Maybe Ure My Love!!
4 Capítulo 4
Notas iniciais
O que eu tenho? O que deu em mim? Ele/ela queria me beijar? Por que eu?
Deus alguém me mande uma luz!
Ao pensar isso, o carro da minha mãe parou ao meu lado. Obrigado pela luz deus.
- Miku, vamos, entre no carro. – ela disse para mim sorridente.
- Mamãe. – falei animado e sorridente. Devia lembrar mais tarde de agradecê-la por isso.
- E aí? Como foi o primeiro dia de aula? Arranjo muitos amigos? Já está de paquera com alguém? E as provas quando vão ser? Sua sala é boa? Alguém judiou de você? Você andou brigando? Porque você esta tão pálido? Parece que tomou um susto. – falou ela, rápido, em um fôlego só.
— MÃE! — gritei assustado com tanta pergunta.
- Diga! – falou ela me olhando animada.
- Dá pra fazer uma pergunta de cada vez? Ou se calar? Ou parar de ser chata? Ou vai tomar no cu? – falei me estressando. Lembra aquilo que eu disse de agradecê-la? Pois é, esqueça u_ú
- Mas eu não sou chata filhote. – falou ela com uma cara triste
- Ai, é sim! – falei sem paciência.
- Ai, também não pergunto mais nada não. – ela disse ofendida.
- Ow, mãe, também não é assim, minha bebezinha. – disse sorrindo meigamente pra ela, dando um beijinho em sua bochecha e abraçando-a.
- Sai, seu doido num ta vendo que eu to dirigindo? Quer morrer jumento? – ela gritou prestando atenção no trânsito.
- Não mamãe. – falei baixinho.
- Então me larga. – ela disse bufando.
Passou um tempo e eu não agüentava ficar parado ali sem falar nada com alguém ou com algo ou com a minha mãe, então soltei logo:
- Mamãe? Mãe, fala comigo, por favor. FALA COMIGO PORRA. – falei irritado por ela estar me ignorando.
- Não vou falar não, caralho! – ela disse em tom de deboche.
- E por que não? – ué, o que eu tinha feito agora eihn?
- Porque eu to tomando no cu! – ela disse emburrada.
Comecei a rir, tava demorando até, já estava até pensando que ela não tinha escutado essa parte.
— Ah velhinha, não fica com raiva não, me desculpe vai, prometo não mandar você ir mais tomar no cu, eu to precisando falar com você. – falei com os olhos brilhando falsamente.
- Ta bom. Fala — falou ela parando o carro e olhando para mim demoniacamente.
- Antes me de um sorriso, você está me dando medo mãe. – falei a olhando. Ela sorriu. — Bem melhor. Bom mãe, é que eu quero te falar eu acho que estou gostando...
- De uma garota linda? – ela me cortou fazendo cara de emocionada.
- É uma pessoa muito bonita mamãe, mas não é bem assim...
- Bem assim como? – ela perguntou assustada
- Ela é ele. – falei meio incerto.
- Como assim ela é ele? – ela perguntou se virando assustada para mim.
- Ela, ops, ele se chama Bou. – continuei.
- a Bou?
- não mamãe, o Bou.
- Ai minha nossa senhora, você é gay? – ela perguntou espantada.
- Mãe! Eu não disse que eu sou gay! – exclamei.
— Você acabou de dizer que esta gostando de um garoto, você quer que eu pense o que? – ela perguntou me olhando.
- Mãe, eu só tive uma atração, eu não estou gostando. – falei.
- Você disse que estava gostando.
- Disse? – perguntei confuso.
- Disse.
- Não disse não ¬¬
- Disse sim u_ú
- Ah é? E como eu vou acreditar? Você tem como me provar é? Tem um gravador aí? – perguntei sarcástico.
- Pra falar a verdade... Tenho! – ela disse tirando um mini-chipe do som do carro, e o ligou repetindo o que disse.
- Meu deus pra que você carrega um gravador no som do carro? – perguntei assustado.
- Vai que eu sou assaltada? Eu tenho que ter provas contra o ladrão – ela falou como se fosse a coisa mais normal do mundo.
- Mas, mas, mas... – comecei, gente, minha mãe tem problemas.
- Nem mais nem menos, continue o que você esta dizendo mocinho... Como é o nome dela? – ela me perguntou e eu a fuzilei com o olhar. — Ele? – ela me olhou insegura. — É Bou né? E como ele é? Há quando tempo você o conhece? Vocês já se beijaram?
— MÃE, eu não estou gostando dele. – falei entre os dentes.
- Ah está sim. – ela disse com cara de convencida.
- E como você sabe?
- Eu sou mulher. – ela respondeu com a maior cara de quem tinha descoberto o mundo.
- Nossa mãe, que coisa eihn? Descobriu sozinha, foi? – perguntei sarcástico.
- Idiota ¬¬
- O que? – perguntei espantado.
- Eu não quis dizer nesse sentido. – ela falou entediada.
- E quis dizer como?
- Quis dizer que mulheres têm sexto sentido.
- E?
- E que a gente sabe quando uma pessoa está apaixonada.
- É? – perguntei espantado.
- É.
- E como se aprende isso? – perguntei curioso.
- Você é mulher?
- Não O_O – respondi óbvio.
- Então não vai saber nunca.
- Por que? – perguntei triste.
- Ta difícil hoje né? Para de me enrolar menino, vai dizer logo como o Bou é, ou não? – ela perguntou se alterando.
- Calma mãe, vou falar... Ele é assim ó: loirinho, branquelo, um rosto muito redondo, os olhos tão bonitos com aquele lápis, usando aquela fitinha preta na cabeça, usava uma saia jeans com uma meia arrastão e uma blusa de manga longa rosa, com um gloomy desenhado na blusa de baixo branca. Bem magrinho e um pouquinho mais baixo que eu. E uma voz doce, ele era tão lindo mãe, ai, ai. – falei como se estivesse... Apaixonado?
- Hm, hm, hm... Que mais? – perguntou ela segurando um caderninho e uma caneta.
- Mãe o que você esta fazendo? – perguntei espantado.
- Escrevendo os detalhes. – respondeu ela naturalmente.
- Em um caderninho? – quando eu digo que tem problemas... ¬¬
- Sim.
- Pra que mãe?
- Para tirar uma conclusão.
- e qual é a sua conclusão? – perguntei ansioso.
- Você esta apaixonado! – ela gritou como se fosse uma criança.
- AI MEU DEUS!
- Isso é bom. – falou ela sorrindo.
- Isso é bom?
- Sim.
- Você queria ter um filho gay? – perguntei inseguro.
- Filho meu heterossexual? Nunca! – falou ela.
Isso foi uma piada? Há há, só pra não perde a amizade né. u_ú
- To brincando filhote, é que eu aceito o que você quiser, contanto que esteja feliz. – Ela disse sorrindo, e meus olhos se encheram de lágrimas.
- Oh, que linda mãe eu tenho. — disse indo abraça-la.
— MINHA NOSSA SENHORA DE SÃO BRIQUILINO DE EU DE QUATRO! – ela gritou assustando-me.
— O quê? O que foi? – perguntei exasperado.
— Olhe para si, para seus órgãos. — ela disse ligando o carro e deixando a escola.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
— Coloca isso em cima, menino. – ela falou me entregando sua bolsa
.
— Meu deus do céu! Como isso foi acontecer?
— Lembra que você estava falando do Bou? ^-^
-Ai meu senhor, eu mal o conheci, mal falei com ele, e foi só falar e lembrar dele, e já tive uma excitação?
— É o amoooooooooooooor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assim. – minha mãe cantava, ou melhor, gritava, aquela música nojenta.
— Ah, cala a boca, mãe – falei emburrado.
— Linda como um neném. Que sexo tem, que sexo tem? Namora sempre com gay! Que nexo faz, Tão sexy gaaay. – minha mãe continuava a cantar e a rebolar. Deuses do céu, como ela consegue cantar, rebolar e dirigir ao mesmo tempo? *-*’
— Mc Perla nãaaaaaao – gritei enquanto ligava o rádio.
Em poucos segundos, a voz do locutor começou a anunciar a atração do dia na rádio.
- E agora com vocês, a nova banda do momento: Panic! At The Disco. – o locutor falava mostrando uma certa excitação.
- Olá Panic! At The disco!
- Olá locutor! – foi dito em coro.
- Meu nome é Gerard.
- Nossa, que legal. Sério?
- É sim!
- Agora, pergunta se eu ligo.
- Você liga?
- Qual é o número do seu telefone, gato? Nós podemos marca uma hora e...
- Com licença? – alguém disse
- Eu gostaria de sabe o que a bandinha emo do momento vai tocar? – uma voz feminina perguntou.
- Emo é o teu cu, sua vadia. – um dos garotos da banda falou estressado.
- Vadia é a tua mãe, sua bicha chorona.
- Bicha chorona? Bicha chorona vai ser você quando eu te decapitar, seu cavalo!
- Será que os dois podem parar? — gritou alguém.
- Cala a boca, Jon! – as duas vozes que discutiam gritaram em coro.
— Oi, gente! Aqui é o Spencer Smith falando! Estou solteiro, tenho 19 anos, gosto de mulheres de estatura média e de boa formação...
- CALEM JÁ A BOCA! VOCÊS ESTÃO EM PLENA GRAVAÇÃO! TODOS OS NOSSOS OUVINTES ESTÃO NOS ESCUTANDO! SEUS IDIOTAS!
- Quem é a vadia?
- É a dona da radio!
- Oh, sua monstrengo, nós falamos em inglês e estamos tocando no Japão, viu quadrúpede?
- A maioria dos japoneses sabe falar e entender inglês, agora se me der licença. Querido, onde você comprou essa maquiagem perfeita? *-* Estou atrás de uma que se dê bem com o meu rosto, uma que tire essas espinhazinhas aqui, sabe?
- Ah, isso é muito caro amor, não é para sua laia não.
- Então, você poderia emprestar? ;D
- Posso sim, vaca. Mas não usa muito, porque não é milagroso para tirar as crateras dessa sua cara não, ta?
- Ai, amor, obrigada! Qual é o seu nome?
- Ryan.
- Prazer Ryan. Eu sou a dona da rádio em que vocês estão agora.
- É...eu percebi. Então, pessoal, vamos cantar?
- VAAAAAAAAAMOS! — gritou o tal Jon desesperado – EU NÃO AGÜENTO MAIS! O Spencer na seca! O Brendon virou bicha! E Ryan, o que diabos é isso? Você anda usando maquiagem? E ainda por cima, da Dior? A mulher está usando a sua maquiagem da Dior inteira.
- AAAAAAAAAI, sua mocréia! Passa logo isso pra cá!
- E ai, gente, ninguém liga pra mim. Vamos logo cantar?
- Vamos! – Ouviu-se uma voz vinda do fundo e um chiado — Eu te ligo, ta gato? ;D
- Caham! Bom, desculpem-nos pelo mal entendido e agora com vocês: Panic! At the disco.
- RYAN! SOLTA A VADIA! — gritou alguém.
- O que vocês vão tocar? — perguntou o locutor soltando beijinhos para o vocal.
- There\'s A Good Reason These Tables Are Numbered Honey. You Just Haven\'t Thought Of It Yet.
- UOU, é isso aí arrasa!
- Chegamos. – minha mãe falou séria.
— Ai droga, mãe! Só porque eu ia escutar Panic!
— Não começa menino. ¬_¬
— Por que você ta brava mesmo, em?
— Você não quis me ouvir cantar Mc.Perla. – ela falou em um tom choroso.
— Dá licença, que eu poupo meus tímpanos de merda, viu? – falei rindo.
— Hum, tanto faz. Agora vai embora logo, menino!
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