Maria
9 CAPÍTulo 8
Acordo com meu celular vibrando sem parar.
Pedro Veiga
Bom dia
Buenos días
Buongiorno
Good morning
Guten morgen
Bonjuor
Vamos a praia?
O pessoal combinou de ir na lanchonete da dona Marisol agora a tarde, vamos?
Eu já vou tá lá.
Vai?
Combinou com alguém?
Mais ou menos isso.
Nossa! Que mistério.
A gente se vê lá então.
Me levanto, faço minha higiene pessoal. E desço pra tomar café. Subo novamente para o meu quarto para fazer minhas lições de casa. Depois, almoço rapidamente e saio lá pra lanchonete.
Troco de roupa, visto o uniforme, prendo meu cabelo com uma caneta. E começo a trabalhar. Fico no balcão atendendo ao pessoal que chega, e nisso a hora vai passando.
Então, O pessoal da escola chega, pra ser mais exata. O pessoal do time de futebol e o de vôlei.
— Menina — dona Marisol me chama — tem como você ir atender?
— Sim, senhora — digo sem ânimo.
— Então sorria — mostro os dentes — pare, tá me assustando. — Dou uma gargalhada. — assim tá melhor, agora vá.
Pego o bloquinho, e sigo para a mesa deles, a passos lentos, quase parando.
— Boa noite — H é o primeiro a me olhar. Entrego-lhes o cardápio.
— Boa noite, morena — Pedro é o primeiro a falar — por isso não podia vim comigo, trabalha aqui.
— Esse lugar já teve funcionários melhores — Maize diz, me fazendo revirar os olhos.
— Vão querer algo?
— Algo que não tenha carboidratos, nem lactose e açúcar. Aaah! nem proteínas também?
— Água? — digo fazendo todos rirem, menos o H que continua me encarando e me deixando desconfortável.
— Se acha muito engraçada — Maize diz — mas não passa de uma palhaça sem sal — ignoro o que ela diz.
— Vamos dá uma olhada no cardápio, e depois a gente te chama — o Rafael diz.
— Tá bom — o Pedro segura meu braço. Olho para meu braço, depois para ele. Então, ele me solta.
— Senta um tempinho com a gente.
— Eu tou trabalhando, e mesmo que eu não tivesse trabalhando, sentar com vocês não seria uma opção. — quando vou saindo olho de cara fechada para o H, que continua me encarando. Levanto minha sobrancelha em questionamento e saio.
— Se acha muita coisa, essa garçonetezinha — Virgínia diz.
— Deixa ela — escuto Pedro dizer. Antes de não conseguir escutar mais nada, por tá distante.
— Não pediram nada? — Dona Marisol pergunta.
— Não. Ficaram de olhar o cardápio, e depois me chamar.
— Tá bom, menina.
Passam 10 minutos...
— E aê, já decidiram? — Pergunto.
— Sim — Rafael diz — vou querer um monstro, uma batata e um milkshake de chocolate, do grande.
— tá — digo anotando seu pedido.
— Não, pera. Vou querer dois monstros.
— Tu sabe que no monstro são todos os ingredientes de sanduíche e em dobro, né?
— Sei sim.
— Tá legal — digo, se a Babi diz que Deus não é justo porque eu como é não engordo, o que será que ela diria se visse o Rafael, um cara sarado que come que nem um batalhão? — mais alguém decidiu?
— Vou querer um monstro, uma batata e um milkshake de creme, também do grande. — o Pedro diz.
— Eu vou querer um milkshake de morango do pequeno — Virgínia diz.
— Eu também — Stefani fala.
— Eu vou querer uma água com gás — Maize diz.
— Ok. — só sobrou o H, que tá me olhando — e você? Já decidiu?
— Um Monstro e uma cola.
— Ok. — me viro para o restante — mais alguma coisa?
— Só isso — H diz.
— Ok, então. — me viro e saio.
Repasso os pedidos para dona Margô, levo a água de Maize, e vou atender outras mesas, uns trinta minutos depois o pedido deles está pronto. Levo.
— Até que fim, tava morrendo de fome — Rafael diz. Enquanto vou entregando o pedido de cada um.
— Você sai a que horas? — Pedro me pergunta.
— Pra quê você quer saber?
— Vou te esperar.
— Não precisa.
— Eu quero.
— Mas, não precisa.
— Mas, eu quero.
— Ah! Deixa ela em paz, Pedro — o H diz o mesmo tempo que Rafael.
— Diz logo Maria, para de fazer o Pedro sofrer.
Termino de servir, me viro e saio.
Depois de um tempo, eles pedem a conta e vão embora. Continuo a atender as mesas, tá perto do meu turno acabar. Limpo algumas mesas e ajudo no balcão. Meu turno acaba, e eu tou esgotada, hoje o dia foi pesado, a lanchonete sempre cheia, ganhei até umas gorjetas boas. No lado de fora da lanchonete, encontro o Pedro escorado no seu carro.
— Estou fazendo uma campanha de doação de órgãos. Quer doar seu coração pra mim?
— Pedro, eu tou sem saco pra suas besteiras. — digo impaciente e indo embora. Ele me segura pelo braço.
— Calma, eu fiquei aqui fora esperando você sair só pra te levar pra casa.
— Eu tou casanda.
— Ótimo, eu te levo em casa.
— Tá. — aceito, melhor do que correr o risco de pegar o busão lotado e acabar indo em pé.
— Tá? — ele fica surpreso, abre a porta para mim — entre.
Ele corre para o outro lado do carro e entra, põe o carro em movimento.
— Faz tempo que trabalha aí?
— Não — respondo sem interesse.
— Trabalha todo dia?
— Não .
— Não tá afim de conversa, né?
— Hunrrum — sussurro quase cochilando.
Ele liga o som do carro e eu acabo adormecendo. Acordo, com ele me olhando. Já chegamos e estamos na frente de casa.
— Que foi? — digo me ajeitando.
— Nada.
— Faz tempo que chegamos?
— Faz.
— E por que não me chamou?
— Você adormeceu, e eu fique com pena de te chamar, parecia tão cansada.
— Oxeeee, Pedro. Que noia. Era pra ter me chamado.
— Tá bom, na próxima eu chamo.
— Que próxima, tá doido?
— Maria, quer sair comigo? — ele pergunta assim do nada, me pegando de surpresa
— Hã?
— Você quer sair comigo? Tipo, um encontro.
— Não.
— Porque?
— Pedro, a gente mal se conhece.
— Então vamos nos conhecer, me dê uma chance.
— Pedro, eu tou cansada. Eu vou entrar. — saio do carro sem da a oportunidade dele revidar.
Entro e já sinto o cheirinho da comida da Cida.
— Que cheirinho bom — digo entrando na cozinha.
— O jantar saí já já.
— Tá bom, vou só tomar banho. — Subo tomo um banho BEM quente, para relaxar. Saio do banho e encontro meu celular com a luz acesa.
Pedro Veiga
Meu pai é sócio de uma cadeia de hotéis, junto com o pai do H.
Minha mãe é juíza.
O H é meu melhor amigo, nos conhecemos desde criança.
Sou filho único.
Gosto de dançar.
Gosto de jogar
Tenho um fraco com apostas
Tiro notas medianas
Gosto de filme de suspense e ação
Minha comida favorita é lasanha com bastante queijo.
Gosto de sorvete de creme.
Odeio palmito e cebola.
Você sabe onde eu estudo
Sabe minha cor favorita
Sabe qual o esporte eu pratico
O que você mais precisa saber?
Eu rio com a mensagem.
Porque você quer tanto sair comigo?
Gostei de você. E acho que a gente dá certo.
Me dá uma chance.
Tá
Sério?
Sim
Quando?
Amanhã depois do trabalho.
Tá bom.
Vou expulsa a lua, e obrigar o sol a vim mais cedo. Para o amanhã chegar logo.❤️
Bobão kkkkk
Boa noite, MINHA morena.
Dorme bem e sonhe comigo
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