May The Gods Be Ever In Your Favor

5 a lovely reunion, with a not as lovely end


Notas iniciais
Feliz Ano Novo! E feliz Natal atrasado .-. Acabou que eu mudei o nome pra Juliet mesmo. Nos outros capítulos já está mudado. Enfim, sem mais delongas o mais novo capítulo!

Parecia que alguém tinha me dado um soco. Eu não podia matá-lo, mas ele tinha a capacidade de fazer o
meu canhão ser ouvido.

Percy aproveitou o meu momento de choque e agarrou sua espada, que estava largada próxima a ele. Ele atacou furiosamente.

Eu me defendia com lágrimas queimando meus olhos. Sentindo uma força se acumular dentro de mim, como a maré. Uma dor surgindo na boca do meu estômago.

Deixei tudo com um grito.

Um terremoto sacudiu a arena, fazendo todos os que lutavam caírem no chão.

Percy parou de tentar me atacar. Ele piscou, confuso, como se alguém acabasse de dá-lo um tapa na cara.

–Eu te conheço? — ele perguntou. — Terremoto, você é filha de Netuno?
Eu fiquei, confusa, surpresa com a súbita mudança de atitude dele. Algumas memórias dele tinham voltado. Como? Por que agora?

Antes que pudesse continuar a minha linha de raciocínio, Percy me empurrou para o chão e berrou de dor.

Havia uma flecha se projetando em seu braço. Uma flecha de prata.

Raiva fez meus sentidos acordarem. Ninguém machuca meu irmão. Ninguém.

Agarrei meu tridente e empurrei Percy para o chão, me levantando. Corri até a Cornucópia e peguei a mochila com um número 3 e uma outra arma que nem tive tempo de ver qual era.

Senti o perigo antes que ele chegasse a mim.

Usei a mochila como escudo a tempo de evitar que a faca atingisse meu peito. Outra veio e não consegui ser tão rápida, me esquivei para evitar o golpe fatal, mas a outra faca fez um corte sobre minha sobrancelha. Sangue caiu do ferimento e fazendo minha boca se encher com o gosto metálico do mesmo.
Quando vi, estava presa ao chão por três flechas e o peso de uma oponente três vezes maior do que eu.

Era a Caçadora que eu tinha visto em meu sonho. Ela parecia muito menos majestosa do que ela parecera em meu sonho. Menos majestosa, mais mortal.

Gelei ao sentir sua faca fria entrar em contato com o meu pescoço.

–Não acho que você lembra de mim — ela disse. — Olá novamente, Juliet Fray, aceita minha proposta agora? É sua ultima chance.

Meu corpo enrijeceu quando percebi quem era a caçadora. Marion, a garota que quase me convencera a me juntar as Caçadoras quando eu tinha descoberto que era uma meio-sangue. A garota que quase me convencera a deixar Nico para trás.

–Marion. Não envelheceu nada não é? — sorri ironicamente. Ela só me fuzilou com o olhar.

–E você perdeu de vista o que é importante. — Marion replicou, apertando a faca contra meu pescoço. — Essa é a sua última chance de sobreviver, mas o garoto morrerá de qualquer jeito. Eu mesma cuidarei disso.

Aquilo me fez querer matá-la na hora. Tentei agarrar meu tridente, que estava a centímetros da ponta de meus dedos, mas Marion só comprimiu a faca contra meu pescoço com mais força.

–Se você fizer qualquer coisa com ele. — ameacei. — Esse tridente vai ser enterrado no seu peito, eu juro.

A Caçadora só riu de minha ameaça. Eu tinha certeza que soara ridícula, afinal, eu estava presa por três flechas e uma garota ao chão e ainda tinha um corte que sangrava sob minha sobrancelha. Minha arma fora de alcance.

–Por mais que eu tenha certa simpatia por você, filha de Poseidon — havia falsa gentileza em sua voz. — Eu irei matá-la. Primeiro você, então o filho de Hades. Quem sabe até o famoso Percy Jackson també...

Antes que ela pudesse terminar, cuspi todo o sangue que havia em minha boca em seu rosto.

A cena parecia incrivelmente com a luta de Katniss contra Clove, a única coisa que eu esperava era que alguém arrebentasse a cabeça de Marion com uma pedra, mas na arena era cada um por si, e a causa da morte de Clove fora uma feliz exceção a regra. Achava que não teria tanta sorte.

Marion berrou de raiva quando o sangue entrou em seus olhos.

–Eu vou fazer com que sua morte seja lenta e dolorosa. — ela tirou a faca de meu pescoço e a usou para contornar o contorno de meus lábios, como se ameaça-se cortá-los fora.

Tentei morder a mão dela, mas ela me deu um soco em meu nariz e deixei escapar um grito de dor.

–Nico saberá o que aconteceu. — rosnei. — Ele irá acabar com você.

Não estava muito certa se ele faria aquilo, mas eu esperava que sim. Afinal, depois de todo aquele histórico de experiências de quase morte que nós compartilhávamos, eu tinha que significar alguma coisa pra ele. Não é?

–Ele que venha, estarei preparada. — Marion riu malignamente, deixando claro que três dias na arena foram suficientes para levá-la a loucura. Será que o mesmo acontecera com a outra caçadora? — Então, quer mandar um ultimo beijo para o Garoto da Morte? Tenho certeza que ele...

Marion nunca chegou a terminar a frase. Ela caiu para o lado, uma flecha de ouro imperial alojada em seu crânio. Seus olhos antes de aspecto cruel, perderam o brilho. Segundos depois seu canhão foi disparado.

Uma pessoa surgiu sobre mim. Duas eu acho. Elas tiraram as flechas que me prendiam ao chão.

–Juliet?! — exclamou uma voz feminina que eu reconheceria em qualquer lugar. Ela ainda possuía um pouco daquele sotaque da Louisiana dos anos 40, por mais que mais 3 meses e faria um ano que ela estaria de volta ao mundo dos vivos, em parte por minha causa.

Hazel Levesque, filha de Plutão.

–Você está bem? — perguntou outra voz, com um sotaque que tinha que ser do Canadá. Frank Zhang, probatio da Quinta Coorte.

–Viva — gemi. O peso que Marion havia exercido sobre meu corpo tinha feito meu pulmão se comprimir de tal maneira que doía respirar. Me levantei e bati a poeira de minhas roupas. — Isso basta por enquanto... ABAIXA!

Consegui empurrar Frank e Hazel para baixo antes que uma flecha atingisse qualquer um de nós. A outra caçadora estava em cima da Cornucópia, seu arco pronto para atirar outra flecha. Eu tinha o terrível pressentimento de que dessa vez ela não erraria.

Não tivemos outra opção a não ser correr.

Antes que a outra caçadora pudesse pensar em atirar outra flecha: Hazel, Frank e eu disparamos por baixo da Cornucópia. Berrei a filha de Plutão para pegar a mochila com o número 13. Frank ainda era indeterminado, não sabia qual mochila ele deveria pegar. Até que...

–Qual é a número de Marte? — ele perguntou.

Nem tive tempo para processar a informação de que ele havia sido reclamado, mas falei para ele pegar a mochila da número 5.

Ele agarrou a mochila rapidamente e nós corremos em direção a floresta densa da arena.

Quando a Cornucópia ficou fora de nosso campo de visão, nos abaixamos atrás de um arbusto e ficamos lá por um tempo.

–O que em nome de Plutão você está fazendo aqui? — Frank ofegou.

–Eu ia perguntar a mesma coisa... — falei. Então percebi que havia uma tatuagem em seu braço. Que não estava lá antes. Mas não só uma simples tatuagem: era a tatuagem. — Centurião Zhang, hein? O que você fez para merecer tal honra? — ergui uma sobrancelha. Nem eu mesma era uma Centuriã. Depois que Nico e eu descobrimos o Acampamento Júpiter, muito antes de Percy ou Jason trocarem de lugar, nós nunca tivemos tal honra. Éramos simplesmente os Embaixadores de Plutão e Netuno. Talvez era por que não ficávamos lá mais de um dia. Nunca participamos dos Jogos de Guerra, que era a versão romana da Captura a Bandeira.

Frank limpou a garganta antes que pudesse responder.

–Ele liderou a Quinta Coorte nos Jogos de Guerra! — contou Hazel, entusiasmada. — Ela venceu!

A Quinta venceu? Woah, essa era novidade. A Quinta era a Coorte mais desprestigiada, onde todos que não possuíam recomendações de fora do Acampamento iam parar.

–E eu ajudei. — disse uma voz nas sombras, fazendo meu sangue gelar.

–Percy! — exclamou Frank, quando ele vira o filho de Poseidon sair da escuridão.

–Ah... — comecei, surpresa. — Vocês se conhecem?

Percy, Frank e Hazel me olharam como se eu que fosse a desconhecida.

–Você tentou me matar! — exclamou Percy apontando o seu dedo para mim. Hazel olhou para mim com um olhar inquisidor.

–Você quase me partiu ao meio! — gritei furiosa. — Depois de tudo que...

Parei abruptamente, fazendo os três gesticularem para eu continuar. Me recusei.

–Okay... — falou Frank. — Por que vocês dois tentaram se matar?

–Ele(a) começou! — berramos em uníssono, apontando um para o outro.

–Eu?!

–Para de fazer isso!

–Muito maduro Perce... — Frank riu. — Brigando com uma garota de 13 anos...

–Mas...

–Parem! — Hazel quase berrou, uma barra de ouro brotou ao seus pés, ela a chutou para o lado assim que a viu. — Desculpa.

–Sem problemas. — Percy falou.

–Pera... — disse eu. — Hazel, eles sabem?

A filha de Plutão assentiu.

–Como você sabe? — Percy ergueu a sobrancelha. Ele não parecia mesmo se lembrar de mim.

Suspirei.

–Você não lembra de mim, né? — falei, me sentindo um pouco derrotada. — Pelo menos conseguiu suas memórias de volta, Jackson?

Hazel e Frank trocaram olhares preocupados, eles pareciam saber onde aquilo ia dar.

–Você viaja junto com Nico. — raciocinou Frank. — O Nico conhece ele... Vocês já...?

–Se nós conhecíamos antes? — assenti. — Acho que o cabeça de alga não lembra da irmã mais nova.

O rosto de Percy ficou pálido na menção do apelido.

–Só a Anna....

–Só a Annabeth te chama assim? — dei um sorriso malandro para ele. — Bom, pelo menos você lembra dela... — minha voz se tornou amarga.

Sabe, quando você vê o seu irmão que está sumido a seis meses, você quer tentar ser a mesma pessoa irônica que você é mas ao mesmo tempo acaba soando emocional? Você provavelmente não sabe como é mas essa mudança de emoções constantes, mas eu já te digo: isso é uma droga.

–Eu lembro de tudo — Percy falou, mas dava para perceber sua dúvida.

"Não lembra não." repliquei mentalmente, tive que resistir a vontade de fuzilá-lo com o olhar. "Você não lembra de mim."

Fiquei com vontade de rir quando Percy percebeu que podia me ouvir em sua mente. A expressão de pânico dele era hilária. O grande herói do Olimpo, o cara que lutou com Kronos diversas vezes e sobreviveu, com medo da voz de uma pré-adolescente na sua cabeça.

"Fala sério, Jackson." pensei, especialmente para ele ouvir. "Ouvir a minha voz na sua cabeça não foi a coisa mais estranha que já te aconteceu, e essa nem é a primeira vez que isso acontece..."

–Para — ele disse em voz alta.

–Ah, é divertido... — reclamei. — Você devia ter visto a sua cara.

Então senti uma dor de cabeça. Me senti zonza e levei a mão a testa. Eu tinha ignorado completamente o corte aberto sobre minha sobrancelha. Tinha sido descuidada. Estúpida. Poderia já ter conseguido uma infecção naquele ponto.

Sem falar uma palavra ou olhar para ninguém, peguei minha mochila, que estava aos meus pés e abri. Na correria não tinha percebido o quando ela era pequena, tinha o tamanho de uma daquelas bolsas de carteiro, só que para crianças. Mas o que deveria ter lá dentro deveria ser importante.

E tinha mesmo.

Havia um pacote que parecia pesar dois quilos de ambrosia, um cantil de néctar e uma pequena sacola cheia de fosseis de conchas. Uma arma de último recurso.

Tirei um pedaço minúsculo de ambrosia e enfiei na boca. Tinha que guardar o máximo possível. Quem saberia o que podia acontecer na arena?
O corte se fechou parcialmente e parou de sangrar. Teria que dar.

–Termos que montar um acampamento para passar a noite. — Hazel disse.

Assentimos silenciosamente e começamos a ajeitar as coisas.



Já era quase noite quando me toquei que tinha me esquecido de algo. Algo muito importante.

–Eu não vou ficar. — falei de repente.

–Por que? — Percy perguntou.

–Assuntos não resolvidos. — repliquei, pouco me importando com o fato de que ele podia ler a minha mente. — Obrigada por não me matarem e tudo mais.

Acenei para Frank e Hazel.

–Boa sorte e sobrevivam. — disse por fim, antes de partir em direção a floresta.

A fogueira que Frank tinha feito ainda era visível quando resolvi voltar. Pois não iria conseguir achar Nico e Lucy no meio da arena a noite. Seria melhor esperar até o dia seguinte. Por mais que quisesse achá-los, seria melhor fazer isso no dia seguinte.

Eu não me aguentava em pé mais. Tinha tido um dia intenso: Quase fora queimada até a morte, fui carregada até uma praia pra poder me curar, caminhara uma distancia enorme para chegar a Cornucópia, onde quase morri(mais uma vez) por causa de uma caçadora que guardava muito rancor e depois andei com Frank, Hazel e Percy por um bom tempo até montarmos acampamento. Vida de semideus já é intensa, mas aquilo era ridículo.

Mas eu quase não conseguia andar. Minhas pernas tremiam em razão da exaustão. Então teria que apelar para o meu último recurso para continuar em movimento.

Tentei dei um impulso forte com as pernas e dei um pulo razoavelmente alto, quase dois metros. Agarrei um galho de árvore e comecei a me balançar para pegar mais um pouco mais de impulso mas começar a me mover de galho em galho.

Era quase como voltar a usar um trapézio de novo. Eu nunca tinha sido membro de um circo nem nada, só que, quando morava com a minha mãe, para poder ficar o maior tempo possível fora de casa, eu ia a uma academia de circo onde as pessoas treinavam só para observá-las fazer aqueles saltos e acrobacias majestosas que desafiavam a morte. Um dia, notaram que eu sempre ia lá e ofereceram me treinar de graça só por diversão. Eu disse sim.
Aquele era o meu último recurso em questão de movimento. Acrobacias.
Fui me balançando nas árvores com cuidado, evitando que desse de cara com um tronco. Não deu muito certo.

Quase deixei um grito escapar quando alguém me agarrou pelo pé e me puxou para baixo.

–Calma! — era Lucy. Ela tinha me segurado de um jeito que eu tinha caído em seu colo. — Não acredito que achei você! Tem um pessoal bem tenso aqui, sabia?

–Sério? — cosei a parte de trás de minha cabeça, desconfortável. — Não tinha nem percebido.

Estava usando tanto sarcasmo num dia que eu estava começando achar que, mais um pouco, eu ia me afogar nele.

–Só tem um problema — Lucy falou, fazendo meu corpo se tencionar. — Eu não vi o seu amigo zumbi.

–Quer parar de chamar ele assim?! — reclamei. — E me soltar?
Ela me largou na hora.

–Onde você estava indo? — a filha de Hefesto perguntou.

–Antes de você me segurar no meio de um salto? — falei. Ela me fuzilou com o olhar. — De volta para o acampamento. — antes que ela pudesse perguntar mais, acrescentei. — Não pergunte.

Dei mais um salto e continuei a me balançar em direção a fogueira, agora com Lucy me seguindo do chão.

–Não acha melhor andar, como uma pessoa normal? — ela disse, tentando me acompanhar.

–Minhas pernas não aguentam mais. — expliquei. — Tenho que continuar em movimento, então improvisei.

–Parece que você cresceu num circo — ela observou, curiosa. — Como você consegue?

–Prática. Já estive em situações onde não conseguia correr, essa era minha única opção. — a fogueira estava ficando mais próxima. — Estamos chegando.

"Sentiu minha falta, cabeça de alga?" falei mentalmente.

"Pare de fazer isso." ele replicou. "Sua voz é irritante dentro da minha cabeça."

"Ah! Você nunca disse isso antes!" respondi.

"Nunca houve um antes. Eu ainda acho que você está mentindo." fiquei quieta depois disso. Existia um antes. O fato de que ele não lembrava ainda doía.

Aterrissei. Minhas pernas tremeram e eu cai de joelhos na grama.

–Você voltou! — ouvi Hazel exclamar.

–E trouxe companhia. — murmurei enquanto Lucy aparecia ao meu lado. Me apoiei em uma árvore e levantei-me lentamente. — Essa é Lucy, filha de Hefesto, ou Vulcano se vocês preferirem.

Mesmo no escuro, pude ver Lucy me fitar, como se pedisse uma explicação. Mandei a ela um olhar que dizia: explico depois.

–Olá... — Lucy murmurou, um pouco envergonhada.

–Oi — Frank falou, parecendo desconfortável.

Ia ser uma noite bem "awkward", por assim dizer.


Senti uma ferroada no pescoço enquanto dormia. No começo, eu ignorei e tentei continuar a dormir. Então veio mais uma. E outra.

Acordei com gritos. Gritos de verdade, não ilusões como quando eu estava no meio da arena sozinha. Pareciam ser os outros. Hazel, Frank, Percy e Lucy.

Meus olhos se abriram com rapidez. Mas tudo parecia tão confuso... Estava difícil pensar direito.

Parecia que eu estava rodeada de... abelhas? Só três havia me picado. Minha visão estava enevoada, mas eu podia ver um ponto brilhante e quente a minha frente. Lucy estava em combustão, o que não parecia estar funcionando.
Outra "abelha" me picou e me levantei, ou pelo menos tentei. As minhas pernas não pareciam ter recuperado sua força. Reparei que esses insetos eram um pouco maiores que o normal, o esqueleto externo parecia ser de ouro...

Quase berrei de pavor ao ver que as "abelhas" eram na verdade tracker jackers. O pânico clareira a minha mente. Se os outros haviam escapado, não havia esperança para Lucy ou para mim.

Mas eu não morreria por que havia desistido. Eu iria tentar escapar. Eu iria conseguir, pelo menos esperava que sim.

Consegui me levantar graças a uma força desconhecida e comecei a correr em direção a lugar nenhum, eu só queria escapar. Ainda bem que meu tridente ainda estava preso as minhas costas, junto a mochila que pegara na Cornucópia.

Na corrida tive o senso de tirar os ferrões dos tracker jackers das picadas, mas o veneno já estava agindo em meu corpo.

Árvores se transformam em sangue que ensopam minhas botas. Um formigueiro parecia me perseguir enquanto me esbarrava em cada tronco a minha frente.

Tropecei em pedras que pareciam zunir como ninhos de vespas e cai em um buraco. Senti o ferimento em minha sobrancelha se abri novamente, sangrando mais do que um corte na cabeça deveria sangrar. Abraçei minhas pernas, encostando os joelhos em meu queixo e esperei pela morte.

Senti que formigas subiam sobre meu corpo, o cobrindo. Quando elas chegam aos meus olhos, eu já estava inconsciente.

Notas finais
Bem tenso, hein? O que acharam?