Marie - End or Restarted?
1 Capítulo 1 - End or Restarted?
Notas iniciais
8 horas da manhã. Acordo enjoada e com tonturas. Grito por minha mãe.
- Que foi minha filha? — ela corre até mim, assustada.
- Eu estou tonta, e estou com essa crise de vômito há 2 dias. Me ajuda, mãe!
- Se deite, relaxe, vou buscar remédio.
Ela sai, não tranca a porta, deixa um pequeno espaço o que faz eu ouvir a conversa dela com minha irmã.
- Anne, de novo. Isso tá ficando sério.
- Mãe, você acha que ela tá… ?
- Sim, eu acho que ela está grávida, foi a mesma coisa que eu senti quando descobri que estava grávida de vocês.
O quê? Não, é impossível! Elas só podem estar brincando.
Poucos minutos depois, minha mãe chega com uma xícara de chá.
- Tome, Marie.
Tomo o chá, como se não tivesse escutado nada.
*
Dou a xícara para ela, e ela sai do quarto.
Ela apenas encosta a porta, o que faz eu conseguir olhar para a sala de novo, mas acontece apenas uma troca de olhares entre ela e Anne.
Anne entra no meu quarto, deita na cama ao meu lado.
- Oi maninha, tá melhor?
- É, tô…
- Que “tô” fraco é esse?
- Eu ouvi a conversa de vocês na sala.
- Infelizmente, é o que achamos, Marie.
- Mas Anne, só tenho 17 anos, nem sequer me graduei no colégio ainda.
- Você vai conseguir, eu juro.
- Eu não vou conseguir.
- Você é Marie Rose Campbell. Você estuda na London City High School e em breve estudará na Oxford e será uma maravilhosa atriz. Atuará ao lado da Angelina Jolie, Brad Pitt, Cameron Diaz, Penelope Cruz...
- A não ser que um bebê atrapalhe.
- E o mais importante, eu esqueci: você tem a mim e a mamãe. Você vai conseguir, vamos está sempre ao seu lado.
Dou um sorriso apenas com o canto da boca. Ela me dá um beijo na testa e sai.
Não! Isso não pode tá acontecendo comigo! De quem é esse filho meu Deus!
Ligo imediatamente para minha melhor amiga, Holly, preciso desabafar com ela.
- Alô?
- Holly! Graças a Deus! Preciso falar com você.
- O que foi amiga?
- Precisa ser pessoalmente.
- Credo, que suspense! Chego por ai ás 18hs.
- Ok, se apressa!
Encerro a ligação.
Bate 18:00hs, Holly chega.
- HOLLY! — vou ao abraço dela.
- Oi Marie… Qual o motivo do abraço, uai?
- Isso só pode ser pesadelo Holly! Minha vida tá acabada...
- Amiga, me conta…
Desabafo, coloco tudo pra fora.
- Meu Deus, amiga! Como você descobriu? Não mijou ketchup esse mês?
- Mais ou menos, boba. — Ela é a única que conseguiu me arrancar um riso.
- Mas, Marie, quem é o pai?
- Eu, eu não sei!
Como eu não pensei nisso? Quem é???
- Marie, a festa.
- Não, não pode ser…
- Você ficou com alguém lá?
- O...o...o...
- “O” quem, mulherzinha?
- O Andrew!
Holly fica de queixo caído, e eu também.
- E agora, o que eu faço??
- Tenta falar com ele.
*
Era uma noite de sexta-feira, Andrew Morrison, o cara mais gato e mais cobiçado do colégio, organizou uma festa em despedida das aulas, era a entrada das férias de verão. Todo mundo da escola estavam lá, eu e Holly estávamos se divertindo bastante, ela pegou uns 10 caras. Estávamos dançando de boa, e Andrew, se aproximou, começou com um selinho, depois um beijo, depois um beijão, e depois um “vamos lá pra cima”. Eu já estava quase sem falar de tão bêbada, e acabei aceitando, beijos e mais beijos, e rolou mais coisas. E foi assim que esse bebê surgiu.
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