Notas iniciais
*¬* primeiro contato, desculpa a demora pra atualizar, :*

Era uma escola bonita, com muita gente e eu não era um esquisito no meio de todas aquelas pessoas, tinha até meninos de batom, se é que aquilo eram meninos, fui me dirigindo a um grande telão aonde tinha meu nome e minha classe. Cheguei à sala 28º e me sentei em uma carteira qualquer.

A aula passou rápido ou eu dormi demais e não percebi, até que senti alguém me cutucando. Ela era linda, seu rosto parecia de um anjinho, suas roupas eram bem descoladas e seu sorriso também, então lhe ouvi dizer:


— Você tem grafite? — disse ela sorrindo.

Respondi que sim, e lhe entreguei um, retribuindo seu sorriso.

Passou um tempo para terminar a aula. Arrumei minhas coisas lentamente, pois não tinha pressa alguma, estava morgando de qualquer forma, ao levantar-me vi na porta a menina a qual tinha emprestado grafite, como sempre sorrindo.

- Olá — disse ela.

- Oi. – respondi.

- Qual seu nome? – ela perguntou simpática.

- Miku e o seu? – respondi simpático também.

- Boooooou, te achei querido, esse povo sempre separa a gente, mais que droga! – um menino entrou parou a nossa frente, eufórico. — Quem é ele? — perguntou o menino estranho, que tinha acabado de chegar, me apontando.

- A Teruki esse é o Miku, Miku esse é o Teruki e eu sou o Bou. – a menina nos apresentou.

- A, bou? – perguntei confuso.

- Não, o bou! – ele respondeu, parecendo mais confuso que eu.

- No masculino? – perguntei, ainda incrédulo.

- Sim! – ele disse naturalmente agora.

- OMG! o_o – falei para mim mesmo, espantado.

- Que foi achou que Bou fosse uma mulher? — perguntou o tal de Teruki. E eu afirmei com a cabeça. Ele sorriu. – É comum de isso ocorrer aqui, brincam mais com o meu Bouzinho, só porque ele prefere saias e vestidos. – terminou ele naturalmente.

- Saias e vestidos? – perguntei espantado.

- Não se preocupe eu uso um shortinho por baixo segurando tudo. Quer ver? — disse ele levantando o vestido.

Não sei por que me veio um sim, mas só consegui rir e responder, entre os dentes com as bochechas vermelhas, um ‘não!’

- Desculpa cortar o barato dos dois, mas que tal se irmos para o outro bloco comer algo? Minhas lombrigas estão morrendo de fome — disse o intrometido.

- Vamos. — respondemos em coral.