Notas iniciais
Oii, gente *--* Atualização toda quarta ♥

Kurt não se aguentou ao ouvir aquelas palavras de Blaine e começou a chorar, chorar sem parar. Blaine não entendeu o motivo das lágrimas, então se aproximou cautelosamente e abraçou o castanho, mantendo-o em seus braços até que o Hummel parasse de chorar. Kurt não conseguia acreditar que tinha escutado o moreno confessar que o amava.

Um tempo se passou e os dois resolveram tomar café da manhã, com o silêncio reinando entre eles. Depois do café, Blaine sentou na sala e foi assistir televisão, enquanto Kurt se enfiou no quarto em que estava hospedado e se botou a chorar. Não sabia de onde vinham as lágrimas, apenas sabia que era doloroso.

Depois das duas da tarde, Blaine resolveu averiguar a situação e falar com Kurt, afinal já estava assustado com aquela atitude do castanho. Entrou no quarto e viu um amontoado de cobertas sobre uma pessoa. Não se aguentou e se juntou a ele na cama, abraçando-o pelas costas, percebendo que ele dormia serenamente.

Acabou que Blaine também pegou no sono, abraçado ao seu amor.

[...]

Quando Kurt se acordou, percebeu que estava envolvido pelos braços de Blaine. Virou-se lentamente para poder encará-lo e se deparou com o moreno já de olhos abertos também o encarando.

— Você está bem, K? Você me deixou morrendo de preocupação. – Blaine disse triste. – Não esperava te fazer chorar ao dizer que te amo.

— Não foi por você ter dito que me ama, não é isso. Por favor, não me entenda errado, B. – Kurt levou sua mão ao rosto de Blaine, acariciando levemente. – Será que eu posso te beijar?

— Você não precisa pedir... pode beijar quantas vezes quiser, na hora que quiser, o tempo que quiser.

Kurt apenas sorriu e aproximou-se lentamente da boca de Blaine, mas o mesmo não aguentou a espera e se avançou para mais perto de Kurt, o puxando pela nuca e o beijando de maneira sedenta, parecendo não se satisfazer com apenas um leve toque.

— Eu te amo, B. E-eu... eu só fiquei com medo, sabe? Porque eu vou voltar para a Califórnia e você vai ficar aqui e nós não poderemos mais nos ver pessoalmente, nos tocar, nos beijar...

— Namora comigo? – Perguntou Blaine, afoito pela resposta. – É bem simples, ou você diz que sim ou que não, não aceitarei outra resposta.

— Mas e a distância?

— Não lembra da música? Pois é. Posso não te tocar o tempo inteiro, mas estarei com você independente disso. Estarei aqui sofrendo por estarmos longe, mas feliz por saber que namoro alguém incrível como você, ficarei feliz por saber que você é meu. – Kurt ficou tão sem palavras, que se inclinou e beijou Blaine novamente.

— Namoro. – Kurt sussurrou com os lábios ainda próximos dos do moreno.

O beijo dos dois se aprofundou com uma força sem igual. Kurt acabou parando por cima do corpo de Blaine, sorrindo de maneira safada e voltando a beijá-lo, já sentindo-o invadir sua camiseta com as mãos.

Sabiam bem onde aquilo acabaria.

[...]

— Eu te amo mesmo, Kurt... – Blaine sussurrou, puxando Kurt para ainda mais perto.

— Eu também te amo. – Kurt disse baixo – Preciso te contar uma coisa.

— Conte, então. – Riu o moreno.

— Essa foi a minha primeira vez... – Kurt ficou vermelho de confessar aquilo. – Eu sei que eu já namorei antes, mesmo que não tenha dado certo, você queria saber o motivo do término e, bem, foi isso... eu não consegui, sabe? Não rolou. Acho que eu não o amava.

— Eu fui o primeiro? – Blaine estava boquiaberto. – Nossa, eu não imaginava, eu... eu não te machuquei? Eu não fui muito, não sei, eu...

— Foi ótimo, B, para com isso. – Kurt sorriu, constrangido por aquele assunto. – Só te contei porque acho que você merece saber.

— Me sinto honrado, nesse caso. Você é tão lindo... eu poderia te observar o dia inteiro e não me cansaria de você.

— Um dia você pode cansar, não tem como dizer com certeza. – Ponderou Kurt. – Ainda assim, me sinto feliz por saber que não vai se cansar. Durante todas as nossas conversas, na maioria delas eu queria apenas estar com você, te abraçando e dizendo o quão feliz eu sou por ter te conhecido. Nem parece que já se passaram quase três meses desde nossa primeira conversa, nem parece que eu e você nos tornamos tão amigos e agora namorados. Eu só... fico feliz de te ter.

— Saiba que enquanto você estiver disposto a me aguentar, estarei te incomodando, dia e noite, te irritando, mandando você se cuidar, dizendo para fazer isso ou aquilo se for para te ver melhor, estarei aqui sem nem pensar em desistir. Faço qualquer coisa para te ver feliz, Kurt.

— Por que eu não te encontrei antes, Blaine? Que inferno! – Kurt disse um tanto quanto indignado. – Poxa vida, Blaine, eu poderia ter poupado alguns anos de sofrimento por coração partido, porque você consertou todos os meus problemas sem nem saber da existência deles.

— Sou sua alma gêmea, Kurt, essa é a única explicação. – Blaine riu.

— Estou começando a acreditar nisso. – Kurt acabou rindo também. – Eu não quero mais sair dessa cama, não quero sair do seu lado.

— Então eu te prendo nesse quarto e não te deixo mais sair. – Blaine puxou Kurt para mais perto, praticamente amarrando-o com seus braços.

— Nem para ir ao banheiro? Ou para comer?

— Para o banheiro você nem precisa sair do quarto, a porta do banheiro é aqui mesmo. – Riu o moreno. – E em todas as refeições eu posso te trazer comida, posso até te dar na boca.

— E vai dar só a comida? – Kurt perguntou de maneira totalmente pervertida, escorando-se em seu próprio braço e encarando Blaine, que não deixou barato no quesito sorriso safado.

— Vou dar o que você quiser. – Os dois se juntaram em um calmo beijo, que logo se intensificou, mas se separaram e novamente se encararam. – Quer fazer alguma coisa? Porque se quiser apenas ficar aqui, não me importo...

— Quero ficar o dia inteiro aqui com você, mas... preciso comer. Estou morrendo de fome. – Kurt pegou seu celular e encarou as horas. – E não é para menos. Já é quase seis horas, estou sem comer desde cedo da manhã. Quer horror. Isso é culpa sua.

— Claro que é culpa minha, fui eu que subi no seu colo, tirei suas roupas e...

— Ok, talvez tenha sido culpa minha. Mas a maior parte da culpa foi sua.

— Eu me rendo! – Blaine disse em tom de brincadeira. – Vamos preparar algo para comer, mas, primeiro um banho, por favor.

— Só se eu puder ir com você.

— E você acha que eu não te levaria junto? Nem que eu precisasse te carregar no colo, Kurt. Agora você é meu e terá que lidar com as consequências.

[...]

— Você nunca mais conversou com Sebastian? Ele deve sentir sua falta, não? – Perguntou Blaine.

Já era noite e Kurt e Blaine passaram o dia inteiro colados, agora estavam abraçados no sofá conversando enquanto um filme dramático passava na televisão.

— Trocamos mensagens de vez em quando, só que não é mais a mesma coisa. Tudo mudou, tudo está diferente. – Queixou-se Kurt. – Eu pensei que tudo pudesse melhorar, mas não pode, porque nossa amizade se quebrou e não pode ser consertada. Não importa o quanto doa...

— Sinto muito, K. Queria poder fazer algo para te ajudar.

— Você existe, isso é mais que o suficiente. – Kurt se esticou e tocou levemente seus lábios nos de seu agora namorado. – Eu ainda não consigo acreditar que estou namorando com alguém que conheci em um site de relacionamentos.

— Acredito que é o nosso destino querendo nos unir, porque seu pai até mesmo conhece os meus há anos, antes mesmo de eu e você termos nascido.

— Tudo me faz também acreditar nisso de destino mesmo. – Suspirou o Hummel, voltando a se escorar em Blaine. – Estou feliz, sabe? Acho que isso é o que importa.

— Também estou feliz, K. Você me faz feliz e, realmente, é só isso que importa. Nada mais.

— Eu te amo, Blaine, marque minhas palavras.

Notas finais
Ah, gente, antes que eu esqueça, tenho um grupo no whats com minhas leitoras lindas *-* Todos são bem-vindos, caso queiram entrar é só falar comigo ♥♥ Bjo ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.