Notas iniciais
eu sei que o cap. é pequeno mais upp outro amanhã :**

Desci rápido e Bou me acompanhou para não se perder. Chegamos à sala e vi minha mãe com a cara vermelha de raiva, comendo yakisoba e vendo uma luta de boxe. Aquilo me deu medo, mas preferi não comentar nada. Puxei Bou pela mão e o levei em direção à cozinha. Ficamos comendo nosso yakisoba e nos olhando de forma excitada. Quanto mais conversávamos, mais Bou sorria. E eu gostava daquilo, me deixava bastante excitado, e eu não sabia se agüentaria mais ali por muito tempo. Até que...

- Miku?

- Sim? — perguntei sorrindo.

- Eu tenho que ir. – ele falou sem muito interesse no que eu pensaria.

- Mas, mas já? Por que? – o interroguei assustado — Achei que você fosse dormir aqui em casa.

- É que eu lembrei que tinha marcado uma coisa com outra pessoa. – Bou explicou.

- Com quem? — Que historia é essa? Pensei.

- Amanhã eu te conto. — ele falou se levantando.

- Mas, mas, mas... – tentei argumentar me levantando rápido.

- Vou indo, amor. — ele me deu um suave beijo no rosto, o que acabou me deixando vermelho.

Ele passou pela minha mãe e acenou dizendo:

- Tchau, tia!

- VAI LA POPÓ, UHUUUUÚ, UI TESÃO *-*. – ela gritou.

Fiquei impressionado, queria saber o porquê daquela reação repentina. Será que foi por causa do fora que eu dei nele? Puxa, eu sou novo! Fico envergonhado com essas coisas. Ficava pensando e subi até o meu quarto sem muito interesse em mais nada.


Segunda parte

Dormi com o cheiro de Bou nos meus lençóis, quando acordei já era tarde demais. Dormi mais que o normal, acabei perdendo a hora enquanto sonhava com o impossível. Estranhei o fato de que minha mãe não havia ido me acordar, afinal é ela quem sempre me acorda. Mas não dei muita importância a isso, ela provavelmente ainda estava estressada comigo por causa do que havia ocorrido ontem à noite. Então, preferi apenas fazer o que fazia todas as manhãs. Vesti um casaco marrom claro, porque estava um dia frio. Desci as escadas esperando encontrar minha mãe já no ponto, mas em vez disso, me deparei com uma cena inacreditável: minha mãe estava deitada no sofá com pedaços de pizza pelo chão, cerveja, pipoca, milks shakes e uma coca derramada sobre o controle remoto da televisão.

- Meu deusinho do céu, mas que cabaré é esse dentro da minha casa? — pensei com os olhos arregalados. – Droga, a escola!

- MAMÃÃÃÃÃÃE. — gritei e ocorreu o esperado: ela acordou fazendo com que voasse pipoca e pingos de coca-cola para tudo que é lado.

- Anh, Anh? É DA POLÍCIA? – ela perguntou ainda de olhos meio fechados.

- Não, mamãe. Sou eu, o Miku, seu filho. Que bagunça é essa que você fez aqui? Comeu tudo isso sozinha? Sabe quantas calorias tem aqui? – Sim, eu tenho problemas com comidas gordurosas. Você só percebeu agora foi?

- Ah ta, é você. O que deseja? – minha mãe perguntou ainda deitada.

- O bou...! – pensei, mas claro que não foi isso que eu respondi — Eu quero que a senhora se levante desse sofá e vá me deixar na escola.

- Como é que é? — ela deu um pulo e dessa vez caiu do sofá, mas logo se levantou e foi dizendo: — Você ta louco, menino! Por que não disse isso antes?

- Porque eu achei que a senhora...

- Você não achou nada! Você não tem nem direito de achar. – ela falou meio alterada, já se estressando. – Você só tem o direito de ficar calado e sair. – e em seguida, abriu a porta.

- Você vai assim? – perguntei com os olhos esbugalhado, afinal de contar, ela estava de roupas intimas.

- Ah sim. — ela respondeu meio sem graça. Pegou um casaco e colocou no corpo o fechando. – Vamos?

- Ma-ma-mãe, você vai assim? — perguntei assustado.

- Você quer ir ou não à escola? — ela disse aumentando o tom de voz.

- Quero. – respondi abaixando o rosto.

- Então vamos. — ela falou fazendo gestos indicando que eu deveria sair.

- Ta. — Ainda não acredito que ela vai desse jeito.