Mata Virgem

4 MATA VIRGEM-MULHER // PROCURA IDEALISTA


Notas iniciais
NESTE CAPÍTULO INSERI DOIS POEMAS: MATA VIRGEM-MULHER e PROCURA IDEALISTA.

MATA VIRGEM-MULHER

Meu cavaleiro tão bonito

Desce desse velho pangaré,

Deixa a manada seguir seu caminho

A mãe Natureza cuidará bem dela.

Vem sem medo de pisar a terra.

Chega!, me deixa vê-lo bem de perto.

Quero tocar seu ombro, sentir seu calor,

Penetrar seus olhos, pedir seu amor.

Meu cavaleiro, que vive cavalgando

As matas virgens da terra

Conhece muito bem os segredos dela.

Sabe que a mata virgem, filha da terra,

Torna-se mulher quando você cavalga nela.

Desce meu cavaleiro, desse velho pangaré,

Esta mata virgem quer tornar-se mulher.

Vem, conheça meu bangalô que tem o azul do céu,

O vermelho da terra;

Penetra meus olhos, meu ser,

Cavalga meu mundo e me faz fecunda como a mãe terra.

PROCURA IDEALISTA

Querendo saber do luar,

Querendo saber do mar,

Querendo conhecer a vida

E decifrar a morte,

E alcançar o céu,

E brincar com a terra,

E beber o tempo

Sem perder a hora...

O poeta idealiza, sonhando a realidade;

Procurando realizar o sonho da cada hora,

Que se perde no sonho-real da cada momento,

E renasce na realidade-sonhada de cada vida morta.