Mastek
1 A Lareira
Notas iniciais
Mastek
Em um mundo de caos e destruição, onde as vilas e países se odiavam, lutavam e disputavam constantemente, onde ódio e ganância era o sentimento mais abundante, onde os homens só pensavam em ganhar e destruíam sem se importar com as consequências, um lugar do qual até os deuses haviam desistido, existia uma vila, secreta para todos e ao mesmo tempo à ninguém, um pedaçinho de terra onde tais sentimentos e ambições não fossem sentidas, como se houvesse uma barreira. E nessa vila, todos viviam inocentemente, como se não soubessem do “mundo” que havia do lado de fora, menos um garoto, e esse garoto, faria a diferença.
Itzmana era um homem solitário e inseguro sobre as verdades públicas, sua vida era rotineira e normal, mas estava chegando o dia em que tudo ia mudar, o dia em que ele se descobriria seus poderes e consequentemente, sua nova vida.
- Itz, você vai se alistar para o conselho da vila? Dizia Tell.
E então Itzmana murmurou:
— Não sei, não acho que tenho o necessário para isso...
E dessa maneira os dois continuavam à caminhar sem rumo, sem sentido. E quando menos esperam, se deparam com algum tipo de torre, que nunca estivera ali; A torre estava coberta por musgos e seu estado era precário, estava em ruínas.
Fascinado com o que via, Tell diz tentando manter a calma:
-Itz, vamos ver o que é aquilo! Relembrar de nossa infância! Vamos, vamos!!!
Itzmana reconhecia aquela torre de algum lugar, talvez de um sonho, talvez de uma memória de seu passado, não sabia ao certo, mas já conhecia aquele lugar.
Os dois garotos caminham em direção à torre e adentram o lugar sem receio algum; Por dentro, a torre era escura porém tinha um toque aconchegante, possuía estatuas por todos os lados. No fim do corredor, Itzmana pode ver 12 grandes estatuas e uma lareira ao meio.
— Eu conheço esse lugar, eu tenho certeza Tell, já estive aqui antes! Diz Itzmana com um pouco de insegurança na voz.
— Itz, seria loucura eu te dizer o mesmo?
Os dois garotos, por instinto, ficam um ao lado do outro, caminhando hesitantes em direção as estatuas, quando param em frente à lareira encontram uma poltrona, e nela um homem com aparência bem velha e formal. Ao se aproximarem ainda mais, o velho se levanta e diz com um toque de alivio:
— Enfim, o dia chegou.
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