Marry The Night
4 Aguardando.
Notas iniciais
Eu estava pensando em manter e capa e a sinopse do mesmo jeito afinal, censurarem isso ja é filhadaput@gem, e mudar o nome da cantora, mas por favor me ajudem, que nome eu ponho nessa criatura? pensei em deixar só Lady, mas não acho que seja sutil o bastante, talvez um complemento? Então, sugestões?
E aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh recebi uma recomendaçãoooo !!!!! Gothams sua linda!!! Brigada mesmo, por sua causa eu tive coragem o suficiente pra escrever esse capitulo e posta-lo hoje (os reviews lindos que eu recebi também ajudaram MUITO :D)!! Fiquei muito feliz, mesmo, e espero que os próximos capitulos te agradem.
Bom, é isso, boa leitura!
Bruce andava de um lado para o outro já há horas. Uma televisão que permanecera ligada o dia inteiro noticiava o desaparecimento da cantora quase o tempo todo. Segundo a jornalista a policia já tinha certeza de que se tratava de um seqüestro, mas as intenções dos seqüestradores eram desconhecidas.
Finalmente, depois de vários minutos andando Bruce parou e se sentou bufando na cadeira da escrivaninha. Havia voltado ás Empresas Wayne e gasto a maior parte do dia pesquisando sobre GaGa e lendo jornais das ultimas semanas de Gotham, e se sentia cada vez pior com a situação que deixara acontecer.
Tinha descoberto que depois de três anos na mais absoluta paz Gotham estava novamente em polvorosa. A criminalidade aumentava espantosamente nos últimos meses, e uma nova quadrilha de ladrões violentos tinha se formado. Sem falar na liberdade concedida ao Dr. Crane, e Bruce tinha certeza: mais cedo ou mais tarde ele mostraria suas garras á Gotham novamente.
E também havia cantora. Antes da noite anterior ele havia apenas ouvido falar dela, nunca se interessara em pesquisar nada, até por que seu estilo musical não o agradava muito. Mas depois de horas pesquisando coisas relacionadas tinha descoberto que GaGa parecia ser a maior estrela da musica dos últimos anos, era realmente boa, e muito famosa.
Segundo um site de fãs da cantora ela era Nova-iorquina e tinha 26 anos, seu verdadeiro nome era bem comum: Stefani Germanotta, tinha estudado na Universidade de Artes de Nova York, mas não completou o curso. Pelo que Bruce percebeu inicialmente, suas musicas eram uma estranha combinação de fatores conceituais e comerciais, com medidas variáveis de ambos, seu estilo de agir, falar, e se expressar chamava muita atenção por onde ela passava, isso sem falar nos fãs, que mantinha sempre com muito carinho e atenção. De fato, Bruce entendia o porque dela ser tão famosa, mas mesmo depois da extensa pesquisa ainda não sabia explicar o que havia levado algumas milhares de pessoas, entre fãs, admiradores e odiadores, á se reunirem na frente da principal delegacia de policia de Gotham, esperando ávidos por mais noticias sobre o seqüestro.
A multidão, á todo momento noticiada pelos jornais, parecia tender á aumentar. Tal comoção por uma única pessoa intrigava Bruce. Porém, apenas quando parou de pesquisar fatos sobre sua vida e começou á assistir suas entrevistas e clipes que ele entendeu. GaGa tinha alguma coisa que fazia as pessoas terem sentimentos em relação á ela, na maior parte das vezes sentimentos intensos: ou de amor e devoção, ou de ódio e repulsa, culminando em um sentimento que parecia ser partilhado por quaisquer partes: obsessão, isso pra quem á conhecia, muitos eram apenas indiferentes. GaGa parecia saber o que fazia, saber como manipular as situações á sua volta na direção que queria ou simplesmente ao seu favor. Era esforçada, e apesar da imagem fútil que ás vezes passava, extremamente inteligente.
Bufou passando a mão sobre os cabelos. Não sabia por que pesquisar tudo aquilo, afinal, não poderia fazer nada, não deveria fazer nada. Mas não conseguia livrar-se da sensação tão incomoda de que deveria estar fazendo alguma coisa. Era confuso, mas estava lá, Bruce queria Batman de volta, e não conseguia se livrar dessa idéia fixa de que ele precisava voltar.
Antes que pudesse refrear-se estava saindo da sua sala.
Falaria com Fox.
***
A sensação era horrível. Era tudo o que tinha certeza.
Era uma sensação frustrante, emocionalmente dolorosa, enlouquecedora, assustadora, tão inexplicável. Ela dificilmente se sentira pior em qualquer época da sua vida, mesmo considerando seus períodos mais desesperadores. Nada superava aquela sensação... Sensação de aprisionamento.
Lágrimas enchiam seus olhos, mas ela fazia um esforço enorme para não deixá-las escorrer. Sua respiração era lenta e difícil, pesada, e mesmo manter os olhos abertos era impossível. Estava desesperada, mas tentava ao máximo acalmar-se.
Sua mente estava clara, funcionava perfeitamente, e podia sentir e ouvir tudo à sua volta com clareza. Não podia mexer-se, nem um único músculo. Nem mesmo os olhos, apesar de esforçar-se ao máximo. Sentia seus membros normalmente, mas eles não respondiam seus comandos. Nenhum deles. E isso á deixava desesperada. Toda essa vulnerabilidade, essa falta total de segurança, liberdade, opções, tudo isso aumentava sua frustração.
Assim que acordou sentiu que estava deitada sobre uma superfície lisa e cheia de água. Supôs que fosse uma banheira. A água era extremamente fria, mas ela não tremia, seus músculos não pareciam querer se mover. Mesmo engolir a saliva era impossível, e ela estava quase engasgada com o excesso de liquido. GaGa imaginava que o único motivo de ainda respirar era o de que os músculos do sistema respiratório não são exatamente conscientes.
Mãos firmes e grandes passavam sem pudores por seu corpo, e a manipulavam com facilidade, como se fosse uma boneca, sem vida ou vontades. Eram obviamente mãos masculinas, que á banhavam quase com tranqüilidade. A sensação de total desproteção apertava sua garganta, fazia seu estomago dar voltas, e seus olhos lacrimejarem. Preferiria qualquer coisa, até a dor mais insuportável, mas não tinha muita escolha.
Podia perceber através das pálpebras que o lugar onde estava tinha uma boa iluminação. Apenas os sons do homem não identificado banhando-a eram ouvidos, até que o ranger de uma porta sendo aberta chegasse até ela.
_Já está tudo pronto Sr. – Disse uma voz grave. GaGa tremeria se pudesse, era a voz do homem que havia injetado-a alguma coisa mais cedo. Parecia muito menos ameaçadora agora.
_Ótimo – Respondeu uma voz menos grave, mais melodiosa, próxima á ela. – Me ajude á arrumá-la. Já terminei aqui.
O corpo de GaGa foi então içado pelas mãos e depositado com cuidado sobre uma superfície lisa porém macia, felpuda. Havia uma toalha sobre uma mesa, e ela foi usada para enxugá-la.
Quando estava seca, os dois homens trabalharam em silencio para vesti-la. Era um vestido, leve, com alças finas e tecido extremamente macio. Depois foi içada novamente e pousada em uma cadeira. Uma terceira pessoa entrou na sala.
_Podem sair. Agora eu cuido dela. – Disse uma voz feminina. GaGa sentiu seu coração acelerar-se, conhecia aquela voz, só não se lembrava de onde.
Ouviu passos se afastando depois o ranger da porta. Então o barulho de bolsas sendo abertas e coisas sendo postas sobre a mesa.
_Eu realmente tenho pena de você – A mulher disse, como se soubesse que GaGa ouvia.- O que eles planejam fazer... – Suspirou — Eu lhes disse: isso foge dos nossos ideais. Mas eles estão cegos, querem vingança, sabe. Dizem que isso é para o bem maior. E até certo ponto eu concordo com eles, mas acho o que eles querem fazer um tanto... Radical. Bom... tanto faz, eu quero mais é ver o circo pegar fogo. – Então riu. Enquanto falava outros barulhos foram ouvidos, coisas sendo abertas, posicionadas, então GaGa sentiu seu cabelo ser penteado com cuidado. – Mas, se você tiver sorte, as coisas podem acabar até bem para você. Sabe, o Kraven gosta de você. Ele disse que sente pessoalmente pelo que vai fazer, mas que não pode colocar seus sentimentos individuais sobre o bem maior. Se eu fosse você tentaria ser uma boa garota e agradá-lo, talvez isso o faça ser um pouquinho, só um pouquinho mais brando com você. Apesar de ser difícil isso acontecer... Enfim... Vamos acabar logo com isso, vou te deixar l-i-n-d-a!
E nada mais pode ser ouvido quando um secador de cabelo foi ligado.
* * *
As palavras de Lucius Fox giravam incansavelmente na cabeça de Bruce. Ele tinha ido mais cedo até a seção de Fox, Ciências Aplicadas, falar com ele sobre tudo que acontecia. Bruce não poderia dizer que fora uma conversa esclarecedora, mas quase conclusiva: Fox era á favor da volta de Batman, tinha deixado isso claro de um modo sutil mostrando á Bruce todos os novos brinquedos das Empresas Wayne e dando conselhos indiretos sobre estratégias á serem tomadas quanto á situação de Gotham. Lucius nunca mudava, sempre o mesmo homem sábio e observador, que muitas vezes fazia a cabeça de Bruce girar com o que dizia, exatamente como fazia agora.
Mesmo assim Bruce não tinha certeza do que fazer. Não tinha certeza de nada. Não sabia como seria se Batman voltasse, como seria para Gotham, como as pessoas reagiriam á isso, como a policia reagiria, como seria para ele. Não sabia se deveria lidar com tudo aquilo novamente, não sabia se podia lidar. Estava em forma fisicamente falando, nunca parara de se exercitar, mas psicologicamente, emocionalmente. Não sabia se toda aquela pressão seria suportável, por que dessa vez, ele tinha certeza, dessa vez todos estariam contra ele, mais do que em qualquer outra situação. Porém Bruce não conseguiria admitir essas duvidas á si mesmo, agia como se quisesse apenas “dar um tempo” á Gotham. Queria parar, observar e esperar, ver como as coisas fluiriam, e caso, apenas se, a situação fosse insustentável interferiria.
Estava naquele momento sentado em uma das varandas da Mansão Wayne, tomando um chá feito por Alfred, olhando a paisagem e pensando, quando passos abafados aproximaram-se.
_Pensando na vida Patrão Bruce? – Alfred perguntou, chegou perto e posicionou-se ao lado da cadeira onde Bruce sentava-se.
A vista do jardim da Mansão era realmente linda. Devido ao “exílio” de Bruce o jardim não havia sido muito bem cuidado nos últimos anos, e adquirira uma característica quase selvagem, com as plantas crescendo desordenadamente, os arbustos haviam chego á tamanhos admiráveis, e se expandiam horizontalmente para todos os lados. As flores, entre rosas, tulipas, lírios, e orquídeas de todas as cores cresciam sem controle em meio á vegetação. Trepadeiras subiam os muros e estátuas antigas que ornamentavam o jardim. A única parte que parecia bem cuidada era a grama, que permanecia muito verde e bem cortada. Era uma paisagem melancólica e sombria sob o céu nublado de Gotham, mas também muito bonita.
_Acho que deixei de pensar nela já á muito tempo Alfred, afinal, refletir e desvendar os mistérios da vida é trabalho para homens mais talentosos do que eu, não é mesmo? – Respondeu com um olhar significativo ao mordomo, que sorriu.
_Não acho que existam muitos homens mais talentosos que você, Sr. Wayne. – Respondeu enquanto recolhia cuidadosamente a bandeja de chá, com o prato de biscoitos intacto e o bule de chá vazio.
_Talvez eu possa citar um ou outro... –Comentou baixinho, com o olhar perdido. Bruce estava concentrado em estratégias: como iria trazer Gotham de volta á tranqüilidade? Seria o Batman realmente necessário? E apenas como Bruce Wayne, não poderia fazer nada? Quais eram os planos daqueles que causavam aquele literal “ataque de violência” na cidade? Por que, intimamente, e de uma forma tão sutil que Bruce nem ao menos percebera, tinha se convencido de que deveria e iria fazer alguma coisa. E já tinha uma leve idéia de como.
* * *
_Terminei – Declarou a voz feminina que tagarelara futilidades nos ouvidos inertes de GaGa pelo que parecera ser uma eternidade. GaGa havia passado os últimos minutos sendo constantemente pintada, retocada, arrumada, e preparada para algo que não tinha a mais remota idéia do que poderia ser. Já estava cheia de tudo aquilo, se perguntava se ficaria daquele jeito para sempre, como uma inútil, sem força ou vontades, presa dentro do único lugar do qual não poderia sair.
Não estava mais desesperada, bom, talvez um pouco, mas depois do susto inicial GaGa havia concentrado suas forças em algo além do seu estado atual. Ela estava planejando. Arquitetando, analisando, colecionando hipóteses usando as parcas informações que tinha como base. Mas nenhuma idéia genial sobre aquilo tudo lhe tinha ocorrido ainda, precisava de mais, precisava de qualquer coisa que lhe indicasse o que acontecia, mas conseguir informações daquele modo era realmente difícil, ela se via atada e sem opções. Afinal, como poderia prever quanto tempo passaria sob o efeito daquela ‘’droga’’?
Ela tinha certeza, aquela picada que sentira quando o homem invadira sua cela mais cedo havia sido com certeza de uma seringa. E estava sob os efeitos de uma droga, algo do qual ela dificilmente havia ouvido falar, que nunca havia visto ou sentido em qualquer outro momento da sua vida. Algo que a aterrorizava.
A mulher que havia tão meticulosamente aprontado-a saiu á passos rápidos da sala. Poucos momentos depois mais passos foram ouvidos, uma pessoa apenas. GaGa reconheceu o cheiro, era o mesmo homem que á banhara. Ele aproximou-se e pegou-a no colo cuidadosamente, depois saiu da sala e caminhou por algum tempo.
O chão era de concreto, ela percebeu pelo barulho que o seqüestrador fazia ao caminhar. Era um lugar muito abafado e úmido, lâmpadas se espalhavam de forma padrão, mas a luz não era bem distribuída, tendo trechos muito escuros e outros excessivamente claros. Não havia a mínima brisa, e a pressão nos seus ouvidos á fazia crer que era uma construção provavelmente no subsolo, mas eles estavam subindo.
Tentou memorizar as curvas e declives, mas era impossível. Chegaram á um elevador, que á julgar pelo barulho que fez enquanto subia era realmente antigo, ou muito maltratado.
Com um chute uma porta foi aberta, vários pares de passos entraram, GaGa contou quatro pessoas, mas não tinha como ter certeza. Foi colocada sobre uma superfície lisa e dura, gelada, não parecia uma mesa ou uma cama.
_Está atrasado- Disse uma voz desconhecida quando a porta rangeu revelando a entrada de mais alguém. – Parece que sua droga falhou, Dr. Crane. A paciente não demonstra nenhum dos sintomas prescritos. — Continuou com um tom zombeteiro, a porta foi fechada.
_Me chame de Espantalho. – Era um tom extremamente sério, duro, a voz grave mas não muito, lisa, quase suave, em qualquer outra situação GaGa poderia ter gostado de ouvi-la. O visitante deu alguns passos macios ao redor da sala, como se analizasse o ambiente, antes de continuar.– E a droga não falhou.
Os passos pertencentes á voz se aproximaram então da ‘’maca’’ na qual a mulher loira estava, e pararam bem próximos á ela.
O Espantalho observou por alguns momentos a mulher á sua frente, e imediatamente teve uma idéia do por que a droga não se manifestava corretamente.
_Quanto vocês deram á ela mesmo? – Perguntou.
_O mesmo tanto que você havia nos instruído. – Respondeu o “homem da seringa”- Diluído em água, injetado.
Ele suspirou. Não havia contado com aquilo, tinha feito os cálculos de acordo com as medidas que haviam sido lhe dadas. 1,64m, 53 Kg. E estavam erradas, a mulher que via á sua frente parecia razoavelmente menor do que isso, não passava de 1,60m e muito dificilmente pesava mais que 50 kg, poucos miligramas de diferença que poderiam tê-la matado.
_Parece que vocês deram sorte. – Comentou enquanto pousava sobre um canto da “maca” uma espécie de pasta feita de couro, abriu-a e remexeu seu conteúdo. _Por que demos sorte? – Alguém perguntou.
_Vocês me deram as medidas erradas, por isso ela ainda não acordou. Provavelmente esteve consciente todo esse tempo, mas com o excesso da droga o efeito deve ter sido mais violento. Mais um pouquinho e causaria uma parada cardiorrespiratória que eventualmente á mataria antes que vocês pudessem dizer “droga”. – E começou á trabalhar. Verificou o pulso, extremamente lento. A pressão, assustadoramente baixa. A respiração estava lenta e falhada. Recolheu uma amostra de sangue para analise, fez novos cálculos para o antídoto, verificou a consciência dela, abrindo-lhe os olhos e incidindo uma luz forte sobre eles, as pupilas estreitas e as lágrimas acumuladas lhe informaram que ela já devia estar de fato consciente á algum tempo. Suspirou, parecia que nem mesmo a Liga das Sombras fazia as coisas direito mais.
Quando terminou Crane virou-se para os homens na sala. Estes o observavam sérios, quase desconfiados, e o loiro, o líder, parecia realmente desgostoso com a informação equivocada que quase tinha arruinado todo seu plano. Sorriu sarcasticamente por debaixo do capuz de espantalho que usava, alguém seria castigado aquela noite.
_Onde conseguiu as medidas? – Perguntou o loiro para um dos homens, que mantinha a expressão séria, apesar de demonstrar sutilmente seu nervosismo.
_Na internet – Disse simplesmente, o loiro bufou e massageou as têmporas com as pontas dos dedos. Parecia estressado. Olhou ameaçador para o outro.
_Depois eu me resolvo com você. – Pausou – Mas, ela vai ter alguma sequela disso...?
_Não. Só se você quiser que tenha. Sugiro que evite outra dose por um ou dois dias, ou seu sistema pode ficar sobrecarregado e causar uma falência múltipla dos órgãos... Nada que vocês queiram que aconteça... Suponho que meu pagamento já esteja pronto?
_Está. – Respondeu o outro, que pegou uma mala em um canto da sala e entregou á Crane, que abriu, e conferiu o conteúdo. – Mas não queremos perder contato, afinal como eu fico se alguma coisa der errado? E eu posso dizer que tenho muito mais á te oferecer pelos seus serviços e fidelidade do que dinheiro.
_Como o que? – Perguntou o Espantalho, a voz tinha uma malicia tão sutil que apenas o loiro e GaGa puderam senti-la.
_O que você quiser... Talvez pessoal e material para suas pesquisas. – Era uma boa proposta.
_Talvez eu possa pensar sobre isso. – Disse Crane – Mas por enquanto vou me manter á parte, vocês sabem como me encontrar caso aconteça alguma coisa. – Virou-se então para a maca que continha a mulher aparentemente adormecida. Tocou seu rosto delicadamente, como em uma caricia. Mas logo afastou-se voltando á encarar o seqüestrador. – E acho que tenho outros planos em mente. – Abriu novamente a pasta, e retirou de lá um vidrinho. – Aqui está o antídoto, e apenas como garantia... – Pegou uma seringa, destampou e usou-a para recolher uma parte do liquido do vidro, na quantidade exata. Tapou-a novamente e colocou-a sobre a maca. – Aliás, vocês escolheram um ótimo lugar para se esconder. É bem a cara da Ligas das Sombras, não?
Com seus pertences devidamente guardados e o Espantalho saiu da sala carregando duas pastas, uma em cada mão, deixando para trás quatro homens muito sérios e incomodados, que tentavam não demonstrar. Normalmente o teriam matado depois que conseguissem o que queriam, mas Crane sabia, ainda precisavam dele, e se dependesse do Espantalho ainda precisariam por um bom tempo...
***
Gotham não era obviamente a melhor cidade para se morar. Mesmo em seus mais pacíficos dias era razoavelmente violenta, e seu estilo sombrio e gótico costumava causar um insistente efeito nos seus moradores. Deprimente, é a palavra.
Mas, existem motivos pra pessoas morarem em um lugar como esse. Gotham era um centro comercial e tanto, tinha portos grandes e importantes que funcionavam á todo vapor, e era o berço de grandes empresas, como as Empresas Wayne, por exemplo. Em todo caso, era uma cidade grande, com mais de 30 milhões de habitantes que esforçavam-se dia após dia para viver lá, seja pelo motivo que for, alguns tinham família ali, outros emprego, uns simplesmente não tinham condições de deixar a cidade. Mas ainda haviam aqueles que gostavam dela. Poucos, mas existiam.
Talvez fosse o caso de Crane. Todo aquele clima sombrio e gótico que a paisagem despertava nele o fazia sentir vivo. Era o cenário perfeito para as mais tenebrosas fantasias, anarquistas, individuais, ou não, que já tivera. Realmente gostava da cidade, e quando deixou o esconderijo da Liga das Sombras tinha um sinistro sorriso no rosto, pensando no que aconteceria á ela.
Tinha que admitir... Ia adorar assistir de camarote a confusão que a Liga das Sombras iria armar. Aquela droga que eles usaram na tal cantora... Não seria tão útil em um primeiro momento, mas á longo prazo... Quem poderia saber as opções?
É claro que não fora Crane quem á desenvolvera, ele só á tirou do papel nos poucos dias que teve depois de ter sido liberto de Arkham, mas já á considerava sua, e faria algumas alterações interessantes, quem sabe. Tinha muitas idéias, algumas tão tenebrosas que deixariam o mais corajoso dos homens de joelhos bambos. Mas primeiro usaria o tempo que tinha e deixaria a Liga das Sombras fazer a festa, Crane não tinha nada contra um pouco de anarquia, e se divertiria muito assistindo.
Porém, uma vez que a Liga das sombras falhasse, e tinha certeza de que iriam, o Espantalho entraria em cena.
E Crane tinha certeza que isso não demoraria muito.
Notas finais
Enfim, a partir de agora, eu já estou avisando, vou fazer jus aos avisos da história, o negócio vai ficar feio. Vocês vão me odiar, me chamar de perturbada, e provavelmente estarão certas, mas fazer o que, essa sou eu.
Mas me digam sinceramente, vocês vão se importar muito se tiver cenas fortes na história? Digo, bem fortes mesmo :-, qualquer coisa eu marco essas cenas pros leitores que não gostam muito poderem pular...
Quero reviews e recomendações, please, sou movida á isso!! Os reviews que ainda não foram respondidos serão hoje!!
Isso é tudo, bye.
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