Mas O Que É Mesmo O Amor?
16 Assassinato
Notas iniciais
Severus beijava Lizzy com carinho, mas também com desespero, como se não quisesse deixar que ela escapasse de seus braços a qualquer momento. Lizzy correspondia e aos poucos, os dois foram se deitando na grama da Floresta...
– Severus... – Lizzy não conseguira resistir àquele beijo, e agora desejava que aquele momento nunca mais acabasse.
– Elizabeth... Minha Elizabeth – ele dizia, sussurrando em seu ouvido.
Os beijos se tornaram mais quentes, os corpos colados pedindo por essa aproximação. Severus abraçava Lizzy com cuidado, com medo de machucá-la, mas ela não parecia se incomodar com nada, ao contrário, a felicidade da menina estava estampada em seu rosto.
– Eu te amo, Elizabeth... Eu te amo, te amo tanto... – Severus não conseguia parar de beijá-la, e foi descendo sua boca até o pescoço de Lizzy, sentindo que a menina tremia.
– Severus... Eu te amo... Te quero mais que tudo... – Lizzy não mais falava, apenas sussurrava, não tinha mais forças.
Severus passava as mãos pelos cabelos de Lizzy, que gemia a cada toque dos dedos frios em sua pele quente. Ele a desejava, queria tê-la ali, naquele momento. Lizzy sabia que não devia, mas deixou que seu coração mandasse. Precisava desse amor.
Um pouco sem jeito, começou a desabotoar a roupa de Severus, olhando em seus olhos, dando-lhe a certeza de que ela também desejava o mesmo que ele. Severus ajudou-a a tirar sua própria capa e a desabotoar sua roupa, deixando-o nu da cintura para cima. Lizzy observava o corpo de seu amado, um corpo que ela ansiou por ver, tocar, abraçar durante muito tempo... De repente, deteve-se, olhando para a tatuagem que se encontrava no antebraço esquerdo de Severus: a Marca Negra.
Percebendo que a menina estava olhando para sua maior vergonha, ele tentou esconder o braço, constrangido. Lizzy sorriu. Aquele homem precisava mesmo dela. Ela devia mostrar a ele o que era o amor. Com carinho, pegou o braço esquerdo de Severus, puxou até próximo de sua boca e beijou seu antebraço, exatamente em cima de onde se encontrava a marca de Comensal da Morte. Severus emocionou-se. Aquela menina era tudo que ele sempre sonhou. Ela o amava mesmo sabendo de tudo que ele já vivera. Sorriu para Lizzy, que retribuiu o sorriso. Voltou a beijá-la, então, com mais vontade ainda do que antes, sentindo todo amor que ele havia guardado por toda uma vida explodindo em seu coração.
Ele levantou Lizzy suavemente, sem deixar de beijá-la. Aos poucos, colocou suas mãos por debaixo de seu moletom, tirando-o com cuidado. Olhou para Lizzy. Ela sorria, o que o deu confiança para continuar. Já estava prestes a retirar a fina blusa que a menina usava, quando ambos ouviram.
Gritos. Gritos de pânico, de horror, vindos do castelo.
Lizzy se assustou e abraçou Severus, que estava acostumado a ouvir esse tipo de gritos, e sabia que não significavam boa coisa. Lembrou-se dos dias de Comensal, os gritos que ouvia dos que eram torturados, dos que viam seus entes queridos sendo assassinados. Esses gritos só lhe lembravam uma coisa: morte.
– Precisamos ir. Aconteceu alguma coisa muito séria. – ele disse a Lizzy, preocupado.
Lizzy não discutiu. Colocou suas roupas de volta com dificuldade e só então percebeu Severus fazendo o mesmo com uso de magia. “Oh, claro, você é uma bruxa, Elizabeth!”, pensou irritada. Pegou sua varinha e conseguiu colocar tudo no lugar antes de sair correndo junto com Severus a caminho do castelo. Ouviram muitas vozes, inclusive da diretora Minerva, que gritava “Acalmem-se! Acalmem-se, por favor!”. Lizzy começou a tremer. O que havia acontecido?
Ao chegarem a um corredor próximo à cozinha, viram a multidão. Severus abriu espaço entre todos para entender o que estava acontecendo. Ao chegar ao ponto para onde todos olhavam, se assustou. Um elfo doméstico jazia morto no chão. Lizzy veio logo atrás.
– Não... – disse ela, tão baixo que somente Severus a ouviu – Não... Não pode ser...
Era Egon, aquele mesmo elfo simpático que prometeu ajudá-la no que ela precisasse enquanto estivesse em Hogwarts.
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