Maybe a True Rebel
3 Capítulo 3- Borboletas do Arco-Íris
Notas iniciais
Rainbow ainda não havia andado muito quando se auto interrompeu ao ver Rarity dançando com AppleJack. Não que tivesse ciúmes da garota de cabelos roxos, mas alguma coisa naquela cena a deixou um tanto quanto desconfortável.
–Ah... Oi. –a garotinha do cabelo rosado se aproximou timidamente de Dash.
–Oi, gata. Tudo de boa? –Rainbow procurou esquecer o desconforto de ver Rarity com AppleJack e sorrir para a desconhecida.
–Eu estou bem. –respondeu no mesmo tom baixinho, quase inaudível, de sempre. –Eu, é... Hm... Eu a-adorei esse seu tênis.
–Ow. Então você é fã de Evanescence também? –Dash logo se animou para conversar com a garota mesmo que ela falasse tão baixo que quase lhe dava agonia.
–Uh. Pra... Pra falar a verdade eu não conheço. –passou a mão no cabelo colocando uma parte atrás da orelha deixando seu rosto um pouco mais visível.
–O QUE?! –Rainbow se indignou. –Como assim não conhece a melhor banda de todos os tempos, gata?
–É que... Bem, eu fui criada no interior e não entendo muito de música. Na verdade tudo o que eu ouvia eram umas modinhas sertanejas que tocavam no radinho de pilha que minha avó tinha, mais nada. –respondeu entortando a boca de um jeito fofo.
–Pois deixa eu te dizer uma coisa, gata. Se você nunca ouviu a perfeitamente melodiosa voz da Amy Lee, então você nunca viveu. Vem comigo.
Rainbow Dash pegou a mão esquerda de Fluttershy e a puxou sem nem perceber que esse simples ato fez a garota ficar mais vermelha que uma pimenta, o que até ficava cômico contrastando com o rosa tão clarinho e delicado de seus cabelos.
Logo estavam sentadas no sofá da casa dos Pie e a garota de olhos cor de rosa tirou um MP4 do bolso e desenrolou o fone de ouvido. Não precisou procurar pasta, apenas apertar o play na música que já estava: My Immortal. A música lenta e suave entrou pelo ouvido e envolveu até a alma de Fluttershy, mas em seguida começou a bateria de The Other Side. Embora fosse de natureza calma, Flutter também acabou gostando da música. Mas na terceira (Bring Me To Life), já não conseguiu se concentrar tanto na música, pois Rainbow começou a falar.
–Essa é uma das minhas favoritas, sabe? Tem gente que quer tanto ser fã que acaba menosprezando Bring Me To Life e My Immortal só porque são as mais populares da banda, mas tinham que ser populares mesmo. São músicas muito f*das. Sabe o que eu acho? É ridículo as pessoas não gostarem de uma coisa só porque todo mundo gosta. Tão se deixando influenciar pela opinião dos outros do mesmo jeito.
–Concordo com você.
–Gata, porque você fala tão baixinho?
–Todo mundo sempre me pergunta isso. Eu não sei, sempre falei desse jeito, desde muito novinha. Minha avó até costuma dizer que eu sou muito quietinha pra ter sangue Pie, então devo ter puxado pra família do meu pai.
–Você não conhece a família do seu pai?
–Não. Ao menos não que eu me lembre.
–Por quê? Ele não se dá bem com a família?
–Ele morreu quando eu tinha cinco anos. Ele e minha mãe foram assassinados durante um assalto por isso me mandaram pra fazenda da minha avó, onde morei até semana passada quando me mudei pra cá.
–Oh. Sinto muito.
–Tudo bem. Eu já me acostumei. Eu lembro de como eles eram. Minha mãe tinha um sorriso grande sempre estampado no rosto, coisa de Pie. Já o meu pai sorria de canto e ria bem discretamente, tipo eu. Eu só não consigo me lembrar de como as vozes deles soavam de verdade, embora sempre veja os vídeos caseiros deles.
–Uau. Que barra.
–Melhor parar de falar disso antes que a conversa fique muito melancólica. Então... Eu nem cheguei a te perguntar o seu nome. –embora já tivesse perguntado a Pinkie, Fluttershy preferiu perguntar para não parecer estranha.
–É Rainbow Dash, mas pode me chamar só de Dash. Ou de Rainbow, o que preferir. E o seu qual é? –Rainbow teve o mesmo pensamento.
–É Flutter. Fluttershy Bunny, mas pode me chamar só de Flutter mesmo.
–Então, Flutter... Já que você não tinha muito contato com música, o que você costumava fazer pra passar o tempo antes de vir pra cá?
–Eu ajudava nas tarefas da fazenda, principalmente cuidando dos animais. Digamos que eu tenho uma espécie de dom pra isso.
–Que tipo de animais você cuidava?
–De todo tipo, desde galinhas e patos até pôneis e vacas. É uma das coisas que mais sinto falta, estar em contado com os bichos.
–Eu não entendo muito de animais. O máximo que sei é não deixar o meu cágado morrer de fome.
–Awn, você tem um cágado. Que legal. Qual o nome dele?
–É Tank.
–Eu quero conhecê-lo, okay? Sou totalmente apaixonada por animais. Como não pude trazer nenhum da fazenda, a Pinkie me deu um coelhinho, é a coisa mais fofa da minha vida. O nome dele é Angel.
–Pinkie acertou no tipo de bichinho. Você é fofa, coelhos são fofos.
–Você me acha fofa? –mais uma vez naquela noite, o rosto de Flutter assumiu uma coloração avermelhada.
–Acho sim, gata. Ainda mais quando fica vermelha assim. –Dash riu e afastou uma mecha do cabelo de Flutter colocando-a atrás da orelha. –Dá até vontade de morder a sua bochecha.
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