May Singer: De encontro com o amor.
18 Um tempo no esconderijo.
Acordei tonta com uma forte dor de cabeça.
–Pablo! – eu o balancei. – Minha cabeça está e me matando! – e comecei a gemer e soltar alguns gritos. Ele se levantou e fitou-me preocupado. – O remédio, anemia. – ele assentiu se levantou e começou a procurar.
–Analgésicos, analgésicos... Achei! – ele pegou o frasco de analgésicos com agua e me entregou. Alguns minutos depois que certamente pareceram horas para mim a dor diminuiu mas continuava tonta. – Descanse, vai te fazer bem.
–Eu não quero descansar Pablo, descansar não vai melhorar nada! – então me lembrei de Matt caído dizendo que me ama e senti as lagrimas vindo à tona. – Não vai trazer Matt de volta e tudo isso porque eu me apaixonei, porque eu fui idiota o bastante pra acreditar que seria tudo perfeito e que aqueles insultos era o máximo que eles poderiam fazer.
–Então... – Pablo me olhou triste. – Não valeu a pena se apaixonar por mim? Você gostaria de não ter me conhecido e poder voltar no passado e não vim ficar comigo? Porque desculpe May para mim valeu a pena, eu m apaixonei e estou contente por isso e gostaria que você ficasse. – ele se levantou de meu lado e foi para a outa direção ficando de cotas para mim.
–Não Pablo... me... me desculpe essa não foi a intenção. – ele se virou para mim com os olhos clamando por uma explicação. – Eu o amo e nada pode mudar isso. Mas... mas veja bem, seu irmão morreu, Matt morreu, seu pai morreu e centenas de pessoas devem ter morrido hoje naquele salão por nossa causa, por nossa festa de noivado será que você não se sente culpado nem um pouco por isso? – Pablo se encostou na parede e chiou se sentando com um olhar cansado e triste.
–Sim eu me sinto mas fizemos isso para nossa felicidade como íamos adivinhar? Muitos guardas devem ter conseguido salvar quase todos, espero – ele deu uma pausa e suspirou. – mas não posso ficar me correndo e pensando que foi minha culpa pois quando aquela porta se abrir tudo que há de errado se cairá aos meus pés, as mortes, as críticas, as dívidas e todas outras coisas que eu vou ser obrigado a resolver sozinho agora que... que... meu pai faleceu. E eu gostaria de poder contar com você mas se você quiser me deixar eu intenderei.
–Eu não quero te deixar Pablo, eu o amo, olhe para mim. – me sentei em seu colo no chamo e fitei seus olhos da cor de esmeralda. – Vamos superar tudo isso. Vamos conseguir mas...mas... tente intender que pra mim isso tudo está sendo muito difícil.
–Eu entendo May e se eu pudesse te livraria de toda a dor que você está sentindo mas não sou capaz mas farei tudo que for possível pra que você fique melhor, você tem a mim isso não pode ser o bastante?
–E o bastante. – sorri e o beijei lentamente esperando a dor e se aliviando cada vez mais um pouquinho com os toques de Pablo. – Você pode. – ele parou e me olhou.
–Posso oque?
–Você pode aliviar minha dor.
–Como? – um brilho atravessou seus olhos,
–Quando você me beija, você tira aos pouquinhos minha dor. – ele sorriu.
–Isso é bom. – então ele me puxou para mais beijos calorosos. Depois de algum tempo ouvir a barriga de Pablo roncar e o olhei. – Estou com fome. – ele começou a rir. – Vou fazer algo.
–Pode deixar. – ele sorriu e eu me levantei mas assim que dei o primeiro passo uma tonteira me atravessou e eu cambaleei caindo nos braços de Pablo me olhando preocupado. – Esse é o efeito de tentar me afastar de você. – sorri tentando não deixa-lo preocupado mas ele continuou sério.
–Eu faço. – ele se levantou e começou mexer em várias partes da dispensa procurando algo. Me deitei virada para a parede e comecei a cochilar. – May. – Pablo me chamou. – Você tem que comer algo se não ficara mais fraca e isso não será bom. – assenti e me sentei.
–Quanto tempo eu dormi?
–Alguns quinze ou vinte minutos. – ele sorriu e me entregou um prato com sopa. – Desculpe se não estiver bom. – coloquei uma colher na boca e tentei não cuspir.
–Não está ruim. – ele sorriu acreditando mas a sopa estava sem sal e sem gosto como as comidas que eu andava comendo. – Espera! Essa sopa é daquelas que o médico passou? – ele assentiu. – eu odeio essa comida não tem gosto de nada e como ela veio parar aqui? Pensei que ia comer pelo menos uma sopa de verdade hoje. – fechei a cara.
–Eu pedi para que trouxessem para os abrigos pelo menos um saco dessa sopa para que caso isso acontecesse você teria sua comida especial aqui. – ele disse cuspindo as palavras “caso isso acontecesse”. – Só me esqueci dos remédios de ferro. – seu rosto ficou triste.
–Podia ter esquecido de comida especial também isso e horrível! – ele sorriu.
–Mas você precisa comer e nem e tão horrível assim. – ele pegou a colher e enfiou na minha boca.
–Você sabe que horas são? De tarde ou manhã?
–Tem um relógio ali e são onze e meia.
–Será que eles demoraram para nos buscar?
–Não sei mas espero que logo. – assenti e engoli a sopa na marra.
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