Mascara Colorida
6 A MASCARA CAIU
- Calma Rafael, pensa no que você esta fazendo!
- Eu já pensei... Pensei muito! Se você não me ama, se você não quer ficar comigo, você não ira ficar com mais ninguém!
- Você não vai fazer isso! Você não sabe nem mexer nesta arma!
- Hoje em dia a gente aprende tudo na internet, e atirar em alguém não é tão difícil assim!
Rafael engatilhou a arma e mirou no peito de Phellipe:
- Calma, por favor, não faça nada de errado, por favor, não me mata! Me perdoa! – Implorou Phellipe.
- Que chororô é esse? Você não é o machão? Está Pedindo desculpas igual aquela vadia?
- O que? Quem? – Perguntou Phellipe.
- Quem era a maior vadia da cidade? Cristina é claro!
Phellipe sem entender nada foi aproximando-se de Rafael, mas o mesmo o avisou:
- Se der mais um passo eu estouro seus miolos!
- Rafael o que é isto? Eu pensei que você me amava!
- Amava. Não amo mais. Todo meu amor por você transformou-se em ódio. Cansei de levar esporro na cara, cansei de correr atrás de você! Mas se você não ira ficar comigo não ira ficar com mais ninguém!
- Por favor Rafael, não faça isso! A Cristina acabou de morrer eu estou sofrendo muito, tentei se divertir hoje, mas...
- Não fala dessa vadia... – Interrompeu Rafael. — Ela teve o que mereceu!
- Como assim?
- Quer saber, já que você vai morrer mesmo vou te contar a verdade!
- Que verdade?
- Fui eu! ... Fui eu que a matei! – Disse Rafael.
Ao saber disso Phellipe sentiu uma forte dor no coração e impressionado disse:
- O que? O que você fez?
- Eu matei aquela vadia! Ela estava estragando meus planos de conquistar você! Quando eu quero uma pessoa, destruo tudo que entra no meu caminho! – Disse Rafael totalmente mudado, sentindo-se mais superior e mais forte.
- Mas, a Cristina se matou! – Disse Phellipe.
- Não, ela não se matou! – Corrigiu Rafael.
Neste momento, com a arma apontada para Phellipe, Rafael começou a lembrar do dia em que Cristina havia morrido e começou a contar o que aconteceu:
FLASH BACK
- Eu fui até a casa dela naquele dia... Me escondi, e vi ela com uma faca na mão! Ela ia mesmo se matar, mas a vagabunda era tão medrosa que desistiu. Ela colocou a faca em cima da pia e foi para o quarto. E como a pia era encostada na janela eu peguei a faca. Então, decidi matar eu mesmo. Usando luvas, bati na porta e escondi a faca atrás de mim, ela abriu a porta e perguntou:
- Você? O que esta fazendo aqui?
- Eu vim saber como você e seu filhinho esta!
- Há, você soube?
- É eu soube... Eu soube que você engravidou do menino que eu mais amo no mundo e que você sabia disso!
- Desculpa Rafael. Eu... Aconteceu!
- É, eu sei aconteceu. E vai acontecer uma coisa com você também!
Cristina foi se afastando para trás cautelosamente e Rafael foi a sua direção, até que ela encostou-se na parede:
- O que você vai fazer?
- Adeus sua vadia!
Dito isso, Rafael tirou a faca de trás do seu corpo e enfiou na barriga de Cristina e pode-se ouvir um alto gemido de dor de Cristina. Rafael enfiou mais ainda, fazendo com o que a faca atravessasse o corpo dela. Cristina foi se agachando até que, após perder muito sangue, não aguentou e faleceu. Rafael pegou nas mãos de Cristina colocando-as sobre a faca, simulando que ela mesma havia se matado. Rafael saiu da casa de Cristina com um sorriso no rosto...
FINAL DO FLASH BACK
- Por que você fez isso Rafael? Perguntou Phellipe após saber desta tragédia.
- Eu te disse. Eu te amava mais que tudo, e ela estava gravida de você e isso era um problema. Mas não adiantou nada, alias adiantou, assim eu não preciso ouvir mais aquela voz irritante que ela tem. Mas agora é a sua hora!
- Não faça isso Rafael. Me deixe ir, eu prometo que faço tudo que você quiser, eu namoro com você, eu beijo você quantas vezes você quiser, mas não me mata! – Disse Phellipe apelando para Rafael não o matar.
A tarde foi indo embora, e a escuridão predominou...
- Tarde de mais. E também agora você já sabe que fui eu que matei a vadia da Cristina, você iria contar tudo!
- Não, eu não irei fazer isso!
- Não importa. Você esta dizendo isso para eu não te matar, mas eu não vou poupar sua vida! Você não me quer agora você vai ter o que você merece... – Disse Rafael.
- Você se lembra do dia em que nos conhecemos? – Perguntou Rafael.
- Sim me lembro! – Respondeu Phellipe.
- Foi naquela lanchonete do centro! Você estava lindo, você sempre foi lindo! Quando Amanda te apresentou para mim, você disse “tomara que vamos ser grandes amigos”... Nesse momento eu já tinha me apaixonado por você e sabia que ia fazer de tudo para sermos mais que amigos...
Dito isso, um som ao longe fez com que Rafael se distraísse e Phellipe aproveitou essa situação para poder se salvar. Segurou na arma de Rafael e os dois começaram uma luta corpo a corpo. Os dois estavam segurando a arma na mão entre os seus corpos. Phellipe tentava tirar a arma das mãos de Rafael e o mesmo não deixava. Os dois estavam tão pertos que Rafael sentia, no meio daquela briga, a respiração de Phellipe em seu rosto. Foi ai que, de tão perto que os dois estavam, Phellipe e Rafael se beijaram e como em câmera lenta eles pararam a briga e apenas sentiu o momento daquele beijo inesquecível. Foi então que se pode ouvir um tiro da arma que estava entre seus corpos...
Com o barulho do tiro Amanda e sua família saíram correndo para ver o que havia acontecido, e ao perceber que era um som de tiro ligaram para policia.
Os dois ainda estavam grudados corpo a corpo. Até que Rafael regalou os olhos e uma lagrima escorreu sobre seu rosto. O silencio predominou naquele momento. Nada podia-se ouvir, apenas quando Phellipe caiu ao chão com uma bala dentro de seu corpo. O tiro atingiu seu coração.
- Tá vendo o que você fez? – Disse Rafael.
Phellipe não conseguia falar nada. Rafael abaixou-se no chão e colocou a sua mão sobre o peito de Phellipe. Rafael sentia o coração de Phellipe palpitar lentamente. Os dois fixaram os olhos um no outro. Phellipe deu um ultimo suspiro e seu coração parou completamente. Uma gota de lágrima escorreu sobre sua face e caiu ao chão. Rafael começou a chorar. Mas não era isso que ele queria? Matar Phellipe!
Rafael arrancou o colar de seu pescoço que Phellipe dera no seu aniversario e jogou-o em cima do corpo de seu amado:
- Pronto. Já tive o que eu queria ter... Seu beijo. Agora pode descansar em paz...
A frieza de Rafael era imensa que nem socorro quis dar á seu amado. Foi então que começou a chegar as policias que Amanda havia chamado, junto com sua família. Rafael enxugou suas lágrimas e ao ver eles se aproximando tentou fugir. E previsivelmente havia um barco a motor na beira do rio. Rafael entrou neste pequeno barco e tentou ligar o motor. Os policias estavam chegando mais perto. Eram muitos e estavam vindo por toda a parte, menos pelo rio. E na hora do desespero, Rafael conseguiu ligar o motor e fugiu.
Ao ouvirem o barulho do motor os policias começaram a atirar. Um dos tiros acertou o tanque do motor, que a partir dai começou a vazar gasolina. Amanda desesperada começou a chorar e a se perguntar o que havia acontecido. Até que ao olhar sobre o corpo de Phellipe, Amanda avistou o colar que Rafael havia jogado. Ela mostrou o colar para os policias dizendo que era de Rafael. Mas não havia barco para que eles fossem atrás dele que já estava longe.
Rafael não imaginava o que havia por vim. Ele não estava triste. A frieza dele era tão grande que ele sentiu prazer em ter matado Cristina e Phellipe. Rafael olhava para trás para ver se a policia estava o seguindo, até que sem perceber acelerou o barco mais ainda e por causa da escuridão não viu que havia uma enorme pedra bem na sua frente.
No momento em que os policias estavam pedindo reforços deu-se para ver e ouvir uma explosão... O barco de Rafael havia se chocado na pedra e explodido.
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