Notas iniciais
É apenas uma one-shot, mas possui algumas dicas de minhas próximas fanfics.

Espero que gostem!

Ele estava sentado, ponderando sobre o que ocorreu na Guerra Civil, quando uma silhueta feminina apareceu na frente de sua cela.
— Steve?

Ele olhou para ela. Era Mariane. Só que ele não a conhecia.
— Quem é você?

— Me admira que tenha aceitado vir pra 42. Você literalmente se entregou.

— Agora os presos podem receber visitas?

— Bem, não... Mas abriram uma exceção pra mim. Apenas os superiores sabem quem eu sou. Seu colega, Stark, foi quem liberou minha entrada.

— Stark não é meu colega. E eu vou continuar não sabendo quem você é?

Ela passou pela parede de energia que separava os dois, e se sentou ao lado de Steve. Ele olhou para ela confuso.
— Meu nome é Mariane. Não se preocupe, podemos conversar à vontade. Usando meus poderes, nossa conversa é um sigilo total.

Rogers ficou em silêncio, encarando-a.
— Por que você está fazendo isso? Quer que eu fique do lado de Stark?

Mariane suspirou.
— Steve, sei que pareço suspeita e que você não confia em mim. Afinal, só agora você me conheceu. — Mariane fez uma pausa e olhou para a frente — Eu tenho observado você à um tempo. Desde que foi encontrado no gelo. Você é um cara do bem. Sei que está arrependido com o seu papel na Guerra Civil, eu também ficaria. — ele olhou para o chão e deu um suspiro triste. Mariane continuava a falar. — Se me permite, essa é a minha opinião: Tanto você quanto Stark fizeram merda. Só que a diferença é que você percebeu a situação, e se arrependeu pelos seus atos. Mas Stark continua --

(Ela foi interrompida por Steve)
— Por que você só chama ele de Stark?

— Não me sinto à vontade de chamar ele pelo primeiro nome. "Anthony" é um nome que me dá muito nojo. — falou ela, fazendo as aspas no ar. — Estou do seu lado, Steve. Quer dizer, desde o momento em que você se arrependeu. Durante a Guerra Civil, eu estava do lado neutro. Meu namorado, Stephen Strange, também estava neutro.

— Espera. Você é namorada do Doutor Estranho?

Ela deu uma risadinha de leve.
— Sei que parece esquisito... Mas sim, eu sou.

— Impressionante. Acho que você é a primeira pessoa que eu conheço que não sente medo dele.

Ela deu um sorriso que fez Rogers sorrir também.

— Todos merecemos uma segunda chance.

— É.

— Menos Stark. — falou Marie. Steve olhou pra ela, assustado com tal frieza. — Ele é a única pessoa que não merece uma segunda chance na vida.

— Você fala como se tivesse realmente nojo dele.

— E tenho. Só não mato ele porque... Não seria uma boa ideia matar o novo diretor da Shield.

— Como?

— Pois é, eu também fiquei chocada quando soube. Mas veja só: durante a Guerra Civil, era Maria Hill quem comandava a Shield. Se Stark não estivesse lá para impedir, ela teria matado todos os rebeldes. E da pior maneira. Se alguém matar Stark, Hill vai assumir o comando novamente.

— Como eu disse, você fala como se tivesse nojo dele. Mas diga-me, por que ele deixou você entrar aqui se você odeia ele?

— Só existe uma pessoa no mundo que sabe que eu odeio ele, e agora, você também sabe. Sempre odiei ele, principalmente o pai dele.

— A outra pessoa seria...?

— Stephen. Nós prometemos um ao outro que não teriam segredos entre nós.

— Uau. A quanto tempo estão juntos?

— Quase 4 anos.

— E vocês não pensam em casar?

— Ah, não temos tempo pra essas coisas. Casar, ter filhos... Ser uma pessoa normal. Todos sabemos que é impossível ter uma família quando se é um super herói.

— Concordo.

— E você, Cap? Não tem ninguém especial?

— O cara que queria isso foi congelado há 70 anos.

— Deve ser duro saber que tudo o que você conhecia foi dizimado pelo tempo. Meu pai conheceu isso.

— Quem é seu pai?

— Apenas um ser quase mais forte do que Odin. Mas os dois são amigos.

— Como?

— Sim, eu sei. Eu não contei minha origem pra você. — ela se ajeitou no banco. — Deixa eu te contar uma história sobre uma família parecida com a do Namor.

— Conheço ele. Deixe-me adivinhar: sua mãe é da terra e seu pai é do mar?

— Exatamente. Meu pai está vivo hoje em dia, mas minha mãe morreu quando eu tinha 14 anos. Como ela morreu? Em um assalto. Ela salvou minha vida. Era eu ou ela. — as imagens da noite terrível passavam em sua cabeça.

— Meus pêsames.

— Obrigada. Para você também. Sua dor é bem maior do que a minha.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo, até que Mariane se lembrou que teria que ir embora.

— Bom... — ela se levantou — Tenho que ir. Foi muito boa a nossa conversa, Capitão.

— Você vai voltar?

— Vai ser meio complicado, mas voltarei sim.

— Certo. — ele se levantou também. Só que ele foi surpreendido com um abraço inesperado de Mariane.

Os dois se abraçaram e Mariane depositou um beijo de despedida na bochecha de Steve.
— Fico feliz que está bem.

E depois partiu.

Notas finais
O que acharam? Comentem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!