Mares Perdidos

5 Passado 5: Konan


Notas iniciais
Voltei!!! Demorei um pouco, mas finalmente cheguei!!! Faltam, apenas, dois passados para que tudo fiquei completo '0'. Estou ansiosa e você? rsrs Enfim, a história de hoje foi bem emotiva e eu amei! De verdade, sempre que penso nos "Anjos" e no que envolve sua história, eu fico muito criativa e agitada! :3 Por isso, eu realmente espero que gostem e entendam a linda da Konan! Boa leitura! o/

Konan olhou para frente e suspirou. Nagato desmaiara de cansaço e dormia tranquilamente em sua cama. A primeira-imediata cuidava do sono de descanso do parceiro, estava acostumada a ficar acordada e observá-lo. Ouviu a porta do quarto abrir com cuidado e olhou para trás, sua mão pousara levemente no cabo da espada. Itachi entrou e olhou para os lados com curiosidade.

– O que quer aqui, Uchiha?

– Vim para falar com Nagato, mas vejo que está dormindo – respondeu olhando para a cama.

Konan acenou positivamente com a cabeça, ainda olhando para Nagato. Itachi ficou curioso com a forma com que a segunda em comando observava o Capitão, mas decidiu deixar para lá e sair. Foi impedido por Konan.

– É importante o que tem a dizer?

– Na verdade, não. Eram só algumas informações sobre Orochimaru e Jiraya e a movimentação suspeita dos conselheiros – explicou com um dar de ombros. Konan concordou novamente e voltou sua atenção para frente. Itachi cedeu à sua curiosidade. – Konan, qual a história de vocês?

A primeira-imediata olhou para ele com suspeita e confusão: — O que quis dizer com isso, Itachi?

– Eu acabei de juntar-me a vocês e não conheço quase nada sobre os “Anjos”, gostaria de saber como isso tudo começou... – explicou com um dar de ombros.

Konan desviou seu olhar de Nagato e encarou Itachi nos olhos, mas o Uchiha percebeu que ela estava bem longe dali... A primeira-imediata sempre media suas palavras, para não revelar demais, mas a pergunta de Itachi mexera com alguns sentimentos que mantinha guardados.

***

Era o mais lindo dos dias, mas este fato era esquecido pelas pessoas daquela vila. Uma garotinha abaixou-se para pegar uma pequena boneca cheia de poeira em meio a toda destruição. Algumas casas ainda queimavam, mas o dia raiara tão claro e brilhante que os pequenos focos de fogo não pareciam nada.

A menina virou-se e olhou em volta. Não sobrara nada do lugar. Um suspiro escapou de seus lábios e uma lágrima ameaçou cair, mas segurou-se quando ouviu os gritos dos amigos a sua procura.

– Konan! Onde você está?

Yahiko gritava sem grandes preocupações. Ele e Nagato andavam lado a lado e pareciam estar discutindo sobre algo além de estarem procurando-a. Ela olhou uma última vez para a boneca antes de deixá-la cair no chão e ir em direção a eles.

– Aí está você! – berrou Yahiko sorrindo.

Como ela esperava, eles não estavam sozinhos. Várias outras crianças, de diferentes idades, estavam escondidas e caminhavam junto aos dois. Os “Anjos”, crianças que perderam suas famílias na guerra ou foram abandonadas, foi um grupo criado para que nenhuma dessas crianças ficassem sozinhas. E tudo fora ideia de Yahiko.

– Por que veio até aqui sozinha? – perguntou parando a sua frente.

Konan perdera sua família em uma das invasões que o General Orochimaru fizera sem aviso. O inimigo fora destruído, mas as pessoas que moravam ali também. Yahiko passara pela mesma situação e Nagato fugira de casa. Os três conheceram-se sem querer, enquanto escapavam de mais uma investida irresponsável do exército e estavam juntos desde então.

– Queria saber se encontraria algo da minha família aqui – explicou sem expressão.

Ela sempre se mantinha distante. Sabia como era perder sua família e não queria ficar apegada a mais ninguém, já Nagato e Yahiko viraram os melhores amigos e o “líder” sempre tentava fazê-la ser “parte do grupo”.

– Poderia ter nos avisado – comentou Nagato sério.

Era sempre assim. Ela resolvia fazer as coisas sozinha e eles sempre ficavam preocupados e ansiosos. Konan concordou com a cabeça, mas não disse nada. Eles não precisavam saber, mas eram sua família querida...

~~//~~

Quando cresceram, Konan viu-se em meio a um jogo político. Yahiko fizera poderosos amigos e os três faziam o que podiam para manter os “Anjos” seguros. Para Yahiko, a pureza daquelas crianças era o “x” para salvar o país da guerra iminente. E ela e Nagato batalhavam para tornar o sonho dele realidade.

Yahiko era o pai que Konan precisava e o amigo que Nagato confiava. Ele era o centro de tudo e quando ele e Nagato foram presos, todos entraram em pânico. Ela fez tudo para trazê-los de volta. Eram sua família, precisava arrumar um jeito de salvá-los.

A prisão era uma dos lugares mais bem protegidos da cidade, ficando apenas atrás do palácio e da sede dos Generais. A invasão dos “Anjos” mais velhos e antigos foi cuidadosa e rápida. Mas tudo deu errado... Eles conseguiram entrar e chegar até os líderes, mas os soldados os encontraram. Yahiko e Nagato estavam muito machucados e mal conseguiam manter-se em pé. Muitos dos “Anjos” morreram para salvar os dois e, Konan que carregava os dois para fora, não pode fazer nada para impedir a pequena chacina e nem conseguiu segurar Yahiko quando ele lançou-se em cima de uma dos soldados, para salvar um dos garotos que o seguia. Ele foi apunhalado nas costelas e sangrava muito quando saíram dali.

O dia amanheceu dublado e escuro. Yahiko estava deitado em um pano e suava por causa das dores. Nagato, que mal conseguia se sentar, olhava para ele sem saber o que fazer e Konan percebeu que se encontrava na mesma situação. Por mais que ele estivesse sorrindo e brincado, os dois sabiam o que estava para acontecer...

Ela nunca se sentira mais fraca e culpada. E, naquela noite, quando ela, Nagato e mais dois garotos voltaram para casa, foi Konan quem teve que contar aos outros o que acontecera na prisão. Por favor, cuide de Nagato, eu sei o que ele vai decidir fazer e você não pode deixá-lo sozinho. Não só por ele, mas por você. Konan, você é incrível, pare de esconder seus sentimentos e de se prender ao passado. Quando eu for embora, Nagato vai precisar de você mais do que nunca. Ela nunca se esqueceria das últimas palavras do melhor amigo.

E, quando conseguiu ficar sozinha, chorou até que Nagato a encontrasse e ficasse lhe fazendo companhia.

~~//~~

Eles desfizeram os “Anjos”. Nagato estava decidido a buscar vingança pelo amigo e, como lhe fora pedido e sem conseguir abandonar seu melhor amigo e família, Konan seguiu-o. Eles intensificaram seu treinamento e forçaram-se ao máximo para montarem a melhor e mais cruel tripulação que conseguiram. Quando os “Anjos” voltaram, Konan sabia que a denominação tinha perdido toda a pureza de quando fora criada, eles tornaram-se tudo que Nagato desejava. Entretanto, diferente do que Yahiko imaginara, não era apenas vingança que o Capitão do “Anjo da Morte” buscava.

Konan, que para a própria surpresa, tivera que lutar para manter-se no navio; já que Nagato queria mantê-la segura, achou que mandá-la embora seria a melhor idéia, mas o Capitão não conseguiu convencê-la e cedeu. Os dois tinham uma história complicada, viviam um vai e vem antes mesmo de Yahiko morrer e aquilo apenas deixava mais difícil viverem confinados no mesmo navio...

Tudo isso a levou a tomar uma simples decisão: ser a primeira-imediata e apenas isso. Ela dedicaria todo seu esforço para ajudar o amigo e não deixaria que ninguém entrasse em seu caminho. Deixaria seus sentimentos de lado para que os dele fossem levados a sério.

***

Como se saída de um sonho, Konan voltou sua atenção para Itachi e abriu um sorriso triste: — Sinto muito, eu realmente não gosto de falar sobre isso... Se quiser mesmo saber, pode perguntar para Nagato quando ele acordar.

Itachi olhou-a por mais alguns segundos. Para ele, que sabia como analisar as pessoas, era óbvio o que ela sentia pelo Capitão e, ele tinha quase certeza, tudo era recíproco. Porém eles não estavam juntos e nem pareciam estar perto daquilo. Isso não é da minha conta... Pensou para si mesmo e acenou para ela.

– Tudo bem. Até mais.

Konan viu-o sair sem fazer nenhum som. Sua atenção voltou para a cama, onde Nagato descansava. As memórias de sua vida ainda estavam frescas e nítidas em sua mente e um sorriso triste surgiu em seus lábios. Sentia falta de Yahiko e de poder demonstrar o que quisesse... Mas aquela sensação logo foi descartada e ela voltou à apatia normal. Era melhor que se mantive distante. É o melhor para nós dois.

Notas finais
E então, o que acharam? De verdade, digam-me em seus reviews! ><