Masquerade - Little Lost Soul

11 All That Is Good, Can Improve


Notas iniciais
Oii desalmadas! Desculpa, sério. Sei que passei muito tempo mesmo sem postar e sem dar notícias. Bem, estou viva. Não queiram me matar, eu tava sem pc, mas voltei, pra alegria de vocês (eu espero). Bom, prometi recompensar vocês, tá? Com muito Jelsa

– Gretel! Você está bem?

Perguntam as bailarinas estupefatas.

– O que houve? Meninas, do começo, sim? — Chega Madame Russeau.

Seus olhinhos castanhos e profundos arregalaram-se ao encontrar uma francesa alta e furiosa estirada no chão.

– Srtª Swarovski, o que faz aí?

– Apreciando as estrelas, oras. — Ironizou a mulher. — É óbvio que caí.

Os lábios finos da senhora crisparam-se de desgosto. Obviamente, não cabia só a mim odiar Gretel.

– Pois então, levante-se. — Ordenou a maestra, fazendo um gesto com a mão.

Gretel a olhou, incrédula.

– Acha que, se pudesse já não teria me levantado? — Fez uma careta ao virar o rosto para encará-la melhor. — Estou sofrendo de dores aqui.

Algumas bailarinas reuniram-se em volta dela, murmurando e praguejando.

Ao ouvirem a última declaração, lançaram-lhe palavras de afeto, que a mesma desprezou com um simples olhar. As jovens dançarinas, estenderam as mãos para a acudir e tirá-la dali. Porém, antes que o fizessem:

– Parem! — Mandou Russeau em bom tom. Todas pararam e a olharam. Até mesmo Gretel. — Deixem-na aí, vamos procurar socorros, até lá, permaneça imóvel, Srtª. Swarovski.

Algumas bailarinas foram atrás de algum socorro. Outras, saíram de perto, ou se dispersaram. O ensaio foi interrompido, afinal, não seria racional dançar enquanto ela estivesse imóvel no chão. Eu? Apenas fiquei sentada, observando. Algo se agitava dentro de mim. Talvez fosse uma felicidade maliciosa. Não sei, mas iria retribuir. Afinal, já sabia que tudo ia conforme o planejado. Um sorriso ameaçou escapar por meus lábios.

Logo, o Médico chegou, com seus enfermeiros, acudindo a soprano no chão.

– Srtª, o que aconteceu? — Perguntou o médico, examinando-a enquanto era deitada na maca, pelos enfermeiros.

– Bom, eu... Estava descendo pela escada, vindo pra cá, quando escorreguei. — Começou. — Eu senti um frio, e não sei, era como se um vento tivesse me empurrado. Logo, tudo abaixo dos meus pés ficaram lisos e escorregadios. Eu rolei a escada e acho que dei um jeito no pescoço.

O médico a examinou, e com todo o cuidado, virou um pouco a cabeça dela. Esta reclamou de dor.

– Bom, de fato. — Ele retirou os óculos, encarando-a. — A senhorita deslocou uns ossos. Lamento.

Gretel olhou dele para Russeau, chocada. As bailarinas arfaram, amedrontadas e abaladas demais. Senti que deveria conter a risada para mais tarde, já que ia anoitecendo.

– Mas e o espetáculo... — Começou.

– Sinto muito, Swarovski. Isto não é prioridade. — Disse madame Russeau.

Uma Gretel enfurecida foi levada pela maca. Contive a vontade de mandar um adeus e desejá-la boa sorte. Seria irônico.

Virei-me de costas, e saí, sem esperar que alguém me parasse. Na verdade, eu realmente não me importo. Caminhei até os lances de escadas, no caminho, encontrei algumas bailarinas murmurando o ocorrido, algumas mais novas, da turma de Anna. Estas eram de atos diferentes do nosso. Subi o último lance e abri a porta do camarim. Respirei aliviada, e o sorriso se espalhou por meu rosto. Sentei-me em frente ao espelho, soltando meus cabelos, a temperatura era sempre a mesma. Frio, porém confortável e aconchegante. Já havia me acostumado com isso.

Uma silhueta branca e azul ondulou no reflexo atrás de mim, e logo tomou forma. Um homem de cabelos cor de prata e olhos azul gelo me encarando. Este sorriu malicioso e veio na minha direção. Bem atrás de mim, ele parou, e pôs sua mão em meu ombro. Fechei os olhos, levando-me pelo prazer do toque. Ele pegou minha mão, levantando-me da cadeira,e me virando de frente à ele, de modo que cravasse seu olhar nos meus.

– Não tem nada a dizer, Dame¹?

– Isto foi... — Tentei encontrar palavras. — Fenomenal.

– Entendo. — Concordou. — Hora de devolver, certo?

Ri com ele. Logo, era lançada para a cama. Ele se deitava sobre mim, sua boca deslizando por meu pescoço. Sua mão subia por minha coxa, levantando meu vestido. Mordi levemente seu lábio inferior, e ele foi tirando meu vestido. Aquele frio tocando a minha pele tão deliciosamente quanto seu toque. Abri sua camisa de botões, exibindo seu peitoral musculoso. Arranhando sua pele, com desejo.

Ele pegou minha mão, e então a outra e as pôs acima de minha cabeça, mantendo-me inteiramente indefesa dele. Naquele momento, eu queria estar assim. Fechei os olhos, ao sentir suas mãos retirarem meu sutiã e tocar meus seios. Tudo no meu corpo era dele. E desfrutar

estas sensações com o mesmo, era muito bom. Enquanto as peças restantes de minhas roupas eram retiradas, eu mantinha os olhos fechados.

Estar com ele me passava esta segurança. Eu estava nadando no mais profundo mar, sem medo de me afogar, e quanto mais escuro for, quanto maior for a pressão, mais eu irei me arriscar. Neste momento, eu estou no topo. E eu não vou descer. Não aceito nada menos que o melhor. Eu serei uma rainha. Afinal, ele é um rei. E ele, fará de mim, sua rainha. Suas roupas também não estão mais cobrindo-o, e isto só o deixa mais belo.

Ele deita-se sobre mim, mas apoia seu peso sobre os próprios cotovelos. Sinto a proximidade de nossos corpos. Ele começa a mordiscar o lóbulo de minha orelha, e enfim, sinto que ele me penetra, arfamos juntos, agora não há mais necessidade de termos cuidados. Nada pode nos impedir. Ele começa a se movimentar, nos levando a lugares que jamais descobri que existiam. Uma sintonia perfeita de sensações desde o ardente desejo e o malicioso êxtase. Seus gemidos em meus ouvidos, me dão a força para continuar. Cravo minhas unhas em suas costas assim que chegamos ao ápice. E a sensação de calma e paz me dominam.

Ele deita-se ao meu lado, e minha respiração volta a se estabilizar. A dele, está perfeitamente normal. Levanto-me e recolho minhas roupas. Ele me observa.

– Já está indo?

– Sim. — Respondo por sobre o ombro. Assim que coloco meu vestido, vou atrás das sapatilhas, e arrumo meus cabelos. Percebo que estou suada e vermelha. Assim que pareço apresentável, completo: — Não posso passar a noite aqui.

Ele assente com a cabeça.

– Então a verei amanhã?

Faço que sim com a cabeça.

Notas finais
¹Dama Fui dramática nesse capítulo? Desculpa, to ouvindo Lana Del Rey. O que acharam do hot não tão hot? bom? mais ou menos? ruim? Comentem e até o próximo capítulo. Desculpem se tiver erros, e pela demora também. Até a próxima, desalmadas.