Maybe
12 Maybe
Notas iniciais
“A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.” – Mário Quintana
Produção textual nunca foi a minha matéria favorita na escola, porém de alguma forma engraçada acabei encontrando conforto nas palavras. Esse texto infelizmente não se trata dos pensamentos bagunçados de Catherine Morgan ou de qualquer outro personagem fictício, sinto muito se isso lhes desaponta, vocês têm todo o direito de parar agora.
As palavras aqui falam sobre mim: Ella, ou melhor, Gabriella. Não me recordo se sempre fui uma pessoa muito imaginativa, talvez o tenha sido minha vida toda, talvez não, minha memória sempre me trai. O ponto é que em algum momento da minha curta existência, Catherine e Joseph surgiram, imaginar aventuras para eles acabou se tornando um dos meus passatempos prediletos. Eles já viveram tantas histórias na minha mente, ainda vivem, de forma que não sei se algum dia terão um fim. É esquisito falar sobre isso e não espero que vocês entendam, talvez pensem que sou um pouco louca, mas todo mundo tem as suas loucuras, não é mesmo?
Quando comecei a escrever Maybe, uma das minhas melhores amigas tinha começado a namorar um rapaz que eu era muito afim, foi daí que veio a pergunta: O que Catherine faria? Eu estava magoada e triste, então resolvi colocar um pouco disso para fora usando a Cat, por que não? Agora, isso não quer dizer que ela é uma personificação minha e nem que a história é o enredo da minha vida, longe disso. Catherine, Joseph, Rebecca, Luke... esses personagens têm mais personalidade do que gostaria, não teria coragem de descaracterizá-los nem por um segundo, é por isso que independentemente de onde se passa a história ou da trama da vez, eles permanecem os mesmos. Quando escrevo sempre me pego pensando “Catherine, não faça isso”, “Joseph, tenha coragem”, “Rebecca, por favor, não me irrite” ou “Luke, adorei a piada”. Eles simplesmente fluem, eu só preciso escrever.
Então, por que parar? Isso mesmo, parar. Estou decidida a estagnar Maybe aqui. Não sei se é essa a história que quero contar a respeito deles, tem tantas outras tão melhores... Pode ser uma parada permanente, ou não, talvez em algum momento eu repense isso, afinal sou totalmente passível de mudanças e escrever Maybe é divertido.
Sei que não tenho muitos acompanhamentos aqui, mas saibam que valorizo todos os oito e é por isso que estou escrevendo isso. Preciso lhes pedir as mais sinceras desculpas. Sou leitora também e detesto ler histórias que ficam inacabadas, ou seja, vocês têm todo o direito de me odiar. Obrigada por lerem as minhas palavras, pelos comentários, pelos elogios, por cada sorriso que me provocaram, por todo o carinho demonstrado, por estarem lendo isso, enfim.
Não desmerecendo os outros, mas eu gostaria de fazer um agradecimento especial a Maely. Obrigada por ser simplesmente uma pessoa incrível, por conversar comigo sobre a minha história e personagens e por todo o resto.
É isso. Um grande beijo.
xx Ella
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