Pov. Nat

Acordei e não senti do Duca na cama, olhei no relógio eram 8:30 da manhã, ele saiu a meia hora atrás e eu nem vi, acho que estava cansada demais e acabei capotando de vez, me levantei e fui no quarto da Thalita que sentiu hora que cheguei e já começou a se mexer toda, a peguei o colo e lhe dei mama, assim que ela terminou a ajeitei na cadeirinha que coloquei no sofá e fui arrumar a casa, acabei era meio dia, arrumei ela e fomos fazer uma surpresa pra todos na Academia do Gael, chegamos na praça com o táxi, o moço me ajudou a descer e pegar a bolsa dela, o paguei e agradeci a gentileza, olhei para o lado e o Duca estava com a Dona Dalva, pelo visto estava com uma horinha de folga, andei com ela até eles.

Nat: Oi gente.

Ele virou pra mim e pegou ela no colo, em seguida me deu um beijo.

Duca: Que surpresa boa.

Dona Dalva: Mais parece que ela cresceu da semana passada pra cá.

Duca: Eu também reparei.

Ficamos ali conversando e o Duca sentado com ela em um braço e o outro atrás da minha cintura, a Karina chegou com o Gael.

Gael: Nossa, olha quem veio conhecer o nosso ambiente.

Nat: Pois é, hoje eu aproveitei pra vir e sair um pouco de casa.

Duca: A senhora pode vir umas três vezes por semana, pelo menos viu dona Nat, ficar lá enfiada naquele apartamento não faz bem nem pra você e nem pra ela.

Nat: Eu sei, mais eu ando meio traumatizada.

Eles se olharam já sabendo o motivo.

Dona Dalva: Mais um motivo para se mudarem pra cá, aqui tem todo mundo e ninguém vai fazer nada.

Nat: Vou pensar nisso.

Gael: Vamos Duca, já deu o horário.

Duca: Partiu, já volto meninas.

Ele deu um beijo na testa da avó dele, um na testa da nossa gatinha e um beijo em mim e não sei o que a Karina falou que eles saíram correndo feito loucos.

Gael: Crianças, essas são minhas crianças.

Ele saiu rindo e nós ficamos ali com a mesma reação, logo chegaram o pessoal da Ribalta também e vem aquela inveja em pessoa chamada Jade.

Jade: Olha quem está aqui... A vadia.

Eu finjo nem ouvir por puro respeito a minha filha, mais ela continua a falar e eu quieta, mais hora que ela falou da minha filha, aí eu não aguentei e quase joguei a menina pra cima da Dona Dalva, e peguei aquela sonsa pelos cabelos, mais eu banti tanto nela, ela ficou toda arrebentada só que eu bati, ninguém fala da minha filha não, pode falar de mim que eu aguento, mais se fala da minha filha eu não bato, eu mato. O Duca deve ter ouvido a confusão ou alguém deve ter avisado pra ele, por que ninguém conseguia me tirar de cima daquela garota.

Duca: Chega, vem cá.

Lucrécia: Tadinha da minha filha, olha o rostinho dela.

Donda Dalva: Tadinha nada, ela começou a ofender a minha bisneta, isso se chama instinto materno.

Eu já estava dentro da academia mais ouvi a voz da Dona Dalva, a K já veio com um copo de água pra mim, enquanto a Ruíva vinha com a Thalita.

Nat: Eu tentei me segurar, juro que tentei.

Duca: Calma, fica calma.

Nat: Eu sei que foi um pouco de covardia, sou mais forte que ela, eu poderia ter ignorado mais, só que ela falou da minha filha, ela falou da MINHA FILHA e isso eu não admito.

O Duca já tinha voltado a lutar e a Ruiva estava ali comigo.

Ruiva: Calma, relaxa, você teve seus motivos pra bater nela.

Não tem como explicar o jeito que estou, pois nunca agi assim.