Marco Zero

1 Prólogo


-- Faz 3 dias desde o marco zero e ainda não sabemos de onde surgiu essa tal infecção. Rádios mandam as pessoas ficarem em suas casas, as imagens que vemos nas tvs são só vistas aéreas da cidade. Jornalistas, empresários e todos os outros que estavam no trabalho na hora da 1º infecção, foram obrigados . . . Não, não! Eles não foram obrigados! E sim aconselhados a não saírem de onde eles estavam, e se saíssem . . . Estariam assumindo o risco de acabarem mortos.

Eles ainda pouco sabem sobre o primeiro infectado e de onde surgiu a tal infecção, só sabem que a cidade já está em um estado pós apocalíptico. As pessoas fecharam as suas janelas quando souberam sobre a infecção e não abriam mais elas desde então.

Muitas vezes eu estou no quarto e escuto batidas de carro, gritos e algumas risadas que não parecem ser humanas.

Sobre mim? Hm... A 3 dias atrás me tornei um sobrevivente! Sobrevivente do que? Acho que de um vírus ou algo do tipo.

Só para lembrar, me chamo Hideki, tenho 17 anos e faço medicina! Estou a 3 dias tentando me manter vivo dentro de hotel da faculdade. No momento da primeira infecção, eu estava sozinho, dormindo dentro do hotel. Todos naquele hotel faziam medicina de manhã e felizmente, no dia da infecção, eu estava doente e não sai do hotel. Quando acordei, a tv avisava para as pessoas não saírem do local onde estavam por causa de uma suposta infecção. Os funcionários do hotel... Haviam sido brutalmente assassinados lá dentro. Eu ainda ando com um pouco de medo dentro desse hotel! Não sei ao certo oque matou eles e se essa coisa ainda está aqui dentro! As vezes... Tenho o pressentimento que ainda está...

Hoje acordei ainda me sentindo estranho! Tenho o hotel só pra mim, uma área coberta com piscina quente, a cozinha inteira do hotel, mas mesmo assim... Ainda não me sinto bem --

O garoto fechava o caderno e ia andando devagar até a porta do quarto.

Fazia só 3 dias que ele estava sozinho no hotel, que a dias atrás, era um lugar movimentado e barulhento. Apesar dele nunca ter gostado de barulho, era bem melhor saber que haviam pessoas vivas andando ali dentro, do que saber que havia mortos andando do lado de fora.

A cada dia que passava, aquele lugar parecia ficar mais macabro. O silêncio mortal permanecia naquele hotel. A única coisa que quebrava o silêncio, era a música alta que tocava no celular dele. Os outros estudantes que moravam ali, nunca gostaram das musicas que ele estucava, oque pouco importava para Hideki, já que ele se considerava superior aos outros e nunca se importava com oque os outros diziam! Com exceção da...

- Luna...

Ele sussurrava aquele nome, vindo lhe uma vontade de gritar, chorar e de destruir tudo que havia naquele maldito lugar.

-- Ainda no terceiro dia! Apesar de eu ter ódio deles, estou começando a me sentir como um deles. Aqueles infelizes se movem, mesmo não estando vivos! E pelo visto... Eu ainda ando e sinto como se eu estivesse... Morto?! --

O cadernos caia das mãos do garoto, junto com algumas lágrimas. Ele tinha a sensação de ter perdido tudo o que mais importava pra ele. Era como se algo dentro do garoto forçasse ele a largar tudo e sair daquele lugar . . .

Notas finais
Algumas partes podem ter ficados confusas, mas muitas dela foram intencionais! Espero que tenham gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.