Maybe Ure My Love!!
6 Capítulo 6
Notas iniciais
THX pra quem lê e obrigada pelos reviews
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH. — dei um grito e acordei rapidamente.
- o que foi? O que foi? O que foi? — perguntou alguém com o susto que tinha tomado.
- Quem é você? — perguntei olhando para baixo. – BOU? — Assustei-me.
- EU! – Bou falou sorrindo.
- O que você ta fazendo aqui, criatura? — perguntei confuso.
- Bom, eu fui à diretoria e pedi o seu endereço. Falei que era o Bou para sua mãe, então ela me avaliou e me fez mais de cem perguntas de uma só vez, mas eu consegui responder todas [o/], ela então disse que eu podia subir. Ai eu cheguei aqui e você estava dormindo, então eu resolvi dormir aqui também. – ele disse, fazendo expressões na mão.
- E a sua mãe sabe que você está aqui?
- Sabe. Eu disse que estava indo à casa de um amigo e que poderia passar muiiiiito tempo lá. — ele explicou sem fazer muito rodeio.
Logo percebi que eu estava sem blusa e que tudo aquilo tinha sido um pesadelo dentro de outro. Percebi também que o Bou estava no meu quarto. Meu deus! Como o tempo passou rápido, ai senhor. Ficava nervoso com os meus pensamentos.
- Você está bem? – Bou questionou, percebendo minha cara de nojo.
- Sim, sim. Na verdade não eu estava suando frio e... — AI MEU DEUS! — gritei.
- O que foi? — Ele perguntou jogando algumas roupas para cima do susto.
- Eu to sem blusa. – falei incrédulo
- E? — perguntou com uma cara de taxo.
- E acontece que você está aqui! – respondi preocupado.
- É? Você tem o mesmo que eu, não tem? – Bou disse sentido-se xingado.
- Tenho. Mas, mas... — meu deus eu não podia acreditar. Estava sem blusa, deitado com o braço apoiando na minha cama, olhando para aquele ser lindo. Não sei bem se tinha roupa de baixo, pois estava coberto com o lençol. Pensei novamente.
- Mas? – perguntou querendo respostas.
- Ah, deixa pra lá. – respondi sem muito interesse.
- HMM, o.k.
- Então, o que você veio fazer aqui? — fiz cara de curioso
- Eu...Vim te ver. – ele falou na maior simplicidade e pulou na minha cama e em seguida me abraçou.
- Me ver? – questionei assustado.
- Sim! Você saiu da escola tão rápido, nem deu para conversarmos direitinho. – Bou falou fazendo um bico. Meu deus! Que bico sexy.
— Direitinho como? — perguntei sorrindo.
- Assim. — Bou me deu um selinho e eu apenas fiquei parado. Ele olhava para mim com uma expressão de “O que foi? Doeu? Fiz mal?”. Por uma falta de controle, dei um impulso e o “agradeci” com outro selinho. Sorri e ele fez o mesmo, e logo depois começamos a rir.
- Gostou foi? — falou rindo da minha cara vermelha
- É, acho que sim. — disse ficando que nem um pimentão.
- Achei que você fosse homofobico. – ele riu.
- É, eu também achei. — falei impressionado com a minha reação.
- HUM? – Bou disse sem entender muito.
- Nada não. — Sorri.
- Nhá, então ta!
Ele continuou sorrindo para mim, com aqueles olhinhos brilhantes. Meu quarto estava meio escuro, apenas com a luz de fora da rua e um pequeno abajur na mesinha do computados. Tinha muita roupa espalhada no chão e na minha cama apenas eu e Bou. Perdi o controle, aquela situação só podia me excitar. Agarrei o Bou pelo pescoço e o beijei, acabei fazendo ele cair por cima de mim. Ele puxava os meus poucos fios de cabelo arrepiados e eu apenas arranhava suas costas. Mas eu sabia que não iria demorar muito para que o nosso momento fosse atrapalhado por alguém.
Segunda parte.
- MIKUUUUUUUUUUUUUUU, BOOOOOOOOOOOOOOOU QUERIIIIIIIIIIDAAAAAAA! Meus amores desçam! O jantar está pronto. — minha mãe gritou da cozinha.
- Droga. – reclamei baixinho. Sabia que tinha de ser uma pessoa tão idiota para atrapalhar tudo.
- Ah, deixa pra lá. — Bou falou enquanto me puxava pelo pescoço e começava a selar meus lábios com os seus. Colocou sua língua ao redor de toda a minha boca e puxou meu lábio inferior de maneira sexy. Eu não tinha outra opção a não ser o arranhar mais ainda suas costas e puxar as poucas pontas de fios de cabelo que as minhas mão conseguiam alcançar.
- MIKU, O QUE ESTÁ HAVENDO AI DENTRO? ESTOU TE CHAMANDO HÁ MAIS DE UMA HORA E VOCÊ NÃO ME RESPONDE, GAROTO! E O BOU, ESTÁ AI COM VOCÊ. – ela gritou, parando um pouco para respirar, mas logo continuou — MEU DEUS O GAROTO MENINA ESTÁ AI COM VOCÊ! O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO? – ela disse com a voz temerosa.
- Porcaria! – reclamei novamente e desta vez mais baixo. Joguei o Bou para o lado e vesti uma blusa qualquer que encontrei na cabaceira da cama. Falei para o Bou fazer silêncio e ele obedeceu. Deus como ele é lindo dormindo. Bou apenas conseguiu fechar os olhos e se encolher um pouco no chão em cima do montinho de roupas sujas que tinha no quarto.
– Oi, oi mamãe! – falei nervoso ao ver ela entrar no meu quarto.
- O que você está fazendo ai? E o menino que está com você? Vocês não estavam fazendo nada, estavam? – minha mãe me interrogou com um nó na cara, apontando com o dedo indicado para o meio dos meus olhos.
- Ele está ali, dormindo. Muito bem, mamãe. Agora se você continuar a relinchar ele vai acordar. – repliquei com uma cara de raiva para disfarçar.
- AI MEU DEUS! — gritou ela.
- O quê? — perguntei assustado.
- Você. Suas partes íntimas. Seus órgãos. – ela falou tapando os olhos com uma das mãos e apontando para o local com a outra.
- O que tem eles? – retruquei olhando para minhas partes baixas.
- Você está só de cueca! E tem um garoto no seu quarto e...Que droga de cabelo é esse? Todo arrepiado? Ai meu deus, desisto. Sou uma mãe japonesa mais parecida com brasileira: solteira, com um filho de 17 anos gay que transa com um homem que se veste de mulher em seu próprio quarto. – ela suspirou olhando pra cima e continuou – VOCE AI DE CIMA, ME ODEIA NÃO É? — ela gritou com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
- Mamãe... – Deuses, que drama.
- O que é, desnaturado? – ela perguntou estressada.
- Tchau! — falei batendo a porta na cara dela.
- Por que você fez isso? — Bou me questionou assustado.
- Cara, ela enche o saco. — disse com um nó na cara.
- E daí? É sua mãe. – ele falou com um tom de culpa em sua voz.
- Minha mãe e eu temos um relacionamento familiar muito esquisito, meu amor. — falei sorrindo para tentar tirar sua cara de culpa do rosto.
- Meu amor, é? — Bou fez biquinho.
- O quê? Hum? — me fiz de desentendido.
- Você acabou de me chamar de meu amor. – ele disse se aproximando de mim e colocando suas mãos sobre meus ombros, os cruzando e aliando nossos rostos.
- Chamei, foi? – perguntei ficando arrepiado.
- Sim! — ele aproximou-se do meu rosto.
- Ta, ta! Então, vamos descer que eu to com fome. – falei tirando as mãos de Bou de cima de mim. E sai na frente, sem nem ao menos lhe esperar.
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