Masters of Elements

8 Capitulo - 7 Vulcânica


Chegaram à enorme muralha da capital, erguida numa combinação de ferro e rochas, com seu enorme portão dourado. Que estava a aberto para a entrada de pessoas e carruagens.

Também conhecida como “a cidade de ouro”, Vulcânica foi construída na base de um vulcão inativo, ela e era mistura de branco vermelho e dourado.

Suas construções eram majestosas, enormes pilares brancos seguravam suas casa e sacadas, vários panos vermelhos com desenhos dourados estavam pendurados nas paredes e topos das edificações.

Apesar de ser um dia normal a cidade estava em festa, muitas pessoas indo e vindo, Äike notou a enorme quantidade de ruivos na cidade, ele também viu crianças correndo atrás da carruagem, ele acenou para elas.

Ele tira a camisa, por algum motivo estava sentindo muito calor. De repente a carruagem para e Äike escuta a voz de Bartolomeu:

–Começa a descarregar!

Ele se levanta e começa a tirar a carga da carruagem tomando cuidado para ninguém perceber o que havia dentro, do lado de fora havia soldados esperando. Usando uma armadura completa pintada de vermelho.

Com a ajuda dos soldados Äike rapidamente tirou tudo da carruagem, ate que Sho cutuca ele:

–Vista alguma coisa!

Sem olha para ela, ele reclama:

–Estou com calor!

Ela puxa a orelha de Äike, ele nota que na frente deles estava uma belíssima jovem, longos e lisos cabelos ruivos, olhos vermelhos aconchegantes como o fogo, mas ela possuía pele clara e frágil, com um vestido vermelho indescritível, combinando com varias jóias que pareciam ser de ouro e pedras preciosas. Acompanhada de dois guardas de armaduras vermelha e dourada.

Os dois se olharam por um tempo, mil coisas passaram pela cabeça Äike naquele momento, inclusive sair correndo. Após esse pequeno momento a garota abre um leque, com o desenho de um dragão, e tampa o rosto dizendo:

–Avise meu pai que os usuários irão jantar no palácio hoje.

O soldado responde:

–Entendido!

Ela se vira e diz:

–Espero por você.

E assim ela vai embora, deixando Äike de boca aberta, ele pergunta:

–Quem era?

Sho não parecia acreditar na pergunta:

–Como assim? Ela e a princesa do país do fogo!

Äike fica olhando na direção que ela foi, parecia um bobo olhando o nada, Ray passa a mão pelo ombro dele e diz:

–Quando você vai invadir o quarto dela?

Ele lentamente tira o braço de Ray do ombro dele e o soca com tanta força que abriu um buraco na parede onde Ray se chocou. Sho estava desesperada:

–Äike o que você fez!?

Ele olha para seu punho pensando:

“Esqueçi de me segurar...”

Sho tentava ajudar Ray, Äike puxou sua camisa e saiu andando, não queria chamar mais atenção. Ele andava pela cidade pensando naquele clima de felicidade que ela emitia, Äike sabia que não era totalmente verdadeiro, tensões políticas entre os nobres e brigas por ouro eram comuns naquele local.

Mas uma coisa realmente surpreendeu Äike, ele viu duas crianças, que eram claramente pobres, brigando no meio da rua porque uma menininha mais rica pediu. Ninguém parecia se importar com a cena, o poder que os nobres tinham era muito grande...

Quando a briga acabou a menina simplesmente ignorou os dois e foi embora, a coisa piorou quando Äike notou que varias pessoas brigavam em vários cantos da cidade por causa de algum nobre.

Ele se sentou num banco qualquer, ele sentia a raiva dessas pessoas, sabia suas verdadeiras intenções... Era o sentimento daquelas pessoas que faziam o corpo dele esquentar, ele sabia disso, sabia dessa habilidade que tentava esconder...

Alguém senta do lado dele:

–Descobrindo a verdadeira face da capital?

Era Bartolomeu, sua expressão mostrava que ele sabia do que estava falando:

–Não sei por que brigam desse jeito, mas provavelmente e por um motivo idiota.

–Hahaha! Você esta certo garoto, sempre brigam por algo estúpido.

Nessa hora alguém foi arremessado da janela ao lado do banco, pelas vozes dava pra saber que era por causa de dinheiro, Äike comenta:

–Ainda não sei por que esse local ainda não foi destruído.

Bartolomeu apontou para o majestoso castelo dos Reis do fogo, seu estilo medieval combinado com detalhes dourados e sua pintura vermelha, ele brilhava tanto que se encarar por muito tempo a vista começaria a arder... E muito:

–A culpa e daqueles que moram lá, o Rei e a Rainha.

–O que tem eles?

– E uma historia longa, uma batalha antiga travada entre o povo e a realeza... Creio que uma ira ocorrer de novo em pouco tempo...

–Como assim?

–Acredito que você já entendeu.

Bartolomeu se levanta e vai embora, deixando Äike com suas duvidas. Ele se levanta e decide dar mais uma andada, já havia se acostumado com a pressão da cidade.

Após um tempinho andando ele encontra uma taverna que parecia ser tranquila, ele entra. Era bem simples, com poucas mesas e cadeiras, apenas havia uma garota no balcão, alem disso só havia dois grupos de pessoas.

Ele senta na mesa mais próxima do balcão e pede um copo de água, após pedir ele escutou uma conversa interessante vinda de uma das outras mesas:

–Ouvi dizer que uma guerra vai estourar.

–Aonde?

–Por aqui mesmo, a situação com o Reino da Terra esta piorando.

–Serio mesmo?

–Sim, ouvi dizer que ate estão roubando armas, aposto que essa carruagem que chego hoje ta cheia de armas.

Äike ficou em silencio, sabia que hora ou outra notariam seu braço e ele seria alvo da conversa. Pagou e saiu do bar antes disso com umas moedas que pegou na carruagem, La fora continuava o mesmo caos. So que dessa vez uma criança veio falar com ele:

–Tem um centauro no hospital querendo falar com você.

Äike tinha se esquecido de Cor. Foi andando pelo centro procurando o hospital,achou um edifício branco e com varias pessoas vestidas de branco. Ele foi ate a recepção e disse:

–Com licença, eu quero visitar um centauro chamado Cor.

A enfermeira olhou Äike de cima a baixo, não parecia estar muito feliz com o estado dele. Ela o guiou ate um quarto separado do resto, La dentro estava o todo enfaixado Corque o cumprimentou:

–Ola garoto.

–Como vai indo os ferimentos?

O centauro sorri:

–Muito melhor agora.

Duas enfermeiras passam, olham para Äike e saem comentando algo. Ele olha para as duas sem entender o que havia ocorrido, Cor passa a mão sobre o rosto:

–Pelo amor de tudo garoto... Coloque a praga de uma camisa!

Äike não parecia feliz com isso:

–Mas eu não quero...

Cor pareceu um pouco irritado quando fechou a porta do quarto, Äike encostou-se na parede do lado da cama e tirou um pequeno premio, um cristal de água que ele havia pego da carruagem. Cor sorri:

–Parece que você gostou disso.

Äike olhava para o cristal:

–É sempre bom ter algo assim por perto, nunca se sabe o que pode ocorrer.

Cor pega uma estranha bolsa que parecia estar escondida embaixo da cama, dela ele tira um mapa mundi:

–Veja isso garoto.

O mapa estava colorido, metade dele(Continente americano) estava todo preto, um dos maiores(continente africano) estava marrom, acima dele estava um amarela(Europa e parte da Ásia), logo do lado estava um cinza(outra parte da Asia), logo abaixo estava um vermelho(oriente médio e mais um pedaço da asia), um pouco longe deles estava um branco(Oceania) e por ultimo as extremidades superiores e inferiores do mapa(pólos) estavam de azul claro.

Cor começa a explicar:

–As cores representam os elementos, como pode ver estamos do lado do Reino da Terra, abaixo do Império do Relâmpago e fazemos fronteiras com os monges do Ar. As terras alem do mar atormentado que pertenciam ao Pais do Fogo não foram devolvidas após a guerra.

–Isso eu sei, mas o que tem de tão importante nisso?

–Veja essa parte escura, ela pertence aos Domínios da escuridão, por causa do seu poder a maioria dos países está tentando conquistar terras o mais rápido possível.

–Mas o que isso tem haver com o cristal?

–Existe uma parte não totalmente mapeada, chamada pólos. E ate hoje ninguém conseguiu dominar e nem entrar nas cidades de La.

Aquilo impressionou Äike, e criou um interesse dentro dele:

–Por quê?

–Simples, a quantidade abusiva de Usuarios e as barreiras naturais impedem a entrada de pessoas e apenas mercantes e usuários saem de La.

Äike parou para pensar no assunto, um local onde não se pode entrar e com defesas incríveis... Algo que ele desejava ver...

Mas antes que pudesse imaginar como é o lugar ele ouviu sinos, Cor diz:

–O rei deve ter voltado da batalha.

Äike olha para Cor, aquilo lhe fez lembrar algo:

–O Rei... O jantar com a princesa!

Cor riu:

–Já é quase noite, melhor você ir.

Äike saiu correndo, ao chegar na rua ele viu algo impressionante.

Numa enorme Biga, feita de ouro e rubis puxada por cavalos negros, estava o Rei,musculoso com curtos cabelos ruivos, barba e olhos vermelhos, vestia uma armaduras diferente das outras, ela era toda vermelha com símbolos dourados e continha vários espinhos, mais especificamente nos punhos. Atrás dele vinha um pelotão de no mínimo 50 guerreiros com suas armaduras vermelhas e douradas, segurando enormes espadas, lanças e escudos. Aquilo brilhava tanto que Äike teve dificuldades para olhar, ele também notou que eles NÃO limparam o sangue das armaduras, demonstrando que tinham vencido uma batalha difícil. Para o delírio do povo, que gritava e dançava como se tivessem ganhado o mundo.

O Rei tinha um olhar flamejante, que durante um segundo olhou para Äike, que sentiu um desconforto subir pela espinha, sentia um enorme orgulho e desejo de batalhar vindo dele. Antes de atravessar os, recém notados por Äike, portões para a área nobre, o Rei grita:

–Aqueles Idiotas do Reino da Terra não puderam parar a fúria do Fogo!

O publico gritou, um som tão auto que poderia parar um exercito, o Rei parecia estar amando aquilo e Äike sentiu uma enorme pressão no corpo, que so passou quando o Rei e o pelotão entraram na parte nobre. Ele diz para si mesmo:

–Não to nem um pouco afim de ir...

Notas finais
A capital... Lugar lindo de se viver! Comentários, duvidas, reclamações e grammar nazis são todos bem vindos!