Maybe we can try again season 1
54 I can´t forgive you yet
Notas iniciais
Depois de se recompor e dedicar tempo uma a outra, Emma e Regina voltaram para casa, a loira tomou conta da morena o resto da tarde e noitinha.
Belle saiu do trabalho e decidiu passar na casa do casal para visitar a sua amiga. Em privacidade no quarto, enquanto Emma estava na sala com a mãe a morena pôs a amiga por dentro das novidades.
R: ...E então eu vou até a casa da minha irmã conversar com ela, tomar um chá, saber dela... E adivinha quem abre a porta?
B: Quem abriu a porta? Algum cara sem roupa?
R: Oh eu adoraria que tivesse sido apenas isso. Eu poderia lidar muito bem com um cara sem roupa, Querida! Mas não! Cora! Cora Mills abriu a porta!
B: Whaaaaat? – arregalou os olhos.
R: Exatamente! E a Zelena nem sequer me avisou, uma mensagem teria sido perfeita, não precisava nem me ligar, apenas uma mensagem Belle! E quando Cora viu a minha barriga, começou a destilar todo o seu veneno!
B: Aposto que Zelena ficou preocupada com você!
R: O que seja, ela deveria ter pensado antes de esconder que a nossa querida mamãe tinha voltado.
B: Sabe que vai ter que falar com ela certo?
R: Eu sei! Mas estou cansada de ouvir explicações depois que a merda esta feita! Zelena e eu estávamos tão bem – lamentou – E não a culpo, pois sei o quão manipuladora Cora pode chegar a ser. E tem toda a história da mãe da Emma também.
B: O que aconteceu?
R: Ela perdeu o emprego, Emma não sabia, ela revelou hoje. E eu estou sendo o melhor que posso com ela, por Henry, mas eu não consigo me sentir 100% confortável com ela, não depois de tudo.
B: É eu imagino – fez uma cara – Ela contou a Emma do trabalho?
R: Sim, elas estão conversando nesse momento. Tenho que me conter, é a mãe da Emma, então... – fez um gesto de estar meditando – Sabe o que eu quero muito nesse momento?
B: O que?
R: Beber! Beber muito! Sinto muito falta do álcool – fez drama fazendo a amiga sorrir.
[...]
I: Não precisa se preocupar minha filha!
E: Mãe! Estamos falando do remédio da sua pressão! A senhora não pode deixar se tomar ele.
I: Posso reajustar a dose
E: Sim, quando a médica mandar, não sozinha!
I: O remédio é caro Emma, e eu estou tentando administrar o que vai ficando de dinheiro, até encontrar um novo trabalho.
E: Não precisa disso! Pode deixar que o eu assumo a responsabilidade do seu remédio.
I: Como assim?
E: Até a senhora encontrar um novo emprego eu pago o seu remédio.
I: Nem pensar! Você vai ter o seu filho, são outros gastos e responsabilidades! Não posso aceitar!
E: Está decidido mãe! Eu sei que é uma fase difícil encontrar um novo emprego e tal. Então me deixa te ajudar!
I: Ok... – falou rendida – Por enquanto eu aceito a sua ajuda.
Belle apareceu na sala, as duas mulheres loiras olharam para ela.
B: Desculpa interromper, eu já vou indo.
E: Oh não se preocupe! Não quer ficar para jantar Belle?
B: Não, obrigada, Kat tá saindo do plantão a gente ficou de se encontrar.
E: Ah tá certo – sorriu acompanhando a mulher até a porta.
B: Boa noite Dona Ingrid
I: Boa noite Querida.
Emma se despediu da amiga de Regina, e logo voltou para a sala, mas Ingrid já tinha levantado, estava na cozinha começando a separar as coisas para o jantar. Swan nada disse, pois, sua mãe já tinha dado por finalizada a conversa, olhou para o corredor e foi ver Regina.
A morena estava deitada com uma cara de desconforto.
E: Parece que chegamos a um acordo com mamãe – falou se jogando na cama
R: Sim? – sentou devagar – Me conta mais sobre isso.
E: Bom... vou ajudar ela com as despesas dos remédios que são o mais caro que ela tem.
R: Ok... – falou olhando nos olhos da morena esperando por mais.
E: O quê?
R: Só isso?
E: Bom ela me contou um pouco sobre o que passou, que perdeu o emprego pra uma professora mais jovem e tals... E conseguir cobrir os remédios da mamãe, ahm... Talvez requer alguns plantões extras...?
R: Eu imaginei isso! Eu posso te ajudar com a despesa dos remédios, pra que você não tenha que pegar plantões extras...
E: Regina, não!
R: Emma! Eu não posso permitir que você trabalhe mais do que já trabalha por costume, eu não vou aceitar isso de novo, você está me ouvindo!
E: Eu sei...
R: Sua única opção é aceitar a minha ajuda também!
E: Eu não conversei com a minha mãe para você pagar os remédios dela!
R: Ela é a avo do nosso filho meu bem, também tenho o direito de ajudá-la. Mas Você não perguntou o que ela pretende fazer?
E: Não...!
R: Emma! Ela não pode ficar dormindo no quarto de Henry por muito tempo! Ainda temos que terminar de arrumar, em poucos meses ele vai nascer, e eu não quero mudar para uma casa maior agora!
E: Fica tranquila! Eu não perguntei a ela quanto tempo ela vai ficar pra não ser fria... Mas ela não vai ficar muito tempo, conheço a minha mãe.
R: Emma você dê um jeito! Eu quero o quarto do nosso filho pronto!
E: É ele estará meu amor! — sorriu
R: Estou falando sério Swan!
E: Siiim minha linda! – chegou mais perto beijando os lábios da mulher.
[...]
Na manhã seguinte, Emma preparou um belo café da manhã e levou para Regina na cama. Colocou o café no criado mudo, abriu a cortina de leve, fazendo entrar um fio de luz no quarto. Foi até a mulher, dando beijos no ombro que estava descoberto, pescoço, bochecha, até morena murmurar e abrir os olhos devagar.
E: Bom dia, minha Rainha!
R: Hum que delícia acordar assim! – pegou o rosto da loira beijando em ambos lados.
A campainha chamou, Emma tentou levantar pra ir atender, mas a morena não à deixou ir. A campainha voltou a chamar três vezes seguidas.
E: Deixa-me ir lá amor – separou – Minha mãe não está para abrir a porta – sorriu levantando – Aqui o seu iogurte!
Descalça e de pijama ainda, a loira foi até a porta, ao abrir deu de cara com a tão conhecida ruiva de olhos claros.
Z: Bom dia Swan! Preciso ver a minha irmã! – adentrou a casa
E: Bom dia... Espere Zel! – falou vendo a mulher ir direto para o quarto.
R: Obrigado pelo café meu amor – falou assim que ouviu a porta do quarto se abrir, sem olhar para ela – Estava... – não finalizou, pois, seus olhos caíram na irmã.
Z: Regina! Eu preciso falar com você!
R: Não! – levantou a mão em sinal para ela nem começar
Z: Regina me ouve!
R: Eu não quero falar com você neste momento!
Z: Você não está entendendo!
R: Prefiro mesmo não entender!
Z: Você não pode fazer isso comigo!
R: Ah, mas você pode? Você pode esconder coisas de mim!? Você pode jogar a nossa cumplicidade que estamos construindo, estávamos... Dia a Dia!? – a morena começou a ficar nervosa
Z: Ela é a nossa mãe Regina! Ela tem seus motivos, e você também, Henry também, mas ela é a nossa mãe.
R: Você não pode ser tão cruel com papai! – marejou
Z: Não estou sendo!
R: Tem muito de Cora em você!
Z: Isso é pra ser um elogio ou um insulto? – pergunto irónica
R: O que te faça sentir melhor! – respondeu seca
Z: Eu vim até aqui para te pedir desculpa! Mas não vou aceitar que você pise em mim e que seja irônica e fria! Porque eu reconheço tudo o que temos melhorado como irmãs, e que somos melhores que isso!
R: Eu não posso te perdoar neste momento, porque eu realmente me sinto muito abalada pela sua atitude, entendo os seus motivos, entendo o quanto você quer agradar a Cora, o quanto você sempre quis! Mas somos nós Zelena! Somos nós, não a Cora! Ela não é a sua família, ela não é nem minha... Papai, você e eu somos uma família, apesar dos problemas todos que tivemos enquanto nos tornávamos adultas...
Z: Não posso fazer como se ela simplesmente não existisse, Regina! — falou com lagrimas nos olhos
R: Eu sei... — estendeu a mão para que a irmã chegasse mais perto, a ruiva pegou, e Regina a puxou para sentar na cama — Eu sei que vou te perdoar em pouco tempo, porque agora eu não sei como é não ter uma irmã, e eu não quero perder isso por bobagem.
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