Marcas do Passado
41 Capítulo 41 - Últimos Capítulos
Notas iniciais
~Leiam as notas iniciais~
Karina
A festa já estava chegando ao fim então eu e Pedro resolvemos ir embora, nos despedimos de algumas pessoas que estávamos conversando e fomos em direção ao seu pai.
– Pai a gente já vai.
– Tudo bem filho. Tchau Karina – Ele aproximou-se de mim e me abraçou.
– Tchau foi um prazer revelo.
– O prazer foi todo meu.
– Tchau pai – Pedro o abraçou.
– Tchau filho, cuidado na estrada hein.
– Claro pai.
– Você não bebeu não né?
– Não bebi o bastante para que isso me afetasse.
– Então tudo bem.
Nós sorrimos e fomos para fora do local, chegamos até o carro de Pedro e eu vi algo brilhar perto da roda da frente do carro.
– Amor o que é aquilo? – Eu apontei. Pedro abaixou e pegou o objeto.
– Uma pulseira – Ele entregou a mim.
– É sua?
– E eu sou homem de usar pulseira Karina.
– Ai amor é que é uma pulseira de homem.
– Como você sabe?
– Porque ela é grosa e tem uma inicial aqui R.N.
– Deve ser de algum convidado. Bom, vamos levar pra casa, segunda eu entrego ao meu pai e peço para ele perguntar se é de alguém.
– Tudo bem — Nós entramos no carro e eu coloquei á pulseira no porta-luvas. Pedro deu á partida e pegamos á estrada escura – Amor coloca o cinto.
– Ahh Ka pra que?
– Pra que sim, vai Pedro coloca o cinto.
– Eu sempre dirigi sem cinto.
– Ah é? Sempre? Pois agora toda vez que você sair você vai colocar o cinto, onde já se viu andar sem cinto de segurança? E se acontece alguma coisa?
– Amor nunca aconteceu nada.
– Nós nunca sabemos o dia de amanhã não é mesmo? Coloca logo vai.
– Mas que mulher mais chata.
– Chata nada você vai é me agradecer depois – Pedro bufou e colocou o cinto de segurança. A estrada estava escura e bem deserta e não era pra menos já que ali parecia ser o fim do mundo. O céu estava nebuloso, mas não chovia, o clima estava estranho e eu odiava isso. Como estava silencioso no carro eu resolvi ligar o rádio, rondei várias estações até que uma me interessasse.
– Estranho – eu disse surpresa.
– O que foi?
– Desde quando o dia que não terminou do detonaltas toca na rádio? Eu nunca á vi tocar em nenhuma rádio.
– Ahh Ka deve ter tocado sim e você que nunca pegou.
– Eu tenho certeza que não, eu passo o dia todo ouvindo rádio, diversas estações e eu nunca há vi tocar.
– Deve ser como eu disse mesmo, você que não deve ter pego ela tocando.
– É, acho que sim.
Pedro havia entrado nas montanhas e fazia o caminho da descida, agora tinha menos verde já que 90% do que nos cercava era rochas, dali dava para observar melhor o céu já que estávamos em um ponto alto, e parecia que agora ele estava mais escuro com nuvens mais pesadas.
– Amor diminui á velocidade aqui tem muita curva.
– Tudo bem – Pedro empurrou seu pé contra o acelerador e eu comecei á achar estranho o fato dele bater o pé insistentemente e o carro continuar andando sem reduzir á velocidade.
– O que foi?
– Ka… – ele engoliu seco e me olhou – O carro está sem freio.
– Co-como? – Meus olhos se arregalam.
– Tá sem freio eu não consigo parar – Ele continuou batendo o pé – Eu não sei o que aconteceu eu mandei para á revisão ontem e disseram que estava tudo em ordem.
– AI meu Deus.
– calma amor.
– Como calma? O carro está sem freio. Amor… – Eu o olhei com os olhos lacrimejados.
– Tudo vai ficar bem eu ti prometo – Uma fina chuva começou á cair na estrada para o meu completo desespero. O carro ainda continuava com sua velocidade alta e começou á derrapar devido ao esforço que Pedro fazia nas curvas.
– Amor nada vai ficar bem, nada – lágrimas já rolavam por meu rosto – Como isso foi acontecer? Tava tudo normal quando viemos.
– Ka a pulseira.
– O quê que tem á pulseira?
– Ela estava perto do carro, mas o que ela estaria fazendo ali?
– Você acha que…
– Sabotaram o carro.
– Mas quem… Alice.
– Não temos certeza de nada, mas provavelmente sim. Na pulseira tinha iniciais… – Eu peguei á pulseira no porta-malas.
– Espera ai, o nome do namorado dela é Ronny e as iniciais da pulseira são R.N.
– Quando ele me cumprimentou eu lembro de ter visto uma pulseira em seu braço, não lembro se era essa pois eu não prestei muita atenção.
– Claro, tudo faz sentido, foi eles Pedro.
– Eu não acredito nisso – Ele balançou á cabeça negativamente.
– PEDRO CUIDADO! – Ele voltou seu olhar para frente e tentou virar o carro, mas á pista estava derrapante e o barulho que o carro fez foi ensurdecedor. A última coisa que eu me lembro de ter visto foi o olhar desesperado de Pedro e o carro “voando” contra o abismo.
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