Marchas da Morte.
3 Casa do Pai
Bom fui me arrumar rapidinho pra encontrar meu pai, subi pro meu quarto, coloquei uma roupa básica, maquiagem não muito estravagante, afinal é de dia, e o cabelo de qualuqer jeito mesmo.
EU: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=79996264&.locale=pt-br
Eu falei que eu vou de qualquer jeito mesmo, normalmente meu pai gosta que eu me arrume um pouquinho mais, mais na real, tenho 23 anos na cara, não tenho nem mais idade, nem mais muita paciencia pra ficar me arrumando pra qualquer coisinha que me aparece.
Era umas 14:30hrs, eu tava toda pronta já, não tava com saco pra esperar meu pai vir me buscar, então peguei um posante, ta vamos falar certo, peguei meu carro eu fui para a casa dele, ele morava depois do Central Park, e eu um pouco antes, é nossas casas não eram tão longe uma das outras, só que andar até lá da um preguiça.
Cheguei lá a Clarissa tava lavando o carro, com o volume no ultimo, a mais óbvio que desses jeito eles iam chegar ate as 15:00hrs lá em casa, muito óbvio mesmo, só que não ne. Acho que não contei a história de quando eu cheguei na casa do meu pai, bom ele era casado a um bom tempinho já, e já tinha a Clarissa, que na época tinha 12 anos, a mukher dele mãe das 3 filhas dele me recebeu com muito amor, e disse que apartir de agora e sempre eu seria sua filha mais velha, sempre fui tratada como as outras, tanto que com o tempo começei a chamar ela de mãe, isso me fez muito bem, bom acho que é isso, a Clarissa, Alexia e a Liah são muito apegadas a mim, bom não é pra menos né.
-Só não rebola mais porque não dá ne Clarissa.- Eu disse rindo dela.
-Afe que susto sua tonga.- Ela disse vindo me abraçar.
-Nem pensa em me abraçar eu estou linda e sequinha, enquanto voce ta toda molhada.
- Ai Violetta, também não ofende né.
-Ta bom Clarissa, para de lavar esse carro, vai tomar banho, se arrumar que estamos saindo né, cade o resto do povo dessa casa?
-Papai ta tentando colocar a Liah no banho, Alexia ta se arrumando, e eu só lavando o carro.- Caimos na gargalhada quando ela falo isso.
-Sério que ele ainda não consegue dar banho da Liah?
-Não mesmo, ela não toma banho sem voce estar aqui.
-Ai meu Deus, eu vo lá pegaar aquela minha coisinha gostosa e dar um banho nela, enquanto voce dona Clarissa vai pro seu banheiro tomar banho que tais com cheiro de cera.- Eu disse empurrando ela e rindo.
-Eu sei tava passando cera no carro queis o que.
-Ta bom vamos logo.
Quando entrei dentro de casa só ouvia a Liah dando gargalhada no andar de cima, fui subindo com a Clarissa, quando cheguei lá ela tava correndo pelos quartos e meu pai atras dela, eu ri de monte com isso.
-Liah para de fazer o papai de bobo.- Eu disse pra ela, e ela veio correndo na minha direção.
-MAMÃÃÃEEEEEE.- Ela berro, isso me fazia eu me sentir tão beem, ela veio correndo e me deu um abraço bem forte.
-Liah, voce sabe que eu nao sou sua mãe, sou a mana.- Eu disse pra ela.
-A bom, mana.- Ela ainda não sabe falar tudo certinho, por isso que o “ta” dela só sai o “a”.
-Vamos tomar banho?
-Ôce vai me dá baínho?- Ela disse me olhando séria.
-Vou sim.
-OBAAAAA.- Ela berro e bateu palmas, eu só ri, eu peguei ela no colo e meu pai veio falar comigo.
-Oi Minha filha... Ai como to cansado.- Elaa disse entre pausas.
-É né, a Liah te deu uma baile mesmo, pai ta na hora do senhor saber controlar ela, eu não vou vir todo dia praa dar banho nela né.- Eu disse.
-Foi voce que acustumo ela muito mal, eu não tenho culpa de nada.
-Só tem culpa de não saber controlar ela né.
-A filha...
-Chega pai, eu vo dar banho nela, a Clarissa vai pro banho, e apura a Alexia, porque se eu for lá eeu derrubo a porta do quarto dessa menina.
-Ta bom to indo.
-CLARISSAAAAA, PRO BANHO JÁÁÁ.- Eu dei um berro.
-TO INDOOOO.- Ela berro de volta.
Bom fui pro banheiro, coloquei a Liah lá de baixo, começei a dar banho nela, e ela começo a conversar comigo, coisas que ela sempre falava, onde que tava a mamãe dela, pporque eu não era a mamãe dela, porque a mãe dela foi pro céu, o que ela tinha que fazer lá, era sempre isso.
A história é assim, a mulher do meu pai, que no caso eu também chamo de mãe, ela tava a muitos anos fazendo tratamento pra engravidar mais nunca dava certo, ela sempre tentava, ela dizia que tava velha e queria ao menos mais um filha, ela passo 10 anos tentando por tratamentos, depois desistiu, e abriu mão de tudo, até que um dia ela apareceu pra nós lá em casa-na época eu ainda morava com o meu pai- dizendo que tava gravida, foi um comemoração só, paparicação taambém, chegou no dia dela ter a Liah a bolsa estouro e levamos ela pro hospital, foi parto normal, foi ai que a pressão dela subio demais, ela nao resistui e morreu na mesa de parto. Meu pai sofreu demais com isso, tanto como eu e minha irmãs, e agora a gente tinha uma bebe pra cuidar, certo que sei cuidar de bebes, mais poxa não sou mãe, como iriamos fazer agora, foi mais uma perda na minha vida, eu já tinha perdido minha mãee biológica, agora minha mãe adotiva se foi também. Eu com a cara e a coragem fui cuidar da casa, das minhas irmãs e meu pai, eu sempre fui tudo naquela familia, meu pai nunca parava em casa, claro que ele tinha a máfia dele, mais por outras coisas também, assuntos da Clarissa na escola que eu não podia resolver, Alexia brigando e estapeandos os outros dentro da sala, coisas assim, então eu passei 3 anos da minha vida cuidando de tudo isso, e isso que eu só tinha 20 anos, bom eu sai da casa do meu pai a pouco tempo, tipo mes passado, mais eu ainda vivo lá, a Liah ainda não aprendeu a viver sem mim, por isso que meu pai não consegue dar banho nela e tals.
-Mana, mamãe me ve?- Ela me pergunto olhando nos meus olhos.
-Sim meu amor, ela te ve sim.- Respondi chorando.
-Mai mana, mamãe me amava?-
-Claro que te amava meu anjinho, ela dizia que voce era tudo pra ela.- Comecei a chorar mais.
-Puque ta choranu mana?- Ela passo aquela mãozinha gordinha e suave pelo meu rosto limpando minhas lágrimas.
-Porque a gente não tem mais a nossa mamãe aqui, mais sabemos que ela está lá no céu com os anjinhos nos vendo, nos guiando, e nos amando demais.- Eu disse sorrindo.
-Mana, mais a mamãe um dia vai voltar ne?- Era tão dificil fazer ela entender, afinal ela só tem 3 aninhos, o pior é ter que falar e explicar todos os dias isso pra ela, e relembrar tudo o que passei por perder minhas duas mães também.
-Um dia vamso encontrar ela, ta bom?
-Ahaaaam. – Ela disse e balanço a cabeça.
Terminei o banho dela, fui trocar ela, meu pai já tava pronto, todo mundo já tava arrumados menos a Alexia, certo que ela ta na adolescencia, mais me irritar ao extremo é sacanagem né.
-Pai a Alexia ainda não saiu da porra do quarto dela?- Eu disse entregando a pequena pra ele.
-Não ainda não.- Eu pego ela.
-Olha ou tu começa a colocar redias nessa casa, ou eu vou pegar as meninas pra morar comigo.- Eu disse puta da vida.
-Mais filha proque voce não volta a morar aqui?
-Pai eu sai daqui de casa faz um mes o senhor que já que eu volte de novo?
-Filha eu to com quase 57 anos, nao to na idade de cuidar dessas meninas.
-Pai, não tem idade certa pra cuidar ou não das filhas, pra educar ou não elas, é ir com a cara e com a coragem.
-O pior é que eu sei.
Eu fui na fúria pro quarto da Alexia.
-ALEXIA A PORRA DESSA PORTA.- Eu berrei.
-NÃO VOU ABRIR PORRA NENHUMA.- Ela adora me desafiar.
-ABRE OU ENTÃO EU ARROMBO.
-VOCE NÃO TEM CORAGEM.
Não foi preciso mais nada, eu arrombei aquela porta com um jute só, ela não tem o direito de me desafiar, odeio isso, ela sabe que eu vou até o inferno pra encontrar ela e tirar satisfações.
-VOCE NÃO TINHA O DEIRETO DE ARROMBAR A MINHA PORTA.- Ela se levanto num pulo.
-A HORA QUE VOCE ME DESAFIA LEMBRA QUE EU VO ATÉ O INFERNO PRA TE MOSTRAR QUEM MANDA NESSA PORRA.
-QUE MERDA VIOLETTA, VOCE FAZ DE TUDO PRA ME DEIXAR MAL.
-NÃO É BEM AO CONTRÁRIO ALEXIA, O NOSSO PAI NÃO TE DEU REDIAS MUITO MENOS EDUCAÇÃO PRA RESPEITAR OS MAIS VELHOS, MAIS EU VOU TE DAR, ACORDA GURIA, O MUNDO NÃO GIRA ENTORNO DE VOCE, VE SE CRESCE E APRENDE QUE VOCE TEM QUE LUTAR PELO O QUE QUER, MAIS COM DIGNIDADE E NÃO PASSANDO POR CIMA DOS OUTROS COMO TAIS FAZENDO. NÃO É PORQUE NOSSA MÃE MORREU QUE VOCE TEM QUE MORRER JUNTO, OLHA PROS LADOS, VE COMO TODO MUNDO TA SOFRENDO COM ISSO, VE SE ABRE A TUA MENTE, E TEU OLHAR, E TENHA UM POUCO DE COMPAIXÃO PELOS OUTROS.- Sim eu sei que era ironico uma assassina falar isso, mais quando se trata da minha familia não é não.
-Desculpa mana, mais é que... É que... Eu não tenho nem argumentos, depois que voce foi embora daqui de casa, eu me sinto vazia e sem ninguém, bom a Clarissa sempre ta comigo, mais não é a mesma coisa que voce estar comigo.- Ela disse chorando eu percebi que era VERDADE.
-Ta bom, deixa quieto, já tais pronta?
-To sim mana.
-Então vamos.- Agora que arrombei a porta nem dava de fechar, mais deixa quieto.
Eu e as meninas entramos no carro, coloquei primeiro a Liah na cadeirinha, ai sentei na frente, logo meu pai veio e entro.
-Paqi aonde vamos?- Clarissa pergunto.
-Surpressa, voces vão amar..- Dava um tanto quanto medo quando ele fala assim, mais vamo que vamo né.?!
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