Marcas do Passado

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Olha eu aqui, bom esse capítulo era pra ser postado amanhã mas não quis deixar vocês na curiosidade então eu trago ele aqui. E nesse capítulo vocês vão entender um pouquinho melhor pq o Pedro namora a Alice. Como eu estou postando um dia antes a fic não vai mais terminar sexta que vem e sim na quinta feira, na sexta eu posto o primeiro capítulo de "A Lista Negra" e no sábado eu já começo a postar. Espero que gostem e Boa Leitura!

~Leiam as notas iniciais~

Karina

Ka – Ouvi uma voz atrás de mim e eu nem precisei virar para saber quem era.

– Eu sabia que não era para eu ter vindo pra cá, eu sabia – Eu dizia ainda com muitas lágrimas escorrendo dos meus olhos.

– Eu quero conversar com você.

– Mas eu não quero conversar com você, aquele DVD já falou o bastante.

– Aquilo tudo foi mentira Karina!

– Não foi o que pareceu.

– Tem uma explicação pra tudo – Pedro mantinha-se atrás de mim, por nenhum momento ele se aproximou.

– Eu não quero ouvir nada que saia dessa tua boca.

– Ka não fala…

– Eu falo do jeito que eu quiser, essa mesma boca que me dizia coisas bonitas, também dizia as maiores mentiras que alguém poderia ouvir.

– Você sabe que eu te amo.

– Eu não sei de nada – Eu olhei para ele e percebi que ele também estava chorando, meu coração já estraçalhado pareceu se quebrar mais ainda e lágrimas violentas desciam por meu rosto.

– Eu te amo Ka.

– Ama tanto que disse aquelas coisas horrendas.

– Aquilo foi preciso.

– Preciso pra que Pedro?! – Ele ficou calado – Vai embora – Eu desviei meu olhar do dele e encostei meu queixo em meu joelho, um vento gelado bateu em meu rosto fazendo com que algumas lágrimas secassem.

– Eu não vou.

– Pois bem. Vou eu – Eu me levantei e passei por Pedro sem ao menos olhar para ele. Aquilo estava me machucando muito, era como se alguém tivesse arrancando meu coração. Eu olhei para trás e Pedro se manteve imóvel, eu respirei fundo e continuei andando até sentir duas mãos pegando em meu braço. Pedro virou-me de frente para ele me segurando fortemente, e me encarava de uma forma muito intensa e determinada.

– Não, você não vai embora – ele disse com firmeza – Eu já fui otário suficiente para deixar você partir uma vez, mas dessa fez vai ser diferente.

– Pedro me salta!

– Eu não vou ti soltar,se for preciso eu ti amarro, mas você vai me ouvir.

– Falando desse jeito delicado né – Pedro me soltou e eu voltei para perto da árvore sentando-me na grama, Pedro sentou-se ao meu lado mais manteve uma distância de mim, como se me entendesse e ele entendia.

– Bom como você sabe eu comecei á namorar á Alice com 16 anos, mas antes nós éramos muito amigos, então começamos a frequentar á casa um do outro, ela conheceu meus pais e eu conheci os pais dela, quando ela tinha 15 anos ela fez uma grande festa e chamou meus pais, lá meus pais e os delas se conheceram e ficaram amigos, o pai da Alice tinha uma grande empresa e meu também, mas só que á empresa do meu pai estava falindo, ele não sabia mais o que fazer, então o pai da Alice emprestou uma grande quantia de dinheiro para meu pai, ele não quis aceitar, mas diante aquele insistência toda e diante da situação precária que á empresa se encontrava, meu pai aceitou, aos poucos á empresa foi se reerguendo, mas esse processo foi demorado, meu pai até pensou em desistir de tudo, mas ele teve força de alguns amigos inclusive do pai de Alice. Quando nós tínhamos 16 anos o pai da Alice precisava fazer uma grande compra e não tinha dinheiro suficiente para isso, por isso ele resolveu cobrar o dinheiro para meu pai, claro que ele não tinha esse dinheiro e pediu um tempo e ele foi aceito, mas as coisas estavam se apertando e meu pai precisava devolver mesmo esse dinheiro, o pai da Alice já estava ficando impaciente com isso, foi então que eu tive á ideia de namora-la, no começo eu não disse nada ao meu pai, ele achava mesmo que eu estava gostando dela e por um momento eu também achei, até que quando eu tinha 17 anos eu disse tudo para meu pai, que eu estava fazendo tudo isso por ele e que eu iria pedir á Alice em casamento assim tudo ficaria em “família” e o pai da Alice pararia de cobra-lo e foi isso que aconteceu, ele ficou tão feliz pelo noivado da filha que acabou esquecendo-se dessa divida, mas meu pai não esqueceu, durante todos esses anos ele vêm juntando esse dinheiro para poder pagá-lo, daqui uma semana ele vai fazer uma grande compra que mudara bruscamente á história da nossa empresa, essa compra mudará tudo e meu pai vai ter dinheiro o suficiente para pagar o pai da Alice, por isso eu disse aquelas coisas, a Alice nem sonha com essa história que eu ti contei e nem poderia, se ela soubesse esse plano de anos viria abaixo, mas quando você voltou tudo mudou e eu não estava mais aguentando essa história, eu queria terminar logo com tudo, mas meu pai ainda não tinha juntado esse dinheiro, por isso que eu continue, e vou precisar continuando até semana que vêm. – Eu não sabia o que dizer diante daquelas palavras, Pedro estava mesmo falando a verdade e eu estava me sentido uma idiota por um momento ter desconfiado dele.

– É… Mas se seu pai devolver esse dinheiro para o pai dela – preferia não dizer o nome da biscate – Ele não vai falir de novo?

– Não, isso vai render muito dinheiro para nós – Pedro olhava para o horizonte, para o jogo de cores escuras que o céu fazia.

– EU… eu… não sei o que dizer, eu me sinto uma idiota por ter desconfiado de você.

– Tudo bem até eu desconfiaria.

– Não Pê – ele finalmente olhou para mim – Eu não poderia ter desconfiado, quantas vezes você já me provou que me amava? Quantas vezes você olhava em meus olhos e dizia que eu era tudo para você? Olha nossa história, olha o que pelo passamos e á idiota aqui mesmo assim não acreditou.

– Ka, não fale assim de você mesma, é normal você ter desconfiado, você não sabia de nada.

– Mesmo assim, eu fui uma idiota, estúpida – Eu voltei á chorar, mas agora de decepção, decepção de mim mesma de ter desconfiado da pessoa que mais me ama, que em nenhum momento desmereceu á minha confiança.

– Eu já disse pra você parar – Pedro se aproximou de mim e me abraçou, eu me aconcheguei em seus braços – Eu te amo e eu quero você para mim, só para mim, para sempre.

– Eu também te amo meu amor, muito – Eu olhei para ele e segurei em seu rosto – Eu prometo que jamais vou desconfiar de você de novo.

– E eu prometo que eu não ti esconderei mais nada – Pedro começou a beijar meus olhos e meu rosto enxugando minhas lágrimas, até chegar a minha boca e me beijar com toda força que tinha. Eu o amo muito, muito mesmo, não sei explicar nada disso e nem quero, o que quero é apenas sentir esse amor.