Mark My Words (HIATUS)
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Notas iniciais
“Acabei de chegar em casa. Acho que eu não estava preparado para voltar para New York, não quando agora eu te conheço pessoalmente.” – Blaine A. (02:15pm).
“Cheguei faz pouco tempo também. Eu preferia ter permanecido em Ohio.” – Kurt H. (02:17pm).
“Somos dois.” – Blaine A. (02:18pm).
“Como foi de viagem?” – Kurt H. (02:19pm).
“Tudo bem... e com você?” – Blaine A. (02:20pm).
“Eu peguei no sono assim que me ajeitei no avião (risos). Sonhei com você.” – Kurt H. (02:22pm).
“E o sonho foi bom?” – Blaine A. (02:23pm).
“Qualquer coisa relacionada a você é sempre bom. Ainda mais porque no meu sonho você estava cantando. Amei sua voz.” – Kurt H. (02:24pm).
“O que acha de uma conversa no skype?” – Blaine A. (02:26pm).
“Por mim pode ser.” – Kurt H. (02:27pm).
*CONVERSA POR SKYPE*
— Olá, novamente. – Blaine.
— Oi! – Kurt.
— Que amo essa sua camiseta, Kurt. Gosta de pandas, é? – Blaine.
— Ah, que vergonha! Essa blusa é de um pijama e como eu cheguei já com preguiça eu simplesmente vesti qualquer coisa. – Kurt.
— Imaginei. Mas é uma camiseta bonita, só achei engraçado, porque nesses dias em que eu te vi até para dormir você estava elegante. – Blaine.
— Isso é porque eu dormi com a roupa que eu já estava. E, claro, porque eu queria que você visse o melhor em mim, ora. – Kurt.
— Eu sempre vejo o melhor em você, simplesmente porque você é perfeito. – Blaine.
— Não sou perfeito. Nem um pouco. – Kurt.
— E eu não vou discutir com você. Afina, eu estou certo. Como sempre. – Blaine.
— Odeio que você esteja sempre tão certo, mas realmente... não vou discutir. – Kurt.
— Ganhei (risos). – Blaine.
— Eu já disse que você é um idiota? Porque se eu ainda não disse: você é um idiota! – Kurt.
— É provável que sim. Eu estou tão entediado aqui. Não quero nem ver como será o resto das minhas férias. – Blaine.
— Nem me fale. Eu sinto que vou ficar enfiado sob as cobertas assistindo televisão. Tem algumas séries que quero colocar em dia, mas ainda assim. Queria fazer algo diferente, mas sozinho nem tenho vontade. – Kurt.
— Nem eu. É péssimo ficar sozinho nesse apartamento aqui. – Blaine.
— Blaine... eu estava pensando em uma coisa, mas eu não sei se você aceitaria... – Kurt.
— Me conta! Você sabe que eu sou extremamente curioso, Kurt. – Blaine.
— E-eu... eu sempre quis conhecer New York e, bom... você mora em New York e eu estou apenas tentando inventar uma desculpa, porque o que eu realmente quero é passar mais tempo com você... Temos que aproveitar as férias, não? – Kurt.
— E você ainda pergunta? Você pode ficar aqui comigo, posso te levar para conhecer todos os lugares que você quiser, podemos passear pelo Central Park, ir aos teatros, shows no Madison Square Garden e... – Blaine.
— Isso significa que você quer que eu vá? – Kurt.
— E você ainda me pergunta, Kurt? Você sabe que eu iria dizer que sim. – Blaine.
— Fico feliz, porque eu já comprei minha passagem. Eu comprei assim que cheguei ao aeroporto daqui. – Kurt.
— E quando você vem? Porque eu preciso te buscar no aeroporto! – Blaine.
— Sem ser na sexta dessa semana, na outra... pela manhã, se não me engano. – Kurt.
— O que você faria se eu tivesse negado seu pedido? – Blaine.
— Eu iria parra um hotel, oras. Como eu disse, sempre quis conhecer New York. – Kurt.
— Engraçadinho! Você sabia que eu diria sim. Eu sou um pouco previsível quando se trata de você. – Blaine.
— Fazer o que... eu também sou. Se fosse ao contrário eu já começaria a arrumar meu apartamento agora mesmo para eu te receber. – Kurt.
— Você é incrível, Kurt. Mal posso esperar para te ter aqui comigo. Vai ficar quanto tempo? – Blaine.
— Se o seu calendário escolar for igual ao meu, até o final das férias... mas não se preocupe, eu pago todas as minhas despesas, ok? Eu ajudo com o que for... e é apenas um mês, não é? Nem deve sair tão caro... – Kurt.
— Não se preocupe com isso. Vai ser uma honra te ter aqui. – Blaine.
— Então está combinado. Perto de sexta nós falamos mais sobre isso, porque eu já estou ansioso. Hey, Blaine, eu gosto dessa música que você está ouvindo. – Kurt.
— Você está conseguindo ouvir o que estou escutando? Achei que estivesse baixinho. – Blaine.
— É ‘Still Falling For You’, da Ellie Goulding. Não é? – Kurt.
— É sim. E você está ouvindo o que? Eu consigo ver seus fones de ouvido. – Blaine.
— Ah, estou escutando ‘Treat You Better’ do Shawn Mendes... é uma música boa. Eu gosto. – Kurt.
— Vou ouvir... ‘Me dê um sinal, pegue minha mão, nós ficaremos bem, prometo que não vou te desapontar’. É uma letra muito bonita. – Blaine.
— Sim, é muito bonita. Eu gosto das músicas dele e da voz dele também. – Kurt.
— Assim eu vou ficar com ciúme (risos). – Blaine.
— Acredite, Blaine, se você lançasse um álbum eu seria o primeiro da fila para comprar, porque você tem uma das melhores vozes que eu já escutei na minha vida. – Kurt.
— Isso me faz até ter vontade de gravar um álbum. Eu não me importaria de te dar um autógrafo. – Blaine.
— Idiota! Mas, falando nisso, por que você não tenta? Grava algumas demonstrações, não sei. Não entendo muito dessa parte, sou apenas um bom apreciador de música que não sabe nada quando se trata da gravação da canção. – Kurt.
— Eu já tentei, mas fui negado. Fazer o que... acho que não era para ser. – Blaine.
— Você me disse que trabalha como compositor em usa gravadora, certo? Então não aceite um simples “não” como resposta final. Se você trabalha com isso, provavelmente é bom, então escreva uma música e a cante você mesmo. Tenho certeza de que você vai ir muito bem. – Kurt.
— Posso tentar, mas não garanto nada. – Blaine.
— Você vai conseguir, eu tenho certeza! Ah, droga, minha chefa marcou uma reunião comigo para amanhã. – Kurt.
— Não está de férias do trabalho também? – Blaine.
— Estaria, mas como eu vou viajar para ver um tal de Blaine Anderson, terei que trabalhar de amanhã até a outra quinta-feira e depois vou ter que pegar alguns sábados para recuperar todo esse tempo. Minhas férias durariam apenas três semanas, mas eu meio que me passei. – Kurt.
— Se eu fosse você eu ignoraria esse tal de Blaine Anderson aí, ele está até te fazendo trabalhar por mais tempo. – Blaine.
— Bobo! É por uma boa causa e eu não me importo de ficar mais tempo na revista. Gosto de fazer o que faço. Queria que ela me deixasse ir para New York para a filial de lá, mas duvido muito que ela me transfira. – Kurt.
— Espera... tem chances de você vir trabalhar aqui? – Blaine.
— É só uma remota possibilidade. Não tenho como te dar certeza. Além do mais, isso seria apenas daqui seis meses ou sete, quando eu já estiver formado. – Kurt.
— Ainda assim. Tem chance, não tem? – Blaine.
— Sim... tem. Eu não quero me apegar muito a isso, porque eu me iludo tão rápido quanto me decepciono e isso é péssimo. – Kurt.
— Estarei aqui para o melhor e para o pior. Não se preocupe. – Blaine.
— Eu fico feliz de ter você na minha vida, Blaine. Feliz de verdade. – Kurt.
— Sabe, eu estava aqui pensando. Ao som de Cold Water, inclusive… vou fazer um programa para nós, ok? Vou fazer um cronograma. Como sei que você é da mesma maneira que eu quando se trata de organização, não faria mal uma pequena agenda, certo? – Blaine.
— Isso seria ótimo. Realmente, organização é o meu forte. Eu organizo tudo, sou um pouco chato com isso. Mas olhando por outro ângulo, eu consigo sair da minha rotina sem reclamar muito. Eu posso me adaptar à sua rotina por uns tempos. Não deve ser tão difícil. – Kurt.
— Espero mesmo que não seja tão difícil assim. Não quero te dar motivos para você acabar me odiando nesse meio tempo. Ah, acho que você vai gostar disso... – Blaine.
— Você fez uma expressão muito safada agora, Anderson. Está planejando o que? Um motel? – Kurt.
— Por que um motel? Eu posso fazer algo mais romântico aqui em casa... sua cara agora está impagável, Kurt. Eu não vou falar, ok? É surpresa. – Blaine.
— Como você é chato. – Kurt.
— Agora vendo você fazer esse biquinho eu sinto a necessidade de te confessar ua coisa. – Blaine.
— Confesse. Adoro confissões. – Kurt.
— Me arrependo de não ter te beijado. – Blaine.
— Sabe o que é pior? Ou melhor... eu também me arrependo. Que droga, eu queria que o telefone não tivesse tocado. – Kurt.
— Isso significa que se eu tentar de novo, você vai deixar? Quer dizer, você teria retribuído o beijo? – Blaine.
— Teria. No momento em que eu te vi eu tive certeza de que podia confiar em você. Não sei se eu estava certo, mas sei que eu quero arriscar. – Kurt.
— Então você está disposto a me dar uma chance? – Blaine.
— Com toda a certeza desse mundo. Na verdade, eu não estou disposto a dar uma chance a você. Estou disposto a dar uma chance a nós. – Kurt.
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