Mascara Colorida
2 A SURPRESA
- AMIGA, eu sabia que ele não tinha se esquecido! – Disse Amanda ao ver Phellipe com uma pequena caixa embrulhada.
- Feliz aniversario Rafael, eu nunca irei esquecer este dia, pois é o aniversario de meu grande amigo! – Disse Phellipe entregando aquele misterioso presente para Rafael.
Rafael começou a desembrulhar o presente com lagrimas nos olhos de tanta felicidade. Ao abrir a pequena caixa, avistou um lindo colar, supostamente de ouro branco, com um pingente escrito: “Amigos para sempre”.
Rafael ficou muito feliz, mas também triste, pois ele não queria somente a amizade de Phellipe e sim entregar todo o amor de seu coração para ele.
Rafael agradeceu o presente dando-lhe um abraço, que quase surtou ao sentir o seu corpo tocando ao corpo de Phellipe:
- Senta ai, vamos conversar! – Disse Rafael.
- Não, não. Tenho que ir, vou resolver umas “paradas” ai. Mas... O que houve com o seu pé? Tentou pular alguma cerca?
- Claro que não! É que eu bati na cabeceira da minha cama, mas não foi nada, já estou melhor!
- Que bom que esta bem! Mas eu vou indo...
Phellipe despediu-se de Rafael dando-lhe um aperto de mão, diferente de quando despediu de Amanda que deu um beijo em cada lado do rosto dela. Rafael não ficou muito contente ao ver aquela cena, “mas é só uma despedida, nada de mais” pensou ele. Após sua saída Amanda logo cutucou:
- Deve ter ido vender maconha!
- Que isso Amanda, já te disse que ele não mexe com essas coisas! – Retrucou Rafael defendendo Phellipe.
- Ata, e você acha que ele comprou esse colar com que dinheiro? Ele ganha muito dinheiro vendendo essas coisas! Meu irmão que disse!
- Isso é tudo invenção do teu irmão! Phellipe nunca ia mexer com essas coisas! Mas quer saber vamos esquecer isso, por que estou muito feliz com o meu presente. – Disse Rafael.
Rafael e Amanda ficaram conversando por um longo período e Rafael, é claro, sempre falando de seu grande amor, Phellipe. Em um determinado momento, Rafael começou a falar de Cristina:
- E aquela galinha da Cristina? Será onde que ela está cacarejando?
- Para Rafael de falar assim dela! – Defendeu Amanda.
- Hum, tá defendendo aquela vadia agora? – Retrucou Rafael.
- Você sabe que eu não gosto dela. Ela é uma vadia e mais traiçoeira que uma cobra! Ela é tão falsa quanto à menstruação de um travesti!
Neste exato momento Cristina apareceu e Rafael mudou totalmente a conversa cumprimentando-a:
- Queridinha! Quanto tempo! ... Como vão as coisas?
Amanda olhou para Rafael sem entender a sua reação e as três começaram a conversar.
Após “as” três conversarem por um bom tempo, Rafael decidiu ir embora. No meio do caminho, Rafael começou a lembrar do que Amanda dissera a ele sobre Phellipe:
“... e você acha que ele comprou esse colar com que dinheiro?”. “... ele ganha muito dinheiro vendendo essas coisas!”
Rafael pensou nisso por um longo tempo até que decidiu voltar e perguntar para Cristina se ela sabia algo sobre isso, já que ela está sempre andando junto com Phellipe.
Ao aproximar-se do local onde estava Cristina e Amanda, Rafael percebeu que as mesmas não estavam mais ali. Mas, procurou-as por toda a igreja, até que Rafael se deparou com Phellipe conversando com um homem. Não era Carlos, pois o homem aparentava ter uns 30 anos de idade. Rafael sem saber o que fazer escondeu-se atrás de um arbusto e tentou ouvir a conversa...
Passado algum tempo, Phellipe e o homem misterioso saíram e Rafael sem entender o que estava acontecendo decidiu segui-los.
Após ter andado aproximadamente quatro quarteirões, Phellipe e o homem entraram em uma residência. A casa era de madeira e continha um portão pequeno e com cercas quebradas, aparentando ser muito humilde.
De longe Rafael percebera que aquela casa era a de Phellipe. Sem se contentar, ele entrou cautelosamente no quintal e escondeu-se ao lado da casa se encostando à parede. Nesta parede, por sorte, havia um pequeno buraco permitindo que Rafael pudesse ver o que estava ocorrendo dentro da residência.
Dentro da casa, Phellipe apareceu com uma maleta preta e deu-lhe para o homem dizendo:
- Ai Sandro, pode escolher!
Sandro abriu a maleta e pode-se ver algumas armas de fogo. Ele olhou atentamente cada uma das armas e por fim escolheu uma de calibre 38, prata. Após isso, Sandro deu a Phellipe três barras de cocaína dizendo-lhe:
- Toma ai, essa quantidade serve? Foi muito difícil encontrar tanta droga assim!
- Claro “mano”! Vou vender para esses drogadinhos daqui da cidade, vou ganhar uma “nota”. – Disse Phellipe.
Rafael chocou-se ao ver aquela situação, e logo se lembrou do que Amanda dissera a ele sobre Phellipe. Era verdade!
Após essa troca, Sandro deixava a casa de Phellipe. Rafael escondeu-se mais ainda para que ele não fosse descoberto.
Phellipe levou Sandro ate o portão de sua casa, que ali outro homem esperava por Sandro montado em uma moto. Sandro com a arma da troca em mãos agradeceu e montou na moto. Phellipe foi entrando em direção a sua casa, e surpreendentemente Sandro apontou a arma para Phellipe e disse:
- Espera... Eu vou ficar com a arma e com as drogas também!
Quando Sandro disse isso Phellipe se virou e viu a arma na sua direção.
O clima naquele momento era de aflição, medo e... Heroísmo?
Rafael vendo toda a situação correu na frente da residência e Sandro, para apressar, deu o primeiro tiro na direção do peito de Phellipe... E saiu correndo, apenas com a arma, ao ver o que havia feito.
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