Notas iniciais
Comemorando minha volta ao Nyah, aqui está mais uma das minhas fanfics
Se gostarem deixem reviews, ok?

Embainhei a faca limpa, e carreguei o revólver. Verifiquei se as outras armas estavam no local designado a elas e peguei minha bolsa preta de tachas. Dentro dela coloquei os soníferos e as outras drogas, me olhei no espelho e sorri.

Os cabelos castanhos escuro estavam jogados para um lado, os olhos cor-de-mel estavam bem delineados e os lábios, escarlate, chamativos.

O vestido, roxo manchado, tinha um decote generoso e ia até um pouco abaixo dos joelhos, e a sandália preta de salto completava o visual.

_Chave! – gritei.

Diana, minha ajudante e amiga, jogou as chaves em minha direção e eu as peguei no ar.

_Não me espere, Di. Provavelmente não demorarei com esse “trabalho”.

Diana sorriu, ela bem sabia que quando eu não demorava, saíamos para comemorar com a comissão que recebíamos que, convenhamos, não era pouca.

Abri a porta e saí. A tarde estava ensolarada, um leve brisa soprava, o dia perfeito para se trabalhar.

Entrei em minha Lamborghini, e segui rumo ao Central Park. Entrei na Starbucks mais próxima e esperei meu cliente.

_Deseja beber alguma coisa, senhorita? – perguntou-me a atendente.

_Um frapuccino médio, por favor.

A mulher anotou e saiu. Meu café chegou exatamente junto com meu cliente.

_Deseja alguma coisa, senhor? – a atendente dirigiu-se ao rapaz sentado perto de mim.

_Não, obrigado. – respondeu educadamente. Assim que a garçonete entrou, ele se virou para mim. – Não temos tempo a perder, vamos tratar de negócios.

_Antes de mais nada, o preço. Quanto pretende me pagar pelo serviço?

_Vinte e cinco mil está bom para você?

_Ótimo, e agora, as informações básicas.

_Seu nome é Brendon Maximilliano, tem 28 anos, e mora na Segunda Avenida, no número 32.

_E o motivo de o senhor ter me contratado. Qual é?

_Ouvi dizer que a senhorita é a melhor assassina de aluguel da área, e que nunca a pegaram.

_Certo, e o cara é rico? Porque se for, temos aí um impasse.

_Que tipo de impasse?

_Bom, se for rico deverá ter câmeras instaladas pela casa, seguranças em todos os cantos, e deve ser bastante desconfiado. Afinal, ele é rico ou não?

_Sim, ele é rico. Mas nunca vi câmeras e/ou seguranças em sua casa. E, de acordo com sua secretária, concubinas* entram e saem de sua casa com uma enorme facilidade.

_Ótimo – disse com ironia – terei que me disfarçar de concubina.

Ele sorriu. Parecia ter achado divertida a idéia de me ver como uma daquelas mulheres.

_Estarei lá para facilitar sua entrada. Te vejo ás duas e meia então.

Duas e meia eu estava no local marcado. A minha frente uma enorme mansão se erguia, com janelas de vidro fumê, e uma porta branca de mármore. Bryan, meu cliente, me esperava na porta.

_Pensei que viria com uma roupa mais apropriada pra sua personagem.

_Preferi continuar com esta roupa. É melhor para concubinas particulares.

Tudo dentro da mansão era branco e creme. Apenas o piso de linóleo era marrom.

Esquadrinhei a casa procurando vestígios de câmeras de segurança, e nada encontrei. Ele era mesmo um ricaço descuidado.

_Senhorita Helena? – ouvi uma voz, atrás de mim, chamar. Virei-me. – O senhor Maximilliano a espera no quarto.

Atravessei um longo corredor, e me deparei com uma porta de madeira envernizada e um ‘M’ de ouro cravado na porta. Bati delicadamente. Um homem de mais ou menos 28 anos, loiro e com os olhos bem azuis atendeu a porta. Seria uma pena ter de matá-lo.

Ele sorriu e me mostrou o interior do quarto. Era amplo, com uma cama de dossel branca, e um closet com portas de mogno pretas.

Sorri de volta e adentrei o local. Pelo menos o cara ia morrer em um lugar chique e aconchegante. Peguei minhas luvas pretas de couro na bolsa, e me preparei para pegar a faca.

Brendon fechou a porta e me olhou de cima a baixo, me analisando. Toquei o cabo da faca por cima do vestido e lembrei das palavras de minha mestra. “Quanto menos sangue, menos formas de descobrir o assassino.”

O rapaz tocou minha coxa e acidentalmente sentiu o revólver.

_Mas que merda é es... – antes de terminar, lhe dei um soco no estômago.

_Vou direto ao ponto, fui encarregada de te matar e quero terminar isso rápido. Portanto, suas últimas palavras serão...?

_Vai se foder.

Acertei-o atrás do joelho e ele caiu. Segurei sua cabeça entre minhas mãos e sorri perversamente. Com um único e brutal movimento, quebrei seu pescoço e vi seu corpo inerte cair no chão aos meus pés.

_Adeus, otário. Olá, 25 mil.

Saí silenciosamente pela janela do quarto. Dei a volta pelos fundos da casa e atravessei a rua para receber meu dinheiro.

__ //__

...

Entrei no escritório da criminalística, com um casaquinho cinza e uma saia nem tão curta, nem tão longa. O ar-condicionado do local não deixava transparecer o calor que estava lá fora.

Coloquei minha pasta em cima de minha mesa e interfonei para minha secretária.

_Diana, peça para Jenny vir até aqui.

Jenny chegou carregando várias fichas de crimes recentes. Ao olhar para mim, soube exatamente o que eu queria e começou a revirar as fichas em sua mão.

_Alysson Barton... Achei. Steve designou este aqui para você.

Jenny me passou a ficha do assassinato e eu sorri. Novamente, eu era a encarregada de desvendar meu próprio crime.

Notas finais
Amoores, espero que tenham gostado! Vejo vocês nos reviews.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!