Maré Viva

1 Vizinhos Novos.


Notas iniciais
Primeira parte, espero que gostem. Boa leitura xuxus ♥

O quebrar das ondas sobre a areia. Um vasto oceano beijando seu amado sol. A brisa do final da tarde toca em meus cabelos. Dedos enterrados na areia. Gaivotas voando sobre o vasto azul. Eu não poderia desejar nesse exato momento estar em qualquer outro lugar. A paisagem serena e plena me tranquilizava, o barulho das ondas a quebrar à beira mar. Minhas melhores amigas do meu lado. Alguém em sã consciência desejaria mais que isso? Eu não desejaria mais nada.

— Lana vamos? Disse Malie, ajeitando sua canga já em pé. Enquanto eu estava a observar mas um pouco aquela paisagem perfeita. Fitei por mais alguns segundos meus olhos no beijo final, onde o sol deixaria o mar, dando lugar para sua amante lua e suas companheiras estrelas. Levantei, limpando minhas mãos cheias de areia e meu shorts, peguei minha toalha de praia, sacudi a mesma e guardei na minha bolsa. E dali seguimos para a casa da Malie conversando.

— Tem vizinhos novos Malie?! Falei olhando para o caminhão que estava parado em frente à casa do lado da dela, onde estava alguns rapazes aparentemente com a mesma idade nossa, carregando caixas enormes para dentro da casa. Ela olhou para a casa com um sorriso enorme no rosto, sem ao menos dizer nada e seguiu em frente para cumprimenta-los e desejar boas-vindas. Malie sendo Maile. Eu e a Naila só ficamos observando a louca indo e soltando boas risadas da cara dela. Enquanto ela caminhava em direção da casa, um rapaz saiu da casa bastante suado e já sem camisa, ele estava passando a mão sobre seus cabelos louros já molhados de suor, enquanto eu reparava seu corpo escultural o qual a luz da casa iluminava. Ele era bronzeado, sua barriga era definida como se tivesse sido desenhada, a tatuagem em seu braço esquerdo a qual eu não consegui definir pois a distância impedia a tal nitidez. Seus olhos vieram em minha direção, me constrangendo. Cutuquei a Nai que falava sem parar, mas eu nem estava prestando atenção para o que ela dizia. Ele caminhou em direção ao caminhão, dali pegando uma caixa e desaparecendo para dentro da casa.

Malie Duran passou os seguintes 10 minutos a conversar com um rapaz de cabelos pretos, pele bem branca, e um físico em boa forma. Eles se encaravam tanto enquanto conversavam, que logo mais eu iria presenciar uma cena de beijo. Naila havia me largado para conversar com seu namorado pelo telefone. E eu estava ali sentada na varanda da casa da Mali, a observar as idas e vindas do louro com caixas e mais caixas, a cada vez que ele vinha em direção a entrada da casa, era um olhar mais intenso. E eu só conseguia pensar no quanto queria me levantar e ir lá e dizer um “oi”, só que minhas pernas recebiam outro comando, o qual era para mim ficar ali sentada e não passar vergonha.

— LANAA. O grito soou, era a Mali me chamando. Apenas acenei e me levantei, já sabia o que significava. A conhecia desde dos meus 7 anos, chegamos em um ponto que palavras muitas vezes nem eram precisas, a gente se entendia só por olhares. Caminhei em direção a ela e o garoto. Chegando lá, o garoto me olhou de cima em baixo, me cumprimentando com um aperto de mão, seguido de um beijinho na mesma, bem cavaleiro na minha concepção.

— Essa é a minha amiga Lana, Bobby. Mali disse logo em seguida

— Aloha Lana. Sorriu.

— Aloha Bobby. Assenti, sorrindo

— Tem a Naila também... Só que eu não sei onde ele se meteu, mas logo ela aparece e te apresento ela. Mali disse para Bobby.

Respondi para mesma: — Naila está conversando com o Joe, ela irá demorar. Soltei uma gargalha. Eu já estava nervosa, pois eu sabia que a qualquer momento o garoto que eu tanto encarava iria sair daquela porta e eu iria ter que encara-lo e desta vez de perto com a mais envergonhada expressão possível, pois eu havia fitado ele desde da hora que cheguei. E não demorou muito para isso acontecer. Ficamos ali por aproximadamente poucos minutos conversando, até que os cabelos louros apareceram na porta novamente e aquela silhueta vinha em nossa direção. Ele já havia trocado algumas palavras rápidas com a Malie enquanto carregava uma caixa para dentro, provavelmente um “oi” ou um “olá” e dessa vez ele com certeza estaria vindo aqui para falar comigo. A cada passo que ele se aproximava do caminhão, onde estávamos encostados, meu coração acelerava e faltava sair pela boca. Então antes mesmo dele chegar, Bobby o chamou:

— Carter, relaxa um pouco cara e venha conversar com as meninas irmão! Então ele me olhou e logo em seguida olhou para Malie, e chegou mais perto e apenas disse duas palavras:

— Olá meninas. Soltou um sorriso forçado e passou os dedos entre os cabelos, meio envergonhado com a situação, olhou para o chão e em seguida mirou aqueles lindos olhos verdes em minha direção, desnorteando todo o meu ser. Senti meu rosto queimar. E o barulho de uma buzina incessante ecoou no ambiente, nos tirando daquela situação tensa e desconfortável. Era uma Range Rover prata, a qual um garoto alto, com o mesmo físico dos amigos, de cabelos castanhos claros, bronzeado, muito bem vestido com roupas de marcas, saiu do carro com um sorriso de orelha a orelha e veio em nossa direção.

— Eaaaai meus sangue bom, o Steve chegou! Posso ouvir um amém? Disse cumprimentando os garotos com um “toca aqui”. – Eai gatas, prazer Steve. Disse o mesmo me cumprimentando com um beijo no rosto e o mesmo com a Malie.

— ALOHA. Dizemos juntas.

— Da hora a casa em Bobby!! Você sabe escolher bem os locais e já até sei o porquê né. Falou cutucando o mesmo com o cotovelo e nos encarando com um sorriso safado no rosto. E saindo do seu silêncio constrangedor Carter se pronunciou:

— Chega né Steve! E venha me ajudar a terminar de descarregar logo isso. Disse puxando Steve pelo o braço e saindo com o mesmo sem nem ao menos dizer um ‘’tchau’’. Os observei indo e Steve tirando sua blusa para se mostrar. E assim os dois desapareceram novamente com as caixa. Fiquei com meus pensamentos enquanto Bobby tentava explicar um pouco sobre o Steve como forma de desculpas. Eu apenas sorria quando ele dizia algo e Malie soltava uma gargalhada, mas minha mente só estava mesmo era tentando entender o que é que tinha acontecido. A 2 horas atrás a única coisa que eu desejava era a paz da praia e a companhia das minhas amigas, e agora o que eu mais desejava eram mais palavras daquele sujeito que estava me deixando inquieta e curiosa.

— Ei Bobby larga de papo furado e nós ajude aqui com as caixas. Berrou Steve saindo da casa.

— Desculpe meninas...tenho que ajudar eles...e se vocês quiserem é claro mais tarde, tomar um drink, ou sair para nos apresentar a cidade seria uma honra... Bobby disse com um sorriso tímido fitando Malie. Malie passou as mãos pelos cabelos e assentiu, sorrindo para o mesmo.

— E você Lana o que me diz? Antes mesmo da resposta sair da minha boca, meu telefone tocou e era minha mãe e aquilo queria dizer que era hora de ir embora.

— Desculpa Bobby tenho que ir...Mas sábado agora vai rolar um luau na praia, é tradição antes das aulas começarem, nós nos reuníamos na praia, eu e Malie e Naila iríamos gostar muito que você e seus amigos aparecessem por lá. O sorriso no rosto dele transpareceu na hora, acompanhado de uma afirmação. Nos despedimos com Malie dando seu número para Bobby e um beijo no rosto. No caminho de volta para sua casa, Mali não parava de falar como havia ficado interessada em Bobby e como teve química entre os dois e como eles ficariam bonitos juntos se rolasse algo.

— Ah e você está pensando que eu não percebi as olhadas que você e o loirinho trocaram né sua danada. Ele ficou muito interessado em você e o Steve também. Ela disse soltando uma gargalhada.

— Pode para Malie Duran, continue falando sobre o Bobby vai. Falei rindo para a mesma, entrando já dentro da casa.

— Quem é Bobby? Naile disse, sentada no sofá, falando pelo facetime com Joe.

— Longa história Nai, você perdeu bastante coisa, principalmente as trocas calientes de olhares entre a Lana e um loirinho lindo.

— Ah já chega Mali. Disse tacando um travesseiro em sua cabeça e caindo na risada.

— Ok ok meninas, pelo visto os vizinhos novos já estão dando o que falar e vocês irão me contar tudo. Nai falou se despedindo de seu namorado desligando o facetime e se ajeitando no sofá. O barulho da mini van da Sr. Duran estacionando na garagem era nosso passe para ir embora. Durante o caminho de volta, contei o que havia acontecido para Nai. E quando finalmente deitei minha cabeça no travesseiro a única coisa que conseguia pensar era naqueles lindos olhos verdes.

Notas finais
O que acharam? Criticas, elogios, sugestões entre outros serão sempre muito bem-vindos. Um grande beijo e até o próximo capitulo que ocorrerá o luau.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.