Masquerade - Little Lost Soul
1 Prologue
Notas iniciais
Esta é minha primeira fanfic Jelsa (Elsa+Jack Frost) no nyah! a capa é temporária.
Lágrimas rolam por meu rosto, vejo o corpo imóvel de meu pai descer para a cova. Alicie Trend passa os braços a minha volta. Sua filha, Anna Trend, está no colo da mãe, é muito jovem, não consegue entender o significado daquilo. Um enterro. A morte precoce de meus pais, aos meus oito anos.
Algo dentro de mim, se movimenta amargamente, lágrimas furiosas marejam meus olhos, e tudo o que quero é sair dali, e gritar. Para onde iria? O que faria? Aperto com força a rosa em minha mão. seus espinhos perfuram minha pele, mas não ligo. Quero brigar com eles, por permitirem que eu fique sozinha, desamparada. Onde vou morar? pensei. O que vou fazer?
Um vento frio e nebuloso passa por mim, cortando o ar a minha volta. O padre faz um último apelo, e fecha a Bíblia. Pessoas seguram o choro, e fazem uma reverência aos caixões que serão enterrados lado a lado. Jogo a rosa, que cai com um baque na madeira rígida. Um suspiro cansado. Volto-me para Alicie, que faz uma prece por minha mãe.
- O que será de mim? — Perguntei.
- Oh, meu bem... — Ela me abraça. Não posso evitar os olhos marejados. — Você irá comigo para Martinière.
Assenti. Alicie Trend é a costureira mais antiga da Ópera de Martinière. E vive lá as custas disso. Sua filha, Anna, provavelmente ganhará um emprego lá para viver. Pego em sua mão e vou-me embora sem olhar para trás, uma névoa fria toca minha pele, com arrepios gelados.
Chego no lugar, é lindo. Tudo lá parece ser feito de ouro e veludo vermelho. Uma mulher no palco está cantando, alcança sem medo as notas mais altas. Por um instante, admirada, esqueço-me de meus problemas. Ela canta a última parte da canção. Pessoas se levantam para aplaudi-la. Ela se curva, em agradecimento. Alicie puxa-me pelo braço, e rumo por um corredor sombrio, onde as luzes tremeluzentes vem das velas, seguras por castiçais. Chego em uma sala tão grande quanto minha casa. Há homens e mulheres vestindo coisas bizarras. penas, tinta e pérolas.
Alguns sorriem, outros estão demasiado ocupados para notar-me. Noto que sou extremamente pequena e diferente para as demais pessoas. De origem alemã, tenho cabelos de um louro pálido, olhos azul-claros, pele pálida e traços finos e delicados. Os franceses aqui, são de traços forte e marcantes. A maioria tem cabelos castanhos e olhos escuros. Sorrisos calorosos e pele de um bronzeado perfeito. Sinto-me menor, e diferente. Alicie me puxa, e leva-me a uma espécie de dormitório. Camas e redes estão espalhadas pelo chão. Malas, roupas e acessórios cobrem cada uma, marcando os lugares.
- Escolha uma cama que não tenha nada em cima. — Diz Alicie.
assenti, e volto-me para uma cama que se encontra perto da janela. É afastada, e com uma temperatura gradativamente menor. deito-me sobre ela. Olho pela janela, consigo ver a cidade de Paris daqui de cima. É linda.
- Esta? — pergunta novamente a senhora.
- Sim. — Murmuro.
- Tudo bem. Este é o dormitório das bailarinas. — Explica. — Você começa amanhã. — Declara.
A porta se fecha atrás de mim. Com um suspiro, caio na cama. Lágrimas escorrem por minha face. O dia foi uma tragédia. Perdi meus pais, minha casa, vim morar com terceiros em uma ópera, serei forçada a entrar em shows. Volto meus pensamentos para a única coisa bela que vi hoje, o dia todo. A mulher em cima do palco. Que maravilhoso seria ter pessoas aplaudindo sua voz, a arte e a cor. Suspiro.
- Um dia, serei a estrela desta Ópera. — Com um juramento, adormeço.
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