Maximilian
1 Capítulo 1 - O Nascimento
Os gritos de uma mulher podia ser ouvido à distância naquele pequeno vilarejo. Um homem andava, impacientemente, de um lado para o outro, no corredor de sua própria casa de madeira. O homem vestia roupas casuais, com uma blusa vermelha, com sua manga indo até pouco abaixo de seu cotovelo e uma calça marrom, longa e larga. De diferente, eram apenas suas botas brancas e douradas, dos cavaleiros da Ordem. Era uma casa simples para um vilarejo simples. De repente, os gritos se cessaram, dando lugar a um choro um tanto irritante. Aquilo foi a gota d'água para o cavaleiro. O homem entrou rapidamente no quarto, e foi para o lado de sua esposa, já não aguentando mais de tanto esperar.
As duas enfermeiras se assustavam, se virando rapidamente para o homem, logo voltando à tarefa de cortar o cordão umbilical e realizar outros tratamentos para que a mulher fique bem. O cavaleiro, Varze, olhou bem para o rosto de sua mulher, Ângela, que estava suando bastante, e ofegante. A enfermeira rapidamente tirou um pano marrom que cobria sua boca e rosto, desamarrando-o atrás, colocando-o num bolso de sua calça. As enfermeiras trajavam roupas de coloração vermelha, era um tanto estranho, segundo Varze. A mesma enfermeira pegava o bebê em seus braços, enrolado em um pano verde, e entregava à mãe, exibindo um belo sorriso em seu rosto.
— É um menino! — Exclamou a enfermeira. Trianna exibia um sorriso maior ainda, de felicidade. Ela segurou o menino em seus braços, com suas mãos ainda tremendo. Ela olhou para o rosto do garoto, balançando-o levemente, e ele lentamente se acalmava, parando de chorar. Com lágrimas nos olhos, Ângela disse, com orgulho, o nome do garoto.
— Se chamará Maximilian! -
Era um lindo nome, previamente escolhido pelo pai, que ficou emocionado com a cena. Com lágrimas nos olhos, o homem agachou-se, vendo o rosto de seu filho mais de perto, com um sorriso no rosto, ele encostou seus polegares nas bochechas do garoto, e esfregou ali, como se limpasse algo. Naquele momento, Maximilian exibiu um leve sorriso, estava de olhos fechados. Naquele instante, Trianna sabia que o seu filho, Maximilian, seria muito corajoso, e que seria um grande guerreiro.
O menino foi crescendo naquela vila que nunca teve ataques, construída perto de uma floresta, que sua mãe lhe dizia para nunca se aproximar de lá, pois era perigoso. Maximilian era um garoto agitado, até hiperativo, brincava e lutava amistosamente com seus amigos, fingindo ser um cavaleiro honrado, como seu pai é. Atualmente, ele tinha cerca de sete anos. Um dia, seus amigos não vieram para brincar, sem dar satisfação. Era de manhã, e sua mãe varria a casa onde morava, cantarolando uma música, distraída em seus pensamentos, exibindo um pequeno sorriso em seus lábios. Maximilian estava entediado, e, desobedecendo sua mãe, ele entrou naquela floresta, apenas com um galho de arvore como arma. A luz solar passava pelo vão entre as folhas das árvores, era uma floresta um pouco escura, mas Maximilian era corajoso, ele não tinha medo, e estava animado para explorar aquela floresta. Ele andou reto, desviando de algumas árvores, olhando tudo à sua volta, vendo beleza em tudo: No canto dos pássaros, no movimento das folhas ao vento. A única coisa que o incomodava era que haviam insetos voadores, que o importunavam um pouco, mas não era algo de se preocupar muito.
O garoto chegou a um lago, naquela floresta, olhando o seu reflexo na água. Ele tinha longos cabelos loiros, quase que alaranjados e um pouco espetados, sempre bagunçados, seus olhos eram um pouco grandes, mas seu pai dizia que ele próprio era assim quando criança, e tinham cor azulada. Sua bermuda preta e sua blusa amarela tinham algumas manchas de terra e de lama, que sua mãe não conseguiu tirar, mas ele usou assim mesmo. Seus pensamentos foram interrompidos por um galho se quebrando, do outro lado do lago. Ele imediatamente segurou o galho da árvore com duas mãos, simulando uma espada, olhando para aquele lugar. Ali, uma garota, com um grande vestido preto, cabelos negros, olhos com íris rosadas e descalça olhava para ele, escondendo parte de seu rosto atrás de uma árvore.
— Olá?! -
O garoto se aproximava lentamente, e a garota dava um passo para trás, encarando o garoto como se fosse um inimigo. Ela aparentava ter a mesma idade que o garoto, sete anos. Maximilian lentamente se agachou, deixando o galho de árvore no chão, e, com suas mãos levantadas, se aproximou lentamente.
— Não tenha medo, meu nome é Maximilian. Qual é o seu? -
A garota respirou fundo e se acalmou um pouco, mas ainda permanecia escondida atrás daquela árvore. Ela olhou para o garoto e, timidamente, disse seu nome, gaguejando.
— N-Nasu. — A garota corou um pouco, mas sua tonalidade de pele um tanto pálida logo voltou ao normal, enquanto, com receio, observava o garoto se aproximar. O garoto apenas estendeu sua mão e, com um leve sorriso no rosto, olhou diretamente para os olhos de Nasu.
— Prazer em conhecê-la, Nasu. — Maximilian sentia que ali começaria uma grande amizade. Nasu, ainda receiosa, apertou a mão do garoto, ainda um pouco afastada, estava preparada para sair correndo. A primeira coisa que Maximilian notou era que sua pele era um pouco gelada, mas nada que possa o preocupar muito. A garota aproximou-se um pouco, estava descalça, olhando nos olhos de Maximilian e, pela primeira vez em um tempo, abriu um leve sorriso para o mesmo.
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