Marido De Aluguel

5 Capítulo 4 - Pedido de Casamento


Notas iniciais
Boa leitura. Espero que gostem =) Dedico esse capitulo a minha irmã Giihrsouza, que me ajudou a escrevê-lo. Te amo sis.

Sakura:

Eu ainda não conseguia acreditar nas palavras que Kakashi havia acabado de ler. Isso não poderia estar acontecendo na minha vida. Casar? Meu Deus, casar! Como minha mãe coloca algo tão machista em um testamento? É como se ela pensasse que eu não conseguiria ter controle da herança sem ter um ‘homem’ ao meu lado! Que pensamento mais... antigo.

Kenshi não parecia nem um pouco surpreso. Ele parecia estar concordando com aquilo! Isso é um absurdo!

-E se eu não me casar? – perguntei receosa.

-Você tem o prazo de 4 meses para cumprir o que consta no testamento, caso contrário, toda a herança ficará com seu pai.

Isso nunca! Kenshi já é muito rico, não precisa de 50 milhões, e eu não vou dar a ele o gostinho de tirar minha herança.

- E, eu tenho que me casar, ficar casada durante um ano, e meu pai tem que ‘aprovar’ após um ano que eu realmente não me casei apenas pelo dinheiro? – perguntei.

-Isso. Quem libera ou não a herança é Kenshi.

Droga!

Olhei para Ino ao meu lado, e ela parecia ainda mais atordoada que eu, ao ouvir as exigências da minha mãe.

- Mais alguma coisa? – Ino perguntou dessa vez, se dirigindo ao outro advogado.

-Não, são apenas essas exigências.

Apenas?

Era brincadeira com a minha cara.

Não esperei ele dizer mais nada. Apenas me levantei e me dirigi para o elevador, Ino havia me seguido, logo após se despedir de todos ali. Quando estávamos no elevador, eu não aguentei, e então as lágrimas encheram meus olhos.

-Calma Saks, vai ficar tudo bem... Você vai ver. – ela falou me abraçando.

-Ino, porque el..a fez isso? – eu não conseguia falar nada direito, a única coisa que vinha em minha cabeça era porque raios minha mãe havia feito aquilo comigo.

-Eu não sei Sakura, mas seja lá porque, não tem como voltar atrás... – ela falou me fazendo olhar para ela. – Seja lá qual for o motivo dela ter feito isso, está feito. O que você está pensando em fazer? – ela perguntou

-Não sei... Quero esquecer isso pelo menos por hoje, foi o pior aniversário da minha vida! Eu quero compensar com álcool... – falei, dando um sorriso.

- Vamos compensar então! – ela falou voltando a me abraçar. – Vou te deixar em casa, e a gente se encontra na Ageha¹, as onze, pode ser?

-Fechado.

(...)

Depois de chegar em casa, e ligar para o Naruto, para que ele nos encontrasse no Ageha, eu resolvi descansar, afinal, depois de tantas ‘surpresas’ desagradáveis, eu merecia um bom sono para poder curtir a noite toda, e esquecer de tudo.

Mas não conseguia. Tudo que consegui foi ficar rolando de um lado para o outro da cama, até que meu celular tocou, me avisando que já era hora de começar a me arrumar.

Levantei da cama e fui direto para o banheiro, tomar um banho relaxante para poder aproveitar toda a minha noite.

Depois do banho fui ate o closet para escolher qual roupa eu iria para a boate. Resolvi optar por um vestido brilhante, com detalhes em preto e prata tomara que caia, escolhi uma sandália de salto que eu amava, e por fim, caprichei na maquiagem.

Depois de alguns minutos eu estava pronta. Olhei no meu celular, e já eram dez e quarenta, e havia duas ligações perdidas, do Naruto.

O que aquela anta queria agora?

Antes que pudesse completar meu pensamento, ouvi a campainha tocar. Saí correndo em direção a porta para atende-la, assim que a abri, me deparei com o loiro que mais me tirava do sério e que eu amava de paixão.

-SAKURA-CHAN! – ele gritou, vindo para cima de mim, me abraçando – PARABÉNS!

-NÃO GRITA NO MEU OUVIDO! – ele tem essa mania de me tirar do sério sempre que nos encontramos. – Obrigado – abracei-o de volta.

- Trouxe um presente, Sakura-chan!! – ele falou, tirando uma caixinha do bolso.

- Você não vai me pedir em casamento, certo? – perguntei rindo.

- Claro que não. Eca, isso seria muito estranho! – ele falou rindo e abrindo a caixinha.

Meus olhos encheram d’agua quando eu vi o pequenino cordão dentro, dourado, com o símbolo da amizade, todo cravejado com pedrinhas.

- Ah Naruto seu baka, é simplesmente lindo!!– abracei-o novamente.

- Que nada! Só uma lembrancinha... Mas vou precisar que você pague minha bebida hoje, gastei o resto do meu dinheiro da semana com seu presente, e Minato não quer me dar mais. – ele falou coçando a cabeça.

- Sabia que ia sobrar pra mim – falei séria, e logo depois comecei a rir. – Vamos então?

- Sim, vamos no seu carro... O meu está no concerto por causa do amassado, que teve no atropelamento do Sasuke – ele falou

- Não sei por que eu ainda te aturo – falei, enquanto pegava minha bolsa e minha chave – vamos logo... – falei saindo do apartamento.

- ALCOOL! – Naruto gritou e eu só pude sorrir, e agradecer pelos amigos que eu possuía.

(...)

Ageha estava mais lotada que o normal. Vários carros encostados na rua, e muitas pessoas na fila. Parei em frente à entrada, deixando Naruto sair, e indo logo após ele, entregando a chave do meu carro ao manobrista da boate que já me conhece há muito tempo.

- Naruto, Sakura – Deidara veio nos recepcionar – é um prazer recebê-los de novo em minha boate. Venham por aqui...

Passamos direto pela entrada, ignorando completamente a fila enorme.

Dentro da boate, o som estava muito alto, as luzes davam ao ambiente um ar muito bom. Fomos em direção a parte superior da boate, onde haviam as mesas VIP’s.

Ao terminar de subir as escadas me deparei com Ino e Kiba, sentados em uma mesa, namorando.

- Aqueles dois deviam procurar um quarto – Naruto falou rindo. Concordei com a cabeça.

- Testa!! – Ino levantou quando me viu, veio correndo e me abraçando. – Vamos beber!

- Procurem um quarto você e o Kiba! – Naruto praticamente gritou.

- E você e a Sakura deviam fazer o mesmo e assumir essa amizade colorida logo! – Ino gritou de volta.

- Já assumimos – Naruto falou e eu quase pulei em seu pescoço – Agora vamos casar. – ele disse simplesmente, mostrando um anel em sua mão direita.

- O QUE? – Ino gritou no meu ouvido.

Naruto disparou a rir, incontrolavelmente. E eu o acompanhei. Como Ino poderia acreditar em uma história absurda daquela?

- Ino, não acredito que você acreditou na anta do Naruto. – falei rindo.

- Oras... Ele foi convincente, e tem o anel. – ela falou

- Claro que ele tem o anel, com o brasão da família Uzumaki...

Sasuke:

Eu já estava atrasado. E praguejei pela milésima vez. Como eu podia ter a capacidade de perder a hora tão rapidamente? Após chegar ao apartamento, encontrei um bilhete, em que eles marcavam uma ‘reunião’ para negociar minhas dividas.

Porque a maldita boate tinha que ser tão afastada do centro da cidade? Em frente à boate, havia centenas de pessoas, em uma fila que parecia não ter fim. Mal sabiam aquelas pessoas, a quem pertencia à boate...

Passei pela fila enorme, me dirigindo a entrada da boate. Deidara estava na porta. Ao me ver, ele deu um sorriso irônico, e se aproximou.

- Ora, quanto tempo, Uchiha... – ele falou – Tem algumas pessoas te esperando...

- Hn..

Passei por ele, indo para a parte dos fundos da boate. A iluminação era precária, e a cada passo que eu dava mais nojo eu tinha do tipo de vida que eu levava naquele lugar.

Ao adentrar na sala, me deparei com cinco rostos muito conhecidos por mim. Eles estavam todos sentados ao redor de uma mesa, aparentemente a minha espera.

- Olá Sasuke – vi Madara se levantar e vir em minha direção, estendendo a mão, me cumprimentando.

- Olá Madara.

- Porque não se senta, para tratarmos do motivo que te chamamos aqui. – ele estendeu a mão em direção a mesa.

Aquilo não era um convite.

Assim que me sentei, percebi que todos os olhares estavam direcionados a mim.

Eu odiava ser o centro das atenções.

- Então, Sasuke, sabemos que sua dívida com a organização não é muito pequena... E levando em conta, que a cada mês sua divida aumenta devido aos juros, temos uma oferta a te fazer...

- Hn

- Porque não volta para a organização? – dessa vez quem falou foi Pain, e eu quase engasguei em minha própria saliva – Você sabe, isso te ajudaria a conseguir o dinheiro para quitar as dívidas, sem que haja um valor absurdo de juros...

Eles só poderiam ter enlouquecido.

Eu não podia voltar a fazer o que eu fazia. Não que eu fosse um homem íntegro, não, mas voltar para a máfia, seria com certeza uma das maiores besteiras que eu poderia fazer.

Mas por outro lado, minha dívida com a organização ia aumentando a cada dia, e o salário de professor universitário não era lá aquelas coisas.

Droga!

Algumas vezes eu simplesmente odiava ter nascido um Uchiha.

- Não.

- Não? – Pain questionou

-Não. Eu vou pagar as dívidas assim que tiver o dinheiro. – falei – Mas não vou voltar para a Akatsuki.

- Sasuke, pense bem... – Madara falou – Sua divida conosco só vem aumentando... E você sabe o que acontece com que não paga nossas dividas.

- É eu sei, mas venho mandando mensalmente um valor para ir quitando a divida.

- O dinheiro que você manda, mal cobre os juros mensais! – Pain falou

- Vou conseguir o dinheiro, e não vou voltar para a organização.

- Tudo bem então – Madara falou – Só não se esqueça de que eu não esqueço dívidas, sobrinho. Aproveite a noite.

Levantei da cadeira, e ignorei completamente o que Madara acabara de falar, voltando para a boate, que parecia cada vez estar mais cheia de pessoas.

Eu precisava de uma bebida.

Fui em direção ao bar, sentando em um dos bancos, e chamando o atendente.

- O que o senhor deseja beber? – ele perguntou

- Vodka. – respondi seco.

E ele deu as costas, indo em direção as garrafas para logo voltar com meu copo de vodka.

-Veja quem eu encontrei aqui – ouvi aquela voz novamente — meu namorado de mentira – olhei para o lado e encontrei quem eu menos esperava encontra, Sakura — que abusou de mim.

Bufei

- Hoje não é um bom dia para maluquices, por favor. – falei voltando a prestar atenção no copo a minha frente.

— Fala sério – ela disse — você ‘ta’ em uma das mais badaladas boates da cidade. Tem que curtir um pouco.

- Problemas não costumam deixar você se divertir – falei.

- Problemas? – ela falou surpresa. – Esse é meu nome do meio!

- Somos dois então.

- Aposto uma dose de tequila que meu problema é mil vezes pior que o seu. – ela falou convencida, sorrindo.

- Apostado. – falei – Pode falar.

- Tenho que me casar. – ela falou revirando os olhos.

- Porque isso seria um problema? – perguntei

- Oras, porque, eu TENHO que me casar, ou eu me caso, ou perco a herança da minha mãe para o meu papai.

- E a herança vai mudar sua vida? Fala sério, Sakura, você já é rica. – falei

- 50 milhões mudaria a vida de qualquer pessoa, amorzinho. – ela usou a ironia novamente. – E agora, qual o seu problema?

- Dívidas. – falei

- Ah, muitas?

- Você nem imagina. – falei

- Irônico isso hein, eu com problemas para receber dinheiro, e você com problemas para pagar... – ela riu secamente.

- E as duas ainda são questões sem solução – falei, enquanto terminava meu copo de vodka.

Olhei para ela, e ela realmente parecia perdida. Seu olhar parecia não ter direção. Ela parecia pensar.

-EI! – ela voltou gritando

- Fala baixo. – falei

- Você é tão chato! – ela falou. Como alguém poderia ser tão irritante? – Eu tive uma ideia de gênio!

- Vai comprar uma lâmpada e se enfiar lá? – perguntei rindo.

- Não idiota. Uma ideia que pode te ajudar, e me ajudar!

- Ah não. Mais maluquices?

- Quer ouvir, sim ou claro? – ela falou

- Não.

- Larga de ser enjoado, Sasuke.

- Fala logo maluca.

- Casa comigo? – ela falou sorrindo.

Eu tentava assimilar o que Sakura havia acabado de me perguntar. E simplesmente não conseguia!

Notas finais
Hey!! Dessa vez eu nem demorei né? Ah estou de férias! Acabou!! Gente, muito obrigado pelos reviews no capitulo anterior! Vocês não tem noção como eu fico feliz ao ler e responder cada um deles! O que acharam? Ah tava doida pra Sakura pedir ele em casamento!! O próximo não deve demorar!!
Deixem suas opiniões.
Obrigado por lerem.
Até a próxima.
Beijos