Marcas do Passado
3 Será que ela vai aparecer?
Pedro
A noite já estava caindo, da sacada do meu quarto eu olhei para á rua e á mesma estava vazia, o vento chacoalhava as folhas das árvores e fora o barulho que elas faziam, á noite estava bem silenciosa.
Era hoje, hoje é o dia que eu e Karina iremos nos reencontrar, o cumprimento da promessa de onze anos atrás. De uns dias pra cá esse assunto vem sendo o centro da minha vida. Eu nunca me esqueci de Karina, e nem poderia, ela foi o meu primeiro amor, mas já passou, e eu só estou indo encontra-la porque eu fiz uma promessa.
Eu entrei para meu quarto e fui até o closet, o abri e atrás de uma gaveta que era á ultima do closet estava um envelope amarelo, eu o peguei e sentei no chão, eu o abri e tirei de dentro á foto que Karina havia me dado á onze anos atrás. O sorriso daquela garotinha era contagiante parecia que toda vez que ela ria um brilho irradiava, uma luz surgia iluminando tudo. Eu virei á foto e li á dedicatória que na verdade eu já havia decorado “Para Pedro, o meu príncipe, o meu amor. E agora quem será o seu brilho particular? Você sempre vai estar no meu coração, pode o tempo passar, pode tudo mudar, mas você sempre vai estar comigo. Beijos meu amor. Karina”. Eu sei que tudo isso parece bobeira, mas acredite, não é. Tudo que aconteceu foi muito marcante, foi inesquecível. Eu olhei no relógio e já estava na hora. Eu coloquei á foto no mesmo lugar, levantei e sai do meu quarto descendo as escadas.
– Vai sair amor? – Perguntou Alice minha noiva.
– Vou sim, eu vou adiantar alguns trabalhos no escritório.
Alice não sabia de nada sobre Karina, quer dizer, ela á conhecia já que elas estudaram juntas, mas ela não sabia que eu estava indo me encontrar com Karina, ela se quer sabia que o que eu havia sentido por Karina fora tão forte, Alice achava que não havia passado de um namorinho de infância, coisa de primeiro amor, eu achei melhor não contar nada á ela porque ela não entenderia.
– Mais amor eu pensei que você fosse ficar comigo.
– Eu sei linda, mas eu preciso adiantar esse trabalho, ou você não quer que nós nos casemos logo?
– Tá, tudo bem – ela disse desanimada. Eu me aproximei dela e lhe dei um selinho demorado.
– Eu não sei á que horas eu volto então, boa noite.
– Boa noite.
Eu sai de casa e entrei no meu carro. Será que Karina apareceria? Será que… ela ainda se lembrava de mim? Essas perguntas que eu estava fazendo á mim mesmo durante tanto tempo finalmente teriam suas respostas desvendadas hoje.
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