Mary

3 Capítulo 3: Uma amiga?


Notas iniciais
Desculpe, eu tinha desmotivado um pouco! Mas o que importa é que eu finalmente voltei, e lamento muito a demora! E, caros leitores fantasmas, eu vou começar a usar um aspirador de pó, viu? Boa leitura!

Enquanto andava com eles, me sentia um pouco 'livre', por ter pessoas reais conversando comigo novamente. Eu poderia me abrir, e me sentir uma pessoa real.

Mas não bastava. Pois eu sabia que uma hora ou outra isso ia acabar se eles saíssem juntos. E, com um ódio imenso de meu pai, decidi aprisionar o Garry, assim, trocariamos os papéis, e eu finalmente... finalmente seria livre.

Como eu era uma pintura daquela galeria, conseguia escrever coisas na parede sem giz, sem nada. Assim, mandava mensagem para os outros, pedindo favores.

Antes que me desse conta, ouvi Garry falando:

– Essa porta está trancada...

Já haviamos chegado á sala de 'separação', como planejei. Quando entramos na porta ao lado para conseguir a chave, Garry parecia assustado com a sala. E Ib parecia achar bem fofo. Sim, esse era o quadro da ilusão. Olhos vermelhos podem se tornar as lindas bonequinhas e coelhinhos fofos.

Haha, e no momento que Garry viu a pintura em boneca, ele foi ilusionado.

Estava preso á uma maldição com ela, fazendo os quadros por perto o deixarem 'sozinhos', assim, o matando... sem nenhum esforço grande.

– Essa pintura... essa sala... por que tem que ser tão terrível?!

Para ser mais discreta, pensei estar vendo a mesma coisa que Ib. E, além disso, como ele se atreve a falar assim das bonecas?!

– Sério? Eu acho que é fofo.

– Que parte disso é FOFA?! — disse Garry.

Esse idiota, a cada fala ele me irrita cada vez mais. Mas não hesitei.

– Eu apenas acho que é... e você Ib? É fofo, não é?!

– É fofo. — diz Ib.

– Não é?! É tão adorável! — Heh, Garry ficou meio chocado com isso.

– Acho que eu já tive o suficiente disso por hoje... — falou ele.

– Garry, você é estranho... — eu disse, meio com intenção de irrita-lo.

– Vocês são estranhas! Agora vamos, vamos logo sair dessa sala...

Pegamos a chave e nós três saímos. Eu disse nós três? Quis dizer, nós duas!

O quadro que estava ao meio, como combinamos, fez plantas crescerem do chão...

– Algo está vindo! — falei, disfarçando.

– Isso é ruim! Se afastem da pintura! — disse Garry.

Elas continuaram crescendo...

– Ib, cuidado! — falei, empurrando Ib comigo.

Logo não dava mais para um de nós atravessar o outro lado. Não dava... hehe.

– Ah...! — Garry ficou realmente assustado. Como planejado, certo?

– Essa não! — falei disfarçando.

– I-Isso é ruim! — Garry tentou derrubar as videiras. Mas como sempre, inútil.

– O que vamos fazer...

– Bem, Ib. Pegamos uma chave naquela sala ali, certo? — falei — Talvez essa chave... abra aquela porta ali? Devemos dar uma olhada?

– Eu não acho que é seguro! — disse Garry. Mas eu não ia mesmo deixa-lo interferir nos meus planos...

– Mas vai ser bem depressa! Ib, o que você acha?

– Eu acho que devemos ir espiar. — disse Ib.

– Viu? Ib disse que ficará tudo bem!

– Ah... tudo bem! Mas não demorem muito...

– Pode deixar... — falei — Não iremos demorar...

Eu e Ib fomos para aquela porta. Obviamente, a chave era dela.

Lá havia várias caixas, e eu já tinha pedido para as pinturas ajeitarem um objeto útil lá para mim. Também combinei de um dos manequins nos trancarem aqui, assim, impossível Ib escapar.

– Aha! — falei, achando o objeto útil que mencionei. Uma faca de palheta! — Talvez isso dê certo para cortar as videiras.

– Vamos tentar. — disse Ib.

– Aha, Ib! Você com certeza não é boa com piadas, não é? Eu estava brincando... mas vou levar, sabe? Por dúvidas.

– Acho que devemos voltar ao Garry agora. — falei. Mas é claro mesmo que eu não estava planejando voltar!

Assim, a luz piscou, como combinado. Nos dirigimos para a porta e o manequim tinha bloqueado, como no plano. Fingi estar horrorisada.

– Ah, não Ib! O manequim bloqueou... está pronta? Puxe! — falei, puxando de leve.

– Não adianta... vamos seguir em frente, tudo bem? — ehe, tudo deu certo!

Ela concordou sem opção, e seguimos em frente. Resolvemos puzzles como combinado da galeria, assim, enquanto Garry morria, Ib e eu ficávamos ocupadas procurando a chave. Hehe!

... Mas será que ele já deve estar morto?

Enquanto andávamos num corredor, perguntei para Ib:

– Ib, você gosta do seu pai?

– Sim. — disse ela.

– Eu também. — falei — Quero encontrar com ele de novo... Ah, e Ib. Se apenas dois de nós três pudessem sair... o que você faria?

– Eu sairia com a Mary.

– Ah... Sério? — falei, sorrindo — Estou tão feliz! Eu também quero sair com você Ib, vamos nós duas juntas, promete?

Hehe, promessa é promessa. Lamento Garry, mas a cada vez você está perdendo cada vez mais suas chances de sair. Acho que já deve estar morto!

.... Ou será que ele ainda está vivo? Por que as bonecas demoram tanto?

Enquanto procuravamos a chave já tinha se passado um bom tempo. Ib foi checar uma sala, enquanto a 'Fofoqueira' parecia me chamar.

Fui para perto dela e ouvi o que ela tinha para dizer. Foi aí...

– Ele descobriu... — falei baixinho — Ele descobriu meu segredo....?

– ... Ele já deveria estar morto! — falei brava.

Continua no Capítulo 4: A promessa do papai — Parte 1

Notas finais
Obrigada por ler!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.