May Singer: De encontro com o amor.

6 O convite e os preparativos.


Dias se passaram e nada de notícias sobre Pablo. Comecei a trabalhar um quadro que eu planejava dar de presente para ele, era nos dois no quadro dançando, olhando uns nos olhos do outro prestes a se beijar. Mais dias passaram e eu só me afogava cada vez mais na saudade. Em uma tarde recebo uma carta. Coração acelerado vejo que e de Pablo.

“Anjo, gostaria de te dizer que já está tudo confirmado, a festa será no sábado mais quero que você venha alguns dias antes e minha mãe insistiu para que ela a conhecesse e que você ensaiasse comigo a valsa principal onde tenho que dançar com as jovens desejadas... Na verdade quero dançar só com você, ou melhor, te levar para o meu quarto. Espero por você. Beijos P.”

Estava histérica! Ele disse aquilo mesmo? Estava ecoando alegria e corri para contar a Meri. Encontrei ela no salão das damas lendo as cartas que acabávamos de receber.

–Meri!

–Oi May. Recebeu notícias? Está radiante.

–Sim! Pablo me mandou uma carta disse que será no sábado e quer que eu vá antes, e que a mãe dele também. Eu posso ir certo?

–Claro mas temos que fala com a mãe primeiro.

–Tudo bem. – Fui até o jardim, não a achei. Fui até a cozinha também não a achei. Então fui até o quarto dela, já estava suando, e lá estava ela, costurando lindamente. – Oi mãe!

–Oi amor. Tudo bem?

–Sim! Eu vim pedir a senhora, que me deixe ir até o palácio de Pablo, será o aniversário dela no sábado, a Meri falou que eu posso mas que era para mim te perguntar. Posso?

–Acalme-se May! Está parecendo criança de novo! –ela riu. – Mas nos não estamos todos convidados?

–Sim mas ele e a mãe dele quer que eu vá antes por causa de uma valsa principal e ela quer me conhecer.

–Pode sim, vou conversar com ela depois. – Dei um beijo nela e sai cantarolando para ir de volta ao ateliê. No meio do caminho, bato de frente com Matt. Ele era um guarda do palácio que passava a maior parte do tempo onde eu estava. Ele era legal, um bom amigo mas não tínhamos intimidade.

–Desculpe senhorita.

–Só May por favor. Eu que me desculpo estou com a cabeça nas nuvens.

–Feliz? O que aconteceu de bom se me permite perguntar? – peguei o braço dele e ele me acompanhou.

–Estou quase viajando para a Espanha, o príncipe Pablo me convidou.

–Imagino que você gosta muito dele?

–Sim eu gosto, e ele parece gostar de mim. – entramos no ateliê e ele ficou parado me olhando enquanto eu falava.

–Espero que ele de valor a isso, tenho uma grande admiração por você.

–Obrigada. Eu espero que dê tudo certo. Estou muito animada! Acho que minha mãe vai pedi que um guarda me acompanhe... você se importa de ir comigo?

–Claro que não eu iria adorar.

–Ótimo! – eu dei um pulo e o abracei, ele deu um passo para trás e eu recuei. – Desculpe.

–não tudo bem só não esperava por isso. – então ele abriu os braços e me abraçou de verdade. Ele era quentinho, aconchegante, senti que se algo desse errado podia contar com ele. Isso era estranho pois mal o conhecia. – Tenho que voltar para o meu posto. Quer que eu passe aqui mais tarde?

–Quero sim, a gente confirma tudo quando você voltar. – ele saiu e eu continuei a pintar.

Mais tarde depois que eu já estava pronta para o jantar fui até o quarto de America para saber se estava tudo certo. Quando entrei ela estava abraçada com Maxon.

–Desculpe, volto depois. –eu disse saindo.

–Tudo bem May pode entrar. – Maxon disse.

–Eu quero saber se eu vou poder mesmo ir, quando e quais são as condições.

–Simples. – disse America. – Mamãe só exigiu que você não vá sozinha então você irá com uma criada e um guarda.

–Você tem um guarda de preferência May? Qual criada?

–O guarda Matt, já falei com ele e ele já disse que vai. A criada pode ser a Emily, não falei com ela mas tenho certeza que ela vai sem problemas.

–Esse guarda e de confiança? Você o conhece? – Maxon perguntou anotando o nome dele.

–E sim, ele está sempre nas áreas onde eu fico e apesar da gente não conversa muito as poucas vezes que conversamos ele e bem legal comigo.

–Bom, então está tudo decidido. Peça as suas criadas que arrumem as malas e que façam seu vestido de gala que você parte em três dias. Na quinta ao anoitecer para que chegue na sexta de manhã.

–Tudo bom assim May? – perguntou America vindo me abraça.

–Tudo ótimo! – então eu sai do quarto para falar com as criadas.

Emily ficou muito feliz com o meu convite, e as outras criadas ficaram muito alegres e disseram que iram se divertir muito fazendo meu vestido com outras criadas e Amberly, elas disseram que seria espetacular, a garota mais bonita de toda a festa. Fiquei na esperança de que ficasse mesmo e disse a elas que na minha mala tinha que ter a mesma rotinas de roupas, curtas para o dia e compridas para a noite e algumas roupas de frio também caso esfrie por lá. Voltei a meu ateliê para continuar o quadro de Pablo, mais tarde voltei ao quarto para me trocar e ir jantar. Ocorreu tudo normal como sempre e voltei para o meu quarto. Alguns minutos depois ouve uma batida na porta.

–Entre. – eu disse. – Oi Matt!

–Olá senhorita.

–Não me chame de senhorita, já te disse.

–Tudo bem. Desculpe não vir mais cedo mas Aspen me garrou lá em baixo.

–Tudo bem, já resolvi tudo!

–E, por isso mesmo que ele me prendeu ele estava passando regras, recomendações e um monte de baboseiras que eu já sei e disse que se algo acontecesse a você a culpa seria minha e ele daria um jeito em mim com as próprias mãos dele. – comecei a rir.

–Aspen sempre foi um amor comigo e agora você sabe que se acontecer algo comigo a culpa será sua.

–Como se eu fosse deixar algo acontecer a você. – ele riu. Um sorriso caloroso e branco. Seus olhos era de diferentes tons de azul e seu cabelo louro quase limão brilhava na medida que a luz batia nele. – Posso? – ele apontou para cama eu disse que sim. – Está confirmado. Quinta a noite, pode ficar tranquila que se aquele principezinho rebentar um fio de cabelo seu eu parto ele no meio! – eu encostei nele e ele passou o braço em volta de mim.

–Tá – eu ri – confio em você, não e desaponte.

–Sim senhora. – ele levou a mão a desta e fez uma referência de soldados.

–Peça as criadas que o faça ternos, essas roupas que pessoas no palácio usam, você não vai de uniforme e caso eu fique sozinha você e Emily serão minha companhia.

–Combinado. – ele me apertou e levantou. – Deixe me ir ou daqui a pouco alguém invade esse quarto a procura de mim e não quero que ninguém pense que estou fazendo algo de errado com a senhorita May. – eu ri, acenei e ele saiu.

Notas finais
O que acontecera nessa viagem? Fique ligados.