May The Gods Be Ever In Your Favor
7 one day we'll reveal the truth
Notas iniciais
EU PEÇO MIL DESCULPAS PRA QUEM ACOMPANHA ESSA HISTÓRIA PORQUE SANTA MÃE DE ZEUS MINHA VIDA VIROU UMA BAGUNÇA NESSES ÚLTIMOS TEMPOS. Eu ia dar um resumo da minha situação mas eu tô com preguiça.
Mas emfim, esse capítulo é pra encher linguiça, mas eu já estou escrevendo o próximo calma :)
POV Juliet
Aquela foi a primeira vez que eu sonhei algo que fazia sentido desde que eu acordei na arena.
Mas não posso dizer que foi um sonho legal.
Como vocês já devem ter ouvido antes, sonhos de semideuses são, na maioria das vezes, visões. Ou mensagens, depende da gravidade da sua situação.
O meu sonho, no entanto, foi bem... Diferente.
Eu ainda estava com aquele sorriso estúpido no rosto e com as bochechas coradas. Minha cabeça estava nas nuvens. Deuses, era bem difícil saber como eu estava. Era complicado, e era bom.
Quando adormeci, um cenário familiar demais surgiu a minha frente. Tronos gigantes, homens e mulheres discutindo avidamente, pilares de mármore, meu "amável" tio usando seu terno risca-de-giz.
Olá, Monte Olimpo. O lar dos deuses gregos que também eram romanos, naquele momento estava em reforma. Porque foi tudo bem destruído durante a Guerra(eu tenho um certo orgulho estranho de falar que eu derrubei pelo menos uns dois pilares lá).
Os deuses conversavam em tons preocupados, até mesmo Afrodite e Ares, quem diria. Me surpreendeu em ver que até Hades e meu pai estavam lá.
Por um motivo desconhecido, não prestei muita atenção no que eles estavam falando, mas sim no teto. Onde constelações brilhavam com se fosse um céu de verdade. Meus olhos pararam sobre a constelação Caçadora, uma homenagem a Zöe Nightshade. Aquela visão me entristeceu, sem Zöe, não teria sobrevivido ao meu "primeiro dia" como uma semideusa. Devia muitas coisas a ela.
Está decidido. — Zeus falou, sua voz reverberando pelo Olimpo.
Com isso, o cenário se desfez em uma névoa cinza.
Mas o sonho não terminou.
A névoa foi substituída por uma sala azul. Paredes azuis, chão azul, enfim, tudo era de um azul da cor do oceano. Estranhamente, todo aquele azul me fez me sentir nostálgica. A calma cor me lembrava de tempos menos complicados, menos sofridos.
Juliet. — a voz ancestral reverberou pelas paredes do local. — Precisamos conversar.
Maravilha. A última pessoa que eu queria ver no universo conseguiu uma audiência em um sonho comigo, onde não teria escapatória.
Eu realmente não estou afim. — repliquei, ácida. — Porque eu estou no momento numa luta pela minha vida, situação doentia em que fui colocada por você e o resto dos Olimpianos, pai.
A última palavra deixa minha boca rispidamente. Quase com nojo. Toda a raiva acumulada ao longo da minha vida parecia borbulhar por baixo de minha pele.
Para a minha surpresa. O que consegui em resposta foi uma risada um tanto melancólica. E o deus dos mares se materializou a minha frente. Ele parecia mais cansado, seu cabelo salpicado de fios brancos, e olheiras sombrias por baixos dos olhos.
Você realmente acha que o Olimpo aprovaria algo como esses Hunger Games? — seus olhos eram tristes, brilhando nas cores de um mar tempestuoso. — Só não intervimos porque não temos escolha.
Eu quase respondi sua pergunta com um 'sim'. Hefesto com certeza ia adorar a audiência que ele iria conseguir transmitindo aquilo. Niké adorava uma boa competição. Ares ia amar essa coisa com toda a matança e batalhas. E eu podia continuar falando o dia inteiro se quisesse.
Provavelmente. — falei, incerta.
Em outros tempos, talvez.
Então por que? — perguntei antes que eu pudesse me conter. — Por que nos trancar numa arena como se fossemos animais? Por que nos forçar a matar uns aos outros? Pessoas que chamávamos de amigos. Irmãos e irmãs.
E por que meu irmão tentou me matar? Por que ele não lembra de mim? adicionei silenciosamente. Eu estava tremendo, controlando a vontade de gritar, meus olhos queimando com lágrimas que eu não deixaria cair por nada nesse mundo. Queria berrar com Poseidon até possuir as respostas.
Enquanto eu falava aquilo, o deus dos mares parecia quase... Humano. Uma pessoa com culpas, sonhos e arrependimentos. Como um pai que queria ter estado lá. Emburrei esse pensamento para o fundo de minha mente, eu não sentiria pena por ele, muito menos naquele momento. Eu nunca teria pena dele.
Existe muito que você não compreende, criança. — ele disse calmamente. — O Olimpo não pode interferir, caso contrário, sua adorada bisavó não será muito piedosa. Tudo que nós podemos fazer é assistir.
Mas eu não tinha... Oh. Tudo fazia muito mais sentido.
Então todos na arena são reféns? — a pergunta soava infantil aos meus ouvidos.
Não é tão simples assim. Gaia aprisionou vocês, é verdade, mas ainda há a questão do vencedor. — Poseidon parecia nervoso. — Nem mesmo Athena sabe se ele terá um papel a cumprir em tudo isso ou se ele somente morrerá mais tarde. Teremos que esperar para ver.
Mas isso não é justo! quase berrei em resposta. — Poucas pessoas aqui merecem o estão passando. — nesse grupo de poucas pessoas, eu não me incluía, por mais que quisesse estar entre eles. Eu sei que isso faz parecer que eu me menosprezo demais, só que eu tinha uma razão bem válida para não merecer estar entre eles. — Seu precioso filho prodígio está preso aqui também, por que você não salva o sua criança favorita, ein?
A frase soou mais ácida e cheia de rancor do que eu esperava que ficasse.
Os olhos do deus dos mares escureceram, parecendo o mar durante uma tempestade. Pude jurar que por um segundo consegui ver uma onde gigante se quebrar dentro deles. Uma parte de mim se encheu de orgulho, sabendo que fora eu quem causara tal mudança. A outra sentiu quase culpada.
Mas eu realmente gostaria de ver se ele teria coragem de falar na minha cara que ele amava o meu irmão mais do que eu. Eu gostaria de saber se ele admitiria que se se ele tivesse que salvar um de nós, ele salvaria o Herói do Olimpo ao invés da "traidora" — antes que você comece a perguntar, as palavras tópico sensível significam alguma coisa para você? Mas se um dia nós dermos um passeio pelas minhas memórias eu talvez fale, mas já aviso que a possibilidade é mínima então sem mais perguntas.
Poseidon checou o pulso como se olhasse as horas. Ele nem estava de relógio. Resolvi não comentar isso.
Peço desculpas, filha. — ele disse, ignorando o que eu tinha falado. — Meu tempo aqui acabou. Mas, antes que eu vá, eu sugiro que você saia de seu atual esconderijo. E que você corra o mais rápido possível. As coisas estão para piorar.
Me conte uma novidade. — murmurei, revirando os olhos. — Algo mais?
Afrodite lhe dá os parabéns. — ele parecia irritado em dar esse último recado.
Demorou alguns segundos pra cair a fixa. Minhas bochechas coraram e eu encarei meus pés.
Boa sorte, ou como você diria, e que a sorte esteja sempre a seu favor.
Ele se desfez em uma onda gigante que destruiu o quarto e me acordou.
Minha pele estava pegajosa com suor gelado. Minha respiração estava rápida e curta, de maneira que fazia meus pulmões doíam ao tentar conseguir oxigênio. Meus sentidos tinham entrado em modo de alerta por algum motivo. Um trovão me fez pular. Resolvi levar o conselho de meu pai a sério, tinha que sair dali. Não me importava se era o meio de uma tempestade, o máximo em relação a sair na chuva que poderia acontecer comigo seria me molhar o que era quase impossível no meu caso.
Tudo dentro da caverna parecia calmo e sereno. As paredes geladas de pedra, pequenas gotas d'água caindo lentamente das estalactites. Tudo tão estranhamente calmo em relação ao cenário lá fora, onde as árvores altas pareciam dançar com a força do vento. As gotas de chuva soavam mais como pedras que caiam contra a terra.
Por algum motivo, tudo isso só me fazia me preocupar mais.
Algo estava a caminho. Algo grande.
Notas finais
Mas então, gostaria de lhes pedir a opinião em um assunto:
Muitas pessoas estão me pedindo por MP para contar a história da Juliet antes disso tudo acontecer. Só que essa história é um AU de um AU(né) então eu iria de Maldição de Titã até o 5º livro de Heroes of Olympus.
Aprovam a ideia?
Fale com o autor