Maxwell Richardson E A Batalha Infernal

3 Na jogada em que um já perdeu, três se arriscam.


Notas iniciais
Bem, eu realmente fiquei um bom tempo quieto antes de resolver numa noite de sábado com momentos de inspiração aleatória, postar esse novo capítulo. Eu na verdade escrevi isso a muito tempo e fiz diversas edições, mas acreditem, evoluí desde aquela época e em breve vocês verão evoluções (espero).
E agora, acho que algo vai deixar vocês com um gostinho bom para o desenrolar da história.
Detalhe.: Essa é uma história paralela, se passa no universo do livro mas nenhum dos personagens (a não ser os originalmente mitológicos) existe nessa história.

Aproveitem!

Quando Max acordou (o que ele por um momento duvidou que fosse acontecer), ele estava enrolado no tapete de Etairos, sendo abraçado pelo mesmo. Sua cabeça doía um pouco e por alguns instantes ele tentava reorganizar os pedaços da sua memória sobre a noite passada, pois a primeira impressão seria que ele caiu na farra com um cachorro de três cabeças, e dormiu enrolado num tapete com amnésia e dor de cabeça, e isso com certeza não era uma opção. Ele se levantou, olhou em volta... A fonte funcionava bem, mas tinha água para todo lado, o semideus olhou bem para seu chafariz doméstico e haviam marcas estranhas em volta, como chamuscado preto, parecia que algo tinha explodido ali.

— Espera... — Ele olhou para a marca da explosão, supôs quanto deveria ter sido a força dela e fez uma linha imaginaria no ar com seu dedo indicador que denominava o trajeto. Que deu direto com a cabeceira de sua cama e do mesmo jeito que a explosão da noite passada, a memória lhe atingiu a cabeça. O que aconteceu foi, depois de ser arremessado longe por uma explosão causada por seu pai, Max colidiu com a cabeceira da sua cama e caiu no chão ficando inconsciente, explodido e molhado. Mas por sorte, ser filho de Hades lhe dava imunidade aos efeitos dos rios do submundo. Depois do acontecido pelo visto seu cão o pegou e o ajudou como pôde confortando-o em seu tapete. Max sorriu por um momento.

— Quem diria que eu precisaria ser explodido para conseguir cair no sono... E obrigado garoto!— Ele deu mais um riso e passou a mão na cabeça direita de seu dócil monstro. — Tem realmente muito acontecendo, mas é melhor esperar até a hora certa... O que acha? —

O cão levantou as cabeças e abanou o rabo, o que Maxwell encarou como um "sim". Seu relógio bipou, eram duas e meia da tarde! Dormir em excesso ajudou a se recuperar da queda, apesar das dores de cabeça e no ombro ele teve de dar um jeito para arrumar rapidamente o chalé e a si mesmo para o funeral. Ele se apressou e fez o melhor que pôde, conseguindo secar a água do estige no chão, mas não pode evitar que o chalé ficasse cheirando a rio da morte, limpou as manchas da explosão, mas ele mais espalhou que limpou aquelas marcas. A única coisa que acabou bem foi sua cama, afinal ele nem ao menos dormiu nela naquela noite. Ele vestiu roupas formais pretas, se bem que quase todas as roupas dele eram daquela cor então ele não encontraria muita dificuldade na escolha, sendo assim foi par o funeral sem se importar muito com o atraso afinal não notariam sua falta.

O filho de Hades saiu de seu chalé em silêncio como sempre, seu cão ficara lá afinal não faria sentido levá-lo à uma cerimônia fúnebre. Sua roupa estava nos conformes, mas ele não dispensaria seus óculos escuros de aviador, aquilo era um item indispensável.

Enquanto ele andava saindo de seu chalé em direção ao anfiteatro. O movimento era de quase nada, os campistas que ele via andando estavam conversando quietos em seus cantos, se preparando para a cerimônia ou se dirigindo para lá como ele. Tudo ia de modo calmo e silencioso até certo alguém quebrar o silêncio.

— M-Maaax! — De repente Maxwell virou para trás e viu uma cena que faria muitos caírem na risada.

Hector, o filho de Hécate, estava vindo na direção de Max em alta velocidade, mas não corria direito. O que pode se supor é que ele havia visto Max, tentou correr para alcançá-lo mas tropeçou em algo que lhe tirou todo o equilíbrio que ele tentava recuperar mas sua queda era eminente. Ele provavelmente daria um beijo de língua no chão se Maxwell não o segurasse pelo braço. Ele recuperou a postura, tentando sorrir para disfarçar o quanto estava sem graça apesar de o tom vermelho tomate no de seu rosto lhe denunciar o contrário.

— Olá, está indo para o funeral certo? — Ele limpou o pouco de poeira que tinha em sua calça.

Nesse momento Max percebeu como Hector era diferente, pelo menos na vestimenta. Um colete social preto sobre uma camisa cinza escura e uma gravata preta com listras roxas chamativas... Bem, ele era diferenciado.

— Você tem que aprender a tomar cuidado sabia?— Max suspirou para se acalmar. — Tudo bem, vamos para o anfiteatro. — Enquanto iam, Maxwell percebeu que ele era há muito tempo o primeiro a chamá-lo pelo apelido de Max, as mudanças não paravam de vir pelo que ele pôde perceber.

Não demorou muito até o lugar encher, os outros filhos de Nêmesis sentaram-se na frente enquanto Max e Hector mantiveram-se no fundo. Hector quase se enterrou no chão de tanto que se abaixou ao ver Joseph passar, apesar de que este nem havia percebido sua presença. E diante daquilo o funeral de Derek Mason começou.

Sr.D e Quiron estavam à frente de um caixão de madeira avermelhada, atrás dele havia uma coluna de três metros de altura com um animal quadrúpede em cima que tinha cabeça humana, uma esfinge. Max sabia que aquele grande objeto era uma estela, um marco tumular para guerreiros como Derek. Quiron deu alguns passos (ou galopes) à frente para iniciar um discurso enquanto Dionísio bufava de tédio lá atrás. Ele então começou a falar.

— Derek Mason faleceu após lutar bravamente em uma missão pelo nosso acampamento. Ele era um jovem muito dedicado e honrado, sendo que sua honra e orgulho foram às coisas mais importantes enquanto viveu. Foi um bom amigo e irmão como muitos aqui sabem, e um bom aluno eu posso dizer pessoalmente. Acho que isso é tudo... — Ao sinal da mão de Quiron que se afastou, dois jovens um garoto e uma garota se levantaram de seus lugares, pegaram um vasto pano bordô com a estampa de uma ampulheta com uma espada atrás. Cada um pegou uma tocha e o queimou. Quando terminou de queimar, retiraram o caixão e Dionísio expressando alívio anunciou a todos.

— Bem, vocês podem sair daqui e seguir fazendo seja lá o que forem fazer até a hora do jantar! Em resumo, dêem o fora! — E seguindo essa ordem, todos foram calmamente saindo a não ser alguns dos irmãos e amigos mais próximos, mas isso já não era da conta de Max.

Ele ia se levantar, mas viu por um milésimo de segundo alguém sentado ao seu lado, olhando para o caixão à frente, alguém que com certeza não deveria estar lá, mas quando olhou de novo não havia ninguém, Max não se mexeu por alguns instantes com seus olhos arregalados, pois tinha certeza que vira alguém la.

— Max! Max vamos! O Sr.D já não quer ninguém aqui! — Hector puxava-o pelo braço tentando despertá-lo.

Ele assentiu e voltou para seu chalé, sendo acompanhado por Hector por todo o percurso, o garoto estranho realmente havia grudado em Maxwell, mas levando em consideração que ele mesmo nunca foi normal, não tinha do que reclamar.Entrou em seu chalé, e se trocou colocando um simples Jeans preto rasgado, duas botas com partes de metal, sua jaqueta de couro preto por cima da camisa do acampamento e seus óculos escuros. Pelo visto estava tudo certo e ele foi para a reunião na casa grande. Já estava escurecendo, o céu estava multicolor variando de laranja até roxo (uma visão interessante), mas algo incomodava Max, ele sentia algo estranho, alguém o observando... Estava na saída do seu acampamento e olhou para trás para a sombra gerada pela forte luz do por do sol em seu chalé, podia jurar que tinha alguém lá que se afastou para dentro da escuridão, ele se aproximou um pouco suspeito.

— Se for você está tudo bem Hector, você pode... —

— Posso o que? — Maxwell se virou com tanta força que se sentiu pelo menos três estalos nas suas costas e um no pescoço, quase acertou um forte soco no rosto de Hector que por pouco não caiu para trás. O garoto como sempre de aparência peculiar, mas agora com jeans skinny, vários anéis, um colar e sapatos de couro marrom, realmente assustou Max.

— Não faça isso, e se quer mesmo saber, você pode fazer mais barulho para andar. — Hector riu um pouco, e então falou.

— Quando eu não quero você me percebe e quando quero você quase me esmurra, é estranho não acha? — Disse o filho de Hécate, rindo ainda mais.

— Parece ser seu talento natural... Mas bem, tenho que ir. —

— Ah, para a reunião, vamos lá! — Max ficou confuso por um momento, não disse nada até o meio do caminho quando a curiosidade falou mais alto.

— Me desculpe Hector, mas você é conselheiro? — Hector ficou um pouco cabisbaixo.

— Na verdade sou o vice-conselheiro, o atual foi um dos feridos em missão, por sorte não foi o morto. — Max percebeu que ele tinha ficado um pouco constangido com a pergunta.

— Eu não quis ser rude, só fiquei curioso, espero que entenda. — O garoto riu um pouco, Max não sabia dizer se realmente estava rindo ou disfarçando como em outras vezes.

— Tudo bem Max, apesar de tudo sou um dos mais inteligentes do meu chalé! Até agora eu sou o que dominou mais magias por lá, mas algumas acabam... — Ele nem precisou terminar.

— Acertando a cabeça de valentões. — Apesar de sua seriedade, Max riu um pouco com ele e o clima ficou mais agradável, o dia todo ficou na verdade.

Eles chegaram lá com os conselheiros de chalé em volta da mesa de ping-pong sendo servidos por sanduíches e limonada da conselheira chefe do chalé de Hebe, Mary Anne White. O costume era que na mesa os conselheiros ficassem posicionados na mesma ordem que seu chalé e foi isso que gerou seu reencontro com ela, Lucinda Hernandez. A garota tinha a aparência de alguém que estava sempre em ação, um pouco do cabelo preso para trás, mas grande parte dele solto sobre seus atraentes olhos de cores diferentes. Usava uma mini-saia preta como daquelas estudantes japonesas, e meso usando a camisa do acampamento como todos, sua aparência tinha destaque, Max não sabia se era positivo ou negativo, mas havia destaque. Ao ver Maxwell sentado ao seu lado ela soltou aquele riso do qual ele sempre desconfiava por não saber bem o que queria dizer.

— Oi menino zumbi hihihi. Nos vemos de novo não é?— Ele não falava nada, com o tanto que aquela garota falava, imaginou que não seria necessário. Ele comia seu sanduíche calmamente.

— Sabe... Eu realmente estava preocupada quanto àquela missão, a minha melhor amiga estava lá. — Max podia não estar falando ou olhando muito para ela, mas ouvia atentamente.

— O importante é que ela esta bem, mas eu só quero saber o que será isso. E você Max? — Ela lhe fez uma pergunta, ele demorou um pouco mais respondeu.

— Tenho a leve impressão de que vamos descobrir... — Lucinda o olhou com curiosidade.

— Você não é de falar muito não é? —

— Você acha? — Max jogou um pouco de ironia na pergunta.

— Hihihi, tudo bem menino zumbi. Eu não sou como alguns outros, pode falar numa boa comigo. — Ela disse isso sorrindo, e Max que já não sabia o que falar se sentiu meio encurralado. Ele pôde se livrar dessa preocupação quando chegou último conselheiro, e Quiron declarou iniciada a reunião.

— Bem, agora que estão todos aqui comecemos. Obrigado Mary Anne pelo lanche. — O sorriso da filha de Hebe, que tinha quatorze anos com a aparência de nove, faria qualquer um querer apertar suas bochechas, Quiron continuou — E como todos sabem, a última missão do acampamento foi mal sucedida, e por isso o melhor a fazer é nos informarmos sobre futuros acontecimentos. — Alguns dos presentes pareceram ter reações ruins a noticia.

— E como faremos isso?— Perguntou um deles, o qual Max também não conhecia.

O motivo pelo qual o filho de Hades não conhecia grande parte dos campistas era simples, ele mesmo evitava isso. Pois seus treinamentos eram normalmente noturnos, suas voltas pelo acampamento aconteciam por partes quase não visitadas e mesmo quando era visto não conversava com ninguém. Quiron respondeu a pergunta.

— Ora essa, da mesma maneira de sempre, por uma profecia! — Nesse momento saiu da porta da casa grande uma garota com fones de ouvidos ligados aparentemente bem altos, mascando chiclete e tendo a cara mais entediada que Max já viu. Carregava consigo um tipo de caderno rosa choque com uma caneta que combinava em mãos. Seu cabelo era longo e extremamente cacheado, num tom castanho quase preto. Vestia-se num manto preto com capuz tendo assim um toque misterioso em volta de si, apesar de não lhe ser uma visão das mais agradáveis Maxwell reconheceria aquela garota em qualquer lugar, pois ela era realmente única, era Gabrielle K. Lennon, o oráculo. Ela quase não era vista por lá, morava na casa grande e não fazia treinos de combate afinal ela podia ter os dons e poderes de um oráculo, mas era uma mortal. Como ela foi parar lá ninguém sabe ao certo, mas ela assim como Max se fechava um pouco aos outros membros do acampamento apesar de ser muito mais vista lá que ele.

Ela se sentou ao lado de Quíron. Parecia que a situação a deixava um pouco desconfortável. Alexandra do chalé de Afrodite perguntou antes que continuassem a discussão.

— Mas afinal, o que o oráculo disse para eles na última missão? — A expressão de todos era do tipo "como não pensei nisso antes?" ou "boa pergunta, também quero saber", sem contar os clássicos "Você é tão linda...". Gabrielle revirou os olhos, e começou a folhear sua agenda rosa até chegar a uma parte, ficou um pouco tensa, mas leu o que perguntaram.

— "Para o extremo oeste irão

Próximos ao mistério e à sua solução

Três partirão e três vão voltar

E ao retorno um findará

Por suas mãos a jornada não irão completar

E depois a outros sua tarefa passará” —

O jeito como Gabrielle recitava suas profecias era realmente assustador não havia como negar, e de certo modo Max podia jurar que viu um pequeno sorriso malvado nela como se gostasse daquilo. Quiron suspirou, por um momento mantiveram silêncio até que Lucinda apertou a mão de Max e lhe falou baixinho

— Sabe o que isso significa? A missão vai continuar hihihi! Talvez eu finalmente consiga... —

— Algum comentário Lucinda? — Quiron lhe perguntou, parece que naquele momento cochichos não seriam permitidos.

— Ahm... Não na verdade eu... — Ela ficou um pouco sem graça, mas pelo pouco que Max tinha visto, aquela garota não perderia a atitude. — Ah, tanto faz! Eu só disse o que todos pensam! Mais alguém vai ter que dar continuidade à missão, mesmo que ela seja perigosa a ponto de matar um campista! — E o que todos estavam mantendo apenas para si mesmos veio à tona, já que Lucinda não mentia. Todos ali sabiam que havia o risco de serem mandados numa missão que que conseguiu matar um semideus. Quiron tentou acalmar a todos.

— Bem, a profecia dizia que a tarefa seria passada à outra pessoa... — Todos se entreolharam, não lembravam de nada do gênero. Até que aos poucos os olhares foram todos se voltando para Max e ele sabia que o resultado não seria bom, mas manteve-se calado, Alexandra ia falar.

— Se bem me lembro... Foi ao... Aaah!! — Ela foi surpreendida por duas coisas que fariam um mortal comum morrer do coração. Uma delas foi a névoa verde e brilhante que vinha de todos os lados como uma família de serpentes fluorescentes flutuantes se entrelaçando entre os campistas, mas o problema maior é que todo aquele nevoeiro verde fantasmagórico ia até uma pessoa, Gabrielle! Que ao invés de estar sentada em seu lugar, estava de repente num movimento quase que de teletransporte, atrás de Max segurando seu ombro e quando ele se virou para ela, deparou-se com aquela mesma garota que ao mesmo tempo não era aquela mesma garota. Gabrielle tinha seus olhos brilhando intensamente em verde no mesmo tom fantasmagórico da névoa que agora saia por sua respiração, acompanhada da súbita palidez de sua pele e da voz dupla de algo que parecia ser uma adolescente e uma feiticeira em coral.

— “Na terra dos mortos lutarão por duas missões

Senhores dos mortos, da feitiçaria e dos ladrões

Para que seja então derrotado

O obscuro que fora libertado

Voltarão aqueles deixados na antiguidade

E na escuridão será revelada a verdade

Causadores do caos agora soltos pela herdeira desvalorizada

Vão se rebelar e começar a voraz caçada" —

O oráculo então desmaiou, não colidindo no chão graças a Max que a colocou em sua cadeira. Ele ficou em pé por alguns, quieto como todos que estavam pasmos e não diziam uma palavra enquanto a névoa verde se esvaia. Ele viu outra figura nebulosa no ar, uma figura humana que olhava diretamente para ele, mas antes que pudesse ele identificá-la ela se desfez no ar e tudo voltou ao que era antes, porém com um clima um tanto desagradável. Quiron falou.

— Pois bem, acho que algumas questões ja foram esclarecidas. Maxwell Richardson você lidera a missão! — Alguns campistas começaram a falar, e mesmo com a repreensão de Quiron sobre alguns (principalmente o conselheiro de Ares que preferia resolver o assunto na arena), o forte alarde foi inevitável. De repente Maxwell ouviu uma risadinha familiar seguida de um barulho bem alto "FÕÕÕÕÕ!!!". Quando ele olhou a fonte de algo que mais parecia uma sirene de cadeia, Lucinda tinha em suas mãos uma buzina de gás comprimido que silenciou a todos, Quiron e Max a encaravam mas ela apenas riu.

— Não há de quê, hihihi! — Quiron revirou os olhos, Max podia jurar que ele estava prestes a rir, mas isso não importava. O centauro virou-se para ele, falando com um pouco mais de calma.

— Pois bem, como todos sabem em uma missão devem ir três pessoas que são escolhidas por aquele que lidera, Maxwell, quem você escolhe? — Todos o olhavam, para todos a escolha de Max era um completo mistério, pois a verdade é que não tinha amigos por lá, pelo menos não que soubessem. Ele analisou a profecia... "Senhores dos mortos, da feitiçaria e dos ladrões".

Olhou em volta, as duas pessoas que ao mínimo lhe dirigiram a palavra ultimamente estavam ali, e para a coincidência do destino se encaixavam perfeitamente na profecia e no planejamento que ele já tinha para o evento, esperou alguns momentos e decidiu-se.

— Caso queiram aceitar... — Todo e cada par de olhos naquele lugar estavam abertos e olhando ansiosos como cachorros olhando frango olhar na máquina de padaria para Max. —... Eu escolho Hector Smith e Lucinda Hernandez! —

Lucinda se levantou da sua cadeira e deu um salto com os braços para cima, sem se controlar.

— WOOOHOOO!!! — Quando aterrissou no chão, viu que todos a encaravam e sentou-se calada. Max também a olhava e ela fez sinal positivo com as duas mãos e gesticulava com os lábios "thank you". Eles viraram-se para Hector. Ele estava com a cabeça baixa, parecia ao mesmo tempo indeciso assustado e feliz, pois coisas assim não lhe aconteciam a todo o tempo, na verdade Max podia apostar que não tinha acontecido nunca. Mas ele disse gaguejando como sempre.

— P-puxa Max eu-eu, não sei o q-que dizer eu... — Todos tiveram reações que diziam a mesma coisa "fala sério".

— ACEITA DE UMA VEZ!!! — Gritou todo o conjunto de campistas, o garoto se assustou, tremeu um pouco e olhou em volta, mas não hesitou mais.

— Aceito! — E todo tipo de comentário que expressavam o sentimento de "até que enfim" foram ouvidos.

Maxwell obviamente não demonstrava isso, mas sua felicidade interior com tudo aquilo era grande, uma aventura com outros dois meios sangues e ainda para o submundo! Realmente algo grande o esperava. Depois do silencio restabelecido Quiron se dirigiu ao recém-eleito líder de missão.

— Bem Maxwell, você já tem equipe, profecia e equipamento com certeza. Só falta um detalhe, sabe por onde começar? — Ele ficou um pouco pensativo, revisava todos os detalhes dessa missão até agora, mas não tinha ideia de como lhe responder a pergunta. Até que sentiu algo, sua mão foi quase que sozinha ao seu bolso puxando ao mesmo tempo do bolso um cartão e de sua cabeça uma memória. Derek Mason lhe dera algo que provavelmente ajudaria nessa missão e ao pegar aquele papel de seu bolso, o desdobrou. Todos se perguntaram o que poderia ser aquilo e como ele conseguiu, mas não perguntaram, Max leu e se surpreendeu.

— Eu já tenho uma ideia... — Ele dizia enquanto lia.

Aquilo era um cartão de visitas de uma empresa, totalmente preto em letras douradas brilhantes, estava amassado, dobrado e gasto, mas levando em consideração a valiosa informação que aquilo tinha não se importaria com isso, Derek Mason lhe dera o endereço para onde foi guiado antes de morrer, o ultimo passo que sua equipe deu antes de falhar. Max leu apenas em sua mente:

"Estúdios M.A.C.

Morto Ao Chegar."

Notas finais
Puxa, demorou mas saiu! Que tal darem suas opiniões para algumas melhorias? Sou aberto a todas!
Aliás, nada como uma profecia, uma equipe e um destino traçado para animar qualquer leitor não é?
Até os reviews e próximos capítulos pessoal!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.