May Singer: De encontro com o amor.
8 O chá e o ensaio.
A rainha deu algumas batidas na porta e as cridas abriram para ela, fizeram uma reverencia e ela entrou. Eu estava super nervosa, o que será que ela ia me perguntar? Comporte-se, seja uma completa dama, repetia a mim mesma, estava parecendo aquelas mulheres de filmes que se mudavam toda só para agradar a futura sogra e era aquilo mesmo que eu estava fazendo, ou pelo menos quase.
–Já está pronta querida. – ela perguntou.
–Estou sim senhora. – então me levantei e fui até ela.
–O chá será no jardim, você gosta de flores?
–Sim, amo flores.
–Que bom. – então ficamos caladas um bom tempo até centrarmos na mesinha de chá e ela começou o interrogatório. – O que você mais gosta de fazer durante o dia May?
–Eu gosto de pintar, pinto vários quadros para expor no palácio, em minha galeria e para vender também.
–Imagino que são muito bons.
–Sem querer me gabar eu acho que são pois já fiz várias encomendas para pessoas importantes.
–Se importaria em fazer uns quadros para nós?
–Claro que não. Faria com todo carinho. – ela sorriu e deu um gole no chá, até ai estava indo tudo bem, até ai.
–Pablo gosta muito de você sabia?
–Imagino que sim senhora e eu gosto muito dele também.
–Pretende ter filhos? – assenti. – Seus genes são bons para isso? – assenti de novo, onde será que esta conversa chegaria? – Já se imaginou como rainha? – engasguei.
–Sim senhora, principalmente quando era mais nova meu sonho sempre foi ser uma princesa e hoje eu posso dizer que meu sonho foi realizado pela minha irmã. Fiquei tão feliz por ela quando ela começou a participar da seleção que me imaginava sempre no lugar dela. Vestidos, sapatos, maquiagem, tudo que eu sempre gostei.
–Mas você sabe que não e tudo a mil maravilhas certo? Não e tudo roupas e sapatos, tem o trabalho, um país inteiro para governar imagine você sendo rainha todos os olhos voltados para você esperando algo, você acha que conseguiria ser uma boa rainha?
–Sei que ser rainha é uma tarefa difícil mas eu creio que sim pois me empenharia nessa tarefa como se dependesse disso para viver e meu tempo com a America e com as minhas sobrinhas estudando me passaram muitos conhecimentos.
–Sabe... é sempre bom saber que meu filho está se relacionando com garotas que poderiam assumir o cargo. – será que ela pensava que eu seria a próxima rainha? Sim eu gostava de Pablo mas nosso relacionamento estava nesse ponto? Nem sei se estávamos ou não namorando. –Como vai seu pai? Você nunca me falou sobre ele e acho isso um pouco estranho.
–Eu não falo sobre meu pai pois é um assunto delicado para mim... – anos se passaram e mesmo assim não tinha acostumado com a perda de meu pai, era só tocar em seu nome que a dor que me queimava por dentro voltava. – Meu pai faleceu no ano em que Maxon e America se casaram, ele tinha sérios riscos no coração. – lagrimas brotaram em meu rosto e eu pisquei para poder afasta-las.
–A querida me perdoe, sinto muito.
–Tudo bem só não me acostumei com a perda apesar da quantidade de tempo, a dor nunca passa você apenas se acostuma a ela e no meu caso isso também está difícil. – neste momento Pablo apareceu por trás de sua mãe caminhando em nossa direção e eu o lancei o que era pra ser um sorriso, a rainha se virou e o viu.
–Está tudo bem aqui? O que aconteceu May? – ele puxou uma cadeira e se sento ao meu lado passando os braços em minha volta, acalmando meu coração e trazendo um sentimento diferente à tona.
–Estamos bem Pablo só toquei em um assunto sensível sem querer. – Pablo me olhou e beijou o topo de minha cabeça e toda a tristeza se dissipou pelos ares. – Vocês estão tão bonitinhos juntos. Esse namoro vai se tornar oficial?
–Mãe, por favor não comece deixe fluir.
–Mas isso não pode ficar assim tem que se tornar oficial.
–Mãe. – ele a advertiu.
–Tudo bem. – eu disse a ele colocando a mão em sua cocha. – Acho que não tem problemas se tornarmos o namoro oficial, nada demais.
–Então você está admitindo que namoram? – eu olhei para Pablo esperando que ele disse que sim confirmando mas ele apenas ficou com cara de paisagem olhando para o céu.
–Acho que não tem estrelas para você procurar respostas – eu disse baixo como um sussurro. – Responda algo, não importa o que.
–Então? – a mãe dele exigiu saber.
–Estamos mãe, sim vamos tornar o namoro oficial mas não quero que a senhora faça isso, não com a May você pode fazer comigo mas não a pressione deste jeito eu sou o homem da relação.
–Tudo bem. Já que você não está em seu trabalho agora o que acham de irmos ensaiando de uma vez? Assim ficamos livres disso. – Assentimos e fomos andando, não demorou mais de uma hora o chá mas creio que a rainha sabia que Pablo não nos deixaria sozinhas mais. A caminho ele sussurrou um desculpe baixinho em meu ouvido e segurou minha mão. A sala onde ensaiaríamos era enorme com espelhos na parede, uma mesinha com alguns aperitivos agua e suco. Tinha um piano mas tudo seria feito per um som. A música iniciou e ficamos na posição para a valsa. A rainha tinha nas mãos uma vara dourada de uns trinta centímetros que usava para tocar nos lugares que devíamos arrumar. Ela estava sempre dizendo com a voz forte e serena, endireite a coluna, estique o braço, mais devagar, mais rápido a aula toda.
–Pablo, preciso que você se concentre a sala vai estar lotada e você dançara com mais ou menos dez garotas diferente, não que eu esteja te descartando May mas preciso que Pablo arrume uma esposa o mais rápido possível e caso vocês não deem certo ele tem que ter opção. Sem pressão – ela disse e sorriu parecendo que dizer que não tinha pressão ia aliviar a pressão. – Chegue mais perto de May ela não irá te morder.
–Não duvido que faça de novo. – Pablo deu uma risada sarcástica.
–Você o mordeu? Você beijou meu filho? – ela começou a falar com um tom de voz de que não estava gostando. Pablo disse não e eu disse sim na mesma hora e ela começou a nos olhar com desaprovação. – Como assim você está se jogando em cima no meu filho deste jeito isso não e normal, vocês nem oficializaram o namoro e você já se jogou nele? Sabia que tinha algo de errado com você, isso e só porque ele e um príncipe certo? – aquilo me atingiu como um tapa e eu sentir todo o meu ar fugindo para fora dos meus pulmões.
–Mãe! – Pablo gritou e sua voz ecoou. – Nunca mais diga isso de novo mãe! Eu não acredito que a senhora disse isso! Eu que a beijei mãe se alguém e culpado aqui sou eu! Me apaixonei por ela assim que a vi na festa de Maxon. Eu a beijei e ela me mordeu, nada demais então por favor nunca mais diga isso novamente. – ver Pablo me defendendo daquele jeito foi incrível mas ainda estava ecoando a voz da rainha em meus ouvidos ‘Sabia que tinha algo errado com você’. Pablo pegou a minha mão e me puxou para a porta.
–Pablo Ruan não de as costas para mim! Vamos conversa sério sobre isso. – Pablo não se virou apenas segui em frente. Ele passou os braços em minha volta e percebi que seus músculos estavam tensos.
–Me desculpe May, Sinto muito, muito, muitíssimo mesmo eu não acredito que ela disse aquilo foi tudo minha culpa, eu e minha boca grande. – antes que eu percebesse uma lagrima desceu em minha bochecha, ninguém havia falado comigo daquele jeito antes. – May você está chorando? A meu Deus não! Não chore por isso por favor eu a imploro. – Ele se virou e ficou parado em minha frente, eu sentia sua respiração acelerada. Ele passou o polegar em meu rosto para secar a lagrima e eu me virei de costas para ele.
–Ninguém havia falado comigo daquele jeito antes. – ele colocou as mãos em meus ombros para me virar. – Não eu não quero que me veja chorar. Sou muito parecida com America sim mas a minha maior diferença é que eu não tenho mecanismo de defesa, America constrói muros em sua volta e eu simplesmente sou atingida, Aspen confirmou isso pra mim uma vez e ameaçou várias vezes a Matt para que nada aconteceria a mim pois eu sou frágil, se ela quiser me atingir ela vai e eu não quero passar por isso, ela me odeia. Por favor me deixe sozinha um pouco devo aparecer no jantar não sei. – ele passou os braços em minha volta e me abraçou forte.
–Sinto muito mesmo por isso não queria que passasse por isso mas minha mãe é imprevisível. Se é isso que você quer te deixarei sozinha mas não tome decisões precipitadas, não desista de nos. – ele me soltou e escutei seus passos se afastando e fui para meu quarto. Quando entrei Matt estava lá jogando baralho com Emily rindo, ele voltou seus olhos para mim e se levantou.
–O que aquele idiota fez com você desta vez? – e apressei o passo e me deitei debaixo das cobertas. – May você está chorando? Não acredito eu vou mata-lo. – Ele tocou minhas costas se afastou, com medo que ele fizesse alguma coisa comecei a falar.
–Matt. – ele voltou e sentou na beirada da cama. –Ele não me fez nada por favor não fale nada com ele.
–Você não choraria atoa May eu te conheço o suficiente para saber isso. O que aconteceu?
–A mãe dele disse que eu estava me jogando para cima dele e que sabia que tinha algo errado comigo, ninguém nunca falou assim comigo e só fiquei chocada, não ouse tomar nenhuma providência. Jure para mim.
–Eu juro May mas não quero que nada de ruim aconteça com você e olhe – ele deu uma pausa. – não a nem um dia que você está aqui jaz tem olhos vermelhos de choro, se continuar assim vou me estar de cara com Aspen e Maxon na entrada do palácio prontos para me matar. – ele deu uma risada. – Mas eu enfrentaria isso se significasse que você nunca mais teria que chorar. – mais lagrimas brotaram em meus olhos ele me deu um beijo na testa e eu me deitei e seu colo. Fiquei ali por um bom tempo com ele alisando meu cabelo até pegar no sono.
Fale com o autor