Deixa-me ver o meu neto.
R: Ele está dormindo agora, venha ver! – a morena estava com ele na cama.
Abriu passo entre as cobertinhas dele, para revelar o seu pequeno rosto.
R: Papai – sussurrou – Conheça o seu neto Henry!
H: Olá Henry! – o homem velho sussurrou de volta sorrindo.
Mais a noite outras visitas apareceram para conhecer o recém-chegado ao mundo, a casa, a vida, Henry Swan Mills.
Graham apareceu acompanhado de Ruby, Anna e Mulan na casa da família Swan Mills. Logo mais as amigas de Regina, Kat e Belle se juntaram a reunião.
Pediram pizza, armaram a mesa e toda a tropa se juntou para conversar, comer pizza, beber cerveja, suco, pegar Henry no colo e comentar as novidades atuais.
R: Finalmente tenho o prazer em te conhecer Mulan! – sorriu indo com a cara da oriental
A morena tinha levantado por um momento mesmo contra a vontade de Swan, sentada no sofá com Emma do lado.
RL: Emma não para de falar nela, não é? – com um gesto mexendo as sobrancelhas Regina confirmou.
G: Não é pra menos! Depois dela salvar a sua vida! – olhou para Emma recebendo um beliscão de Ruby.
R: Como assim? – riu não entendendo
G: Nada não, acho que bebi umas cervejas demais...
Regina olhou para Emma e perguntou em um “o que?” silencioso, mas Emma sorriu e respondeu do mesmo jeito “nada”. Nesse mesmo instante Henry começou a chorar, Regina fez menção de levantar rápido, mas não foi possível, Emma entendendo levantou e foi ela até o quarto, pegar o bebe.
Todos ficaram conversando entre eles, Regina reparou que Emma estava demorando para voltar, então com cuidado ela se levantou e foi até o quarto encontrar com ela.
R: Está tudo bem? – perguntou assim que entrou no quarto.
E: Sim, acho que ele precisa trocar de fralda! – olhou para a morena que estava na entrando no quarto.
O casal permaneceu no quarto atendendo as necessidades do seu filho, mas ela ficou cismada com a conversa por isso também foi ao encontro de Emma.
Em silencio elas trocaram a fralda de Henry, depois de finalizar Emma deu um beijo no rostinho do pequeno e Regina quebrou o silencio.
R: O que Mulan quis dizer?
E: Amor...
R: Isso aconteceu com você? Aquele dia...?
E: Não importa agora!
R: Certo...
E: Você sabe que eu não posso te contar essas coisas! – Regina a encarou – Ok, talvez essa parte eu possa contar, mas... Eu não vou! Quando eu saio do distrito eu tento deixar tudo lá, se o dia não foi tão bom, tento deixar esses sentimentos por lá, não trazer para casa, as vezes é muito difícil, mas você é o meu lugar seguro, então...
R: Eu fico com medo toda vez que você sai para o trabalho, apenas isso!
E: Eu sei, eu também ficaria se fosse você. Mas temos que aprender a conviver com isso de um jeito que não prejudique a nossa vida em casa! Você não pode ficar brava toda vez que souber que eu tive em uma situação dessas...
R: Eu não estou brava!
E: Olha, eu tenho bons parceiros lá fora, sempre estamos cuidando um do outro para que todos possam voltar para casa!
R: Então a Mulan salvou a sua vida?
E: Sim!
R: Então... Acho que eu também já gosto dessa menina! – Emma sorriu de leve – E acho que devo agradecê-la por você ter voltada para mim aquela noite.
Regina estava mudada e Emma se orgulhava da nova Regina, algum tempo atrás isso teria rendido uma discussão bem mais longa, mas atualmente Regina conseguia compreender, ou tentar mais do que antes.
E: Eu te amo cada vez mais, sabia? – chegou perto puxando a morena pela cintura, aproximando os seus corpos
R: Isso é possível? – sorriu
E: Não achei que fosse... – Emma encostou sua testa na da morena
Z: Ai graças a deus! – o casal separou um pouco olhando para Zelena que estava na porta – Tudo bem gente – olhou para a sala – Elas não estão brigando! – Emma e Regina riram do comentário da ruiva – Estamos esperando por vocês! Quanto tempo precisam para trocar uma fralda?
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