Notas iniciais
eu vou sumir por um tempo por causa da recu então coloquei um cap. beeeeeem grande. RS. se der eu posto outro durante essas duas semanas, espero que gostem, aproveitem, e não percam a curiosidade de continuar lendo a fic :* THX

O que eu tenho? O que deu em mim? Ele/ela queria me beijar? Por que eu?
Deus alguém me mande uma luz!

Ao pensar isso, o carro da minha mãe parou ao meu lado. Obrigado pela luz deus.

- Miku, vamos, entre no carro. – ela disse para mim sorridente.

- Mamãe. – falei animado e sorridente. Devia lembrar mais tarde de agradecê-la por isso.

- E aí? Como foi o primeiro dia de aula? Arranjo muitos amigos? Já está de paquera com alguém? E as provas quando vão ser? Sua sala é boa? Alguém judiou de você? Você andou brigando? Porque você esta tão pálido? Parece que tomou um susto. – falou ela, rápido, em um fôlego só.

— MÃE! — gritei assustado com tanta pergunta.

- Diga! – falou ela me olhando animada.

- Dá pra fazer uma pergunta de cada vez? Ou se calar? Ou parar de ser chata? Ou vai tomar no cu? – falei me estressando. Lembra aquilo que eu disse de agradecê-la? Pois é, esqueça u_ú

- Mas eu não sou chata filhote. – falou ela com uma cara triste

- Ai, é sim! – falei sem paciência.

- Ai, também não pergunto mais nada não. – ela disse ofendida.

- Ow, mãe, também não é assim, minha bebezinha. – disse sorrindo meigamente pra ela, dando um beijinho em sua bochecha e abraçando-a.

- Sai, seu doido num ta vendo que eu to dirigindo? Quer morrer jumento? – ela gritou prestando atenção no trânsito.

- Não mamãe. – falei baixinho.

- Então me larga. – ela disse bufando.

Passou um tempo e eu não agüentava ficar parado ali sem falar nada com alguém ou com algo ou com a minha mãe, então soltei logo:

- Mamãe? Mãe, fala comigo, por favor. FALA COMIGO PORRA. – falei irritado por ela estar me ignorando.

- Não vou falar não, caralho! – ela disse em tom de deboche.

- E por que não? – ué, o que eu tinha feito agora eihn?

- Porque eu to tomando no cu! – ela disse emburrada.

Comecei a rir, tava demorando até, já estava até pensando que ela não tinha escutado essa parte.

— Ah velhinha, não fica com raiva não, me desculpe vai, prometo não mandar você ir mais tomar no cu, eu to precisando falar com você. – falei com os olhos brilhando falsamente.

- Ta bom. Fala — falou ela parando o carro e olhando para mim demoniacamente.

- Antes me de um sorriso, você está me dando medo mãe. – falei a olhando. Ela sorriu. — Bem melhor. Bom mãe, é que eu quero te falar eu acho que estou gostando...

- De uma garota linda? – ela me cortou fazendo cara de emocionada.

- É uma pessoa muito bonita mamãe, mas não é bem assim...

- Bem assim como? – ela perguntou assustada

- Ela é ele. – falei meio incerto.

- Como assim ela é ele? – ela perguntou se virando assustada para mim.

- Ela, ops, ele se chama Bou. – continuei.

- a Bou?

- não mamãe, o Bou.

- Ai minha nossa senhora, você é gay? – ela perguntou espantada.

- Mãe! Eu não disse que eu sou gay! – exclamei.

— Você acabou de dizer que esta gostando de um garoto, você quer que eu pense o que? – ela perguntou me olhando.

- Mãe, eu só tive uma atração, eu não estou gostando. – falei.

- Você disse que estava gostando.

- Disse? – perguntei confuso.

- Disse.

- Não disse não ¬¬

- Disse sim u_ú

- Ah é? E como eu vou acreditar? Você tem como me provar é? Tem um gravador aí? – perguntei sarcástico.

- Pra falar a verdade... Tenho! – ela disse tirando um mini-chipe do som do carro, e o ligou repetindo o que disse.

- Meu deus pra que você carrega um gravador no som do carro? – perguntei assustado.

- Vai que eu sou assaltada? Eu tenho que ter provas contra o ladrão – ela falou como se fosse a coisa mais normal do mundo.

- Mas, mas, mas... – comecei, gente, minha mãe tem problemas.

- Nem mais nem menos, continue o que você esta dizendo mocinho... Como é o nome dela? – ela me perguntou e eu a fuzilei com o olhar. — Ele? – ela me olhou insegura. — É Bou né? E como ele é? Há quando tempo você o conhece? Vocês já se beijaram?

— MÃE, eu não estou gostando dele. – falei entre os dentes.

- Ah está sim. – ela disse com cara de convencida.

- E como você sabe?

- Eu sou mulher. – ela respondeu com a maior cara de quem tinha descoberto o mundo.

- Nossa mãe, que coisa eihn? Descobriu sozinha, foi? – perguntei sarcástico.

- Idiota ¬¬

- O que? – perguntei espantado.

- Eu não quis dizer nesse sentido. – ela falou entediada.

- E quis dizer como?

- Quis dizer que mulheres têm sexto sentido.

- E?

- E que a gente sabe quando uma pessoa está apaixonada.

- É? – perguntei espantado.

- É.

- E como se aprende isso? – perguntei curioso.

- Você é mulher?

- Não O_O – respondi óbvio.

- Então não vai saber nunca.

- Por que? – perguntei triste.

- Ta difícil hoje né? Para de me enrolar menino, vai dizer logo como o Bou é, ou não? – ela perguntou se alterando.

- Calma mãe, vou falar... Ele é assim ó: loirinho, branquelo, um rosto muito redondo, os olhos tão bonitos com aquele lápis, usando aquela fitinha preta na cabeça, usava uma saia jeans com uma meia arrastão e uma blusa de manga longa rosa, com um gloomy desenhado na blusa de baixo branca. Bem magrinho e um pouquinho mais baixo que eu. E uma voz doce, ele era tão lindo mãe, ai, ai. – falei como se estivesse... Apaixonado?

- Hm, hm, hm... Que mais? – perguntou ela segurando um caderninho e uma caneta.

- Mãe o que você esta fazendo? – perguntei espantado.

- Escrevendo os detalhes. – respondeu ela naturalmente.

- Em um caderninho? – quando eu digo que tem problemas... ¬¬

- Sim.

- Pra que mãe?

- Para tirar uma conclusão.

- e qual é a sua conclusão? – perguntei ansioso.

- Você esta apaixonado! – ela gritou como se fosse uma criança.

- AI MEU DEUS!

- Isso é bom. – falou ela sorrindo.

- Isso é bom?

- Sim.

- Você queria ter um filho gay? – perguntei inseguro.

- Filho meu heterossexual? Nunca! – falou ela.

Isso foi uma piada? Há há, só pra não perde a amizade né. u_ú

- To brincando filhote, é que eu aceito o que você quiser, contanto que esteja feliz. – Ela disse sorrindo, e meus olhos se encheram de lágrimas.

- Oh, que linda mãe eu tenho. — disse indo abraça-la.

— MINHA NOSSA SENHORA DE SÃO BRIQUILINO DE EU DE QUATRO! – ela gritou assustando-me.

— O quê? O que foi? – perguntei exasperado.

— Olhe para si, para seus órgãos. — ela disse ligando o carro e deixando a escola.
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

— Coloca isso em cima, menino. – ela falou me entregando sua bolsa
.
— Meu deus do céu! Como isso foi acontecer?

— Lembra que você estava falando do Bou? ^-^

-Ai meu senhor, eu mal o conheci, mal falei com ele, e foi só falar e lembrar dele, e já tive uma excitação?

— É o amoooooooooooooor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assim. – minha mãe cantava, ou melhor, gritava, aquela música nojenta.

— Ah, cala a boca, mãe – falei emburrado.

— Linda como um neném. Que sexo tem, que sexo tem? Namora sempre com gay! Que nexo faz, Tão sexy gaaay. – minha mãe continuava a cantar e a rebolar. Deuses do céu, como ela consegue cantar, rebolar e dirigir ao mesmo tempo? *-*’

— Mc Perla nãaaaaaao – gritei enquanto ligava o rádio.

Em poucos segundos, a voz do locutor começou a anunciar a atração do dia na rádio.

- E agora com vocês, a nova banda do momento: Panic! At The Disco. – o locutor falava mostrando uma certa excitação.


- Olá Panic! At The disco!

- Olá locutor! – foi dito em coro.

- Meu nome é Gerard.

- Nossa, que legal. Sério?

- É sim!

- Agora, pergunta se eu ligo.

- Você liga?

- Qual é o número do seu telefone, gato? Nós podemos marca uma hora e...

- Com licença? – alguém disse

- Eu gostaria de sabe o que a bandinha emo do momento vai tocar? – uma voz feminina perguntou.

- Emo é o teu cu, sua vadia. – um dos garotos da banda falou estressado.

- Vadia é a tua mãe, sua bicha chorona.

- Bicha chorona? Bicha chorona vai ser você quando eu te decapitar, seu cavalo!

- Será que os dois podem parar? — gritou alguém.

- Cala a boca, Jon! – as duas vozes que discutiam gritaram em coro.

— Oi, gente! Aqui é o Spencer Smith falando! Estou solteiro, tenho 19 anos, gosto de mulheres de estatura média e de boa formação...


- CALEM JÁ A BOCA! VOCÊS ESTÃO EM PLENA GRAVAÇÃO! TODOS OS NOSSOS OUVINTES ESTÃO NOS ESCUTANDO! SEUS IDIOTAS!

- Quem é a vadia?

- É a dona da radio!

- Oh, sua monstrengo, nós falamos em inglês e estamos tocando no Japão, viu quadrúpede?

- A maioria dos japoneses sabe falar e entender inglês, agora se me der licença. Querido, onde você comprou essa maquiagem perfeita? *-* Estou atrás de uma que se dê bem com o meu rosto, uma que tire essas espinhazinhas aqui, sabe?

- Ah, isso é muito caro amor, não é para sua laia não.

- Então, você poderia emprestar? ;D

- Posso sim, vaca. Mas não usa muito, porque não é milagroso para tirar as crateras dessa sua cara não, ta?

- Ai, amor, obrigada! Qual é o seu nome?

- Ryan.

- Prazer Ryan. Eu sou a dona da rádio em que vocês estão agora.

- É...eu percebi. Então, pessoal, vamos cantar?

- VAAAAAAAAAMOS! — gritou o tal Jon desesperado – EU NÃO AGÜENTO MAIS! O Spencer na seca! O Brendon virou bicha! E Ryan, o que diabos é isso? Você anda usando maquiagem? E ainda por cima, da Dior? A mulher está usando a sua maquiagem da Dior inteira.

- AAAAAAAAAI, sua mocréia! Passa logo isso pra cá!

- E ai, gente, ninguém liga pra mim. Vamos logo cantar?

- Vamos! – Ouviu-se uma voz vinda do fundo e um chiado — Eu te ligo, ta gato? ;D

- Caham! Bom, desculpem-nos pelo mal entendido e agora com vocês: Panic! At the disco.

- RYAN! SOLTA A VADIA! — gritou alguém.

- O que vocês vão tocar? — perguntou o locutor soltando beijinhos para o vocal.

- There\'s A Good Reason These Tables Are Numbered Honey. You Just Haven\'t Thought Of It Yet.

- UOU, é isso aí arrasa!

- Chegamos. – minha mãe falou séria.

— Ai droga, mãe! Só porque eu ia escutar Panic!

— Não começa menino. ¬_¬

— Por que você ta brava mesmo, em?

— Você não quis me ouvir cantar Mc.Perla. – ela falou em um tom choroso.

— Dá licença, que eu poupo meus tímpanos de merda, viu? – falei rindo.

— Hum, tanto faz. Agora vai embora logo, menino!