Notas iniciais
Espero que gostem!
É a minha primeira fic,por isso pode não estar lá dessas coisas...
AVISO:A história passa-se na quarta temporada.

Emma precisava dizer.
Emma precisava falar.
Mas ela sabia que Regina jamais iria corresponder a esse sentimento.E qual sentimento voces perguntam? Amor. O que Emma Swan sentia por Regina Mills era amor. Amor na sua mais bela e pura forma. Um amor intenso. Porem leve. Um amor obliquo. Misterioso. Instigante. Fascinante. Era fascinante a forma de amar de Emma Swan.
Emma decidiu. Iria falar com Regina. Sabia que a Rainha nao sentia nada alem de amizade, mas precisava ser honesta com Regina. Imersa a todos estes pensamentos,Emma deu-se conta que já estava na porta 108 da Rua Mufflin. Suspirou, ganhou coragem e bateu á porta. Passado alguns instantes, abriram a porta. Lá estava ela. Ah, como estava bela. Como diria Shakespeare:"Tão bela e tão perfeita que parece ser feita da pequena perfeição de cada criatura."
Os olhos marrom tao obliquos e majestosos, os cabelos pretos como a noite que cintila com o luar, os labios vermelhos como os morangos, e a pele branca como o marfim. Realmente uma rainha.
-Emma? Esta tudo bem?
Despertada do transe,Emma responde o mais calmamente que pode.
-Sim, podemos conversar?
-Claro, entre.
Já acomodadas, Regina diz:
-Pode falar Emma, sou toda ouvidos.
Emma respira fundo e pensa "é agora".
-Regina, o que eu tenho para dizer não é fácil,mas eu irei dizer mesmo assim, porque eu preciso ser sincera com nós duas...eu sempre pensei que tinha sido abandonada pelos meus pais,e passei uma parte da minha vida de orfanato em orfanato.Quando eu era adotada e tinha esperanças de ter uma familia, tudo se desvanecia.E foi ai que eu me tornei uma pessoa sem fé,sem esperança e desconfiada de tudo e de todos.Os anos se passaram, eu fui presa e abandonada grávida.E adivinha só? Eu também dei o meu filho para adoção. Não porque eu quis,mas sim porque eu queria que ele tivesse uma vida melhor...como ele teve. Temos de fazer sacrifícios por aqueles que amamos.E imagina qual não foi a minha surpresa ao me deparar com o meu filho justamente no dia do meu vigésimo oitavo aniversário, justo quando a única coisa que desejei foi não ficar sozinha.Quando cheguei en Storybrooke, tenho de admitir que te achei egoista, autoritaria, controladora e um pouco egocêntrica.Mas aí a maldição foi quebrada e eu passei a odiar-te.Mas em Neverland eu percebi que afinal tu não eras um monstro, que sabias amar.Tu amavas, e sempre amas-te o Henry, e aí eu percebi que afinal ainda havia esperança em ti. E quando a maldição do Pan foi lançada e tu deixas-te o Henry ir, e destes "boas memórias de uma boa vida" eu me lembrei "temos de fazer sacrifícios por aqueles que amamos" e aí eu percebi que tu tinhas mudado de verdade. E de tudo o que aconteceu depois disso, de Marian,de Zelena,da Rainha do Gelo...eu cheguei à conclusão que tu não eras e nunca fostes má.Tu fostes alguém quebrado por dentro à espera que viesse alguém para juntar os cacos e esse alguém foi Henry.Tu fostes forte e sempre fingistes que estava tudo bem,mesmo quando estavas completamente quebrada por dentro. Tu fizeste sacrificios, foste altruísta,tiveste esperança.Tu foste uma heroina. Tu és uma heroína.

E ali em meio a lágrimas de ambas as partes ela percebeu que era ela, sempre foi ela o seu amor. O seu verdadeiro amor.

-Eu estou a dizer tudo isto porque eu cheguei finalmente à conclusão que Eu amo-te. Amo-te mais do que tudo. E foi preciso passar por tudo isto para perceber que tu eras e sempre serás o meu amor. O meu verdadeiro amor. E eu sei que tu não sentes nada alem de amizade mas eu precisava desabafar tudo isto contigo.

E em meio a lágrimas de emoção,Regina sorriu. Um sorriso que iluminaria toda New York.E fez a coisa mais inesperada... abraçou Emma.
E com a voz embargada pelo choro ela sussurrou no seu ouvido:

-Talvez eu também te ame.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!