Matters of The Heart

1 Dinner With the De Noir


Notas iniciais
Oi Galera,essa fanfic foi escrita com muito carinho sendo baseada no meu filme favorito e em duas de minhas animações favoritas.Relatando aqui com muito amor no coração duas relações entre quatro jovens sendo vitimas do orgulho e preconceito tanto abordados no Segredo do Vale da Lua e constatando aqui algumas situações que todos passamos como relações um tanto abusivas,o primeiro amor,pais que não toleram a relação de dois jovens e outras coisinhas. Espero que gostem e se gostarem por favor não esqueçam de comentar e colocar em seus favoritos que ajuda bastante. PS: Só um aviso meu caro leitor,se você já viu o Segredo do Vale da Lua em apenas um idioma tenho que alertar.Na versão em português o nome da personagem principal é Bella Bom Tempo porém a original é Maria Merryweather,assim como a Senhora Lavandisca se chama na verdade Senhora Heliotrope.Eu realmente não entendi a necessidade de na dublagem mudarem de Maria para Bella mas só avisando aqui caso vocês não saibam ok? Beijão.

The Moon Princess
Em toda a minha vida,eu jamais cheguei a ser realmente feliz como eu era no Vale.Grande parte dessa culpa vinha de minha irmã que após a morte de mamãe cavou uma enorme fenda que nos separou tanto fisicamente quando sentimentalmente.Ela se trancava em seu quarto tomando toneladas de calmantes toda tarde e revirando os baús de vestidos que mamãe a deixou.Eu me sentia sozinha,quase que orfã na maioria das vezes.Eu era uma criança,queria um modelo de mulher para seguir mas sem a mãe e a irmã,em quem eu me espelharia?Foi por isso que papai contratou a Sra.Lavandisca,ele precisava de alguém que me ensinasse como ser uma dama e ao mesmo tempo alguém que ocupasse meu tempo para que o deixasse em paz em seu escritório.Em quase todos os dias eu me perguntava se aquilo era mesmo viver:Longas tardes em frente ao piano e aos livros de história sendo forçada a assistir Merida tomar o rumo de sua vida.
Porém no Vale da Lua,era como se esses dias pertencessem a um passado distante.Como névoas de memórias embaçadas que vinham apenas nos sonhos mais notórios.Depois que a maldição foi finalmente quebrada e as pérolas devolvidas o vale voltou á vida.A casa se encheu de música e cor e parou de ruir.Com Loveday lá,meu tio era o homem mais bem humorado e gentil deste mundo.Os De Noir haviam se mantido longe desde o casamento,algo sobre privacidade do casal ou algo assim.Obviamente haviamos lhe feito as pazes e Loveday gentilmente quis selar definitivamente essa aliança com um jantar imenso e suculento preparado em minutos por Marmaduke.No momento em que me contou eu mal pude acreditar.

Era dia 31 de Agosto e a manhã estava quente.
— Benjamin,luz de minha vida. — Loveday anunciou em alta voz.Os cabelos louros e volumosos sequer se moviam com divina perfeição. — Peço que concorde com meu pedido.
Meses antes ele teria tido um ataque cardíaco ou quebrado todos os vasos de flores da sala.Mas ele apenas segurou em sua mão ternamente.
— Eu faço de tudo por sua felicidade,qualquer coisa que te agrade e que ache que pode melhorar nossa amizade com seu pai eu farei.- sorriu jamais tirando os olhos de sua silhueta.Era como se toda vez que ela entrasse na sala ele entrasse em algum tipo de transe,no qual ele não conseguia olhar outra coisa que não fosse sua esposa.- Marmaduke!-gritou.Em segundos um zumbido pode ser ouvido e do outro lado da mesa surgiu o pequenino cozinheiro.Usava seu tipico chapéu pontudo e a cashmere branca enrolada no pescoço.
— Bonjour senhor Benjamin.Á suas ordens.- torcia o bigode enquanto falava.
Segurei o riso em sua presença,era quase impossível se conter diante de tal intrigante criatura.
— Prepare o maior e mais delicioso jantar para esta noite!Contrate os melhores músicos da vila e encontre o melhor vestido da Lua para Maria!Nesta noite,celebraremos!
— Oui Monsieur!- desapareceu em pulos rápidos
—O-ora Senhor Benjamin. — a Sra.Lavandisca não conseguiu se conter enrugando seu rosto velho o máximo que conseguia.- Acha mesmo necessário?Maria nem mesmo foi introduzida na sociedade,não pode comparecer em tais eventos.
— Não vejo mal em um pequeno jantar em familia.- titio respondeu batendo um ovo na mesa e depositando a gema em uma taça de vidro.- Coeur De Noir é meu sogro e Robin de Noir meu cunhado.E Maria já os conhece bem.
— Certamente. — concordou com a cabeça.Embora eu soubesse que ela não se deixava convencer,para ela as tranquilizações apenas aumentavam suas suspeitas.Continuamos o café em silêncio até que finalmente repassando a conversa mentalmente encontrei destaque em um nome dito por titio.
— Espere...- murmurei. — Robin também virá?
Tio Benjamin apertou as escuras sobrancelhas.
— Isso é um problema?- pressionou os lábios contra a torrada recém queimada.
— N-não. — respondi. — Apenas é difícil de imaginá-lo em um jantar formal.
— Sei que Robin é um pouco...dificil de lidar querida. — Loveday sorriu ternamente.-Porém é um rapaz muito bom e...
— Extremamente velho.- Tio Benjamin a interrompeu com ar de dureza.
— Velho?- Loveday apertou os olhos confusa.- Tem apenas 18 anos.
— Quase dezenove. — se manteve firme.
— Benjamin Merryweather detecto ciúmes em sua voz? — ela abriu um sorriso debochado.- Maria já é quase uma mulher!
— Tem apenas quatorze anos.
— E logo fará quinze sendo finalmente considerada uma mulher completa!
—Devo concordar com o Sr.Benjamin. — Sra.Lavandisca sussurrou.- Maria é muito nova.
Permaneci parada apenas observando aquela cena ridicula.Como eles ousavam discutir sobre minha vida?E ainda por cima de Robin!Como se insinuassem um interesse repentino meu para com ele!Robin!Aquele garoto irritante,arrogante e...
Não Maria não é esse caminho que quer seguir.
— Parem!-bradei. — Parem de discutir como se eu não estivesse aqui!O que eu faço com meus sentimentos e aonde os direciono não ira ser decidido por vocês nem por ninguém.- me levantei de súbito indo em direção á biblioteca.
— Maria Merryweather!- Tio Benjamin gritou por minhas costas.-Está tendo sentimentos por Robin De Noir?!
—Não!- berrei batendo a porta.
Quem eles pensavam que eram?Discutindo minha posição naquela questão como se eu fosse um bezerro no cio ou algo do tipo.Robin era de fato mais velho mas eu jamais havia me ligado até aquele momento.Ele sempre mantivera o rosto de moleque com as roupas de couro e o jeito sarcástico de falar.
Era mesmo impossível se eu sequer tivesse qualquer afeição por ele?
E se era então por quê me irritava tanto pensar no assunto?
Ele viria naquela noite e eu o veria pela primeira vez desde o casamento.
Só esperava que conseguisse tirar de minha cabeça todas as vezes em que gritou meu nome.
The Bird Thief
Entrei devagar no escritório de meu pai esperando uma bronca bem dada.Nos tempos de inimizade com os Merryweather apenas me chamava quando fazia alguma merda ou para me lembrar que o herdeiro De Noir deveria agir como um homem e blablabla.Mas agora eu nunca sabia o que esperar,reencontrar Loveday havia acendido algo nele que eu jamais pude entender.Levantei a cabeça o observando,ele estava sentado em sua cadeira de carvalho com as mãos apoiadas no rosto gorducho.
— Me chamou?
— Sim,sim entre. — respondeu com sua voz rouca.Tinha um papel amarelado em mãos que não tirou os olhos nem mesmo quando esbarrei em sua mesa.- Diga-me,tem planos para hoje a noite?
— Hum,não.- estranhei a pergunta. — Iria treinar o falcão mas nada além disso.
— Sua irmã nos convidou para jantar.Já não era sem tempo!-exclamou. — Sabe,quando eu e sua mãe nos casamos não falamos com nossos pais por duas semanas e duas semanas apenas!Eles aproveitaram um mês inteiro de privacidade esquecendo suas raízes.-balançou a cabeça com a cara azeda.
— Ora pai não comece. — revirei os olhos.- Não se viam fazia anos.
— Sei disso sei disso. -murmurou olhando para baixo-De qualquer forma,é um jantar formal.- cruzou o olhar comigo de forma atenta.-.Estaremos na frente de damas...
Um silencio tomou conta do ar,comecei a brincar com as penas do colarinho até que percebi que ele me encarava esperando que eu dissesse algo.
— Tá e daí...?- dei de ombros.- Jantamos todos os dias com as mulheres do clã.
Ele abriu um sorriso e pediu que me aproximasse com o dedo indicador.
— Meu filho,.- seu bafo azedo adentrou minhas narinas.-Entre essas paredes não á segredos entre nós.Sabemos muito bem que as mulheres De Noir podem ser muito...diferentes de verdadeiras damas da cidade.Não podemos mentir que você já as...conheceu...diversas vezes intimamente não é?
Concordei lambendo a bochecha e reconhecendo seu ponto de vista.
— A Sra.Merryweather e a Sra.Lavandisca são damas que já compareceram em bailes da realeza compreende?Não queremos iguala-las com as promíscuas garotas que são criadas aqui.
— Obviamente. — apertei os olhos.- E isso nos leva a...?
— Trajes apropriados.
Ah,entendi.
— O que há de errado com minhas roupas?- ladrei ofendido.
— Sem couro. — ele disse sério.- Sem penas e sem...
— Chapéu.- abri a boca sem conseguir acreditar.-Espera que eu vista um vestido e dance valsa com Woodtalk também?
— Apenas quero que pareça bonito para Ma...as damas.- fingiu tossir.
— Espere um segundo...- rosnei.- Está insano?!A Princesa?!
— Loveday quer que vocês se conheçam melhor...e quando eu morrer algo que não esta muito longe de acontecer quero que encontre uma boa esposa.
— Ela é uma criança!
Eu não conseguia acreditar no que ouvia.Ele e Loveday planejam nos juntar!Ela era tudo que eu detestava em uma garota.Mimada,rebelde,cheia de moral e palavras dificeis! Tudo bem que eu a achava deveras impressionante e ser a Princesa da Lua era algo muito,muito importante porém jamais poderia acontecer.Ela era uma Merryweather nascida em berço de ouro,criada em Londres para bailes e jantares chiques.Já eu era apenas um filho De Noir,com um castelo em ruínas e sujeiras nas unhas.
— Pensei que haviam se tornado amigos.E você ainda dorme com aquela fita azul...
— Isso não tem nada a ver!- bati o punho na mesa deixando o escritório.
— Sabe Robin.-ele me disse por trás.- Se o sorriso dela te perturba, e se a felicidade dela está envolvida com algo que não seja relacionada á você...então deve começar a se perguntar se já não encontrou quem dará sentido a sua.
***
Não importava aonde estivesse ou com quem falasse eu não conseguia tirar de minha cabeça aquela conversa estranha com meu pai.Então fiz o que deveria ser feito: me dirigi á floresta do sul para um possível suicídio pré-jantar.
— Vamos Woodtalk.- gritei para a muralha.O covarde não queria ir comigo.- Deixe de ser um frango!
— Os Haddock vão te assar vivo!- ele gritou de volta lá de cima.- Você sabe que essa parte é propriedade deles!
— Aproveitamos e caçamos alguns.-dei de ombros.- Meu pai recompensa quem captura os Haddock.
—Mas que merda Robin!- pulou a muralha de pedra rolando pelo chão cheio de folhas.- Ai!
Gargalhei em voz alta pondo a faixa preta sob o nariz.
— Você sabe que se eu não for contigo ele vai me esfolar vivo não é?- Woodtalk cuspiu uma folha no chão.- Bastardo.
— É sei sim.
Andamos em direção ao sul por alguns minutos até encontrarmos o Lago da Lua dividindo o território De Noir dos malditos Haddock.Nossa inimizade contava-se recente desde que meu pai encontrara três pirralhos deles botando fogo em nossas carroças.O resultado foi a forca é claro mas os Haddock não compreenderam e juraram morte a qualquer um que cruzasse para o outro lado do lago.Os Merryweather não contavam com a existência dos Haddock e meu pai preferia assim pois dizia "ser o melhor jeito de mantê-los em segurança".Mas eu sabia que não era bem assim,ele esperava que Loveday o odiasse por causa dos pirralhos e se afastasse novamente.E isso é a última coisa que ele gostaria que lhe acontecesse.Quer dizer,eu podia morrer agora me afogando que não o deixaria mais triste do que se Loveday se enfiasse de novo em um buraco na floresta.
Observei o magricelo e loiro Woodtalk lavar o rosto no lago e me encarar como se fosse insano.Era meu melhor amigo porém sensato demais.
Um tanto como Maria.
Pequeno e cheio de opinião.
— O que fazemos agora "Dante"?- abriu um sorriso debochado.
— Eu é que pergunto. — uma voz respondeu atrás de nós. — O que fazem agora?
Me virei de súbito sacando a adaga da manga.Uma garota loira e com olhar azulado e perverso segurava um revólver.
Abaixei a adaga lentamente.
— Somos Haddock...- murmurei sabendo de que ela se tratava de uma.Afinal,eu conhecia todas as garotas De Noir e nenhuma delas tinha cabelo daquela cor.
— Ora me poupe.- ela rosnou demonstrando os dentes incrivelmente amarelos.- São De Noir's!Olhem suas roupas!
Ela usava um manto de pele de coelho, a marca registrada dos Haddock.
— São falcões!Pássaros assassinos!- ela urrou.- O que fazem na divisa?!
Woodtalk me encarou trocando pensamentos.Olhamos juntos para o lago e para o monte de terra em que ela se erguia.
O plano estava fácil demais.Ameacei jogar a adaga em sua direção que se esquivou como um cachorro achando que o graveto vai ser lançado.Woodtalk jogou uma pedra em sua mão a fazendo berrar e soltar o revólver.Pulei em cima de si e a agarrei pelas costas.
— Vadia Haddock nojenta. — sussurrei. — Acha que é esperta demais sozinha?É preciso umas cinquenta de você para saber como disparar a poha da uma arma.
Eu rosnava enquanto falava,um tipo forçado de voz que eu usava para amedontrar mas que na verdade não condizia com o verdadeiro Robin.As pessoas ficavam com medo então o que eu podia fazer?
—Ela não esta sozinha. — uma voz extremamente grossa despertou de uma árvore.Um rapaz apareceu com outro revólver e o manto de coelho cobrindo o rosto.A apertei mais forte contra meu corpo.
— Faça qualquer coisa e eu quebro o pescoço dela.- rosnei.Ela se debatia tentando me morder.
— Um dos meninos que vocês mataram era meu irmão. — ele murmurou extremamente calmo.- O herdeiro dos Haddock.Vocês o mataram.
— Não ache que pedimos por isso.Eles atearam fogo em sete carroças!Uma delas carregava uma mulher grávida!Quer que lhe mostre a cicatriz que deixaram em seu rosto?- avistei um dos falcões de meu pai nos observando.Fiz um sinal de sim com a cabeça e ele se foi voando na direção oposta do lago.
— Espere,herdeiro?O moleque tinha treze anos!Está mentindo!- Woodtalk cuspiu.
—Nós Haddock acreditamos na pureza da juventude.O líder deve ser o que mais anos há de viver.
—Será mesmo bonitinho?Ou será que é só por quê você não era suficiente para o papai?- abri um sorriso.
— Solte ela e eu não atiro no seu amigo.- apenas conseguia ver sua boca se mexer.-Então podemos esquecer isso antes que seus amigos cheguem.
— O quê?
— Vi seu sinal pro falcão.Acha que não sei que pediu reforços?
Woodtalk gargalhou.
— Ele não pediu reforços seu estúpido!Um sinal de sim para um falcão quer dizer para ir embora.Que está tudo bem.Robin é digno disso e não precisa do papai para o proteger.
— Estou avisando. — sua voz se tornou mais dura.- Solte-a.
Suspirei.
— Está bem. — a larguei de súbito.Ela correu para trás de seu amigo totalmente apavorada.
— Hiccup. — ela sussurrou.
— Não fale meu nome.
— Relaxa princesinha. — murmurei lavando as mãos no lago totalmente sujas da baba da garota.- Sabemos quem é você.
— Hiccup Haddock III. — Woodtalk sorriu.- Herdeiro do clã.
— Eu ainda posso matar vocês,sabem disso certo?- ele apontou a arma para minha cabeça.
— Vamos Hiccup.-a menina rogou.
— Espere Astrid.
— Por favor. — ela pediu o puxando de súbito.O capuz caiu revelando um rapaz totalmente diferente de minha imaginação.Ao invés da face gorda e dura que eu encarava nos pensamentos seu rosto era de uma destreza angelical ridicula.Com traços finos,nariz batatudo e olhos verdes e brilhantes.Ele nos encarou assustado.
— Vamos Hiccup.Eles te viram!
— Por culpa sua!- ele respondeu.O peito era forte e os braços longos mas o rosto...ele era engomadinho demais para um herdeiro de um clã.E a voz grossa se destacava mais que tudo,como se um homem estivesse preso no corpo de uma criança.- Está bem,vamos.
Woodtalk me encarou quando os viu se afastar.
— Ele parece a Martha.- gargalhou.
— Que Martha?- arqueei uma sobrancelha.
— Aquela que você pegou quando estava bêbado.
—Eu já pequei muitas garotas quando estava bêbado. — continuei a encara-los contornar o lago.- Não percebe a vergonha que ele sentiu?Ele ia nos matar se ela não tivesse puxado o capuz.
— O que quer dizer?
— Se prestasse atenção nos discursos saberia...Os homens Haddock não podem mostrar o rosto para outros homens.Eles tem essa regra medieval que todo homem é um possível assassino e que jamais deve-se olhar nos olhos de quem te mata.
— Que merda,por quê?
— Algo sobre não ir pro paraíso deles ou sei lá.
— Que bando de mocinhas.- ele murmurou.
— Como assim?
— Quando se morre você tem que olhar nos olhos de quem te mata.É que nem se apaixonar...não se morre ou se apaixona direito se não souber quem te acertou.

The Moon Princess
Me encarei no espelho sentindo-me impressionada com o que via.O vestido que Marmaduke havia arrumado era incrivelmente belo.De um veludo verde escuro e caimento perfeito na cintura.Resolvi deixar os cabelos ruivos soltos e ondulados assim como os lindos cachos que Loveday adorava deixar livres.Quando desci tio Benjamin fez questão de me beijar na bochecha.
— Está igualzinha a sua mãe.
— Obrigada tio.-sorri.
—Já já os De Noir chegarão e...-mas ele foi iterrompido por Loveday que chegava na escada.E é claro,sua atenção passou a ser exclusivamente dela.
— Está fantástica meu amor.
—Gentileza sua,luz da minha vida.- ela sorriu lhe dando um beijo apaixonado.Logo depois desceu a Sra.Lavandisca comendo alguns bolinhos.
—Está deslumbrante Maria. — ela sorriu.- Estou a achando extremamente parecida com sua mãe.
— Obrigada. — corei.Eu sabia que vindo dela não poderia ser verdade,Merida era muito mais parecida que eu.- Ah!O Sr.Benjamin trouxe o piano para cá!Toque algo Maria!
— Tudo bem. — cedi me direcionando para o piano azul fosco.Toquei a música mais óbvia que podia: Love Waltz.A valsa do Vale da Lua.
— Belíssimo.- Loveday disse.Enquanto eu tocava,o piano me ajudava,tocando ele mesmo as notas dificeis de se alcançar.No mesmo momento ouviusse a garoa no teto da enorme mansão.Os pingos caiam em sincronia com a música.A campanhia foi ouvida mas nem por isso deixei de tocar chegando na parte mais forte e que exigia mais foco da música.
— Sr.De Noir!- tio Benjamin cumprimentou alguém na porta.- Robin!Bem vindos!Tirem seus casacos.
Omiti um sorriso,não conseguia olhar para eles mas deveria ser piada Robin ficar sem seu casaco de couro.
— Mas que bela música!- a voz rouca do Sr.De Noir foi ouvida.- Essa menina é uma verdadeira prinesa da lua!
A música foi chegando ao fim finalmente e eu pude me virar para observá-los.
Bom só posso dizer que meu queixo não estava mais comigo depois dessa decisão.
Quem era aquele garoto?
— Maria!- O Sr.De Noir veio e me beijou a mão. — Está linda,me lembra muito á sua...
—Mãe.- suspirei.-É eu sei,obrigada.
—Robin venha cumprimentar sua princesa!
— Por favor não fale assim.- pedi com um sorriso.- Não sou da realeza ou nada do tipo.
— Mas é uma Princesa da Lua,com título merecido se me permite dizer.
Ruborizei imediatamente quando o menino se aproximou.
Para começar ele não usava delineador ou nenhum tipo de carvão abaixo dos olhos.Algo que os destacava muito na minha opnião mas o transformava em uma pessoa completamente diferente.Ele usava um fraque preto como os outros cavalheiros e botas longas de couro ,exatamente igual á meu tio em seu primeiro casamento com Loveday.E não usava nem as penas ao redor do pescoço e muito menos o chapéu redondo.
Era como se Robin houvesse se desmanchado.
Eu jamais pensei que seu rosto pudesse ser tão...limpo e sereno.
— Pode fechar a boca princesa.- puxou minha mão delicadamente e a beijou.Outra surpresa.
Corei tentando formar o sorriso.Eu não conseguia parar de lhe encarar.
— É eu sei. — ele deu de ombros. — Meu pai achava inadequado couro negro e penas os chapeis...e o tudo relacionado ao nosso clã.
— Que coisa irônica.- finalmente consegui falar.
— Você cresceu? — ele perguntou arqueando uma sobrancelha.
— Gosto de pensar que sim. — respondi sarcástica.
— Está igual a Loveday na sua idade.O cabelo...- ele apontou para a própria cabeça. — Ficou muito bom.
Eu não conseguia parar de encara-lo.
— O seu também. — respondi admirada. — Tantos cachos,quem diria.
— É.
O silêncio deixado por nós foi milagrosamente preenchido por alguém.
— Crianças.- Loveday chamou. Todos haviam sumido já se dirigido para a sala de jantar.Que estupidez minha não ter percebido! — Todos estão esperando. — abriu um sorriso malicioso.
—Oh sim. — respondi. Ele apenas ficou parado me encarando.- Você não vem?- perguntei.Ele continou encarando.Segui seu olhar até de baixo de meu pescoço,bem em meu busto.Senti meu rosto esquentar.
— Oh desculpe.- ele sorriu. — Apenas notei uma coisa nova.
Então saiu em minha frente me deixando sozinha com minha própria vergonha.
Ia o seguir mas antes que pudesse a campanhia tocou.Me dirigi a porta sabendo ser inapropriado e perigoso mas fui mesmo assim.Um senhor de idade apareceu completamente encharcado e com uniforme de carteiro.
— Boa noite senhorita — ele cuprimentou.- Venho de Londres com algumas noticias.Poderia entregar isso para a Sra.Merryweather?- tirou uma carta de uma bolsa de couro.Era extremamente pequenina quase como um telegrama.
— Obrigada. — respondi.- Deve ter sido algo urgente para o senhor ter vindo de lá nessa chuva.Agradeço pela preocupação.
—Boa noite.- se despediu.Fechei a porta de carvalho e me sentei na poltrona da sala de estar.Só havia uma pessoa de minha familia em Londres.Abri o pequenino envelope endereçado á mim.
— Maria!- A Sra.Lavandisca apareceu. — Ouvi a campanhia,você não á atendeu,atendeu?
Lhe entreguei o envelope e me pus a ler a cartinha.
"Querida Irmã é com pesar que lhe escrevo depois de tanto tempo.Infelizmente meu marido Jackson Overland contraiu uma terrível pneumonia que resultou em sua morte.Mando este telegrama ao lado de seu corpo frio sendo extremamente breve e rogo que avise Tio Benjamin de minha chegada ao Vale da Lua.
Sua preciosa irmã
Merida Merryweather."


Notas finais
Qualquer erro ortográfico por favor avisem :) Beijão!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.