Notas iniciais
Bom, esse capítulo... eu gostei muito de escrever ele. Ele é o motivo de eu ter classificado essa fic como +18, foi um desafio para mim. Eu não queria deixar a fic em um nível de muita sacanagem, sexo é um tema muito bonito se o autor souber lidar com ele. Foi a primeira vez que escrevi algo do tipo, mas senti que isso tinha que acontecer. Eu não tinha planejado para ser esse capítulo, nem dessa forma, mas as vezes meus dedos escrevem por si só. Para quem se pertuba com o tema, não dura muito mais que um parágrafo, queria que a cena toda fosse sutil, sem cair para a baixaria, espero que curtam. Queria que fizessem um paralelo com o capítulo "Marte e Vênus", onde fica muito claro como eles se complementam. Já aqui um meio que "assume" o papel oposto, porque, ao meu ver, há casos e casos, mas de qualquer forma um sempre irá se adaptar ao outro e se complementar sem nem perceber. Grifinória é representada por JK Rowling como a casa da coragem, da nobreza, representada pela cor vermelha, um leão e elemento fogo, Sonserina é seu extremo oposto, é a casa da astúcia, da ambição...não é a toa que é representada por uma cobra. A cor é verde e o elemento é justamente a água, logo o que combate o fogo. Corvinal representa ar com seu azul e Lufa-Lufa é a terra, de cor amarela. Demais, né? J.K pensa em tudo! Desde já MUITÍSSIMO obrigada pelas reviews, vocês sabem que são esses os estímulos de autores de fanfiction, estou em dívida com muitos de vocês, mas terei que terminar de escrever fic para conseguir ler as alheias, meu tempo é regrado!

Era tarde da noite quando Quinn Fabray se encontrava a meia noite no imenso banheiro dos monitores, Rachel já tinha saído de seu banho a mais ou menos uma hora. Mas, ok, isso não importava na verdade ela só precisava do “Rachel Card” porque era seu passe livre para ficar naquela banheira enorme o quanto tempo quisesse, afinal a amiga era monitora. Estava frio lá fora, ainda era inverno e ela tinha enchido o lugar de velas e água aquecida. Tinha sido um dia cheio de tarefas e trabalhos para compensar a manhã perdida na sessão “caça a memória” de Hermione. Quinn gostava de passar um tempo a mais na água, achava que seus tempos solitários de mergulho a ajudavam a espairecer e colocar a cabeça no lugar.

Já faziam 3 dias de sessões com Hermione, Sam era o único no qual toda a magia parecia não surtir efeito. Ele ainda passava meio tímido por ela, isso quando parecia nem nota-la. Era decepcionante. As sessões dela, em contramão, vinham angariando bons frutos. Ela já lembrava de Sam em seus primeiros anos, de algumas tentativas de aproximação do loiro, das vezes em que Puck lhe dizia todas as verdades que estavam entaladas em sua garganta e depois aplicava o feitiço nela... e até de uma sessão de sexo ardente no qual ela não sabia até que ponto estava realmente sendo controlada pelo feitiço.

Os sentimentos dela por Puck nunca tinham sido forçados, ela o amou desde o começo, desde que se entendia por gente. Tinham sido sempre eles três: ela, Santana e Puck. As famílias deles eram tão próximas que mesmo o fundamental trouxa deles tinham sido juntos. Santana era a irmã que Quinn nunca teve. Sim, Fannie existia, mas a irmã mais velha já tinha saído de casa a tempos e pouco ia visita-los, portanto Santana cumpria o papel de irmã. Ela era quem enfrentava qualquer um que ousasse a zoar Quinn desde o maternal. Lucy era uma menininha gordinha de óculos quadrados, muito tímida e insegura. Ela tinha problemas na dicção, uma linguinha presa que ficava em evidência sempre que ela falava palavras com “s”. Na pré-escola ela já evitava a falar, com medo da represália dos colegas de classe, Santana era como se fosse sua guarda-costas e Puck sempre cumpria bem seu papel de amigo, as outras crianças os temiam Talvez porque muitas coisas inexplicáveis tinham acontecido aos bullies da pequena Lucy Fabray. Uma vez John Gardner tinha sido preso de cabeça para baixo pela cueca no canto da porta, outra vez Cassie Trumman dançara por horas em frente da classe, chorando, até que toda a classe tivesse se fartado de rir dela, mas o pior caso tinha sido de Barney Rodkins, o garoto tinha sido colocado por alguma razão dentro da caixa d’água mais alta do complexo de prédios da tradicional escola Smeltings. No início do fundamental as coisas começaram a mudar quando Lucy Quinn virou apenas Quinn. Ela havia perdido seus quilos a mais e uma cirurgia corretora de sua miopia tinha ajudado a tirar sua deficiência ocular. Ela sempre havia sido amiga de Noah Puckerman, mas quando ela apareceu regenerada de seu verão nos Estados Unidos eles haviam ficado mais próximos. Eles haviam sido os primeiros amores um do outro, apesar do relacionamento deles nunca ter sido homologado como oficial, a alcunha de “namoradinhos” sempre fora tageada para os dois. Ela não sabia exatamente quando esse amor juvenil e puro havia virado ódio e sentimento de vingança, mas acontecera. Ela mal podia se lembrar da primeira vez sem um sorriso no rosto. Eles tinham transado sem maior comprometimentos, porque ela sempre achou que perder a virgindade com um amigo era mais seguro. A loira deveria estar morrendo de ódio dele, mas aquela noite havia sido tão doce... ela não conseguia odia-lo por muito tempo, por mais que tentasse. Ele havia sido gentil e compreensível com ela, tinha feito tudo no maior respeito para a comodidade dela. Noah havia sido alguém muito importante para ela, ela já não o amava romanticamente há muito tempo, ele sabia disso, será que isso teria sido o estopim para as insanidades cometidas por ele? Ela nunca saberia. Não estava em seus planos se apaixonar por um grifinório.

Sam e Quinn tinham ficado juntos pouco mais de 1 mês. Ela se perguntava quanto tempo as coisas poderiam durar e parecerem infinitas. Nunca na vida dela havia imaginado não ter um cara que queria. Soltou as últimas bolhas de ar na água e voltou a superfície. Ela reconheceu imediatamente aquelas costas branquelas e largas do ex-namorado, que deu um passo para trás quando ela imergiu.

__Oh, me desculpe, eu... eu não sabia que tinha uma garota aqui – ele pegou o roupão que havia jogado no chão rapidamente — __Heather falou que eu poderia vir quando quisesse, eu não...

__Não se preocupe, eu vou ficar quieta aqui. Não vou pro seu lado. – ela podia sentir o coração dando saltos maiores do que queria, se recolheu o maior canto possível e baixou-se na água até a boca. Aquilo seria bem estranho, mas era uma maneira dela ficar no mínimo perto dele. Não sabia se Heather tinha algo a ver com aquilo, mas arranjaria alguma forma de agradecer a apanhadora da Grifinória.

Sam pareceu convencido. Quinn estremeceu, não sabia até que ponto ele lembrava dela, mas esperava com fé que ele tivesse esquecido do assédio sexual da torre de astronomia. Ele entrou na água e o calção vermelho logo grudou na pele, enquanto ele mergulhava para molhar os cabelos.

__Você... sempre vem aqui? – ela perguntou, só depois se tocando de como aquela pergunta soava estúpida.

__Não, acho que é a primeira vez, pra falar a verdade. Entrei a pouco tempo para o time da Grifinória, sou artilheiro, a Heather falou que eu podia vir aqui de vez em quando, que é mais calmo. Achei que poderia vir hoje, sei lá, é lua cheia, combina com um banho.

Quinn sorriu por dentro se sentindo meio boba. Era noite de lua cheia, ela tinha falado uma vez para ele que toda noite de lua cheia tinha um ritual de banhar com seus sais especiais naquele banheiro da monitoria. A vó dela costumava dizer que atraia bons fluidos. Estaria ela sendo iludida demais?

__Mas e você, o que uma garota faz sozinha, quase meia noite, no escuro banheiro dos monitores? – ele devolveu a pergunta, encostando as costas na banheira, no outro extremo, olhando para ela.

__Eu gosto de ficar só as vezes, quando estou com problemas...a água me faz bem, me acalma, eu gosto de sentir meu corpo sendo levado, sem me preocupar com nada.

__Eu não sei se gosto muito de água, sei lá, tanto mistério me assusta um pouco... tipo aquele lago lá fora, digo, tem uma Lula Gigante, imagina o que mais pode ter – ele sorriu pelo canto da boca e a observou.

Aquela garota simplesmente o atraía de uma maneira que ele não sabia descrever. Ela tinha um magnetismo incrível emanando daqueles olhos, isso sem falar da voz. Era doce e hipnotizante, por mais que carregasse algum tipo de tristeza neles. Ele sentiu que não importava os tipos de problema dela, queria faze-la sorrir.

__Bom, eu acho melhor eu sair, já tá tarde e se Filch ou aquela gata escrota encontrar um casal fora da cama vai ser um escândalo – ela achou que poderia aguentar estar com ele, sem realmente estar, mas não achou que era possível naquele momento. Levantou-se deixando o biquíni preto a mostra, o qual Sam fez questão de desviar os olhos, mesmo ela notando que ele tinha se perdido por alguns significativos segundos ali.

__Não, fica! – respondeu ele prontamente, nadando devagar ao encontro dela, ele tinha feito um esforço sem limites para desviar os olhos do corpo dela, ela tinha alguma frase gravada nas costelas esquerdas, o que era incrivelmente sexy– __ Temos que sair juntos, a possibilidade de sermos pegos é menor... ei, não tenha medo de mim, ok? Não sou nenhum tipo de maníaco sexual nem nada, prometo.

Ah, se ele sonhasse quem era o tarado por sexo entre eles dois. Mas não estava em ponto de rejeitar qualquer que seja convite de Sam. Ela voltou a submergir o corpo na água e notou que Sam estava a alguns metros de distância dela, a examinando com rugas na testa. Ele se aproximou mais e Quinn se afastou, olhando para o lado enquanto ele tocava o rosto dela. A garota tentava desviar ao máximo o rosto das mãos dele, que examinava a face dela como uma reprodução de Tarzan e Jane se conhecendo.

__Quinn? – a voz dele parecia trêmula, a tal qual a menina não resistiu a encara-lo, era bom sentir como ele era mais alto que ela, os olhos verdes dele estremeceram e ela pode sentir que ele a beijaria, aquele impulso seria só uma questão de minutos, um lapso, aquilo a mataria por dentro. Ela o empurrou.

__O que? – Sam estava perturbado, as ideias surgiam como um erupção na mente dele, pareciam tão certas a se fazer, ele não entendia.

__Sam, não... você só está tendo um lapso eu não posso forçar isso até que tudo venha de uma vez e corretam.... – mas ele não a esperou para completar a frase, puxou-a para o beijo, o qual ela não demorou a parar de se debater e ceder.

Fora como se um turbilhão de memórias invadissem o cérebro dele, o gosto daquele beijo jamais poderia ter sido esquecido, Sam se sentiu um imbecil por deixar aquela maldiçãozinha levar suas preciosas memórias sobre Quinn. Ele lembrava. A primeira vez que a viu. A primeira vez que tentou se aproximar dela. Puck. A segunda tentativa. Puck. Toda vez... as coisas terminavam com Puck interferindo. Ele quebraria a cara dele... assim que terminasse tudo que estivesse pendente com Quinn.

__Desculpa, desculpa... – ele sentia as lágrimas escorrerem pelo rosto de Quinn e misturar-se a água da pele molhada deles, ele beijava o rosto dela e arrumava as madeixas molhadas do cabelo dela por trás da orelha da garota.

Quinn estava tão feliz, ela não podia crer que uma sexta com grandes previsões para pancadas de flop que se extenderiam até o fim de samana poderia estar daquela forma. Ela não queria se desgrudar dele nunca mais, quanto mais aquela noite. Seus dedos já estavam um tanto enrugados do tempo de molho na água, mas ela não ligava, cravou as unhas no peitoral dele e ele pareceu entender a mensagem, levou as mãos as costas dela, fazendo movimentos circulares até encontrar a linha e puxar a parte superior do biquíni dela. Ele hesitou, e a olhou.

__Faça. Eu quero. – ela pegou as mãos dele, retirando de vez a peça, e colocou uma mão acima de cada seio, se aproximou dele e colocou as mãos por cima do volume do calção do rapaz, beijando o ombro musculoso do garoto. E olha que ele mal fez dois meses jogando quadribol.

Sam não hesitou mais, ele queria aquilo a tanto tempo quanto ela. Ela subiu nele e passou as pernas por trás dele, enlaçando-as nas costas, ela podia sentir ele retirando o pênis dentro do calção e enfiando nela, que arfou baixo, sendo abafada pelos beijos urgentes dele. Na água os movimentos deles deslizavam mais facilmente, os beijos eram desengonçados, afoitos, mal podiam se decidir se quicavam ou se beijavam. Era errado fazer aquilo ali, em um local público provavelmente com uma água que poderia servir de piscina para uma sala inteira, mas quanto mais pensavam no quão perigoso era aquilo, mais excitados ficavam. Quinn gemia no ouvido dele, ele deslizou a boca para o pescoço dela, puxando e chupando a pele da menina para ele. Com aquela boca, imagine o tamanho daquelas marcas no dia seguinte.

Quinn baixou a cabeça beijando o peitoral dele, abraçando-o, ela queria ficar o mais perto dele possível. Sam a acolheu nos braços, ela parecia tão pequena, tão frágil, ele ficaria cuidando dela o tempo inteiro. Não podia crer que o Obliviate apagara assim todas as memórias dele. Ele perdera preciosos anos nos quais já poderia estar com Quinn, pensar naquilo o deixou doente de raiva. Ele temera Puckerman por todos aqueles anos mas agora ele teria que acertar as contas cara a cara ou não sossegaria. O peito dele pegava fogo. Raiva, paixão, fogo, excitação, coragem, nobreza. Qualidades que, agora ele entendia, faziam dele um grifinório.

Notas finais
Não sinto que essa fic tenha mais de 3 capítulos para terminar, com o final de Sam e Quinn sendo um tanto quanto óbvio eu estou me vendo com um real impasse: Puckleberry ou Finchel?