Notas iniciais
Hello little peoples! Duas coisinhas antes de inciarmos esse capítulo. 1. Link do dance cover de Boy Meets Evil só pra vocês terem uma noção da coisa (CRÉDITOS À DANÇARINA, QUE É DONA DO CANAL TAMBÉM): https://www.youtube.com/watch?v=8pK2YwMhC1s 2. Vocês terão liberdade para imaginar o que a personagem está vestindo. É isso, peoples ♥

Estava pronta na posição inicial quando a cortina se levantou. Ao longo da dança procurei olhar para alguns rostos. Uma grande maioria se mostrava impressionada, inclusive minha avó. Eu sempre contava tudo para ela, mas ela nunca soube do meu amor pela dança. Ao fim da dança, muitos aplausos, assobios e gritos. Fiz uma grande reverência e me virei para o vestiário do salão. Estava me trocando quando ouvi batidas na porta.
— Quem é?
— Sou eu, filha.
Minha mãe entrou com um sorriso radiante no rosto, e sem cerimônias, me abraçou.
— Meus parabéns, minha menina! Eu sabia que você faria muitos ficarem de boca aberta. — A mesma se distanciou para me olhar. — Seu pai me falou sobre o Leo. Eu sinto muito, querida.
Balancei minha cabeça em negação.
— Não se preocupe, mãe. Eu não estou triste por isso. Penso que fui livrada de uma cilada. — Abaixo a cabeça. — Mas eu devia ter ouvido você e o papai quando eu tive a chance.
Senti suas mãos levantarem minha cabeça. Minha mãe me olhava, não com olhos de repreensão, mas com olhos de conforto.
— Primeiramente, S/N: Não abaixe sua cabeça para isso. Não vale a pena. Segundo: o que importa é que você aprendeu que nós apenas queremos que você não sofra. Mesmo sabendo que você passará por muitos problemas ao longo da sua vida. Queremos que você saiba que mesmo tomando as decisões erradas, você é capaz de se reerguer. Você mostrou isso nessa apresentação. Você pode não ter notado, mas seu rosto expressava paz. É isso que queremos. Que você seja forte. Meus parabéns, S/N. Não apenas pela dança, mas pela sua maturidade.
Não pude conter minhas lágrimas ao ouvir isso de minha mãe. A abracei forte. Após alguns minutos me recompondo, pedi sua ajuda para me arrumar para a festa. Nada de vestido de princesa ou de noiva. Algo formal, porém que me deixasse livre. Retoquei minha maquiagem, passei um perfume e saí para o salão. Cumprimentei todos: família e amigos. Recebi meus presentes e pedi para que meu irmão os guardasse no vestiário. Enquanto a festa estava acontecendo, dei uma passeada pelo jardim que ficava nos fundos do salão e fiquei sentada no banco, observando o céu e a pequena fonte mais à frente. Até que sinto alguém sentar ao meu lado.
— Oi querida. Por quê não está se divertindo com os outros? — Minha avó pegou minhas mãos, as acariciando. — O DJ está tocando aquelas músicas que você adora.
— Oi vó. Eu só queria um tempo sozinha.
Minha avó deu um tapa nos meus ombros, me fazendo a olhar.
— Ficar sozinha é perigoso. Te faz pensar até demais.
A olhei confusa, mas depois eu entendi. A história do meu término já deve ser ciente por todos da minha família. Ela pegou um pequeno papel que estava em sua bolsa e me entregou. Feito isso, ela simplesmente se levantou e foi embora. Sem dizer mais nada. Não compreendi absolutamente nada. Abri o papel para ler:

"Me encontre no carro do seu avô às 23h00."

Eram 21h30. O parabéns seria às 22h30. Me levantei e fui até a festa novamente. Avistei meus amigos e primos dançando ao som de Fantastic Baby, do BigBang. Um deles me puxou para a pista de dança momentos antes do refrão viciante. Comecei a dançar junto com eles. O tempo foi passando e estávamos nos mexendo em volta dos convidados. Os fotógrafos registrando tudo. Quando começou a tocar Chyper pt. 4 eu não me contive, pois havia criado uma coreografia especialmente para a música. Tirei meus sapatos, entregando-os a alguém por perto. Meus primos e amigos fizeram uma roda, aonde os convidados começaram a puxar seus celulares e a gravar. Após o término da música, estava suada, mas feliz. Todos em volta vibraram. Ouvi várias vozes.
— Vai para o YouTube!
— Fiz uma transmissão ao vivo!
— Vou jogar no grupo da família no "zap"!
Meus amigos e primos se aproximaram de mim, super entusiasmados. Kayla, uma das minhas primas, me deu um tapa nas costas.
— Você nunca nos disse que dançava tão bem. Você foi incrível!
Meu irmão apareceu no meio de nós.
— Imagina se esse tal de J-Hope que você tanto gosta visse você dançando desse jeito?
Seria meu sonho ser notada pelo melhor dançarino do BTS? Sim, era isso que eu pensava dele. Apesar de não me achar tão boa o suficiente para que ele pudesse me ver dançando. De qualquer forma, adoraria conhecê-lo, mesmo sabendo que seria praticamente impossível.
— Queria, S/I.
Minha tia Rosa surgiu no meio da roda.
— S/N, olha como ficou você dançando. — Disse minha tia, me entregando o celular. — Talvez ele veja você.
Eu me impressionei olhando o vídeo. Não sabia que havia ido tão bem. Entreguei o celular a minha tia, respirando fundo e sorrindo.
— Quem sabe, tia.
— S/N! É hora do parabéns!
Meu pai gritou e logo fomos para a mesa.

Eram 22h55 quando me lembrei do bilhete que minha avó havia deixado para mim. Vou até minha mãe para avisá-la.
— Mãe...
Ela me interrompe.
— Achei você, filha. Sua avó disse que precisa de você urgente. Encontre ela no estacionamento.
Não a questionei, nem nada. Fui direto para lá. Levei meu celular junto caso haja algo. Minha avó estava no banco do motorista. Me sentei ao lado dela. A viagem foi silenciosa. Conhecia minha avó e por mais que eu insistisse, ela não diria uma palavra a respeito do que estaria tramando. Chegamos a uma estrada de terra, aonde não havia mais iluminação. Estava começando a ficar com medo. Minha avó parou o carro em frente a uma ponte de madeira. Do outro lado havia um lago iluminado pela lua.
— Vamos lá.
Disse ela saindo do carro e me entregando uma lanterna. Ao chegarmos perto do lago, ela me deu algo redondo de metal.
— Faça um pedido, S/N.
Eu olhei minhas mãos e via uma moeda de 500 anos atrás.
— A senhora está de brincadeira, não é, vó? — Olhei para ela, duvidosa. — A senhora realmente acredita nessas coisas?
Ela não me olhou de volta. Estava fitando o lago. Também não me respondeu uma palavra sequer. Estava ficando impaciente com ela.
— Eu não sei o que está havendo com a senhora, mas acho melhor nós voltar...
— Apenas faça o pedido, S/N!
Sua voz se tornou mais rígida. Eu não acreditava e nem dava a mínima para essas lendas. Em um tom sarcástico, joguei a moeda.
— Ok. Então eu quero que Jung Hoseok apareça no meu quarto e se apaixone por mim à primeira vista.
Minha avó revirou os olhos, sorrindo. Talvez se lembrara do dia em que disse aquelas palavras pela primeira vez quando conheci o BTS. Após eu ter dito isso, vi a moeda afundando na areia do lago e brilhando em seguida.
— Vou te levar para casa agora, querida.
Minha avó praticamente me empurrou até a ponte, me fazendo entrar no carro e me levar para casa. Não estava acreditando que ela havia me levado para um lugar escuro e deserto, com a possibilidade de sermos atacadas por algum animal, para que eu fizesse um pedido em um lago. Olhei meu celular e já passava de meia noite. Ao chegar em casa, retirei os restos da minha maquiagem, tomei um banho e me deitei. Havia recebido várias mensagens em meu celular. Grande maioria de "Feliz Aniversário". Mas havia uma que se destacava de todas. Era uma mensagem de Bia.

"S/N, Leo me contou que você o maltratou por ele ter dito a verdade para você. Por favor, não nos discrimine, nem nos odeie. Apenas queremos que entenda nosso lado. Sei que você faria o mesmo. Eu amo o Leo e ele me ama, então infelizmente terei que pedir que não tente nos atrapalhar e nem se aproxime mais de nós. Não queremos que se magoe e não queremos nos sentir culpados por algo que não somos. É isso."

— A desgraça ainda me manda uma dessas. — Ri, enquanto a bloqueava e a excluía de todas as minhas redes sociais. — Não vou nem te responder, Ana Beatriz.
Aproveitei para fazer o mesmo com os contatos de Leo. Quando eu disse que não precisava da amizade dos dois e queria que eles me esquecessem, eu estava falando sério. Coloquei meu celular sobre o criado mudo e fui dormir.

Por ser domingo, acordei um pouco mais tarde do que de costume. Me espreguicei e virei para o outro lado da cama com o intuito de dormir mais uns minutos. Mas algo me fez paralisar. Simplesmente havia um homem dormindo ao meu lado. Eu gritei, caindo da cama. O homem acordava lentamente, enquanto eu procurava algo para me defender. Peguei um cabo de vassoura que estava perto da minha cama e me posicionei. O homem se virou a minha frente. Meus olhos arregalaram. Eu reconheceria esse rosto em qualquer lugar. Ele se levantou e ficou frente a frente comigo. Seu pescoço se reclinou ao me ver. Seus olhos brilhavam. E que olhos. Ele sorriu.
— Olá S/N. Sou Jung Hoseok. O que você deseja que eu seja seu?
Espera. Ele falou. E falou português?!

Notas finais
Queridos, não sei quando terei disponibilidade para postar um novo capítulo. Então se eu demorar, não se preocupem, eu não desisti da fic ;)