Notas iniciais
Bem... Eu queria postar isso no meu aniversário, que foi na semana retrasada, é podem atirar as pedras. Mas a intenção é a mesma!
Eu dedico esse capítulo, por mais ferrado que esteja para duas pessoas que me ajudaram muito nos últimos tempos em relação as minhas fics:
1ºStarr! Sim, a pessoa que me implora quase todo o dia pra eu postar!
E 2º a Thay, que fez uma dedicatória linda pra mim no último capítulo de "Meu Melhor Amigo é o Logan Lerman" eu queria agradecer com algo a altura, mas obviamente eu não sou capaz disso.
Outra coisa: Hoje é o dia do lançamento do 1º trailer de Hunger Games! Quem tá surtando? EU!
Enfim, aproveite mais um capítulo!

–Está morto. — eu e Nico murmuramos em uníssono. Ele me fitou, curioso. -Como você sabe? — ele perguntou.

–Tiro de canhão. — falei, como se só aquilo bastasse.

O sol estava se pondo. O frio ficara mais intenso. O sangue em minha botas de combate pareceu se destacar nas cores do crepúsculo.

–Um... — começou Nico, quebrando o incômodo silêncio. — Você me falou que não tinha água, mas você tem suprimentos, ou coisa do gênero?

Neguei com a cabeça. Tinha comido o último Cheetos na minha mochila no inicio da manhã. Eu estava faminta, para não morrer de fome teria que comer menos.

–Teremos que caçar para comer. — conclui. Ele me olhou como se eu fosso louca. — Tem alguma ideia melhor? É a nossa única opção!

Nico murmurou um pouco com sigo mesmo, dizendo que era loucura e coisa e tal, mas, por fim assentiu, relutante.

–Está bem... Mas nenhuma de nossas armas perfuram animais normais. — ele falou. — Minha espada reduz tudo a pó e a sua atravessaria qualquer animal. Precisamos de novas armas.

Olhei o ambiente em volta e percebi que o desconhecido morto tinha um arco e uma aljava cheia de flechas de aço nas costas cobertas de cortes, que ainda sangravam. Me perguntei como elas foram parar lá.

–Podemos usar essas flechas. Aço é... normal, por assim dizer. — sugeri.

–Tirar os pertences de um morto? — argumentou Nico. — Não parece certo. Que tal pedras? Atirar pedras deve funcionar.

Ele estava com medo. Seus olhos refletiam isso muito bem. Percebi o quanto ele, nós, na verdade, tínhamos mudado desde que nos conhecemos em Westhover Hall. Só tinham se passado três anos. Experiências ruins mudam as pessoas completamente, só isso que eu tenho a dizer.

–Você está parecendo o Grover. — comentei, me perguntando onde estaria o sátiro.

Nico sorriu um pouco. Seu rosto ficava bonito sobre o laranja do anoitecer.

–Então vamos caçar o nosso jantar.



Depois de ler diversos livros com cenas de personagens caçando, com uma motivação parecida com a minha naquele momento, achei que: se soubesse a teoria, a prática não seria tão difícil assim.

E... eu estava certa. Levou umas duas tentativas para eu atingir a árvore que queria.

Agradeceria a Apolo e Ártemis por isso, jogaria alguma coisa no fogo para eles mais tarde, isso se nós conseguíssemos fazer um.


Balanço final: Achamos animais normais e árvores frutíferas. Fiquei longe das amoras, pensando no nightlock, que nos mataria na primeira mordida. Então pegamos o resto.

Balanço final(o de verdade): 4 maçãs, 3 pêras, dois coelhos e um esquilo.

As flechas foram bem úteis. Dava para escalar nas árvores com elas e, dã, atirar.



–Como você sabe tanto sobre essas coisas? — perguntou Nico, mordendo uma maçã.

As chamas da fogueira bruxuleavam na escuridão da clareira onde decidimos montar acampamento.

–Saber tanto de que? — perguntei. Eu estava deitada na grama, fitando o céu, me perguntando se nele apareceriam os rostos dos que morreram durante o dia.

–Como você sabe tanto sobre caça. — ele explicou. — Como você sabe tanto sobre o que se deve fazer numa situação dessas? Pensei que tivesse crescido em Bar Habor. — ele arqueou as sobrancelhas. — Está me escondendo alguma coisa?

Ri sem humor. Se eu falasse, será que ele acharia estranho?

–Promete que não vai rir de mim? — perguntei. Ele se limitou a dar de ombros. — Ah, tanto faz. Eu li sobre isso em alguns livros, só isso, nada muito obscuro e secreto. Agora vai dormir, zumbi, eu fico na vigia.

Nico, usando o casaco com cobertor, deitou na grama, fechou os olhos e começou a roncar.

Havia grilos, havia monstros gemendo. A floresta da arena parecia a do Acampamento, o que causava uma sensação quente em meu peito.

Me perguntei se os Hunger Games estavam sendo televisionados para o Olimpo ou o Acampamento, quem sabe os dois.

Então, ouvisse uma trompa de concha sendo tocada e o céu se iluminou, como uma tela de projeção. O céu se iluminou com a águia de Zeus e um rosto surgiu, o garoto que tínhamos visto aparentemente era mais saudável em vida. No canto da tela estava o número 17, o número do chalé de Niké, deusa da Vitória.

Então o céu escureceu. Só uma pessoa em 3 dias, aquilo era bom? Ou seria ruim?

Quando chegou a minha vez de dormir, esperei que teria uma boa noite de sono, mas... vocês já devem ter ouvido falar que sonhos de semideuses são uma droga.

Tinha um casal de adolescentes correndo em desespero pela floresta da arena.

Como eu sei que era a arena? Eu só sabia, não me pergunte como.

Mas eles corriam, sem soltar as mãos por um segundo que seja. Eles estavam sendo perseguidos por alguém, que atirava flechas de prata em sua direção.

–Elas vão nós pegar! — gritou a garota, uma flecha passou reste a sua cabeça. — Corra!

Com um grito de dor, o garoto caiu no chão. Havia um brilho prateado tinha se alojado em seu calcanhar, uma flecha.

–Vá em frente! — ele ordenou a garota. — Elas não vão poupa-lá se estiver comigo!

–Não vou deixar você aqui! Vamos — a garota ofereceu a mão. — Eu te carrego.

O ritmo da dupla se tornou extremamente lento, a garota sempre cambaleava graças ao peso de seu colega em suas costas. Os passos atrás deles ficaram mais próximos e vultos já eram visíveis em meio as sombras.

A dupla se escondeu atrás de uma árvore. Quase pude ouvir eles pensando: "Por que eu estou respirando tão alto!?"

–Vocês realmente acham que estão escondidos? — falou uma voz acima deles.

Eles prenderam a respiração. Uma figura escondida atrás de um capuz saltou da copa das árvores para o chão e preparou uma flecha em seu arco.

Eu mesma podia sentir que a flecha estava apontada para o meu peito. A adrenalina fazendo o sangue pulsar em meus ouvidos.

–Amor romântico é um erro — a figura falou a garota. — , torna as mulheres tolas, exatamente como você. Você poderia sobreviver, meio-sangue.

A figura soltou a flecha. Gritei de terror, mas nenhum som saiu, ao invés disso, o som do canhão encheu o ar. O arqueiro anônimo tirou o capuz e foi para um ponto onde a luz da lua tocava o chão.

Era uma garota. Seu cabelo cor de cobre estava trançado com fios de prata. Ela usava um casaco familiar. Ela parecia ter uma aura prateada tremulando ao redor dela.

A arqueira preparou mais uma flecha, dessa vez, apontando para o garoto, que estava no chão ao lado da garota morta.

Ela atirou. O tiro de canhão encheu o ar mais uma vez.

– 3 já foram, faltam 19. — falou outra voz, vinda das sombras. — Ah, e bom tiro.

–Obrigada. — falou a arqueira. — Foi uma pena matar a menina, mas ela iria correm pela arena berrando: Escondam os garotos, as Caçadoras estão lá fora! Iria arruinar tudo.

Antes que a figura nas sombras pudesse responder, o sonho se desfez. Acordei suando frio e respirando pesadamente. Mas o pior de tudo, não podia ver nada a minha frente, tudo era fumaça... e fogo. Eu me achava no único ponto a minha volta que não estava sendo consumida pelas labaredas.

–Nico! — gritei. E se ele tivesse sido engolido palas chamas? — Nic...!

Uma mão tampou minha boca antes que pudesse terminar.

–Aqui! — ele falou. — Consegue apagar isso?

Antes que eu pudesse responder, um arrepio percorreu minha espinha. Ouvi grito terrivelmente familiar.

–Não... — falei sem pensar.

–Não?! — ele indagou.

Minha mente trabalhava a mil por hora, tentando encontrar uma solução, foi quando eu me achei falando:

–Fique aqui! — berrei, enquanto encarava as chamas com determinação.

–Não! Você vai queimar viva!

Eu tinha um estranho pressentimento de que ele estava errado, então disparei em direção ao fogo. Ele não queimava, só era quente, com sua temperatura subindo a cada segundo.

Quando comecei a realmente queimar viva, eu viu uma garota em chamas. Ela tinha o cabelos presos em uma trança e uma aljava presa nas costas.

"Que piada horrível." foi meu primeiro pensamento. "Incêndio. Garota com trança. Flechas. Katniss Everdeen. Muito engraçado". Mas foi ai que percebi que eu conhecia garota.

Tudo bem que o pai dela era o deus das forjas e do fogo, mas isso já era exagero. A não ser que...

Corri na direção da menina. Ela gritava em desespero. Agarrei seus braços, a fazendo olhar para mim.

–O que você está fazendo aqui?! — ela berrou.

–Longa história! — gritei sobre o barulho das chamas.

–Você tem que apagar isso, a origem do incêndio é você!

Ela fechou os olhos e respirou fundo. Pudesse sentir o calor diminuindo e minhas mãos não estavam mais sendo consumidas pelo fogo. A floresta ainda queimava.

–Sua vez, Juliet. — ela nem precisou falar que senti um puxão no estômago. Se ouviu o barulho de uma onda e depois de vapor subindo.

Abaixei os olhos para o meu corpo. Havia diversas queimaduras espalhadas por ele. O tecido de minhas roupas estava sendo queimado lentamente. Depois vi Nico surgindo das cinzas da floresta destruída com minha mochila nas costas.

–O que aconteceu? — então ele olhou para Lucy, que respirava pesadamente.

– E o que você está fazendo aqui?

–Não é da sua conta, zumbi. — ela replicou, áspera.

Eu não me aguentava em pé, tinha a sensação de que meu corpo ainda estava em chamas. Desabei no chão, gemendo de dor.

–Me diz que alguém tem uma garrafa de água. — falei, com minha voz falhando. — Ou néctar...

Lucy parecia ter a culpa corroendo seu corpo, isso era óbvio só por sua expressão.

–Não foi culpa sua. — me apresei em falar. — Você não sabia que era uma usuária do fogo.

–Eu quase matei os dois, você acima de tudo, e você está okay com isso? — ela perguntou incrédula. Depois ela sentou no chão, com uma expressão que dizia que ela ainda se sentia miserável. — Eu sou uma aberração.

Nico e eu trocamos olhares, ocorreu uma pequena conversa silenciosa, que foi mais ou menos assim:

Nico: Você precisa de ajuda, não quer que eu...

Eu: Não, mas sério que ela se acha uma aberração? Ela realmente tem que perceber quem são os amigos dela.

Nico: Verdade, ela realmente tem que ser esclarecida de algumas coisas.

Eu: Claro, principalmente você, pequeno zumbi.

Nico: Eu já falei que você é irritante?

Eu: Perdi a conta de quantas vezes isso aconteceu desde que nos metemos naquele labirinto.

Ele pareceu desistir de discutir e falou:

–Você realmente acha que é uma aberração?

–Alguém precisa ver quem são seus amigos... — falei, tentei sorrir mas a dor em razão as queimaduras me fizeram voltar a expressão normal. — Quero dizer... Olha pra gente, Lucy. Somos três, um de nós faz água surgir do nada e fala com cavalos, o outro consegue provavelmente montar o cenário do clipe de "Thriller" em dois segundos, com zumbis de verdade. Comparado a nós, ser igual ao Tocha Humana é normal. Nós somos um bando de estranhos, se acostume.

–É — concordou Nico, até que... — Ei!

Lucy pareceu sorrir um pouco, isso era bom.

–Mas, vamos ao que é importante. Primeiro, precisamos achar um lago. Segundo, Nico, você está em perigo.

–Como eu poderia estar em mais perigo do que o resto de nós?

–As Caçadoras. — falei, a urgência se tornando visível em minha voz. — Elas estão matando todos os garotos da arena. E qualquer uma que se por no caminho.

Notas finais
E então? Reviews?