Margem Distante

8 Ruivo idiota e Loiro certinho


Notas iniciais
Voltei das cinzas como fênix alada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Desculpem a demora minna! Já disse no aviso que foi por conta da escola e da minha mãe ladrona de PC's Esse capítulo ficou tão grande que resolvi dividir ele em duas partes. Postarei a próxima amanhã ou quinta... Eu acho. Só sei que não passa dessa semana. Boa leituraaaa e comentem, favoritem e recomendem que eu faço chuva de doritos!!!!!!!!

Margem Distante

“Minha mente era um caleidoscópio de dúvidas.”

8. Ruivo idiota e Loiro certinho

Minha cabeça estava um caos.

Era como se tudo ao meu redor estivesse se distanciando aos poucos, as vozes fossem gotas pingando em minha consciência. Nada fazia sentido, as coisas não estavam em seu lugar.

Sentia seus olhares surpresos sobre mim. Minha mãe já não segurava o pescoço de Yamato, ela apenas tentava falar alguma coisa, mas sua boca apenas mantinha-se aberta.

– F- filha... Eu posso explic-

– Pois é bom começar logo. – Interrompi-a. Minha voz cortava como uma navalha, podia até a sentir ela rasgar seus tímpanos. Cada pedaço da minha consciência estava confuso, preocupado... Com medo. – Quero escutar desde o começo.

O olhar dela e do moreno se encontraram, e então, os dois suspiraram.

Enfim desistiram.

– Você venceu. Acho que já está na hora de você saber um pouco.

Quando eu era jovem, acidentalmente fui atropelada por um caminhão. Eu tentei salvar um garoto de sofrer um acidente. Este garoto era o seu pai.

Lembra que eu disse que comecei a lutar de verdade quando conheci o seu pai? Pois é, eu sou uma meio-ayakashi assim como você. Como eu sei disso? Eu vi quando você estava em pé no seu quarto, e antes que você pense algo, aquilo não foi um sonho, acredite, da primeira vez eu pensei que era. Para falar a verdade, sua alma escapava sim quando você era menor, só que parou por algum motivo.

Você é a mais nova, e o Yuuki e o Yamato nasceram juntos. Só que, o sangue de vocês tem descendências diferentes.

O seu é a mistura entre o meu sangue de fantasma e o do seu pai...

O do seu irmão Yuuki é uma mistura entre o meu de fantasma e de humano, por isso, ele poderia ter criado o mesmo problema que você, mas não aconteceu.

E o do Yamato, uma mistura entre o meu de humano, e o do seu pai.

Depois que seu pai... Bem, foi dar uma volta por ai, meus pais me forçaram a casar com um qualquer, mas eu ainda amava o seu pai. Assim acabei com o sobrenome Ayami. Mas, como o casamento não durou, porque ele descobriu sobre eu estar grávida de outro. O seu pai. Quando vocês nasceram, eu voltei a adotar o sobrenome Iki.

Acho que já escutei aquela tal de Nora falar sobre isso de descendência de sangue. Algo como “Quem diria que o Yato pudesse ser tão idiota ao ponto de criar uma aberração dessas... Uma meio-ayakashi que tem sangue de Deus.”... Acho que foi algo desse tipo.

Mas...

Meu pai é mesmo um Deus?

Porque de acordo com o que elas estão dizendo, tenho absoluta certeza.

– Eu só posso contar até aqui por enquanto... Desculpe filha.

Ela... Estava sendo tão...

– Tudo bem, isso já basta. Temos algo mais importante para cuidar. – Minha voz estava tão baixa que eu tinha duvidas se eles estavam me escutando.

Estava pensando no Yuuki.

Em como é estranho ficar tanto tempo sem ver ele...

E... Que eu vou ser uma desconhecida quando ele acordar. Pensar nisso as vezes dói tanto.

Queri saber mais. Saber onde estava o meu pai, o porquê dela ter escondido o fato de Yamato ser o meu irmão, e eu monte de outras dúvidas que me deixavam de cabelos em pé.

Ela levantou e foi até o corpo de Yuuki, que estava somente com um buraco no peito, bem em cima do coração.

Deus...

Yuuki...

Quanta dor você sentiu?

Meu coração falhou uma batida, mas queria logo infartasse, para poder me encontrar com ele mais uma vez.

– Então... – Suas mãos envolveram Yuuki em um abraço, deixando suas lágrimas assolarem o meu coração... – Nenhum dos meus filhos escapou de entrar nessa maldita realidade?... Yato, por que você não está aqui para resolver tudo? Para agir como um pai deve ser... Porque Yato?...

Cada vez que ela chamava o nome dele, eu tinha vontade de gritar, de pedir a Yamato para me bater... De que todas aquelas pessoas me chamem de monstro novamente.

Porque pai? Porque o senhor não está aqui para consolá-la? Algo que nenhum de nós pode fazer.

Finalmente parou depois de um tempo, alimentando a minha vontade de abraçá-la e dizer que tudo vai ficar bem.

Seus olhos caíram sobre nós e a sua cabeça balançou para cima e para baixo, concordando.

– É melhor ele viver como Shinki, do que morrer contra a sua vontade – Colocar a culpa toda em mim não vai adiantar... Não vai trazê-lo de volta. – Quem? Quem fez isso com ele? – Sua expressão fechou-se de repente.

– Nora, ela está de volta depois de tudo. Ela usou algo que a deixou mais velha, parece que agora tem uma arma, mas não é um Shinki. Está querendo algo com você Hiyor- digo mamãe. – Yamato retrucou.

A mulher ficou pasma e agarrou o corpo ainda mais.

– Aquela maldita. Como ela pode matar meu filho por causa de algo do passado. Eles não têm nada a ver com isso... Temos que dar um jeito em tudo. Principalmente em você meu filho. – Olhou o corpo com dor e sofrimento. Ela não queria fazer aquilo, muito menos eu. – Yamato, você está com uma enorme responsabilidade em mãos. Yuuki é o seu irmão, você sabe bem o que vai acontecer com vocês se não der certo. Eu iria odiar ver meus filhos sofrendo em uma purificação.

Yamato engoliu seco.

Nem imagino o que seja essa purificação, mas, pelo tom dela, não deve ser boa coisa.

– Vamos começar.

– Esperem, deixem-me dizer algo para ele antes dele esquecer tudo. – Minha mãe sorriu e Yamato ficou um pouco emburrado, sussurrando apenas um “Tudo bem”.

Fui até seu corpo, que estava meio que jogado em cima da poltrona, encostei minha testa na sua, assim como fazíamos quando ele me pegava chorando.

O que eu estou fazendo agora. Chorando como uma garotinha.

Meus cabelos caíam em seu rosto.

Sua testa estava gélida.

Percorri se corpo com meus olhos, que pousaram sobre a sua mão fechada. Usei toda a minha força para abrir, pois era muito difícil abrir a mão de um... Cadáver...

Ele estava mesmo segurando o colar que eu dei a ele de aniversário. Era uma plaquinha de metal que eu pedi para minha tia confeccionar. Eu tinha uns 12 anos por ai. Ela dizia "Pertence a Iki Yuuki.". Eu sei que é um tanto bizarro, mas o que me surpreendeu, foi que, no ano seguinte, ele me deu uma com uma frase parecida "Pertence a Iki Sayo"... E no ano seguinte, ele me levou para ver fogos de artifício junto com a mamãe... E trocou nossas correntes.

Eu... Pertencia ao meu irmão Yuuki.

E ele... Pertencia a sua irmã Sayo.

Peguei sua corrente e coloquei de volta no seu pescoço pálido.

– Olha seu idiota, na faça nenhuma besteira tudo bem? Saiba que eu nunca vou esquecer o que passamos juntos, todas as brincadeiras, às vezes em que você me consolava, quando eu roubava seus livros. Jamais vou esquecer.

Yamato apoiou a sua mão em meu ombro e apertou de leve, fazendo meu olhar pousar sobre o mesmo.

– Precisamos começar logo Sayo. Não queremos corromper a alma do seu irmão. – Ele estava preocupado e um tanto raivoso. Pela sua cara, estava sim.

Olhei mais uma vez para o Yuu...

Eu não quero ficar aqui.

Não me sinto muito confortável agora.

– Mãe, eu... Vou sair por enquanto, quero tomar um ar.

Ela acenou positivamente com a cabeça e sorriu ternamente.

Caminhei para fora do quarto e fechei a porta quando saí. Fui correndo até a saída, fechando também a porta de entrada. Senti o frio percorrer a minha espinha.

Até tinha me esquecido que era inverno.

Esparramei-me no degrau da escada, observando à fumaça branca que saia da minha boca. As pessoas andavam apressadas e nervosas. Hoje em dia todos são assim, parece que estão sendo perseguidos.

Alguns me olhavam ali e apressavam ainda mais o passo. Tch, acham que eu sou algum tipo de fantasma?

— Oh... Se não é a minha vizinha Sayo. Não vai me convidar para entrar? — Escuto uma voz masculina chamar a minha atenção. Olhei com desprezo para o dono.

Castiel.

— Eu não sou louca de deixar um idiota entrar na minha casa, vai que a sua idiotice seja contagiosa.

Uma risada vinda ao lado dele me fez perguntar a mim mesma qual era a graça. Todo mundo sabe que o Castiel é um idiota, revoltado, e que pinta o cabelo de vermelho.

— Ela sabe o seu segredo, Castiel.

Era o bendito loiro que andava sempre junto do idiota cor de sangue. Seu nome era Nathaniel. Ele parecia um daqueles caras certinhos de terno e gravata.

Quando eu os vi pela primeira vez, pensei que fossem irmãos, pois viviam brigando um com outro, mas quando resolvi perguntar, passaram uma eternidade rindo da minha cara, dizendo um pro outro "Ele?! Meu irmão?! Nem fodendo!".

— Ora sua...! Eu posso tirar facilmente esse sorrisinho da sua cara, sua idiota! Mas... Mudando de assunto... Seu irmão está em casa?

— Não. — Fui rápida. Tentei não desmoronar e dizer “Não mais.”, mas consegui ficar firme.

— Sabe onde ele está?

Hesitei um pouco e encarei seu rosto, mas ele desviou o olhar. Ele estava emburrado e com o rosto vermelho.

— Não sei Castiel, deve estar com alguns colegas. — Yuuki era amigo de Castiel, ele vive aqui em casa praticamente, foi assim que o conheci. Ele mora em um templo vizinho a nossa casa, mas é uma distancia bem longa do templo até aqui.

Não, eu não me dou bem com ele, toda vez que a gente se fala, ou estamos brigando, ou estamos tirando sarro um do outro. Yuu diz que somos inimigos naturais, como cão e gato. Até que é uma ironia, pois eu amo gatos e ele ama cachorros.

Nathaniel se espantou com algo e saiu puxando Castiel para algum lugar. Casal de esquisitos.

— Estão demorando mais que normal... — Encarei a porta.

Imagino se o Yuuki tem que sentir alguma dor para se tornar um Shinki.

Yamato disse que era um processo indolor.

Queria estar ao seu lado, pelo menos nos últimos momentos, enquanto ele ainda é humano. Levantei bruscamente e corri até a porta, mas travei assim que encontrei a maçaneta. Quero vê-lo, mas tenho medo de encontrar um corpo sem vida, ou de perceber que ele esqueceu de tudo. Até mesmo do festival.

Minha cabeça estava tão pesada. Tantos pensamentos. Fiquei encarando a porta, contando todas as rachaduras que ela tinha, tentando decidir mentalmente se entraria ou não.

— Com licença... — Outra voz masculina me chamou. Meu deus, eu não posso ficar um segundo lamentando a minha existência, que vem alguém?! Será que alguém vai perguntar se eu quero um suco se eu tentar me suicidar?! — Essa é a casa de Iki Hiyori?

O mesmo loiro do meu sonho. Ele tinha olhos alaranjados e usava a mesma roupa.

— Sim, deseja alguma coisa? — Estava muito desconfiada quanto a ele. — Ela não está agor-

— Ela vai querer saber, Sayo.

Como ele sabe o meu nome?

Esse garoto é muito estranho.

— Eu sou um amigo antigo dos seus pais.

Antigo? Será que ele sabe o que aconteceu com aqueles dois?

Meus pensamentos foram interrompidos pela porta atrás de mim. Yamato havia saído rapidamente, parecia assustado com algo.

Quando viu o garoto, ficou ainda mais pálido.

— Tio Yukine?! O que faz aqui? — Esse garoto é tio do Yamato?!

— Apenas fazer uma visita a sua mãe. Tenho notícias “dele” para ela.

Ele passou por nós dois e entrou na casa sem mais nem menos.

Isso já está ficando estranho demais pro meu gosto, mas como já disse antes...

Apenas ignore.

Yamato volta a me olhar aflito.

— Aconteceu algo com o seu irmão...

Notas finais
Comentem, favoritem e recomendem! Eu estou postando em um Pc que não é meu! Vou postar assim que puder OK? Chuva de doritos!!!!!!!!!! Avisem nos comentários se tiver qualquer erro, que eu corrijo na hora que eu ver OK? Até o próximo e desculpem a demora ;-;