Notas iniciais
CAP 80% INEDITO DEPOIS DA RESPOSTAGEM

Depois de se recompor e dedicar tempo uma a outra, Emma e Regina voltaram para casa, a loira tomou conta da morena o resto da tarde e noitinha.

Belle saiu do trabalho e decidiu passar na casa do casal para visitar a sua amiga. Em privacidade no quarto, enquanto Emma estava na sala com a mãe a morena pôs a amiga por dentro das novidades.

R: ...E então eu vou até a casa da minha irmã conversar com ela, tomar um chá, saber dela... E adivinha quem abre a porta?

B: Quem abriu a porta? Algum cara sem roupa?

R: Oh eu adoraria que tivesse sido apenas isso. Eu poderia lidar muito bem com um cara sem roupa, Querida! Mas não! Cora! Cora Mills abriu a porta!

B: Whaaaaat? – arregalou os olhos.

R: Exatamente! E a Zelena nem sequer me avisou, uma mensagem teria sido perfeita, não precisava nem me ligar, apenas uma mensagem Belle! E quando Cora viu a minha barriga, começou a destilar todo o seu veneno!

B: Aposto que Zelena ficou preocupada com você!

R: O que seja, ela deveria ter pensado antes de esconder que a nossa querida mamãe tinha voltado.

B: Sabe que vai ter que falar com ela certo?

R: Eu sei! Mas estou cansada de ouvir explicações depois que a merda esta feita! Zelena e eu estávamos tão bem – lamentou – E não a culpo, pois sei o quão manipuladora Cora pode chegar a ser. E tem toda a história da mãe da Emma também.

B: O que aconteceu?

R: Ela perdeu o emprego, Emma não sabia, ela revelou hoje. E eu estou sendo o melhor que posso com ela, por Henry, mas eu não consigo me sentir 100% confortável com ela, não depois de tudo.

B: É eu imagino – fez uma cara – Ela contou a Emma do trabalho?

R: Sim, elas estão conversando nesse momento. Tenho que me conter, é a mãe da Emma, então... – fez um gesto de estar meditando – Sabe o que eu quero muito nesse momento?

B: O que?

R: Beber! Beber muito! Sinto muito falta do álcool – fez drama fazendo a amiga sorrir.

[...]

I: Não precisa se preocupar minha filha!

E: Mãe! Estamos falando do remédio da sua pressão! A senhora não pode deixar se tomar ele.

I: Posso reajustar a dose

E: Sim, quando a médica mandar, não sozinha!

I: O remédio é caro Emma, e eu estou tentando administrar o que vai ficando de dinheiro, até encontrar um novo trabalho.

E: Não precisa disso! Pode deixar que o eu assumo a responsabilidade do seu remédio.

I: Como assim?

E: Até a senhora encontrar um novo emprego eu pago o seu remédio.

I: Nem pensar! Você vai ter o seu filho, são outros gastos e responsabilidades! Não posso aceitar!

E: Está decidido mãe! Eu sei que é uma fase difícil encontrar um novo emprego e tal. Então me deixa te ajudar!

I: Ok... – falou rendida – Por enquanto eu aceito a sua ajuda.

Belle apareceu na sala, as duas mulheres loiras olharam para ela.

B: Desculpa interromper, eu já vou indo.

E: Oh não se preocupe! Não quer ficar para jantar Belle?

B: Não, obrigada, Kat tá saindo do plantão a gente ficou de se encontrar.

E: Ah tá certo – sorriu acompanhando a mulher até a porta.

B: Boa noite Dona Ingrid

I: Boa noite Querida.

Emma se despediu da amiga de Regina, e logo voltou para a sala, mas Ingrid já tinha levantado, estava na cozinha começando a separar as coisas para o jantar. Swan nada disse, pois, sua mãe já tinha dado por finalizada a conversa, olhou para o corredor e foi ver Regina.

A morena estava deitada com uma cara de desconforto.

E: Parece que chegamos a um acordo com mamãe – falou se jogando na cama

R: Sim? – sentou devagar – Me conta mais sobre isso.

E: Bom... vou ajudar ela com as despesas dos remédios que são o mais caro que ela tem.

R: Ok... – falou olhando nos olhos da morena esperando por mais.

E: O quê?

R: Só isso?

E: Bom ela me contou um pouco sobre o que passou, que perdeu o emprego pra uma professora mais jovem e tals... E conseguir cobrir os remédios da mamãe, ahm... Talvez requer alguns plantões extras...?

R: Eu imaginei isso! Eu posso te ajudar com a despesa dos remédios, pra que você não tenha que pegar plantões extras...

E: Regina, não!

R: Emma! Eu não posso permitir que você trabalhe mais do que já trabalha por costume, eu não vou aceitar isso de novo, você está me ouvindo!

E: Eu sei...

R: Sua única opção é aceitar a minha ajuda também!

E: Eu não conversei com a minha mãe para você pagar os remédios dela!

R: Ela é a avo do nosso filho meu bem, também tenho o direito de ajudá-la. Mas Você não perguntou o que ela pretende fazer?

E: Não...!

R: Emma! Ela não pode ficar dormindo no quarto de Henry por muito tempo! Ainda temos que terminar de arrumar, em poucos meses ele vai nascer, e eu não quero mudar para uma casa maior agora!

E: Fica tranquila! Eu não perguntei a ela quanto tempo ela vai ficar pra não ser fria... Mas ela não vai ficar muito tempo, conheço a minha mãe.

R: Emma você dê um jeito! Eu quero o quarto do nosso filho pronto!

E: É ele estará meu amor! — sorriu

R: Estou falando sério Swan!

E: Siiim minha linda! – chegou mais perto beijando os lábios da mulher.

[...]

Na manhã seguinte, Emma preparou um belo café da manhã e levou para Regina na cama. Colocou o café no criado mudo, abriu a cortina de leve, fazendo entrar um fio de luz no quarto. Foi até a mulher, dando beijos no ombro que estava descoberto, pescoço, bochecha, até morena murmurar e abrir os olhos devagar.

E: Bom dia, minha Rainha!

R: Hum que delícia acordar assim! – pegou o rosto da loira beijando em ambos lados.

A campainha chamou, Emma tentou levantar pra ir atender, mas a morena não à deixou ir. A campainha voltou a chamar três vezes seguidas.

E: Deixa-me ir lá amor – separou – Minha mãe não está para abrir a porta – sorriu levantando – Aqui o seu iogurte!

Descalça e de pijama ainda, a loira foi até a porta, ao abrir deu de cara com a tão conhecida ruiva de olhos claros.

Z: Bom dia Swan! Preciso ver a minha irmã! – adentrou a casa

E: Bom dia... Espere Zel! – falou vendo a mulher ir direto para o quarto.

R: Obrigado pelo café meu amor – falou assim que ouviu a porta do quarto se abrir, sem olhar para ela – Estava... – não finalizou, pois, seus olhos caíram na irmã.

Z: Regina! Eu preciso falar com você!

R: Não! – levantou a mão em sinal para ela nem começar

Z: Regina me ouve!

R: Eu não quero falar com você neste momento!

Z: Você não está entendendo!

R: Prefiro mesmo não entender!

Z: Você não pode fazer isso comigo!

R: Ah, mas você pode? Você pode esconder coisas de mim!? Você pode jogar a nossa cumplicidade que estamos construindo, estávamos... Dia a Dia!? – a morena começou a ficar nervosa

Z: Ela é a nossa mãe Regina! Ela tem seus motivos, e você também, Henry também, mas ela é a nossa mãe.

R: Você não pode ser tão cruel com papai! – marejou

Z: Não estou sendo!

R: Tem muito de Cora em você!

Z: Isso é pra ser um elogio ou um insulto? – pergunto irónica

R: O que te faça sentir melhor! – respondeu seca

Z: Eu vim até aqui para te pedir desculpa! Mas não vou aceitar que você pise em mim e que seja irônica e fria! Porque eu reconheço tudo o que temos melhorado como irmãs, e que somos melhores que isso!

R: Eu não posso te perdoar neste momento, porque eu realmente me sinto muito abalada pela sua atitude, entendo os seus motivos, entendo o quanto você quer agradar a Cora, o quanto você sempre quis! Mas somos nós Zelena! Somos nós, não a Cora! Ela não é a sua família, ela não é nem minha... Papai, você e eu somos uma família, apesar dos problemas todos que tivemos enquanto nos tornávamos adultas...

Z: Não posso fazer como se ela simplesmente não existisse, Regina! — falou com lagrimas nos olhos

R: Eu sei... — estendeu a mão para que a irmã chegasse mais perto, a ruiva pegou, e Regina a puxou para sentar na cama — Eu sei que vou te perdoar em pouco tempo, porque agora eu não sei como é não ter uma irmã, e eu não quero perder isso por bobagem.