Maybe Ure My Love!!
8 Capítulo 8
Notas iniciais
- E então garotão? – minha mãe começou tentando puxar papo comigo.
- O que é? – perguntei sem muito interesse
- Como assim “o que é?” – Ela falou alterando a voz. – O que você fez ontem no seu quarto com o garoto-menina, em? – ela me questionou com um olhar pervertido na cara.
- Nada. — respondi virando o rosto.
- Como assim “nada?” — ela parou o carro bruscamente e virou-se para mim. – Eu estava crente de que iria virar vovó.
- Vovó? Mamãe querida, homens não engravidam. — falei pegando docemente em seu rosto.
- Não? – ela perguntou fazendo uma cara de choro.
- Mamãe, quem engravidou? Foi você ou o papai? – interroguei-a chateado
- Bom...para falar a verdade, eu não sei. Porque seu pai tinha uma barriga de chope enorme. – minha mãe respondeu ficando vermelha.
- Ai meu deus! Você não sabe nem de onde eu vim? Que mãe é essa que eu tenho, meu deus?
- Mas eu sei que você fez alguma coisa com o seu amado. – ela disse ligando o carro novamente e partindo.
- E como você sabe? – perguntei desinteressado. Sabia que já estava vindo besteira, de novo.
- Porque você esta na fase de puberdade. Conheço muito bem essa fase: hormônios em alta, sexo, sexo, sexo, gemidos, chocolate, sexo. — respondeu com uma expressão de prazer no rosto.
- Nossa como você é uma mulher sábia. Sabe até como eu nasci e de onde eu vim.
- Isso não importa, mocinho! Mas eu sei que você fez coisas com esse tal de Bou.
- Nós não fizemos exatamente nada, mamãe. — abaixei a cara.
- E por que vocês não fizeram nada? Você broxou? – ela agora falava com raiva.
- Não, não! É que o Bou teve que ir embora. — encolhi-me no banco. – Ele disse que tinha que ir encontrar outra pessoa.
- Você mal começou o namoro com o menino e já é corno? – ela questionou-me maliciosamente.
- Eu e o Bou não estamos namorando, mamãe.
- Chegamos. – minha mãe falou destravando as portas do carro. – Cuide-se, moçinho. Se continuar assim, você não vai muito longe com esse relacionamento. Cuide do seu homem. — ela trancou o carro novamente e saiu rindo maliciosamente.
- Deus, ela dá medo. — virei e fiquei pensando no que mamãe havia dito.
Será mesmo que virei corno? Quando olho para frente, me dou com a cena do Bou sendo carregado pelo Teruki. Os dois estavam em altos risos e muitas demonstrações de carinho. TERUUUUUUUUKI, o que esse idiota pensa que está fazendo?
- Oi Miku. – uma garota me cumprimentou.
- O quê? – murmurei estressado.
- Qual é a sua série? – ela perguntou simpaticamente.
- Cala a boca. — retruquei e sai correndo atrás do Teruki e do Bou. Para onde ele acha que estava levando o meu querido Bou? AAAAH, se eu te pego Teruki — Senpai.
- Olá, Miku. – era o Kanon que acenava e sorria alegremente para mim.
— Oi. – cumprimentei-o ofegante por causa da corrida. — Você viu o bou?
- Vi. Ele estava sendo carregado pelo Teruki para a sala. Por quê?
- Obrigado Kanon. — sai correndo novamente rumo à sala.
Chego à sala e vejo o idiota do Teruki sentado na minha carteira, segurando a mão do Bou. O que ele pensa que está fazendo? Então foi o Teruki quem o Bou foi encontrar ontem depois de mim? Vou dando passos fortes até à minha carteira e dou um murro na mesa conseguindo chamar a atenção dos dois.
- Oi, Miku. – Teruki me saudou dando um belo sorriso amarelo.
Havia fogo em meus olhos. Se eu pudesse, eu mataria esse garoto.
– Oi, Bou. — falei com a intenção de ignorar Teruki.
- Oi, Miku querido! – Bou disse alegremente.
- Então, foi isso que você foi fazer ontem depois de sair da minha casa? – interroguei-o sem muito rodeio.
- Isso o quê? – ele perguntou confuso.
- Não se faça de desentendido, Bou. — alterei-me. – Você foi para a casa do Teruki depois de tudo que tivemos ontem à noite? Você não gostou, foi isso? Foi só porque eu te dei um fora? Eu só estava um pouco nervoso, entendeu?
Nessa hora a classe inteira já estava ao nosso redor e tinha até aparecido alguns garotos de fora que ficaram olhando a cena pela porta.
- Miku. – Bou suspirou se levantando. – Você não acha que já fez perguntas demais? — ele fez uma expressão com o rosto, mostrando que todos estavam nos observando.
- Des-des-desculpa. – minhas bochechas começaram a atingir um tom avermelhado tamanha era a vergonhas que eu sentia.
- O que vocês estão olhando? Voltem aos seus lugares. — era Teruki tentando colocar um pouco de autoridade em toda a situação.
- Vem aqui, Miku. — Bou chamou me puxando para fora da classe.
Bou acabou me levando para um quartinho de vassouras muito pequeno.
– O que você pretende fazer com todo esse escândalo? – ele perguntou sério.
- Escândalo? — me levantei, mas acabei batendo a cabeça no teto e me abaixei novamente. – Você não tem noção de como eu fiquei ontem depois que você foi embora. Você não me deu nenhuma explicação. E depois do que eu vi hoje de manhã...
- O que você viu?
- Eu vi você sendo carregado pelo Teruki. O que você queria que eu achasse? Kawaii? Agora eu sei quem você foi ver depois de sair da minha casa. — fiquei vermelho.
- Mas eu não fui para a casa do Teruki. — disse ele levantando o rosto
- E você foi para onde, então? — levantei e ficamos nos encarando.
- Eu fui para a casa do Kanon. E depois para a minha.
- O quê? — levantei bruscamente e dessa vez a batida doeu. – O que você foi fazer na casa do kanon?
- é, anh, é...eu fui... — ele ficou vermelho novamente e abaixou a cabeça. – Eu fui ensina-lo matemática, ele estava com dificuldade.
- Ah. — Ele estava mesmo ensinando matemática? Tudo bem que o Bou é muito bom na matéria, mas por que ele havia ficado tão vermelho de repente? – Então você não precisa me explicar mais nada. Vamos para a classe. — me levantei e fui embora.
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