Mas, Esse Sangue Não É Seu.
4 Capítulo 4
Eu não podia acreditar, como ela soube de tudo aquilo, como ela conseguiu descobrir isso, havia sangue na mão dela, era o sangue dele, será que ela viu quem o matou, será que ela corre perigo? Eu não estava conseguindo pensar direito, eu estava desesperado, mas não podia passar isso para ela, pois ela já estava nervosa demais. Isso não podia ser verdade, isso tudo parecia ser um enorme pesadelo.
- Você viu que matou?- Vi.- E é perigoso você saber disso?- Acho que sim. Atiraram nele. Nós conhecemos quem foi.- Nós?- Sim nós.- Você vai me contar?- Vou, mas eu tenho medo, eu estou desesperada.- Eu imagino, eu te protejo.E abraço-a como nunca abracei ninguém. Talvez eu a amasse, talvez eu amasse quem ela era comigo ou quem eu era com ela, eu só não podia deixar que nada de ruim acontecesse com aquela garota, eu precisava dizer que a amo, eu precisava dizer que era algo mais além de amizade, que eu a queria viva e forte para sempre ao meu lado. Que nada estragaria isso.- Foi o Carlos.Meu amigo Carlos? É brincadeira isso né? Me diz que estamos sendo enganados, isso é alguma pegadinha? Não pode ter sido o Carlos, ele era tão bondoso, ele tinha gatos, amava os animais, amava a vida, ele não a tiraria de ninguém.-- O Carlos?- Sim.- Você tem certeza?- Sim, eu vi ele atirando, e gritei, por isso ele me viu, mas me escondi.- Não pode ser.- Pode sim, ele amava a Lívia e o Luiz era namorado da Lívia.- Ele amava os animais, porque ele mataria uma pessoa?- Você acha que estou dizendo isso só pra te deixar assim? Você acha que gosto de deixar as pessoas assim, é isso?- Não é isso Clara, é que parece tão dificil de imaginar, parece tão impossivel. Nós temos que ir até a policia, temos que denunciar. — Ele vai me matar.Ouvi um barulho estranho, parecia umas pessoas se aproximando do nosso lugar, parecia que algo iria acontecer, senti aquele aperto, aquela dor, aquilo que só sentia quando realmente algo ruim tivesse acontecido, eu não podia deixar nada de ruim acontecer a ela, eu precisava fazer algo.Ouço uma voz conhecida. Parecia Carlos, João e uns outros amigos, mas não podia ser. Olho para trás e não há ninguém ali.- O que foi Arthur?- Nada.- Nada?- Eu acho que... acho que estou ficando louco.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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